10:34Galvão, a seleção e o povão

Galvão Bueno disse que esta seleção brasileira é a pior que ele já viu em Copas do Mundo em que esteve presente desde 1974. Os telespectadores são unânimes em garantir que o narrador é o mais chato desde que começaram as transmissões de televisão no Brasil na década de 50 do século passado.

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10:05O futebol

por Eduardo Galeano

A história do futebol é uma triste viagem do prazer ao dever. Ao mesmo tempo em que o esporte se tornou indústria, foi desterrando a beleza que nasce da alegria de jogar só pelo prazer de jogar. Neste mundo do fim de século, o futebol profissional condena o que é inútil, e é inútil o que não é rentável. Ninguém ganha nada com essa loucura que faz com que o homem seja menino por um momento, jogando como o menino que brinca com o balão de gás e como o gato brinca com o novelo de lã: bailarino que dança com uma bola leve como o balão que sobe ao ar e o novelo que roda, jogando sem saber que joga, sem motivo, sem relógio e sem juiz.

O jogo se transformou em espetáculo, com poucos protagonistas e muitos espectadores, futebol para olhar, e o espetáculo se transformou num dos negócios mais lucrativos do mundo, que não é organizado para ser jogado, mas para impedir que se jogue. A tecnocracia do esporte profissional foi impondo um futebol de pura velocidade e muita força, que renuncia à alegria, atrofia a fantasia e proíbe a ousadia.

Por sorte ainda aparece nos campos, embora muito de vez em quando, algum atrevido que sai do roteiro e comete o disparate de driblar o adversário do time inteirinho, além do juiz e do público das arquibancadas, pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade.

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8:19A FRASE

Se Sandro Alex levar ao pé da letra que é mesmo “o homem que Ratinho Jr. escolheu” para sucessão, logo ele embarca para Orlando, nos EUA, para fazer campanha com os paranaenses que moram na Flórida.

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8:02A parceria de Moro com Tarcísio

Da coluna Painel, na FSP

Moro reforça parceria com Tarcísio em campanha e quer copiar programa para saúde

Candidato ao governo do Paraná, senador quer versão da Tabela SUS Paulista. Ideia também é propor eventos conjuntos com Tarcísio de Freitas

Pré-candidato ao governo do Paraná, o senador Sergio Moro (PL) pretende adotar medidas implementadas por Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Ele pretende reforçar o discurso da parceria entre os estados na campanha, e cogita propor eventos conjuntos.

Uma das ideias defendidas por Moro é adotar uma versão paranaense da Tabela SUS Paulista, implantada por Tarcísio, que paga valores maiores do que os nacionais em procedimentos médicos.Segundo o governo paulista, isso levou a um aumento de cirurgias, exames e consultas no estado. O número de cirurgias de mama, por exemplo, cresceu 30% em 2025 em relação a 2022.

Moro vai concorrer com apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente, e recentemente colaborou na formulação do plano do presidenciável para a área da segurança.

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7:49E no Boqueirão?

Ao saber da pesquisa abaixo, o Gaiato da Boca Maldita espantou o frio dando socos num saco de boxe, confirmou que tudo era real e, por isso, disparou o veneno: “Se em Ponta Grossa o candidato da cidade está empatado com  o senador bolsonarista, como estaria numa pesquisa feita no Boqueirão, um dos maiores bairros de Curitiba?”

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7:38Enquanto isso, em Ponta Grossa…

Em Ponta Grossa, Sandro Alex, candidato do governador Ratinho Junior, aparece na frente numa pesquisa da Radar Inteligência contratada pelo site D`Ponta News e divulgada nesta segunda-feira (22). A cidade é a base eleitoral do deputado federal. Ele conseguiu 33,4% das intenções de voto. Com 32,6%, ou seja, dentro da margem de erro, está o senador Sergio Moro (PL), ou seja, em empate técnico. Depois, seguem Requião Filho (PDT), com 11%, e Rafael Greca (MDB), com 7,7%. Tony Garcia (DC) tem 0,8% e Luiz França (Missão), 0,8%. Branco e nulo somam 8% e não sabem, 5,9%.

A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 19 de junho com 625 eleitores de Ponta Grossa. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. Ela está registrada com o número TRE/PR – PR-01667/2026.

Rel.RDR_Ponta Grossa_06-2026

 

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7:20As tampas perdidas

por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica

Simone estava prestes a enlouquecer. A sala, antes impecável, virara um labirinto de caixas e plástico bolha — a mudança tem o poder de transformar a vida num acampamento de nós mesmos.
Sentada no chão, Moni travava uma batalha contra os potes de vidro. Diferente de outras cozinhas, a sua só tinha potes de vidro robustos e transparentes. O problema? No caos dos caixotes, as tampas tinham fugido. Ela segurava um pote perfeito enquanto dezenas de tampas giravam num carrossel inútil. Nenhuma encaixava. A irritação no fundo nem era pelo vidro: era a sensação de que, ao empacotar a vida, ela própria virara um pote sem tampa.
Mas Simone cansou da pasmaceira. “Chega, Moni, levanta daí”, ordenou a si mesma. Resgatou a última faca afiada e avançou contra o exército de papelão com uma fúria libertadora. Zás! Degolou uma caixa de jornais. Zupt! Rasgou a de panos de prato. Foi fatiando as fitas adesivas até travar os olhos no alvo final: uma caixa isolada com a inscrição TRAVESSEIRO.
Não pensou duas vezes. Ergueu a faca e enterrou a lâmina com gosto, bem no meio, esperando uma nuvem de plumas como num filme de Hollywood.
Mas o baque foi seco. Quando abriu o rasgo com as mãos, o que saltou foi um festival de plástico bolha e dezenas de tampas de metal, rosca e cortiça — estocadas ali por uma Simone do passado já exausta.
Moni largou a faca e desabou na risada. Pegou o primeiro pote, testou a primeira tampa e ouviu o estalo perfeito do encaixe. A rainha dos potes tinha vencido a guerra. Ligou o celular e a voz de Beth Carvalho invadiu o vazio das paredes: “Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé…” O batuque ecoou, e a sala, enfim, virou festa.

