13:37Deputada por São Paulo, Rosangela Moro mergulha de cabeça em pré-campanha no Paraná

por Gustavo Maia, na coluna de Lauro Jardim, no Globo

Eleita por São Paulo em 2022, a deputada federal Rosangela Moro (PL) transferiu seu domicílio eleitoral para o Paraná em 2024, quando se candidatou, sem sucesso, a vice-prefeita de Curitiba.

Na ocasião, ela declarou que continuaria “a representar o estado de São Paulo e sua população, mantendo, inclusive, seu escritório de representação aberto na capital paulista e sua agenda nas demais cidades do estado”. Beleza.

Agora pré-candidata à reeleição à Câmara pelo estado em que seu marido, o senador Sergio Moro, concorrerá a governador, Rosangela registrou 20 atividades no Paraná nas suas redes sociais só nos 15 dias deste mês.

Já em São Paulo, no mês de junho, a deputada participou de apenas um congresso sobre doenças raras, no qual seu marido também palestrou.

Nesta quarta-feira, Rosangela vai participar de um encontro político em Londrina (PR), seguido de um almoço pago (“por adesão”) para quem desejar participar.

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11:54“Wi-Fi” engoliu o Plim-Plim!

por Sergio Brandão

O aumento do número de 48 seleções na Copa do Mundo não inflou o torneio como muitos acharam que aconteceria. Cabo Verde e Curaçao já ensinaram aos gigantes uma lição de humildade que no minimo deveria fazer parar e pensar.

Enquanto as seleções emergentes celebram gols históricos, e heróicos empates, a Seleção Brasileira patina em um irritante tribunal digital.
Desde sábado, depois da estreia brasileira na Copa, a internet foi inundada por teorias da conspiração e análises táticas feitas por profissionais formados na “Universidade do X” (antigo Twitter). A facilidade de emitir palpites transformou novamente o país em um polo de milhões de técnicos autodidatas, onde o diagnóstico é a crise interna, bastidores corrompidos e saudade dos anos dourados. É o drama como catarse.

Fora das quatro linhas, a grande revolução desta Copa é estrutural. A CazéTV assumiu o papel de única plataforma a transmitir todos os 104 jogos, deixando a histórica hegemonia da TV Globo como segunda opção ou até terceira.

Parece mesmo que o futebol mudou de endereço e de tela. A Copa de 2026 descentralizou o jogo dentro de campo e democratizou o controle fora dele. Quem se apegar ao saudosismo analógico vai assistir aos novos tempos no banco de reservas

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11:16Começou! As falhas no contrato da Ponte de Guaratuba

Da Tribuna do Paraná, em reportagem de Eloá Cruzz

TCE aponta falhas em contrato da Ponte de Guaratuba; consórcio pede mais dinheiro

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) apontou falhas nos editais da obra da Ponte de Guaratuba, inaugurada no início de maio deste ano. Embora a estrutura já tenha sido entregue, a fiscalização identificou brechas no edital que deixaram o Estado vulnerável a prejuízos financeiros, disputas judiciais e problemas na qualidade da obra. O resultado do relatório, realizado entre fevereiro e maio deste ano, foi divulgado no Diário Oficial do Tribunal de Contas do Paraná no dia 8 de junho.

De acordo com o documento, os contratos não definem quem paga por imprevistos, até que ponto a empreiteira tinha autonomia para inovar em reparos e como os pagamentos deveriam ser controlados.

O documento de fiscalização do TCE-PR concluiu que o contrato da Ponte de Guaratuba não define de quem é a responsabilidade caso surjam problemas técnicos que exijam mudanças no projeto básico. Sem essa regra, não se sabe quem pagará a conta caso algo dê errado, o que abre margem para que o Estado acabe arcando com custos extras que deveriam ser da empresa.

Segundo o relatório, o edital falhou em não delimitar claramente o que a empresa é obrigada a entregar e onde ela tem autonomia para criar soluções novas. Sem saber exatamente o que o governo exige como padrão mínimo, a construtora ficou livre para usar técnicas diferentes que podem comprometer a durabilidade da obra.

A fiscalização também percebeu a ausência de critérios para o pagamento da obra. Na avaliação do TCE-PR, essa falta de controle abriu brechas para que o governo liberasse verbas sem conseguir checar com precisão se aquela fase da construção foi executada corretamente.

Por fim, o relatório conclui que essas falhas nas regras do edital deixam o Estado vulnerável a processos na Justiça, erros na execução da obra e desperdício ou estouro no orçamento.

