11:46A presença de Rosângela…

Do enviado especial

Há algumas semanas pré-candidatos do PL e do Novo para as eleições de 2026 começaram a ventilar desconfiança com a onipresença de Rosângela Moro em agendas públicas do marido Sérgio Moro. A questão é que não conseguem colar a imagem no ex-juiz por conta da marcação da atual deputada federal por São Paulo.

Compartilhe

11:13A convenção do PSD

Assim veio:

O PSD Paraná marcou para o dia 25 de julho sua convenção estadual, evento que oficializará a candidatura do deputado federal e ex-secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, ao Governo do Estado. O encontro será realizado em Curitiba.

Compartilhe

10:40A ponte e o sangue nos olhos

Sobre as falhas no contrato para a construção da Ponte de Guaratuba, identificadas pelo Tribunal de Contas, o Gaiato da Boca Maldita lembrou da seleção brasileira e, com ódio e sangue nos olhos, disparou: “Quem assinou só viu a parte dele”.

Compartilhe

10:33Mais um contrato

Do enviado especial

O abelhudo que achou o contrato de R$ 584 mil do Ipardes com a IRG Pesquisas achou mais um contrato entre as partes. É de R$ 500.400,00, do ano de 2025. Na segunda-feira (15) o instituto divulgou pesquisa que mostra que o apoio de Ratinho Junior a Sandro Alex estaria ganhando tração nas eleições do Paraná. A coincidência está dando o que falar.

Compartilhe

9:05JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

Lionel Messi entrou em campo e fez três gols para a Argentina contra o Senegal. Um mês depois de ter participado de uma partida de futebol, Neymar entrou em campo de treino, deu uma corridinha, brincou com a bola e calçou uma chuteira cujo patrocínico vai permitir que ele tenha mais uns 20 filhos.

Compartilhe

8:16Trump gagá

por Ruy Castro, na FSP

Não será surpresa se, numa dessas em que cochila em eventos, ele cair da cadeira. Que sua influência sobre nós se dilua antes de ele vestir a cueca por cima das calças

Donald Trump completou 80 anos neste domingo (14), anunciando em tom imperial o fim de uma guerra interesseira que ele próprio começou e perdeu. Os observadores viram nisso mais um sintoma da iminente gagaíce de Trump, manifesta em seu comportamento abilolado, marcado por atitudes sem nexo, declarações que faz e desfaz em questão de horas e sintomas de que já não é quem ele simula ser. O fato de ter sido fotografado cochilando em recentes eventos públicos preocupa a Casa Branca –temem que, numa dessas, ele caia da cadeira.

Sua jequice e megalomania, que não são de hoje, estão atingindo dimensões mamutianas. Trump botou sua carantonha em passaportes, selos e documentos oficiais. Ameaça assinar as cédulas de dólar –sua assinatura, por sinal, ainda está por ser estudada por psiquiatras. Quer botar seu nome em instituições e monumentos históricos. Vai construir uma torre de 60 andares em Miami para comportar sua biblioteca presidencial –em comparação, a biblioteca de George Washington, recém-inaugurada em Mount Vernon, Virginia, com milhares de livros e documentos inestimáveis do século 18, contenta-se com um prédio de três andares. E acaba de rebaixar a Casa Branca a um mafuá de MMA.

A saúde geral de Trump também periclita. Tem 22 médicos à sua volta, o que deve dizer alguma coisa. Toma remédios para o coração, a pressão e o colesterol, sofre de insuficiência venosa crônica e sabe-se que vive com os tornozelos e pés inchados. Informantes com acesso à balança de seu banheiro íntimo disseram ao The New York Times que ele ganhou sete quilos nos últimos tempos. Sua dieta diária consiste de Big Macs, frango frito e quilômetros de macarrão, mandados para dentro com Coca Diet.

Com tudo isso, Trump continua a ser o fiel da nossa balança. Flávio Bolsonaro quer que ele quebre o Brasil com seus tarifaços e, assim, o eleja presidente. O governo, por sua vez, precisa adulá-lo para impedir isso.

