
15:53Vestibular da UFPR tem recorde de inscrições
Da assessoria de imprensa da UFPR
Número de inscritos no vestibular da UFPR tem o maior aumento da década e volta ao patamar pré-pandemia
O número de inscritos no Vestibular 2027 da UFPR aumentou 9,4% em relação ao vestibular anterior, chegando a 43.290. É o maior aumento da década e marca o retorno ao patamar pré-pandemia: em 2019, a UFPR teve 43.520 inscritos, e desde então o número vinha ficando sempre abaixo de 40 mil.
“Essa notícia é motivo de comemoração não apenas pelo número de inscritos, mas também porque, com mais candidatos, tende a aumentar o percentual de ocupação de vagas, que é um dos grandes objetivos da nossa gestão”, disse o reitor da UFPR, professor Marcos Sunye. Ele lembra que, paralelamente, a UFPR busca reforçar as políticas de permanência, para que cada vez menos estudantes abandonem o curso antes de se formarem.
Dos 43.290 inscritos no Vestibular 2027, 20.856 (48%) informaram ter cursado o ensino médio integralmente em escola pública.
Para o diretor do Núcleo de Concursos da UFPR, professor Marco Antonio Randi, um dos fatores que colaboraram para o aumento no número de inscrições foi a mudança no modelo de prova para fase única, em um só dia: “Além de facilitar a vida de candidatos que precisam sair de suas cidades para fazer a prova, a adoção da fase única também reduz a coincidência de datas com outros vestibulares, o que acaba sendo um fator de estímulo para as inscrições”. Continue lendo
15:20NELSON PADRELLA
15:20PARA JAMAIS ESQUECER
14:56E depois das cusparadas…
11:26Mais uma federação para Sandro Alex
De Beto Richa, no Instagram:
A Federação PSDB-Cidadania decidiu aceitar o convite do governador Ratinho Junior para integrar a coligação do candidato do PSD a governador, Sandro Alex, e apoiar ainda a candidatura do deputado Alexandre Curi (Republicanos) para o Senado. A definição ocorreu na noite desta quinta-feira (23), após reunião de Ratinho Junior e Sandro Alex com o deputado federal Beto Richa, presidente da Federação PSDB-Cidadania.
11:17O verde em meio ao verde

Belém te encharca de verde. Em boa parte de suas ruas, formam-se verdadeiros túneis com galhos de mangueiras, tão brasileiras, mas asiáticas na certidão de nascimento, ao lado de outras árvores de grande porte. Sabe uma floresta recheada de concreto, ferro, cimento, asfalto, postes, fios, esse plantio humano? Pois é.
Claro, há bairros de ruas peladas, sem as matas de galerias. Mas, por outro lado, há imensas ilhas verdes e lindas em meio à essa cidade de cerca de 2 milhões de pessoas, com mazelas de grandes urbes: trânsito alucinado e fumaça de ônibus em abundância em grande parte das avenidas, centenas de pessoas feito trapos amontoados e abandonados pelo desmazelo público em suas ruas centrais (a Avenida Presidente Vargas é um retrato dolorido desse contingente paupérrimo), periferias muito carentes como em todas as capitais do país etc. Cerca de 55% da população vive em áreas de favelas (baixadas ou palafitas), 27% estão na faixa de pobreza e nos locais onde essas pessoas habitam o saneamento básico tem índices rasos, talvez um dos piores do país etc.
Sim, como em todas as outras capitais brasileiras, há índices sociais desiguais, com parcela da população vivendo em bairros de classe média ou rica. Eles recebem a maior fatia dos investimentos públicos e privados em saneamento, pavimentação, segurança, saúde, entretenimento, comércio mais chique, essas coisas.
Mas, as deliciosas ilhas verdes em meio às contradições, disparates e desigualdades urbanas te lembram: você está em plena Amazônia, em uma cidade que já tem mais de quatro centenas de anos.
O Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi acorda nossas querenças ancestrais, a lembrar que somos indígenas em meio às mazelas de uma metrópole. Informam que seu acervo tem cerca de 20 mil itens. Árvores gigantescas, lideradas pela Samaúma, plantas nativas de todos os portes, abençoam a vida naquele que é considerado o primeiro parque zoobotânico do Brasil, com 159 anos, a mais antiga instituição científica da Amazônia e o segundo museu de história natural brasileiro.
Ele soma a mata (com antas, cutias, guarás e araras, entre outros animais que cruzam ruelas e trilhas à nossa frente, as áreas arborizadas, tranquilos; acho que já acostumados com a presença do bicho homem), um museu de história e arqueologia, um aquário com peixes e cobras da Amazônia e um lago onde vivem verdes e vistosas vitorias-régias. Deveriam se chamar reginas vitórias, como rainhas.