DER-PR contesta três das quatro falhas apontadas pelo tribunal

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10:20A terceirização para o andar de cima

por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica

O brasileiro, do mais carola ao ateu, não passa cinco minutos sem acionar Deus. Reparou? Ele virou pontuação na nossa língua, quase uma vírgula. É “Graças a Deus” para saudar a sexta-feira, “Meu Deus do céu” para o susto da conta a pagar e “Vai com Deus” na despedida. O problema, bem se vê, não é a fé; é a nossa simpática mania de terceirizar absolutamente tudo para o andar de cima.

Se o entregador traz o jantar debaixo de chuva, a gente sorri e solta um “Deus te pague”. Pronto: conta quitada e repassada para o caixa divino. Se o plano é duvidoso, jogamos o peso no “Se Deus quiser”. Usamos o nome d’Ele como um salvo-conduto para a nossa própria hesitação. O samba, de Rogério Gaspar e Wesley Range, já diz: …a estrutura lá no alto deve estar balançando de tanta jura por bobagem. Mas o auge desse nosso departamento de Recursos Humanos celestial é a hora da tragédia. O sujeito passa a vida flertando com o perigo, ignora os avisos do bom senso, mas, se o pior acontece, o conversê nos velórios é um só: “Se morreu, foi porque Deus quis”. É a terceirização definitiva, o álibi perfeito. Conforta quem fica, claro, mas convenhamos: muitas vezes é apenas lavar as mãos com a água benta da nossa própria omissão.

A intenção aqui, vale dizer, não é criticar a devoção de ninguém, mas propor uma leve reflexão sobre esse comodismo. Afinal, a própria teologia nos ensina o básico: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”. Olha que ironia. Poupar o Criador do nosso blá-blá-blá cotidiano e assumir as rédeas das nossas escolhas não seria um ato de rebeldia. Seria um verdadeiro milagre de bom senso.

Tudo que se faz na Terra/ Se coloca Deus no meio/ Deus já deve estar de saco cheio (Saco Cheio — Letra: Rogério Gaspar / Wesley Range)

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10:14A FRASE

Nos bastidores, antes do jogo, as equipes de Globo, SBT e CazéTV se igualaram no “pachequismo” desavergonhado e constrangedor. (Mauricio Stycer)

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9:09Alô, Gonet

Da coluna de Leandro Mazzini, em o Sul

O deputado Beto Preto (PSD-PR) enviou o Ofício 126/26 da 1ª Secretaria da Câmara à Procuradoria Geral da República/MPF, no qual sugere que o MPF crie Câmaras nas cinco regiões do Brasil “para acompanhamento de concessões de infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária e aeroportuária, vinculadas às regionalizações do Judiciário”. Ou seja, uma lupa maior da Justiça Federal sobre as licitações…

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8:25Um abraço

De um jeito ou de outro a novela sobre a cassação ou não do deputado estadual Renato Freitas vai chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois do capítulo do STJ. Aí, como diz o Gaiato da Boca Maldita, “um abraço pro gaiteiro”, ou seja, ele estará eleito,

 

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8:18A ser estudado

Do Analista Político

Se tudo der certo, errado ou mais ou menos, em outubro as urnas vão revelar quantos votos renderam para o petista Renato Freitas esse imbroglio da briga de rua e a tentativa de cassação do mandato de deputado estadual. É a segunda vez que isso acontecce. Na Câmara Municipal de Curitiba, acusado de comandar uma invasão de Igreja, ele chegou a ser cassado e a justiça reverteu a decisão. Assim, ganhou mais de 50 mil votos e uma cadeira na Assembleia Legislativa. Agora tenta chegar ao Congresso como deputado federal.  Isso quer dizer que, no mínimo, seu caso deverá ser estudado pelos marqueteiros de campanhas políticas – pois ele se faz por si mesmo.

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7:56O nome dele é Josimar

Cabo Verde tem “Vozinha”, goleiro que parou a Espanha e agora é ídolo mundial. O nome dele é uma homenagem ao lateral-direito brasileiro Josimar, que brilhou na Copa de 86. Enquanto isso, a nossa seleção, por enquanto, só tem… bem, deixa pra lá – e vamos dar mais um voto de confiança

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7:29Escolas deveriam ensinar como converter as tristezas em material humorístico

por João Pereira Coutinho, na FSP

‘Stand-up comedy’ deveria ser uma disciplina obrigatória. Uma das vantagens é a confiança para falar em público

Todos temos nossos momentos de megalomania. Eu não sou exceção: se mandasse no mundo, todos os alunos, dos seis aos 18 anos, teriam de frequentar uma aula extra na escola. Além de matemática, ciências ou da língua materna, haveria “stand-up comedy” como disciplina obrigatória.

As vantagens são tão óbvias que chega a ser constrangedor citá-las. Entre as mais imediatas: confiança pessoal para falar em público, destreza verbal para se comunicar com os outros —e, sobretudo, treino contínuo para transformar as tristezas da vida em material humorístico.

