Depois da pesquisa Vox Populi, o governador Ratinho Junior já pode ser chamado de violinista do Titanic?
10:44PARA NUNCA ESQUECER
10:18TC entrega ao TRE lista com mais de 1,6 mil nomes de gestores com contas irregulares
Do enviado especial
O presidente do Tribunal de Contas, Ivens Linhares, em cumprimento a determinação legal, entrega nesta tarde ao Tribunal Regional Eleitoral, a relação dos gestores que tiveram contas julgadas irregulares nos últimos oito anos e com decisões já transitadas em julgado. A lista, que tem mais de 1600 nomes, servirá de base para a Justiça Eleitoral analisar os pedidos de registro de candidaturas às eleições de outubro, validando-as ou não. A relação ficará à disposição de quem desejar fazer consulta no site do TCE, www.tce.pr.gov.br
10:09Pesquisa? Moro continua voando alto
O instituto Vox Brasil divulgou pesquisa hoje sobre as eleições no Paraná. Em quatro cenários o senador Sergio Moro (PL) continua liderando com folga e com mais de 40% da preferência do eleitorado. Requião Filho (PDT)se mantém em segundo lugar com metade do percentual. Sandro Ale (PSD(, candidato do governador Ratinho Jr. fica muito, muito longe dos dois e também de Rafael Greca que está em terceiro, mas também não decola. Mantida a tendência, Moro pode se eleger governador no primeiro turno. Se for ao segundo, ganha de goleada. Para o Senado, o veterano Alvaro Dias (MDB) surpreende com cerca de 40% das intenções de votos. Gleisi Hoffmann (PT) ficou pouco mais de 19%. Confiram:
https://static.poder360.com.br/uploads/2026/07/Pesquisa-Vox-Brasil-Parana-3-jul-2026.pdf
9:51E a PM?
8:56Radar e o pelo em ovo
A coluna Radar, da revista Veja, abriu espaço para mais uma cutucada no senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao governo do Paraná e disparado o líder das pesquisas desde o ano passado. Só que o que foi publicado agora parece resultado de uma caçada ao pelo em ovo. “Ao assumir a pasta em janeiro de 2019, Moro encontrou a Polícia Federal com 13.478 servidores ativos. Entretanto, quando anunciou sua saída do Ministério da Justiça, em abril de 2020, acusando o então presidente de tentar interferir politicamente na PF, o número registrado no painel caiu para 13.356, ou seja, 122 servidores a menos”. Hummmmmmmmmmm. Tanto que a própria nota dá a resposta para o ocorrido ao finalizar informando que Moro terá de se defender informando que o ocorrido ” foi apenas uma oscilação natural do funcionalismo público e que o fortalecimento das polícias seguirá como uma das suas principais bandeiras para ocupar o Palácio Iguaçu”. Isso é campanha.
8:45Igualitarismo
8:31PARA JAMAIS ESQUECER ROSA PASSOS E CHOVENDO NA ROSEIRA
8:22A salvação da pátria tem pé chato
por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica
O Cauã cresceu demais da conta. Aquele negócio típico de menino criado por avó: o guri passou dos um e oitenta, come por quatro, mas se você olhar bem, ainda tem aquela cara de quem sonha com os anjos e morde o canto do cobertor dormindo. Só que o relógio não para, e o moleque está perto de cravar 18 anos. Aí azedou. Está chegando a hora de se alistar.
O problema é que a avó dele vê o exército da época da ditadura. Para ela, entregar o Cauã para a farda é o fim do mundo. “Não, não, não”, ela repete, muito perto de surtar — e quando ela surta, o sangue some da cara. Trava o maxilar, o olho arregala e ninguém tira a ideia da cabeça dela.
A sorte é que o Cauã nasceu com o pé chato. A avó só se deu conta disso conversando com uma amiga que lhe contou, cheia de mistério, como também conseguiu livrar o filho dela dessa sessão verde-oliva. Para a mãe do Cauã, o pé plano é caso de levar no ortopedista. Para a avó? É a salvação da lavoura. O pé chato virou o bilhete de alforria do neto.
Aí começa a loucura. Ela age na surdina. Desenterra uma daquelas pastas de elástico velhas, desbotadas, e começa a juntar papel. Mas muito papel. Tem receita de médico que já morreu, raio-X da época que Cauã era bebê, laudo de posto de saúde amassado… Ela monta um dossiê que parece pronto para incriminar o Estado, tudo para provar para o sargento que o neto não aguenta cinco minutos de marcha.
No dia do alistamento, fantasiava a idosa, ela não iria querer saber de ficar em casa: iria junto, arrastando o neto pelo braço e abraçada à pasta de elástico. Na cabeça da avó, já estava tudo certo!
Na hora do exame médico, o sargento mandaria os rapazes ficarem descalços em fila. Quando o médico militar batesse o olho no pé do Cauã — que mais pareceria duas fatias de pão de forma assentadas no chão —, nem precisaria abrir a pasta. O médico apenas suspiraria, carimbaria o papel e diria: “Dispensado”.
A avó não iria se conter. Em vez de comemorar em silêncio, ela abriria a pasta de elástico, jogaria os laudos médicos para o alto como se fossem confete de Carnaval e gritaria no meio do quartel, apontando para o sargento: “Eu avisei! Esse pé aí não marcha, meu senhor! Se vocês tentassem, ele quebrava o quartel inteiro!”. Cauã, vermelho de vergonha com os papéis caindo na sua cabeça, só conseguiria enfiar o pé chato no chinelo e arrastar a avó para fora dali antes que o exército mudasse de ideia por pura exaustão. A ditadura não venceria a pasta de elástico.
