11:09Imperdível! O poder do futebol e o futebol do poder

O Museu da Imagem e do Som do Paraná convida para a abertura da exposição “O Poder do Futebol e o Futebol do Poder”

📅 10 de junho
🕖 19h

Com curadoria de André Pugliesi e Sandro Moser, a mostra propõe uma reflexão sobre as relações entre futebol, política, memória e identidade no Paraná, reunindo materiais inéditos do acervo do MIS-PR, imagens históricas, registros audiovisuais e narrativas que atravessam diferentes gerações.

Entre arquibancadas, governos, clubes, estádios e paixões coletivas, a exposição revela como o futebol ajudou a construir imaginários, pertencimentos e disputas simbólicas no estado.

Esperamos você para esta noite especial de abertura.
Rua Barão do Rio Branco, 395 – Centro

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10:22Que segundo turno?

O Gaiato da Boca Maldita viu o relatório da pesquisa Veritá e constatou que os cenários de segundo turno para eleição ao Governo do Paraná são informação inútil no momento, se confirmado o índice de votos no ex-juiz Sérgio Moro no primeiro turno.

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9:45Veritá: Moro, Moro, Moro e… Moro

Da Tribuna do Norte

Pesquisa Veritá aponta Sergio Moro na liderança da disputa pelo Governo do Paraná em todos os cenários testados

Senador lidera corrida ao Palácio Iguaçu em pesquisa divulgada nesta terça-feira (9)

O senador Sergio Moro (PL) lidera a corrida pelo Governo do Paraná em todos os cenários avaliados pelo Instituto Veritá. A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (9), testou três cenários de primeiro turno, quatro de segundo turno e também mediu a rejeição dos pré-candidatos.

O levantamento mostra que a maioria dos eleitores paranaenses já tem um nome definido para a eleição de 2026. Segundo a pesquisa, 66,8% dos entrevistados afirmaram que já escolheram seu pré-candidato ao Palácio Iguaçu, enquanto 33,2% disseram ainda não ter decidido em quem votar.Moro lidera entre os eleitores decididos

No primeiro cenário apresentado, que considera apenas os eleitores que afirmam já ter definido seu voto, Sergio Moro aparece na liderança com 60,1% das intenções. Em segundo lugar está o deputado estadual Requião Filho (PDT), com 19,1%.

Na sequência aparecem o secretário estadual Sandro Alex (PSD), apontado como possível nome do grupo político do governador Ratinho Junior, com 8,8%, e o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), com 6,4%.

O advogado Luiz França (Missão) registra 2,3%, enquanto o empresário Tony Garcia (DC) soma 0,2%. Outros nomes representam 3,2% das respostas.

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9:26PEDRO NAVA

“Para nos mantermos dentro do espírito moderno, o que eu quero é que essa mocidade nos derrube. E terá toda razão para isso.”
“Eu não seria o memorialista que consegui ser se não tivesse o profundo hábito da observação, da crítica do ente humano, concedida a todo médico que leva a sério sua profissão indispensável para seu exercício.”
“Sou mesmo um impressionado pela morte e um curioso de como as pessoas a recebem com resignação e bravura. Isso traduz um estado de medo.Talvez eu tenha estudado medicina para combater essa idéia.E talvez tenha escolhido o ramo da Reumatologia porque de reumatismo ninguém morre.”
“O prazer de escrever é misturado com a angústia de escrever. Mas há o reencontro consigo mesmo.”
“Que essas crianças façam o que quiserem, não se incomodem com carreira, glória. Nada disso tem importância. Viver é que é importante. Meu recado é pois: não façam como a minha geração, que sempre se reprimiu em função de uma porção de coisas.”

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8:50Electrolux blinda

Do enviado especial

A Electrolux, poderosa fabricante da chamada linha branca, cuida bem dos seus executivos do andar de cima. Recentemente presenteou cada um deles com um SUV da Volvo, estalando de novo. Detalhe: todos os carros já vieram blindados.

