Mehdi Mouazen, aquele marroquino famoso no governo Ratinho Jr, hoje a noite vestirá a camisa amarela ou a vermelha ?
11:00SPONHOLZ
9:52NELSON PADRELLA
9:49PARA JAMAIS ESQUECER ZÉ PITOCO E POR QUE CHORAS SAXOFONE? (RATINHO)
9:40A FRASE
8:46Sérgio Reis, adeus
Morreu hoje em Curitiba o publicitário Sérgio Silbel Soares Reis, um dos maiores nomes da comunicação e do marketing no Brasil, Carioca, ele tinha 87 anos e estava internado há algum tempo. A caussa da morte não foi divulgada. Reis trabalhou por 25 anos no Banco Bamerindus e ficou famoso ao ser o pai da campanha publicitária “Gente que Faz” da instituição. Depois foi vice-presidente da Editora Abril e Secretário de Comunicação nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Mario Covas, entre outras funções. O velório será amanhã na Capela Vaticano.
O que segue foi publicado sobre ele na Academia Brasileirra de Marketing quando foi escolhido para fazer parte do Hall da Fama: Continue lendo
7:44A FRASE
7:36A VIDA COMO ELA É
7:34Sem alimento
7:11Candidato no Paraná, Moro não colocou o estado entre dez primeiros na liberação de recursos na sua gestão na Justiça
por Lauro Jardim, em O Globo
Os adversários de Sérgio Moro na disputa pelo governo do Paraná pesquisaram e encontraram um motivo concreto para bater no líder das pesquisas de intenção de voto: O Paraná ficou fora do grupo de estados que mais receberam recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública durante a gestão de Sérgio Moro no Ministério da Justiça. Quinto estado mais populoso do país, o Paraná recebeu 4,16% do total distribuído em 2019, percentual inferior ao de outros dez estados, incluindo Mato Grosso do Sul (5,24%), Goiás (4,57%), Rondônia (4,34%), Sergipe (4,26%) e Pernambuco (4,24%).
Em valores absolutos, o Paraná recebeu R$ 31,8 milhões em 2019, menos do que estados significativamente menores como Rondônia (R$ 33,2 milhões), Roraima (R$ 33 milhões) e Sergipe (R$ 32,6 milhões). A diferença também aparece na comparação com Mato Grosso do Sul, o segundo no ranking, cujos repasses naquele ano totalizaram R$ 40,1 milhões – quase R$ 9 milhões a mais que o Paraná.
Os percentuais constam na Portaria nº 631, de julho de 2019, assinada pelo próprio ministro Sérgio Moro e publicada no Diário Oficial da União (DOU), que definiu os critérios e a divisão dos recursos do fundo entre os estados.
A diferença também aparece quando se analisa o repasse por habitante. Em 2019, estados como Sergipe receberam cerca de R$ 14 por morador, Mato Grosso do Sul aproximadamente R$ 10,50 e o Amazonas cerca de R$ 8 por habitante, enquanto o Paraná ficou em torno de R$ 2,80 por morador
7:02Dono nervoso, pet neurótico
por Carlos Castelo
Ninguém pergunta ao cachorro se ele quer assistir ao jogo do Brasil. Essa é a primeira injustiça da Copa.
O meu se chama Pingo, é um vira-lata com sobrancelhas expressivas, e há dez anos vive comigo numa relação de confiança mútua que se rompe a cada Copa do Mundo.
Funciona assim: durante quarenta e sete meses, sou um sujeito sereno que fala baixo e distribui petisco. No quadragésimo oitavo mês, visto uma camisa amarela e começo a gritar com os móveis.
Do ponto de vista do Pingo (e tenho me esforçado para adotar o ponto de vista dele, que me parece o único razoável onde moro), não há explicação. O humano fixa os olhos numa caixa luminosa, fica tenso, levanta, senta, levanta de novo, xinga um juiz que não está presente e que, até onde o Pingo sabe, talvez nem exista. Depois grita, sofre, abraça o cachorro com uma força que não foi combinada.
O veterinário recomendou que, nos jogos do Brasil, o Pingo fique num cômodo silencioso, com a roupinha de pressão e música clássica. Anotei tudo. Achei sensato. Depois me ocorreu que ninguém recomendou nada parecido para mim, que sou, na verdade, o animal mais afetado da casa.
Há também a questão das obrigações táticas. Em toda família brasileira, o pet acaba convocado para o esquema. Na minha, o Pingo precisa estar deitado na almofadinha azul (a azul, não a bege, e desde o hino). Em 2022, ele se levantou para beber água aos doze da prorrogação e a Croácia empatou. A correlação foi estabelecida em assembleia familiar e ele foi absolvido por insuficiência de provas, mas ficou aquela coisa no ar. O Pingo hoje só bebe água antes do jogo, como um atleta. Ele não sabe por quê. Nós também não, mas insistimos.
