de Murilo Mendes
Dorme.
Dorme o tempo em que não podias dormir.
Dorme não só tu,
Prepara-te para dormir teu corpo e teu amor contigo.
Dorme o incêndio de atos esquecidos,
A qualidade a distância e o rumo do pensamento.
O pássaro magnético volta-se,
As árvores trocam os braços
O castelo parou de andar.
Dorme.
Que pena não poder me ver – puro – dormindo.