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7:47Sem cassação, com eleição

Além de não ser cassado na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Renato Freitas (PT) deverá ser eleito deputado federal pelo PT sem fazer “campanha” tradicional,  pois  sabe aproveitar a repercussão dos episódios controversos em que se envolve para aumentar a legião de eleitores, encantados com seus discursos ferozes. Foi assim na Câmara Municipal e devererá ser assim agora. A conferir.

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7:12A DÚVIDA

Se o governador Ratinho Junior vai sair de licença no final de junho, o eleitor quer saber se Sandro Alex, o candidato dele à sucessão, vai viajar junto para os EUA, destino de sempre?

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6:40Bibliocídio: como as big techs queimam livros

por Naief Yehya, no CTX*

Como empresas de tecnologia estão comprando, digitalizando e depois destruindo milhões de livros para usá-los como combustível de inteligências artificiais

Para quem escreve livros que não se tornam best-sellers (com vendas excepcionalmente altas), nem long-sellers (com vendas consistentes e contínuas por longos períodos), nem mesmo sellers propriamente ditos (que vendam um mínimo aceitável), é comum receber, de vez em quando, um e-mail da editora avisando que os exemplares dos nossos livros em estoque serão enviados para a trituradora. Uma vez tomada essa decisão, pouco ou nada pode ser feito. A trituração de livros é, infelizmente, um reflexo muito comum da triste condição do mercado editorial (especialmente dos grandes consórcios que engoliram dezenas de pequenas editoras), das pressões econômicas e fiscais, do espaço limitado nos armazéns e da impaciência corporativa.

No entanto, as grandes editoras não são as únicas empresas que recorrem à destruição em massa de livros. O jornal The Washington Post publicou em janeiro de 2026 que, no início de 2024, a empresa de alta tecnologia Anthropic lançou uma iniciativa de forma praticamente secreta chamada Projeto Panamá. Os detalhes vieram a público com a divulgação de mais de quatro mil páginas de documentos apresentados como provas no processo de direitos autorais movido por um grupo de escritores contra a Anthropic. Esse processo fazia parte de uma série de ações judiciais movidas por artistas, autores, músicos, fotógrafos, designers, ilustradores e outros criadores que sentem que seu trabalho foi usado sem seu conhecimento ou autorização para treinar modelos de IA. Um documento interno de planejamento divulgado na segunda semana de janeiro de 2026 descrevia assim suas intenções: “O Projeto Panamá é nosso esforço para digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo… Não queremos que se saiba que estamos trabalhando nisso”.

Este e outros documentos jurídicos utilizados em ações judiciais contra várias empresas que desenvolvem modelos de Inteligência Artificial generativa revelaram que a Anthropic e outras empresas de IA estão comprando em livrarias de segunda mão milhões de livros impressos para treinar seus sistemas. Os Grandes Modelos de Linguagem (LLM, na sigla em inglês) requerem textos de “alta qualidade” para treinar suas redes neurais. Isso consiste em fazer com que os modelos processem textos para construir relações estatísticas entre palavras e conceitos. Os programadores consideram que devem ser utilizadas bases de dados de boa “qualidade” (livros e artigos coerentes, bem escritos e editados) para que as capacidades dos modelos aumentem. Utilizar boa literatura proporciona respostas mais bem articuladas, bem como resultados mais eloquentes, precisos e convincentes. Os coordenadores deste projeto concluíram que era muito melhor usar livros do que comentários, opiniões e conversas extraídos de fóruns online, redes sociais ou do YouTube. Os livros, em grande quantidade, e não individualmente, tornaram-se o alvo da ambição dessas empresas que desejam “ensinar os modelos a escrever corretamente e não replicar a linguagem comum da internet”.

Há algo de fábula sórdida e ficção científica sombria nesse processo mecânico de ingestão e digestão literária que nos faz pensar nos clássicos Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, e 1984, de George Orwell, mas que também evoca os vilões dos quadrinhos da Marvel que dominaram as telas de cinema nos últimos 20 anos e que alimentaram a imaginação perversa dos bilionários da indústria da tecnologia digital. A IA Claude é uma espécie de Thanos, o monstro destruidor de mundos, capaz de eliminar metade da cultura literária do universo para dar lugar a uma IA infalível.is.