Nada escaparia: a família, os amigos, os amores. As frustrações, os medos, as falsas esperanças. Quando não conseguimos nos livrar dos esqueletos que temos no armário, disse George Bernard Shaw, o melhor é ensiná-los a dançar. Ou a rir, acrescento eu.

Em uma ou duas gerações, aposto que teríamos adultos menos neuróticos, menos fanáticos, menos propensos a cancelar os outros. A estupidez é irmã gêmea da falsa seriedade.

Foi nisso que pensei quando assistia, grato e maravilhado, ao filme “Isso Ainda Está de Pé?”, dirigido por Bradley Cooper. Como foi que o filme me escapou quando passou nos cinemas?

No centro da história estão Alex e Tess —notáveis Will Arnett e Laura Dern—, separados depois de 26 anos de vida em comum. As razões da separação são um mistério —para nós e para o próprio Alex. Uma noite, não exatamente sóbrio, Alex resolve entrar em um clube de comédia em Nova York. Não para assistir. Para subir ao palco. Essa é a primeira piada.

A segunda é que ele não tem piadas para contar, o que também não deixa de ser uma ilusão: a vida dele é a melhor piada que existe.

O público ri da estranheza. Depois, das histórias que ele conta —o casamento, os filhos, os pais. Alex ri também, como se as ouvisse pela primeira vez, agora sob um ângulo cômico.

A experiência é viciante. Ele volta uma noite, depois outra, e mais outra ainda. É um péssimo humorista, dizem os profissionais, embora elogiem sua ingenuidade.

A ex-mulher, por puro acaso, assiste a um dos números. E também ela se ouve como personagem principal. Dizer que gosta seria um exagero, mas não é que gosta mesmo?

A infelicidade em que Alex vive não desaparece. De certa forma, transforma-se em clareza e perdão. E, com essa nova perspectiva, a pergunta fundamental: ele é infeliz com o casamento ou infeliz no casamento? Uma diferença sutil, que geralmente escapa aos amantes desencontrados.

Não escapa a Alex: a capacidade irônica que ele teve de sair de si mesmo, de se olhar como objeto de riso e estudo, permitiu-lhe chegar às coisas realmente sérias.

Como lembrava o escritor Martin Amis, só podemos saber o que é sério quando conhecemos também o que é engraçado. O humor não é uma fuga à seriedade, mas um caminho até ela.

Pessoas sem humor não são, por definição, mais sérias. São literais, condenadas a viver na superfície das coisas —onde tudo parece urgente e nada é verdadeiramente importante.

Regresso ao início: todos temos nossos momentos de megalomania. Se eu mandasse no mundo, haveria “stand-up comedy” no currículo das escolas. Quando tornamos as nossas dores visíveis e ridículas, elas ficam finalmente ao nosso alcance.

P.S.: É uma triste ironia saber que, nos 250 anos da independência dos Estados Unidos, o historiador Gordon S. Wood não estará entre os vivos para festejar. Morto recentemente, aos 92 anos, vítima de um acidente de trânsito, Gordon Wood foi um dos grandes intérpretes do nascimento da república americana.

Suas obras centrais, como “The Radicalism of the American Revolution”, vencedor do Pulitzer, são uma refutação brilhante da ideia de que 1776 foi uma mera rebelião de ingleses contra ingleses por causa de impostos —o célebre bordão “no taxation without representation”.

Na verdade, a independência foi o desfecho de um longo processo de emancipação das colônias, alimentado pelo crescimento demográfico, pelo enriquecimento comercial e pelo aprofundamento de ideias liberais que, ironicamente, os colonos aprenderam com os próprios ingleses da metrópole.

A independência não foi perfeita? Claro que não —a manutenção da escravidão é sua principal mancha. Mas também aqui Wood lembrou o óbvio: a nova gramática liberal inaugurou uma linguagem de emancipação que, nos séculos seguintes, seria mobilizada contra os seus próprios limites.

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6:53Briga de rua vira briga judicial

O processo de cassação do deputado estadual Renato Freitas foi judicializado, como aqui foi informado no dia 2 de junho. Na sexta-feira o desembargador Rogério Kanayama, do Tribunal de Justiça do Paraná, concedeeu liminar para suspender a decisão do Conselho de Ética da Assembleia Legislativaque aprovou o pedido de cassação que seria julgado hoje pelo plenário da Casa. Motivo: falta de decoro do parlamentar por ter brigado na rua. Freitas alega que foi agredido antes de reagir. O pugilato foi registrado em vídeo. Alexandre Curi, presidente da Alep, entrou com recurso no STJ para derrubar a liminar. A conferir.

 

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