por Marcos Barrero*
A final de 26 foi a pior de todas as Copas. Os juízes, um desastre, apitaram para a Fifa e não para o futebol. A bola atrapalha certas aves de rapina. Um dia será banida. Questão de tempo. A imprensa já criou uma expressão estúpida: jogar sem bola.
O VAR fez o seu papel: variou. E, além de interferir na dinâmica do jogo, tomou decisões erradas que mudaram resultados.
O Irã virou um pária na competição. A delegação foi exilada no México e obrigada a ir e vir a cada jogo, até a eliminação. Seus atletas foram submetidos a humilhações e rigores nos setores de imigração, sob o silêncio da Fifa.
Torcedores do Irã e do Haiti foram proibidos de ingressar nos EUA.
Torcedores do Senegal e da Costa do Marfim não conseguiram visto de turistas.
Jornalistas brasileiros fizeram um coro de mimimi por causa da desorganização.
Se esqueceram do primeiro mandamento do bom repórter: se vira!
A Fifa deu o prêmio de melhor da Copa para Rodri. Messi ficou em segundo. Ridículo.
Inédito: a Fifa anulou o cartão vermelho do norte-americano Balogun, a pedido de Trump.
Conseguiram transformar o futebol em jogo de basquete: inventaram quatro tempos, com intervalos comerciais sob o pretexto de bicar um gole d’água.
Botaram um palco no gramado com as madonas e shakiras de sempre, como se os astros da bola não bastassem.
Foi uma Copa de protagonistas velhos: Messi, Cristiano Ronaldo, Modric, os goleiros Ochoa, Neuer, Gordon, Muslera e até Vozinha.
A seca de ídolos induziu Madonna a convocar dois nomes de quase tres décadas atrás pra pilotar seu uber: os Ronaldinhos Gaúcho e Fenômeno.
A promessa Lamine Yamal, louco por um garrinchismo, fracassou.
Algo vai mal quando Vozinha é atração (mais circense do que futebolística).
Estatísticos da Fifa apuraram recorde de chutes de fora da área.
Isso é bom sinal?
Não.
Triunfou a pressão alta de marcação. O tal 4-2-3-1(de Juan Manuel Lila, auxiliar de Guardiola).
Ou seja: está cada vez mais difícil penetrar tocando bola em qualquer defesa.
Houve renovação de valores e talentos?
Não.
Se houvesse, a revelação da Copa não seria um zagueiro, um destruidor de jogadas, como o excelente espanhol Pau Cubarsi.
A Fifa fifou.
E o Brasil?
Pergunta pro Casemiro.
*Escritor, professor, jornista, ex-editor da revista Placar