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6:21Esquerda versus direita virou disputa de cego com cego?

por Michael França, na FSP

Amadurecer é reconhecer que nenhum grupo tem o monopólio da razão e da virtude. Polarização empobrece o coletivo ao transformar pessoas em caricaturas e verdades parciais em dogmas

Existe algo empobrecedor em transformar opiniões em trincheiras. A política deveria nos ajudar a organizar conflitos, corrigir injustiças, testar soluções e melhorar a vida das pessoas. Em vez disso, virou uma máquina de absolver aliados e condenar adversários antes mesmo que eles terminem uma frase.

Enquanto uma parte expressiva da esquerda passou a enxergar virtude automática em tudo o que prega, tem-se outra parte expressiva da direita que passou a enxergar ameaça em tudo que tenta corrigir desigualdades históricas. E, no meio desse campo minado, a inteligência pública vai se deteriorando. E, nesse passo, vamos perdendo sucessivas oportunidades de crescer como nação.

A cegueira ideológica tem um mecanismo de funcionamento interessante: primeiro, ela oferece pertencimento; depois, inimigos; por fim, uma explicação que, em muitos casos, é superficial para quase tudo. Assim, gradualmente, a pessoa deixa de avaliar fatos e passa a proteger uma identidade.

E, uma vez que a política vira meramente um reflexo de identidade, mudar de opinião parece traição, e admitir que o outro lado tem razão em algum ponto pode parecer fraqueza. Então, a vida pública se torna uma disputa infantil entre pureza e pecado, e o outro começa a virar apenas uma caricatura.

Perceba o quanto perdemos com isso.

Perdemos a capacidade de reconhecer problemas reais quando eles aparecem no suposto lado errado. A direita, por exemplo, geralmente enxerga a desigualdade como desculpa de quem não se esforçou o suficiente. Por sua vez, a esquerda, às vezes, trata temas como segurança pública, responsabilidade fiscal e eficiência do Estado como se fossem apenas obsessões conservadoras.

Nos dois casos, a sociedade paga a conta. Porque desigualdade ignorada vira ressentimento. Estado ineficiente vira descrença. Violência tratada com bravata vira medo cotidiano.

Uma pessoa madura deveria ser capaz de dizer: a esquerda tem algo importante a ensinar sobre proteção social e concentração de riqueza. A direita tem algo importante a lembrar sobre liberdade individual e os limites do Estado. O erro começa quando cada campo transforma suas verdades parciais em dogma. A partir daí, qualquer divergência vira heresia.

E o que dizer da perda da compaixão? Uma vez que alguém passa a ver o outro apenas como expressão do mal, ele deixa de enxergar sua história, seus medos, suas perdas e suas razões. O trabalhador que vota na direita vira alienado. O jovem progressista vira revolucionário de apartamento. O empresário vira explorador. O rico vira parasita. O militante vira doutrinado. E, assim, as pessoas e a humanidade vão desaparecendo atrás de rótulos.

O mais curioso é que muitos dos que criticam a polarização também participam dela. Dizem defender o diálogo, desde que o diálogo confirme suas crenças. Dizem valorizar a ciência, desde que as evidências não contrariem seus desejos. Dizem querer justiça, desde que ela alcance os inimigos primeiro. Dizem defender a liberdade, desde que os outros usem essa liberdade para concordar com eles.

A maturidade política começa quando aceitamos que ninguém está certo o tempo todo. Nem a esquerda. Nem a direita. Nem o centro. Nem os intelectuais. Nem o mercado. Nem os movimentos sociais.

Toda visão de mundo tende a iluminar certas coisas enquanto escurece outras.

*O título é uma homenagem à música “Cego com Cego”, de Tom Zé e Zé Wisnik.

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17:11JAMIL SNEGE

Já inspecionei a proa, amarrei a carga, desatei a vela. O vento sopra forte e enfuna meu coração de alegria. Agora é contigo, Senhor. Toma o leme e risca o rumo do meu barco – não penses que irei por este mar sozinho.

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