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6:48Ser humano

  • Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar. (Carlos Drummond de Andrade)
  • E o que o ser humano mais aspira é tornar-se ser humano. (Clarice Lispector)
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6:396 vieses que alimentam percepções erradas

por Mafalda Anjos, na FSP

Superioridade ilusória e tendência à negatividade são alguns deles. Muitos políticos exploram os vieses que deformam a nossa visão da realidade

A verdade e a percepção foram sempre irmãs desavindas. De vez em quando alinham e entendem-se, mas a maior parte das vezes cada uma anda para seu lado. Tendemos, individualmente e como sociedade, a enganar-nos e a iludir-nos. Apesar das evidências nos contrariarem, insistimos em estar errados sobre muita coisa.

A forma como percepcionamos o mundo é, muitas vezes, bastante distante do que mostram os fatos, os números, os estudos e os especialistas. Isso tem impactos enormes nas nossas vidas pessoais e também na vida coletiva. Grande parte do trabalho de comunicação dos políticos explora este hiato, seja para amplificar ilusões ou para tirar proveito delas.

No limite, esta dissonância vale ouro. “O sujeito ideal para um governo totalitário é indivíduo para quem a distinção entre fato e ficção e entre verdadeiro e falso deixou de existir”, explicou Hannah Arendt em “As Origens do Totalitarismo”.

Porque é que isto continua a acontecer, se o ser humano conseguiu ter tanta informação facilmente ao seu dispor? Vale a pena ir ao passado, à nossa natureza biológica, para entender as razões profundas do poder das percepções.

Como mamíferos, estamos desenhados com um lobo pré-frontal, o “diretor-executivo” da mente, pequeno, enquanto a glândula que segrega a adrenalina, o nosso sistema de alarme, é bastante grande. Os mecanismos de defesa primitivos foram vitais durante milênios para a reação de “luta ou fuga”. Hoje continuam a ajudar-nos, claro, mas também nos causam problemas. Alimentam um sistema gerador de ilusões.

investigador social Bobby Duffy trabalhou sobre este tema num magnífico livro chamado “Os Perigos da Percepção”. Nele descreve que somos receptores do que nos dizem os meios de comunicação social, as redes sociais e os políticos, mas o modo como pensamos está toldado por muitos atalhos mentais errôneos.

São pelo menos seis os vieses que, nos dias de hoje, são determinantes para deformar a nossa visão da realidade:

1. Viés da superioridade ilusória: Tendemos a achar que somos superiores ao cidadão médio nas características positivas, como a inteligência, talento para a condução ou capacidade de liderança.

2. Viés da negatividade: Os nossos cérebros lidam de modo diferente com potenciais ameaças e informação negativa e armazenam-na em locais de mais fácil acesso.

3. Viés da retrospeção idílica: O passado tende a ser recordado como melhor do que o presente. Rever as coisas através de uns óculos cor-de-rosa contribui para a nossa sensação de bem-estar e de auto estima.

4. Viés da história cativante: Recordamos boas histórias muito mais facilmente do que informações e estatísticas enfadonhas.

5. Viés da confirmação: Somos atraídos pelas histórias que reforçam as nossas ideias feitas e as nossas crenças preconcebidas, e tendemos a desvalorizar as que as contrariam.

6. Viés do efeito ilusório da verdade: A mera repetição de uma informação falsa aumenta a sua credibilidade. Há falsidades que, ditas vezes sem conta, são notoriamente inamovíveis.

Não conseguimos mudar o desenho do nosso cérebro. Mas podemos, pelo menos, saber como ele funciona para não nos deixarmos enganar ou manipular tão facilmente. Seja nas redes sociais, por pessoas à nossa volta ou pelos políticos.

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6:13Fim de semana para conhecer

Do Analista dos Planaltos

O fim de semana foi cheio de apresentações. Greca foi apresentado aos medebistas na Sociedade Thalia. Os Secretários da Prefeitura indicados por ele não compareceram ou não foram vistos, assim como os do Estado. Muitos menos Ratinho e Piana. E o MDB é da base do governo.

Alexandre Curi foi apresentar o Bar Stuart para o Sandro Alex conhecer. O vizinho Maneco e o Bife Sujo ficam para a próxima incursão.

Sérgio Moro foi conhecer Pontal do Paraná e um CTG.

Requião Filho andou pelo interior para conhecer as bases do PDT.

Os votos de todos depois dos conhecimentos virão com os compromissos e as promessas de campanhas. E todo o enxoval, emendas, convênios , obras , ambulâncias e as benesses tradicionais e os cargos comissionados de sempre e cada vez maiores.

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