11:41O pedido de Jaques Wagner

Jaques Wagner, aquele, amigo distante do Daniel Vorcaro e dono de uma coleção de relógios falsificados, quer ficar até julho como líder do governo no Senado. O Gaiato da Boca Maldita acha que Lula vai aceitar o pedido. Pensou até numa resposta do presidente: “Tá certo. Agora me diz onde é a cordinha da guilhotina para que eu possa puxar e perder a cabeça”.

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11:12A linha de montagem do sofá

Por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica

O mistério não era quem havia matado o guarda, mas sim se o dedo indicador de uma Fulana qualquer sobreviveria à próxima notificação. O mundo lá fora podia estar desabando em gols e cartões amarelos na televisão, mas no quadrado daquele sofá, o campeonato era de vida ou morte digital: a Copa do Mundo da Produtividade Absoluta.

Ela estava de molho. Quinze dias obrigatórios de pernas para o ar, uma daquela pausas que o corpo impõe quando a cabeça teima em fingir que é de ferro. A etiqueta do confinamento moderno exige que o doente ostente uma palidez digna, use uma manta charmosa e suma do mapa. Mas a Fulana cometeu o pecado capital da era do home office: tentou avisar no privado que continuaria produzindo, só que no ritmo de quem negocia com a dor.

Foi aí que o suspense se instalou. Parecia um filme de Hitchcock. A resposta da coordenação veio na velocidade de um contra-attack, em letras garrafais: “Melhor te tirar do grupo.”

Instaurou-se o terror psicológico via WhatsApp. O relógio corria. O cursor piscava. De um lado, a chefia, cuja forma peculiar de demonstrar amor e preocupação com a saúde alheia era a ameaça de banimento sumário. “Se reclamar no grupo de trabalho, é exclusão!”, decretou ele, num misto de carinho paternalista e ditadura de aplicativo. A Fulana, com o coração na boca e a mão trêmula segurando o celular, via o ícone do grupo flutuar na tela como uma guilhotina prestes a cair. Era a iminência do descarte por excesso de honestidade.

Foi quando o teto do quarto pareceu descer e um choque de realidade, desses que não pedem licença, bateu no meio da testa. O suspense da exclusão digital virou poeira. Continue lendo

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5:59O cinismo das casas de apostas

Na Copa 2026, como se esperava, acontece uma maciça propaganda comercial, especialmente de casas de apostas, até na parada para hidratação durante as partidas. Certamente crescerão o número de viciados e os problemas mentais e financeiros. Muitos pobres gastam na jogatina o dinheiro reservado para necessidades essenciais. É fácil apostar, basta um clique. A mensagem no final dos anúncios comerciais que diz “Jogue com responsabilidade” é um cínico conselho, como já escreveu Sérgio Rodrigues, colunista da FSP. (Tostão)

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5:44Os convênios e a Flórida

Ratinho Junior viaja para Orlando, nos EUA, na sexta-feira, dia 26, e fica descansando por 10 dias. No dia 4 de julho termina o prazo para assinatura de convênios entre o governo do Estado e as prefeituras. O barulho que os prefeitos já estão fazendo porque acham que ficarão chupando dedo neste final de administração do titular do Poder Executivo é grande, mas não chega à Flórida.

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5:21Lula precisa de um momento Messi

por Elio Gaspari, na FSP

Vem aí uma campanha com pesquisas dissonantes. O eleitor parece querer paz com Lula, mesmo não gostando do seu governo

Depois de ter perdido um pênalti, Messi fez dois gols contra a Áustria e decidiu a partida. Terminada a Copa, começará a campanha eleitoral. Até outubro, Lula precisará destravar uma dissonância das pesquisas. Segundo o Ipec, 50% dos entrevistados desaprovam seu governo. Segundo o Datafolha, 38% acham que Lula 3.0 é ruim, contra 32% satisfeitos. Tudo bem, perdendo um pênalti, Messi não é mais o mesmo.