Neste museu de peças vivas, na área central da cidade, o coração de qualquer pessoa minimamente sensível às nossas coisas e à nossa gente para. Ou acelera. Lasque-se a modernidade, andei nu, embora vestido, pedaço passado no mato e pedaço futurista do urbano, e metade indígena.
Outro pedaço da Amazônia em plena urbe: o Mangal (ou Mangá) das Garças, criado em 2005 como área de proteção ambiental. Mangal não sei o que é, mas garça sei. Vivem às dúzias naquele pedaço de chão, junto a borboletas (O Borboletário José Márcio Ayres é o maior borboletário público do país, com milhares desses insetos e suas asas lúdicas a voar e colorir o ar), tartarugas, papagaios, pássaros de várias espécies, peixes, muitos outros animais e, claro, visitantes humanos e seus indefectíveis celulares. Inclusive esse que vos escreve. No Mangal das Garças, há também o Museu da Navegação, a nos lembrar o passado luso e indígena, bélico e/ou pacífico, uma mistura só. Continue lendo
11:15PARA NUNCA ESQUECER
10:57Prisão domiciliar
por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica
A vida em confinamento doméstico tem regras muito próprias. A principal delas é a lei da compensação perversa do tempo: no dia em que amanhece um sol radiante — daqueles que convidam a uma caminhada despretensiosa até a esquina —, você é obrigada a ficar dentro de casa, medindo o tempo a passos lentos e sonhando com a calçada.
Aí, quando surge um compromisso inadiável de cruzar a porta de saída, o céu desaba. E chove!
Ir à rua hoje em dia virou um espetáculo de comédia pastelão. De máscara para encarar o mundo, a gente tenta resolver a vida. Vai olhar o celular e o aparelho, na sua finíssima ignorância artificial, recusa-se a nos reconhecer. “Rosto não identificado”, diz a tela. A pessoa é obrigada a passar por um teste de identidade no meio da rua, tirando a máscara na chuva, para provar ao próprio telefone que continua sendo ela mesma — ainda que em versão provisória e em manutenção.
É nesses momentos, parada na calçada molhada, tentando convencer a si mesma de que é apenas uma cidadã cumprindo sua cota diária de resiliência, que a gente entende a verdadeira dimensão da paciência. O tempo não tem pressa, as máquinas não têm empatia, e a chuva não pede licença.
No fim das contas, esse cativeiro temporário nos ensina que haverá dias de teto e dias de calçada. E que, diante da teimosia do tempo e do clima, a única resistência elegante é o bom humor.
A sorrir / Eu pretendo levar a vida / Pois chorando / Eu vi a mocidade / Perdida (O sol nascerá – Cartola e Elton Medeiros)
9:49A VIDA COMO ELA É
9:47Flávio diz que não obrigará parlamentares do PL a apoiarem Moro no Paraná
Flávio Bolsonaro disse que não obrigará integrantes do PL a apoiarem a candidatura de Sergio Moro, também filiado ao partido, ao Governo do Paraná.
Ao ser questionado sobre como administrará a resistência de lideranças do Partido Liberal em aderir à candidatura de Sergio Moro, Flávio disse que adotará o diálogo político como estratégia de convencimento e que não haverá imposição.
“Nenhum partido político é quartel, acho que todos têm que ser convencidos da importância de apoiar um candidato ao nosso governo, inclusive em alguns estados não serão do PL, serão de outros partidos. Pretendo administrar como a gente sempre faz na política, conversando, convencendo”, ressaltou o pré-candidato à Presidência em entrevista à coluna.
Após a escolha de Moro para ser o candidato do PL ao Governo do Paraná, o deputado Fernando Giacobo deixou a presidência do partido no estado e anunciou sua desfiliação. Dos 53 prefeitos do Partido Liberal, 48 deixaram a sigla por conta da candidatura do ex-juiz da Lava Jato.
Nesse bloco, a maioria declarou apoio ao governador Ratinho Júnior (PSD), que indicou seu secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex (PSD), para concorrer ao governo estadual. Continue lendo
9:43Imortalidade
9:37PARA NUNCA ESQUECER GERALDO VANDRÉ E JOÃO E MARIA
8:36Para a campanha
Vai entrar com destaque na campanha de Sandro Alex (PSD), o homem que o governador Ratinho Junior escolheu para a sucessão, o seguinte dado divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública: o Paraná teve a terceira maior redução no número de homicídios entre 2024 e 2025. A queda foi de 24,1%, menor apenas para o Amazonas (-33,5%) e o Rio Grande do Sul (-25,1%). A média nacional foi de 10%. No período houve o registro de 400 assassinatos a menos em relação ao ano anterior.