Eu tentei fugir, não queria me alistar / Eu quero lutar, mas não com essa farda…(Núcleo de base – Edgar Scandurra)
7:29A VIDA COMO ELA É
7:05Plim-plim
7:02NELSON PADRELLA
6:47LEROS
de Carlos Castelo
§ Existe uma praga silenciosa no humor brasileiro. E não é o stand-up, que ao menos tem a honestidade de suar no palco mesmo à luz de um refletor mequetrefe. O problema é mais perfumado: são os autores que descobriram a prosa espirituosa da New Yorker e decidiram transplantá-la para cá como quem planta tulipas em Bangu.
De repente, o camarada quer soar como um professor de Princeton observando, com melancolia, a decadência moral de um croissant. Só que o nosso objeto nacional não é o croissant: é o ovo colorido da rodoviária, a impressora que “só pega se levantar a tampa”, o tio que chama Pix de pique.
O resultado é um humor de luvas brancas tentando descrever um país que resolve problema no grito e chama solução provisória de gambiarra desde 1500.
Os textos desses new yorkers iniciam falando da falência espiritual do ocidente e acabam descrevendo uma cadeira assinada por um designer escandinavo. Um verdadeiro boi com abóbora metido à besta.
Falta busão. Falta boteco. Humor brasileiro (do bom) não toma chá com leite, muito menos com ironia: ele derruba café na camisa e ainda culpa o pires. Em outras palavras: humor brasileiro não anda de cachecol em Copacabana.
6:43A VIDA COMO ELA É
6:29Empurrados para o digital
por Ruy Castro, na FSP
Quando o idoso se vê indefeso diante da tela, o Estado lava as mãos e o joga para a família. O atendimento presencial é garantido pelo Estatuto do Idoso. O Brasil finge ignorar isso
É outro vídeo que recebi, este de meu amigo Luiz Fernando Janot. Não sabemos quem o escreveu ou interpretou. Mas sabemos que cada cena e cada palavra que contém são verdadeiras. As imagens mostram idosos em bancos e hospitais, tentando conviver com seu pior inimigo: o smartphone. O texto, na voz de uma mulher, diz:
“Quando uma tecnologia não respeita a biologia humana ela não é inovação. É o descaso fantasiado de modernidade. E a punição para quem não consegue passar pela barreira da tela é o abandono. Agências vazias, portas fechadas e a recusa de um atendimento presencial.
“O Brasil é o segundo país mais avançado do mundo digitalmente. Mas de que adianta o sistema ser brilhante se ele negligencia e isola a sua própria população? Hoje somos 35 milhões de idosos no Brasil. Em quatro anos, seremos 41 milhões, quase 18% da população. Mas as empresas e o Estado estão empurrando todo mundo para o digital. E, quando o idoso não consegue, o Estado lava as mãos e joga nos ombros dos familiares uma responsabilidade que deveria ser das instituições.
“Estão esquecendo que o atendimento presencial e humano é garantido no Estatuto do Idoso. Há milhões de brasileiros sem acesso à internet ou com limitações físicas severas que tornam impossível o uso de aplicativos. E não é só para pagar uma conta ou acessar o banco. O agendamento de uma consulta médica pelo SUS passa pela mesma barreira”
O texto conclui com um apelo que deveria ser levado em consideração pelas autoridades e por todos nós: “Esse vídeo não é só um desabafo. É um manifesto. O atendimento humano presencial e capacitado não pode ser um favor. É um direito do cidadão, independentemente da idade ou do status social. É preciso que os bancos atentem para o fim social que têm. Eles têm que atender ao interesse da sociedade. Faço aqui um apelo direto aos órgãos do governo, às associações de classe, às comissões dos direitos dos idosos. Unam-se a nós nessa cobrança. Compartilhem esse manifesto. Não podemos aceitar a exclusão e o silêncio”.
6:15A VIDA COMO ELA É
17:08Quem e o que são?
15:54O BOI
de Luiz Augusto Cassas
na índia e no maranhão
o boi é um animal sagrado
não fere o povo os costados
nem come o bife ou a língua
comer-lhe a carne é pecado
aqui a fome é quem vinga
mas quando o boi dança e requebra
expulsa a dor e a miséria
e o esquelético novilho
transmuta-se em mártir e guia
o povo baba e se ajoelha
lambendo com dengo a cria
contra o bezerro de ouro
ergue-se o boi nosso tesouro
é o berro do céu no chão
é o reino do pobre em ação
é cristo em ressurreição
é a estrela do maranhão
15:06SPONHOLZ
14:33UFPR aprova cota para trans no vestibular
por Luís Lomba, do Vigília Comunica
O Conselho Universitário da UFPR aprovou a criação de cotas para candidatos(as) trans, valendo já para o próximo vestibular. A decisão foi tomada em reunião realizada na quarta-feira feira (1). “Foram aprovadas cotas para pessoas travestis e transexuais na graduação. Aprovamos 3% em todos os cursos e turnos, em todos os campi da UFPR. Esse percentual deve assegurar ao menos uma vaga por curso”, informa Megg Rayara, pró-reitora de Ações Afirmativas da UFPR.