Os gatos, me disseram, lidam melhor com a coisa. O bichano da minha vizinha assistiu ao 7 a 1 do sofá, sem alterar a respiração, e no quarto gol da Alemanha saiu da sala. Não em pânico, mas como quem se retira de uma festa que baixou de nível. Nunca mais assistiu futebol. Há quem chame isso de frieza. Eu chamo de critério.
E ainda virão os pênaltis, porque sempre vêm. O Brasil para, o peito acelera, os fogos estouram no quarteirão inteiro e o Pingo treme embaixo da mesa sem saber que está se borrando pela pátria. Penso em explicar a ele que é só um jogo. Só não falo, por dois motivos: primeiro, porque ele não entende português; segundo, porque não acredito no que estaria dizendo.
No fundo, a Copa expõe uma diferença essencial entre nós. Eu preciso que o Brasil ganhe para ser feliz por mais quarenta e sete meses. O Pingo precisa que o jogo acabe para ser feliz já no minuto seguinte, seja qual for o placar.
Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem porque não entende nada de futebol. Por isso é o único aqui de casa em condições de assistir a uma Copa.
(Publicado na Fórum)
6:47A VIDA COMO ELA É
6:27O Brasil que nunca existiu
por P.V .C., na FSP
Na Copa do Mundo, seleção vai estrear com 11 jogadores que nunca atuaram juntos. Isso aconteceu em todas as cinco conquistas da equipe brasileira
Parece um sacrilégio começar a Copa do Mundo com uma formação de 11 jogadores que jamais atuaram juntos. Qualquer que seja a equipe confirmada por Carlo Ancelotti, assim será.
Paquetá, Matheus Cunha, Vinicius Junior e Raphinha já iniciaram um empate por 0 x 0 contra a Argentina, em 2021, Marquinhos e Gabriel Magalhães formaram dupla, mas os 11 juntos, nunquinha!
Por incrível que pareça, essa mesma história se passou em todas as cinco conquistas da seleção brasileira. O time do tricampeonato, aclamado como o melhor das Copas em todos os tempos, estreou com Everaldo como titular, completando o escrete de feras que se consagraria no estádio Azteca.
Gilberto Silva entrou no time do penta na estreia contra a Turquia, depois do corte de Émerson, e formou pela primeira vez a constelação de cinco estrelas escaladas por Felipão: Cafu, Roberto Carlos, Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo.
Bebeto e Romário não perderam nenhuma das 22 partidas que fizeram juntos pela seleção, mas estrearam contra a Rússia com os 11 jogadores reunidos pela primeira vez.
Não sou supersticioso, porque dá azar, e, além disso, Telê Santana também escalou Falcão pela primeira vez como titular junto com Dirceu, Sócrates e Zico na estreia em 1982.
Carlo Ancelotti também não tem “scaramanzia” e precisa quebrar o tabu de jamais um técnico ter sido campeão do mundo por um país que não fosse o seu. Para fazê-lo, aposta numa formação que proteja seus dois maiores talentos, Vinicius Junior e Raphinha.
Bebeto e Romário torcem o nariz quando escutam a comparação, mas o treinador italiano tem, sim, obsessão por aquela formação dirigida por Carlos Alberto Parreira. Acredita em formar um muro que faça Alisson não sofrer gols; e seus dois avantes resolvem na frente.
Bebeto e Romário marcaram oito dos 11 gols do Brasil de 1994. Vinicius e Raphinha fizeram só três dos 26 da era Ancelotti. A ideia, portanto, não se sustenta antes do início da campanha.
O técnico italiano não é um revolucionário. É um prático. Adapta ou copia o que deu certo com outros treinadores, como faz com o mestre das releituras táticas, Josep Guardiola, definido assim por seu biógrafo, o jornalista catalão Martí Perarnau.
A releitura da vez é a adoção do WM, o sistema que surgiu na década de 1920. Quando mudou a lei de impedimento e os gols inundaram os campeonatos da Europa, o escocês Herbert Chapman recuou um de seus médios e fez um sistema com três jogadores atrás, dois no meio e cinco na linha de ataque. Juntando a defesa dava a letra M e o ataque virava um W.
Ancelotti faz a mesma coisa. Saída com Marquinhos, Magalhães e Alex Sandro. Volantes são Casemiro e Bruno Guimarães.
Seriam Wesley em função de ponta, Paquetá, Raphinha, Vinicius Junior e Matheus Cunha. O drama é Danilo fazer a ponta, alargar o campo do lado direito.
Ancelotti foi contratado justamente para resolver questões que fizeram com que o senso comum condenasse os técnicos brasileiros. Nem sempre com justiça.
A partir da estreia, contra Marrocos, Ancelotti tem uma solução a encontrar para a lateral direita. Depois, uma escrita a mais a quebrar. O único capaz de ser campeão em cinco culturas diferentes, por clubes distintos, agora tem a confiança do Brasil para evitar a maior seca de títulos da maior seleção da história das Copas.