8:22A FRASE
8:10Os vivos
7:53A VIDA COMO ELA É
7:30A farpa
por Carlos Castelo
Existe um limite para a sinceridade humana. E esse limite é o primeiro encontro.
No primeiro encontro ninguém diz que ronca, que votou errado três eleições seguidas ou que coleciona potes de sorvete vazios para guardar parafusos. O primeiro encontro é um processo seletivo. A diferença é que ambos os candidatos mentem no currículo.
Eu também menti. Naquela manhã eu quebrara, sem querer, um copo na cozinha. Varri o chão, passei um pano e recolhi tudo.
Em algum momento, atravessando a casa de meias, um microcaco deve ter entrado na minha pele. Mas não notei, o vidro é paciente: prefere esperar uma ocasião importante para se manifestar.
Entrei no restaurante caminhando como um homem equilibrado. Era falso. Dentro do sapato esquerdo havia a farpa de vidro, em forma de vírgula, comandando toda a minha personalidade.
É impressionante o poder político das coisas pequenas. Um grão de areia convence uma ostra a fabricar uma pérola. Uma bactéria paralisa um país. Uma farpa muda o caráter de um homem.
Até então eu pretendia parecer espirituoso. Cinco passos depois, meu maior projeto de vida era me sentar.
Ela levantou-se para me cumprimentar. Abracei-a tentando distribuir o peso do corpo para a perna direita. Descobri que um abraço apaixonado pode parecer uma manobra de guindaste.
Sentamo-nos. Ela perguntou:
— Como foi o dia?
Quis responder que tinha sido ótimo até o pé assumir o controle da situação.
Mas disse:
— Normal.
Há uma hierarquia nas dores. As grandes despertam solidariedade. As pequenas, irritação. Se eu dissesse que estava sofrendo por causa de uma farpa, ela teria duas opções: rir ou imaginar que eu era um homem criado em estufa.
Continuei representando. O curioso é que encenar dor é fácil. Difícil é dramatizar a aflição.
A conversa seguia. Ela falava. Eu concordava em prestações. Continue lendo
7:14A VIDA COMO ELA É
7:07Direita profissional acha Flávio amador
por Dora Kramer, na FSP
Família Bolsonaro acreditou que o centrão daria apoio de graça, por gravidade e identidade ideológica. Enganou-se ao não considerar que esse pessoal atua no mercado futuro da política, de olho
O PL chega à sua convenção nacional sem conseguir atrair parceiros para formar uma coligação. O fato em si não é determinante para o desempenho de candidaturas. Em 2018, o PSDB de Geraldo Alckmin formou a mais ampla das alianças e terminou a eleição com menos de 5% dos votos.
O problema é a razão pela qual a campanha de Flávio Bolsonaro tem recebido explícitas e constrangedoras negativas de adesão por parte da direita profissional, que não se dá bem com amadorismos. Veterano no ramo, Valdemar Costa Neto chamou atenção para o despreparo. O senador e companhias podem ser bons de lacrações, mas são ruins no jogo da política.
Surpreendem-se com a resistência do centrão em aderir por falta de conhecimento sobre o terreno onde pisam. Contavam que os partidos cairiam no colo dos Bolsonaros por gravidade, identificação ideológica e rejeição ao PT de Luiz Inácio da Silva.
Consideraram o campo da direita como fava contada, que seria submissa às ordens dadas. Ignoraram que esse pessoal esteve com Lula nos primeiros governos, neste ainda ocupa ministérios e atua no mercado futuro da melhor oferta.
Essas cobras criadas têm as antenas bem afinadas e narizes especialmente treinados para detectar a formação de tempestades, bem como não exibem dificuldade em fazer cara de paisagem ante as atribulações que assolam a candidatura do filho de Jair.
A recusa ao embarque nessa canoa pode não ficar restrita ao primeiro turno. A depender do rumo das coisas, pode chegar ao segundo com atividade restrita a braços cruzados no camarote.
O time dos profissionais prefere investir na eleição de Parlamento forte para enfrentar um Lula reeleito sem perspectiva de continuidade no poder do que ver Flávio na cadeira presidencial com direito à reeleição em 2030.
Para a fila de postulantes para daqui a quatro anos, é um bom negócio se ver livre das trapalhadas da família, cujo teatro da vulgaridade, travestida de autenticidade de resultados, a descendência não consegue sustentar.