Fulanizando a disputa, o Datafolha indicou que Lula teria 41% contra 31% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. A terceira via patina com Ronaldo Caiado e Renan Santos (3%), mais Romeu Zema e Aécio Neves (2%).

Um presidente reprovado por metade dos entrevistados é o preferido com dez pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado. Marcando um gol poucos minutos depois, Messi é o grande artilheiro das Copas.

Salta aos olhos que os candidatos da terceira via ainda não decolaram e, pelo andar da carruagem, dificilmente decolarão. Serão muitas as explicações, mas até agora nenhum deles firmou uma identidade. Nem Flávio Bolsonaro, salvo pela conexão dinástica.

Depois dos quatro tumultuados anos de Jair Bolsonaro, o eleitor parece querer paz com Lula, mesmo não gostando do seu governo. Essa situação pode ser explicada imaginando-se um eleitor que viu no Bolsonaro pai um presidente que não gostava de vacinas durante uma epidemia nem de urnas eletrônicas numa eleição. Flávio seria algo novo, mas até agora seu único aliado de peso chama-se Donald Trump e mora nos Estados Unidos.

Trump está no meio de seu segundo mandato. Não se conhece uma só medida saída da Casa Branca que tenha sido simpática ao Brasil. Outras, como o cancelamento de vistos de autoridades brasileiras, foram claramente arbitrárias e antipáticas, produto da cavalgada bolsonarista pela Casa Branca.

Até outubro, a usina de encrencas de Washington produzirá novidades, mas Lula e o PT parecem ter metabolizado Donald Trump, associando-o a tarifaços e ameaças à soberania nacional. Os adversários do PT que engataram sua charanga na locomotiva do presidente americano foram com sede ao pote. O vinho desse copo é vinagre.

Faz tempo, quando o general Emílio Médici governava o Brasil, foi recebido em Washington pelo presidente Richard Nixon. Para lambuzá-lo, o americano disse que “para onde for o Brasil, irá toda a América Latina”. A torcida governista exultou, mas o chanceler Mário Gibson Barboza sentiu o travo do vinagre: “É o beijo da morte”. Não deu outra, afinal, Gibson era um diplomata experimentado.

Depois do primeiro tarifaço de Trump, as exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram ao menor nível em 30 anos. Para Trump essa notícia é boa. Para os Bolsonaro, que festejaram a medida, a conta virá em outubro. Eles montaram um cenário inédito: os eleitores não gostam do governo, mas, por enquanto, preferem manter Lula no Planalto. As dissonâncias das pesquisas de junho mostram o que se sabe.

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5:05Esquema de ‘rachadinha’ de deputado no PR pode virar munição contra Moro

Da coluna de Lauro Jardim, em reportagem de Rodrigo Castro em O Globo

O Ministério Público do Paraná denunciou quatro pessoas por suposta participação em um esquema de “rachadinha” comandado pelo deputado estadual Ricardo Arruda (PL). Além da esposa do parlamentar, também são alvos outros três servidores, entre eles Lucas Dorini Sabbato.

Sabbato é acusado de intermediar valores e operações de câmbio para entrega em espécie e foi denunciado por lavagem de dinheiro.

Beleza. Mas o caso, que mira crimes cometidos entre 2018 e 2023, pode resvalar em… Sergio Moro (PL).

Sabbato foi contratado como assessor parlamentar do ex-juiz da Lava Jato em 2023, mas durou apenas tês meses no cargo. Foi exonerado “a pedido”, após vir à tona que ele ostentava fotos com Jair Bolsonaro e aliados na redes sociais, além de posar com armas de fogo. O servidor ganhava cerca de R$ 24 mil à época.

A breve passagem pelo gabinete de Moro no Senado já circula entre adversários do senador, pré-candidato ao governo do Paraná, e deve ser explorado contra ele.

