17:02Segundão em cumprir promessas

Do enviado especial

O governador Ratinho Junior (PSD) é o segundo que mais cumpre promessas de campanha no Brasil, segundo levamento do G1. