13:18Gibiteca de Curitiba é reconhecida como um dos maiores centros de formação de quadrinistas do Brasil

Da Comunicação da prefeitura de Curitiba, com texto de Alice dos Passos Lima

Com mais de 600 alunos anualmente, o local contribui para a profissionalização e publicação de obras através de editais

Com um acervo de mais de 45 mil gibis, 24 turmas ativas e cerca de 600 alunos, a Gibiteca de Curitiba consolida-se como um dos maiores centros de formação de quadrinistas do País, segundo levantamento inédito do Censo Nacional dos Profissionais de Quadrinhos e Humor Gráfico, realizado em 2025. De acordo com a pesquisa, a Gibiteca da capital está entre os centros de aprendizagem mais citados nacionalmente e é considerada um dos principais “celeiros” de quadrinhos na região sul, ao lado de Porto Alegre.

Para o artista e atual coordenador da Gibiteca, Fulvio Pacheco, esse marco é o resultado de um trabalho contínuo, nutrido pela efervescente cena independente e pelas políticas de incentivo cultural do município. Ele ressalta que a vocação da cidade para as artes gráficas tem raízes históricas profundas. “A produção de quadrinhos em Curitiba tem aproximadamente 210 anos. O primeiro quadrinho de que se tem registro se chamava Gaveta do Diabo e foi publicado em 1888”, conta Fulvio.

Um lugar de encontro

A vocação da Gibiteca para formar profissionais começou a ser desenhada nos anos 1970, antes mesmo de sua inauguração oficial em 1982. Nessa época, a editora Grafipar instalou-se na capital paranaense com a audaciosa missão de publicar histórias em quadrinhos nacionais. O sucesso editorial atraiu desenhistas e roteiristas de todo o Brasil para a cidade. Essa efervescência revelou uma urgência: era preciso um espaço para reunir esses desenhistas e inseri-los no mercado.  O arquiteto, artista e idealizador da Gibiteca, Key Imaguire Jr., recorda a energia daquele período: “Existia um movimento forte dos artistas gráficos brasileiros que queriam participar do mercado de histórias em quadrinhos. Era evidente que os nossos talentos tinham o direito de ocupar esse espaço”

Entretanto, o arquiteto pontua que, apesar da vontade de fazer a cena de quadrinhos acontecer, existiam muitos obstáculos, um deles era a falta de um lugar físico.

“Às vezes os artistas se reuniam na casa de alguém ou nas universidades, não tinha um lugar próprio. Por um tempo até emprestei o meu escritório de projetos, que era na casa dos meus pais”, relembra com humor.

Foi exatamente dessa carência de um local adequado para exposições, lançamentos e desenvolvimento profissional que surgiram os primeiros esboços da instituição. ‘Esse lugar, pensado para ser um ponto onde os artistas pudessem se desenvolver e se colocar no mercado, ainda não existia no Brasil, e talvez nem no mundo’, ressalta Key.

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7:48E a pressão dos “russos”?

Carlo Ancelotti acha que na base da pressão e com atacantes velozes o Brasil chega lá, não se sabe necessariamente onde. Isso é uma coisa. Acontece que a falta de combinação com os “russos” pode prejudicar tal tática. Mais: o gol de empate do Egito, no erro absurdo do capitão Marquinhos, alertou para uma realidade a ser enfrentada: como a defesa da seleção brasileira vai se comportar com a pressão total das grandes seleções do mundo? Oremos.

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7:43O mito da transferência de votos

Do Analista dos Planaltos

O que se fala até na Oposição: o governador Ratinho Jr está descobrindo, amargamente , que todas as análises de pesquisas que recebeu nos últimos anos, dando conta da transferência de votos, podem ter sido um grande engodo. O presidente Lula é presidente porque sempre torceu o nariz para essa visão distorcida da futurologia.

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7:18O fantasma que fumava e tossia 

por Lea Oksenberg

Francisco nasceu em Picos, no interior do Piauí, mas o destino — e um charme discreto de quem não faz força — o levou direto para a capital paulista. Na selva de pedra, Chico era um bicho-do-mato refinado: devorava livros, amava esportes e guardava uma timidez do tamanho do mundo. Demorou para engrenar nos amigos e nos namoros. Enquanto o amor não vinha, ele ia se achando nas páginas da literatura e nos braços de uma moça da vida, uma dessas paixões de transição que preenchem o tempo enquanto a vida de verdade não acontece.