O ex-juiz da Lava Jato tem entre suas principais bandeiras a pauta anticorrupção. Não à toa, Flávio Bolsonaro busca uma aproximação com Moro, para colar essa “marca” em sua campanha.

A propósito, depois de deixar o gabinete de Moro, Sabbato também trabalhou no governo paranaense. Esteve lotado na Secretaria de Justiça e Cidadania entre julho e outubro de 2023, quando foi demitido por ser alvo do MP-PR na investigação. Continue lendo

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17:04Rachadinha em família

Do G1

Esposa de deputado do Paraná e outros três são denunciados por envolvimento em esquema de ‘rachadinha’ comandado pelo político.

Segundo MP, deputado estadual Ricardo Arruda (PL) – que não faz parte da ação penal por já ter sido denunciado em 2024 – exigiu de servidores comissionados o repasse de parte dos salários. Crimes envolveram valores de aproximadamente R$ 132,8 mil.

https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/06/22/esposa-de-deputado-do-parana-e-outros-tres-sao-denunciados-por-envolvimento-em-esquema-de-rachadinha-comandado-pelo-politico.ghtml

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16:08Enquanto isso, na Massa, deu dois pra duas

Algo há! A jornalista Cristina Graeml foi entrevistada hoje no programa Tribuna da Massa, na rede de televisão da família do governador. Um selo apresentou-a como pré-candidata do PSD ao Senado. Um sábio olhou, balançou a cabeça negativamente e quis saber como fica um partido com dois candidatos para as duas vagas no Senado, já que o deputado estadual Alexandre Curi é o que é apresentado por Ratinho Jr. como pré-candidato. Até que isso se esclareça…Confira: Continue lendo

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11:45Como nascem as fake news

por Cláudio Henrique de Castro

As mentiras em massa fazem parte do cotidiano das pessoas. Nascem de uma simplificação binária elementar: o verdadeiro e o falso; o bem e o mal; o corrupto e o honesto; o de esquerda e o de direita; o nacional e o estrangeiro; o a favor e o do contra; os meus amigos e os meus inimigos; o nós e o eles; ele é de Deus o outro é do capiroto.

Num jogo de futebol, onde há a violência e o enfrentamento das torcidas organizadas. A barbárie da segunda Guerra Mundial, a ascensão dos totalitarismos nazifascistas, a Guerra Fria e, agora, a ascensão de Trump e os conflitos mais recentes, um tudo ou nada, despido de racionalidade. Neste contexto, as mentiras em massa estão situadas numa falsa simetria, isto é, de falsos opostos. No cenário eleitoral, cria-se o inimigo; no contexto religioso, cria-se o herege e assim sucessivamente.

Como entram as mentiras em massa na cabeça dos eleitores?

O tráfego diário nas redes consome cerca de 1,7 GB por pessoa. Se isso for transformado em texto puro, o volume total de dados diários que atinge nosso cérebro, incluindo vídeos e feeds, equivaleria a cerca de 100.000 palavras lidas. Essa carga de estímulos é o mesmo que ler dois livros inteiros por dia ou processar duas palavras por segundo durante todo o tempo em que estamos acordados (Humology).

Assim, as informações desatualizadas, as meias informações, as omissões deliberadas, e as mentiras propriamente ditas, são confundidas com a enxurrada de dados lidos diariamente.

As mentiras contrárias à ciência são consolidadas, as reputações destruídas, os fatos contados de forma tendenciosa, sem a integralidade da matéria, sem a escuta do outro lado, isso tudo repetido e repisado com mecanismos digitais, sem controle jornalístico, acadêmico ou científico. Continue lendo

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11:31Prestígio

Do comentarista esportivo

Os comerciais de TV da Copa têm como estrelas Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Vampeta e Vini Jr. Três que foram campeões há 24 anos e somente um jogador que está na Copa agora. Isso mostra o prestígio da atual Seleção.

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