6:08A VIDA COMO ELA É
17:31O tempo
de Raduan Nassar
O tempo é o maior tesouro de que o homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim; é um pomo exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; onipresente, o tempo está em tudo (…)
Rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra o seu curso, não irritando sua
corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é (…)
Aquele que exorbita no uso do tempo, precipitando-se de modo afoito, cheio de pressa e ansiedade, não será jamais recompensado, pois só a justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas, não bebendo do vinho quem esvazia num só gole a taça cheia; mas fica a salvo do malogro e livre da decepção quem alcançar aquele equilíbrio: é no manejo mágico de uma balança que está guardada toda a matemática dos sábios – num dos pratos, a massa tosca, modelável, no outro, a quantidade de tempo a exigir de cada um o requinte do cálculo, o olhar pronto, a intervenção ágil ao mais sutil desnível (…)
*Trechos de Lavoura Arcaica
16:09PARA NUNCA ESQUECER
15:34Viva o amor
por José Maria Correia
Viva o amor .
Daqueles que amam.
E hoje comemoram.
E dos que já amaram um dia intensamente.
E os que esperam ainda um amor .
Com esperanças.
De quem já realizou o amor em todos os tempos do verbo amar .
Quem teve gozos, prazer , orgasmos e explosões físicas .
Revolucionárias.
Até a exaustão e
O sal do suor e dos fluidos corporais .
Que tatuam os lençóis.
Que tem os sons de uma cachoeira .
E os batimentos explodindo no peito.
Também de quem recebeu e doou o amor manso , o tranquilo .
Como um lago de espelhos .
Onde amantes se refletem.
Há o amor do sossego e da senectude .
Que se expressa menos nos toques .
E mais no silêncio por olhares ternos e nos pequenos gestos e gentilezas .
O amor recíproco.
Que todos esperamos.
E o original, o maior e o primeiro de todos .
O Materno , que nasce ainda no paraíso do ventre sagrado .
E é eterno.
Infinito.
E o Paternal que se sente na mão segura do pai.
No abraço dos amigos e amigas .
O incendiário do líbido da juventude.
O do Tesão , com a força da manifestação física , como uma correnteza que arrasta as margens por onde passa.
E que se transforma em Paixão que tudo enfrenta .
Como o dos passarinhos e das aves, os sabiás madrugueiros .
Menestréis dos gorgeios da noite e da arte da sedução encantadora.
Sob o palco das estrelas e das constelações.
E depois há o amor que amadurece e continua
O Fratenal.
Como a borboleta que desperta do casulo para seus vôos encantados com suavidade e todas as cores .
Há ainda o amor das fases das inquietações.
Do rompimento e do retorno.
O amor do abandono e da perda da ilusão .
O da desilusão.
Há o transitório.
O aventureiro .
O clandestino.
E o definitivo.
O dos poetas .
Da música .
Das musas e dos sonhos que nos confortam .
O mais doce e terno.
O Amor das memórias e das saudades .
Tudo gira em torno do Amor que nos possui em uma dimensão do invisível.
A maior força da natureza e da Vida .
Todos os dias , horas e momentos são do amor que nos envolve completamente.
Como vida .
Como existência
Aspiração e destino .
E por onde andamos
Nos acompanha o amor .
E nosso desespero é para que não seja perdido como drama , perda ou esquecimento.
14:51SPONHOLZ
14:50LEROS
de Carlos Castelo
]§ Existe um prazo para cortar alguém da Seleção. O curioso é que não existe prazo para descobrir se ele pode jogar.
Hoje é o último dia. A burocracia, que quase nunca entra em campo, está aquecida. Neymar continua sem ser testado. Não se sabe se corre, se para, se muda de direção ou se apenas contempla a possibilidade de tudo isso. Mas já se sabe que, em algum momento entre o café da manhã e o fim do expediente, alguém terá que decidir.
É um método fascinante. Em qualquer outra área seria considerado um experimento. Imagine um elevador cuja inspeção fosse substituída pela lembrança de quantas pessoas ele já levou ao décimo andar. Ou um degustador de vinhos avaliado somente pelas entrevistas que concede sobre a uva Merlot.
Claro que futebol não é qualquer área. Futebol é uma ciência tão avançada que consegue usar a ausência como dado estatístico. Neymar não jogou ainda. Isso produz dúvidas. Mas também produz esperanças, projeções, gráficos imaginários e debates de televisão com setas coloridas.
A verdade é que a lesão criou uma versão quântica do jogador. Enquanto não entra em campo, ele está ao mesmo tempo apto e inapto, convocável e cortável. O problema é que o prazo vence antes da Física.
14:39JORNAL DO CÍNICO
Do Filósofo do Centro Cínico
Oriovisto Guimarães (PSDB) e Sergio Moro (PL) assinaram a Proposta de Emenda à Constituição que abre a possibilidade para a adoção da escala de trabalho de sete dias, sem folgas semanais, registrou o jornal Plural, que batalha para a sobrevivência necessária para o bem informar. Os dois e mais 38 parlamentares. Depois disso, faltará pouco para que os senadores façam um esforço concentrado para abolir o salário da classe trabalhadora e, assim, diminuir o sufoco financeiro das empresas. Em tempo: a adoção do pelourinho para correção de postura está descartado – por enquanto.