Até que o destino cruzou o caminho dele com Juliana. Ju era bem mais nova e, como diria um bom paraibano, arretada que só ela. Foi faísca pura. Chico alucinou; Juliana achou uma graça sem fim naquele homem intelectual e tímido, que ficava completamente sem jeito com o seu estilo “saidinho”.

Começaram a se ver todo sábado. Mas o ritmo de Francisco era de uma lentidão quase litúrgica. Passavam-se as semanas e nada do rapaz pegar na mão de Ju. Sim, caro leitor, estamos falando de um simples e casto segurar de mãos.

Sábado vai, sábado vem, Juliana cansou de esperar o milagre da iniciativa. “Hoje eu estou pro crime”, falou para si mesma, decidida a dar um basta naquele reme-reme. Quando se encontraram, ela não esperou: tomou a mão de Francisco com vontade. O recado estava dado. Dali para a frente, a intenção era clara: Juliana queria fazer turismo completo pelos “Países Baixos” do seu tímido piauiense. E assim, entre o fogo dela e a calmaria dele, engataram um longo relacionamento.

Os opostos se atraíam, mas as fantasias também se refinavam. Um belo dia, Chico juntou cada gota de coragem que tinha no peito e soltou a bomba:

— Você topa transar com outra pessoa… e me deixar olhar?

Juliana, que não tinha nascido ontem e já tinha rodado um bocado por esse mundo, nem piscou: topou. Mas o roteiro exigia regras. Tinha de ser um estranho total, alguém que não fizesse ideia de que ela namorava. Depois de muita triagem e entrevistas com “candidatos” improváveis, acharam o sujeito ideal.

O palco do teatro foi o apartamento dela. Para Chico conseguir assistir de camarote, a ação precisava acontecer na sala. Tudo armado, figurino pronto, o rapaz se encastelou, estratégico e invisível, na lavanderia.

O clima esquentou, a performance na sala estava impecável, o plano corria às mil maravilhas… até que a biologia resolveu trair o voyeur. No auge do ato, Francisco foi acometido por uma crise de tosse daquelas bem barulhentas, de fumante inveterado.

Na sala, o “eleito” travou na hora. Olhou para os lados, pálido, e não teve dúvidas: o apartamento era assombrado por um fantasma asmático. O rapaz juntou as calças e saiu voando dali, deixando Juliana na sala, Chico na lavanderia e o além-túmulo engasgado.

Meu bem, você me dá água na boca

Vestindo fantasias, tirando a roupa

Molhada de suor de tanto a gente se beijar…

(Mania de vice – Rita Lee e Roberto de Carvalho)

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7:04NELSON PADRELLA

Estava eu me ensorvetando numa das boas casas do ramo, e na mesa ao lado sorvetavam uma jovem senhora e seu filhote jovem também.
Então, a criança fez à senhora uma pergunta infantil: “Tá gostoso?”
Aquela mãe pegou de balançar a cabeça confirmando, e eu li a obra completa de Dostoiewsky e ela ainda estava balançando a cabeça.

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6:49O conto do vigário do terror

por Muniz Sodré, na FSP

Classificar PCC e CV como organizações terroristas é decisão política, não técnica. O que se quer mesmo é desmoralizar a soberania jurídica brasileira

Não são terroristas as duas maiores organizações criminosas nacionais sancionadas pelo governo norte-americano. Não por lhes faltarem motivações ideológicas ou religiosas, como se vem apontando. O terrorismo internacional que derrubou as torres gêmeas nos EUA, explode bombas em lugares públicos e incita à autoimolação de fanáticos tem uma singularidade: não negocia. Ou seja, não é político-ideológico. Nem espiritual, pois seu apelo ao divino é mero rótulo para a vingança. Terrorismo é guerra civil permanente de desterrados.