Roga-se que esse dilema se resolva antes de Trump começar a usar a cueca por cima das calças.

Compartilhe

7:47Um andar abaixo

Do Goela de Ouro

A jornalista Cristina Graelm, que apareceu de super-heroína em cima de um prédio em sua pré-campanha para o Senado, talvez tenha de se contentar em batalhar votos para a Câmara Federal depois da data em que o PSD definirá o time para a disputa de outubro. É o que se cochicha no andar de cima do partido do governador Ratinho Junior.

Compartilhe

7:22Otimismo

  • O diabo é um otimista, se acha que pode tornar as pessoaas piores do que já são. (Karl Kraus)
  • O otimista acha esste o melhos dos mundos. O pessimista tem certeza. (J. Robert Oppenheimer)
Compartilhe

6:59Disque 0800 para se estressar

por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica

Diz o velho deitado que para baixo todo santo ajuda. Mas no décimo quinto andar de um prédio, quando a energia cai exatamente um minuto antes de o seu neto sair — super atrasado — para a escola, você não precisa de um ditado popular. Você precisa de um milagre.

E ele veio. Exatamente dois minutos depois do apagão, a luz piscou e voltou. Foi o tempo exato de o menino entrar no elevador, descer e sumir no horizonte rumo ao colégio. Um trabalho nos trinques, sem dúvida coordenado pelo Santo ou pela Santa dos Atrasados, que resolveu dar uma força de plantão (perdoe o trocadilho luminoso).

Mas a alegria de quem mora nas alturas dura pouco. O neto foi, a energia voltou a cair e fiquei ali: presa no topo do mundo, sem elevador e uma arara. Duas horas depois do blecaute, tomei a decisão mais ousada e perigosa do dia: ligar para o 0800 da nossa recém-privatizada Copel.

É aí que o misticismo divino dá lugar ao purgatório tecnológico.

Uma voz eletrônica, com aquela simpatia de quem está programada para testar a sua sanidade, atende e dita as regras: “Se você levou um choque, se o seu cachorro levou um choque, se a sua casa está pegando fogo ou se há iminente risco de morte, disque um.”

Eu só queria o básico, o óbvio: reclamar que a luz acabou e implorar para que ela voltasse. Mas, aparentemente, faltar luz em Curitiba não é um problema elétrico relevante para a inteligência artificial da companhia. Não apertei nada. A máquina, ofendida com o meu silêncio, decretou: “Opção inválida”. Como se eu estivesse errada por não estar pegando fogo.

Desliga. Respira. Liga de novo. O mesmo menu dramático se repete. No desespero, resolvo ceder à chantagem do robô e aperto o maldito “um”. A voz, com um tom que beirava o deboche cibernético, rebate: “Opção inválida”. Pô! Aí o estresse já subiu para o décimo quinto andar, de escada e sem respirar.

Desisti da voz e fui para o WhatsApp. “Agora vai”, pensei, doce ilusão. O robô do Whats, primo do robô do telefone, exige o número da Unidade Consumidora, a tal do UC. Lá vou eu caçar fatura no Gmail. Acho o número, digito o CPF, confiro os dados, aperto enviar… e o sistema simplesmente não manda. A mensagem não sobe. Você digita “concluído”, reza para outro santo, o santo das causas perdidas, mas a barrinha de envio ignora a sua existência. É o limbo digital.

A humilhação só terminou quando ignorei os canais oficiais modernos, achei um número comum — um “30 e lá vai fumaça” — e finalmente fui atendida por uma robô mais inteligentinha.

A luz voltou, o neto estuda, e eu fico aqui pensando: a Copel pode até ter sido privatizada, mas o atendimento foi terceirizado direto para o além. Na próxima, em vez de ligar para o 0800, acho mais fácil acender uma vela e falar direto com o Santo dos Atrasados ou com a Santa das Causas Perdidas. Pelo menos o retorno é bem mais rápido.

(Luz, quero luz / Sei que além das cortinas são palcos azuis Vida – Chico Buarque)

Compartilhe