Terror é um sentimento de pavor ou de ansiedade extrema, geralmente causado por violência ou ameaças. É uma forma radicalizada do medo, que excede a capacidade de controle e paralisa os mecanismos de defesa do indivíduo. Não se confunde com o simples temor, que não afeta a possibilidade de pensar e reagir. O terror emerge dos momentos de repressão desenfreada de um regime político ou das ações movidas pelo fanatismo, no passado e no presente. O Irgun (dissidência da Haganah, organização paramilitar sionista), que explodiu um hotel de ingleses em 1946, matando 91 pessoas, era terrorista. A Al-Qaeda é polo centralizador do terrorismo árabe. Os grupos de supremacia branca nos EUA, como os Proud Boys e a Ku Klux Klan, são estruturalmente terroristas.

Em princípio, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) não têm nada a ver com essas descrições. São máfias voltadas para o contrabando de armas, tráfico de drogas, extorsão, lavagem de dinheiro, assaltos, torturas e execuções. Nelas, porém, inexiste a dinâmica de suicídio inerente às fantasias identitárias que sustentam a mitologia de uma divindade onipotente, de um regressivo califado ou mesmo de uma branquitude unitária. Nem a matriz vingativa que rege as necropolíticas da extrema direita.

Vingança, uma pulsão propriamente terrorista, responde em parte pelo que vem acontecendo nos EUA. Trump é pretexto para que as elites brancas e os rednecks empobrecidos concretizem o seu histórico ressentimento contra imigrantes, negros, mulheres, asiáticos e latinos. Nem sequer as Forças Armadas norte-americanas escapam ao escrutínio discriminatório: as promoções de oficiais de alta patente têm excluído negros e mulheres, de modo sistemático.

O neofascismo emergente nos EUA é a face terrorista do neoliberalismo. Compreende-se, assim, que essa dimensão velada pelo marketing da democracia de exportação tente projetar sobre outros, por interesses econômico-financeiros momentâneos, a pecha do terror. Essa oblíqua classificação é decisão política, e não técnica, de um sistema imperial. O que se quer mesmo é desmoralizar a soberania jurídica brasileira, torpedeando o Pix, à sombra de escusos desígnios eleitorais. Combate ao crime é ambígua tela de fundo para uma chantagem deslavada.

Colar seriamente o rótulo sancionado a tumores sociais como PCC e CV (que os governos nacionais, sim, irresponsavelmente, deixaram crescer) implicaria auscultar a urbanidade periférica, cujo cotidiano oscila entre o medo e o terror impostos por essas facções. Ou seja, escutar politicamente a voz das comunidades submetidas. Terrorismo, se há, é só para os desamparados: são vidas paralisadas pela ditadura do crime.

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6:41O Brasil da pressão

A seleção brasileira de futebol venceu o Egito por 2 a 1 no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo. O técnico Ancelotti comemorou o fato de o time ter aprimorado o “roubo de bola” sob pressão no campo do adversário. Na torcida brasileira, que não esqueceu o que significa show de bola, quem gosta dessa tática – e acha que ela vai dar certo na competição, concorre a uma visita com tudo pago aos territórios onde os países em guerra celebram o cessar-fogo de um lado e do outro jogam bombas como se fossem chuvas de verão.

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15:35A conta do PIX

Do enviado especial

Dados que circulam no sistema financeiro do PT : o PIX movimentou R$ 60 trilhões desde que foi lançado no Brasil. Com isso, as grandes bandeiras de cartões como Mastercard, Visa, todas americanas, etc deixaram de faturar R$600 bilhões. Ou seja bilhões de motivos pra acabar com o PIX.

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10:01JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

Colocaram a candidata ao Senado no topo de um prédio, amarraram uma bandeira do Brasil no pescoço dela e o blá blá blá de que isso, aquilo, contra tal coisa e tal, ficou parecendo, numa noite fria de Curitiba, que a cidade, o estado e o país estão prestes a ganhar uma super heroína. Faltou voar, mas isso pode ser que aconteça nos próximos capítulos. Ou não, mesmo porque no passado um outro político voou para mandar a mensagem e ganhar votos. Não deu certo, mas ele tenta sempre.

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8:46Futebol

O rendimento de um jogador em campo depende, não raro, de fatores extra-esportivos. Por exemplo: – uma dor de cotovelo. Castigado por uma dor de cotovelo, um craque já está incapacitado para um simples e reles arremesso lateral. (Nelson Rodrigues)

 

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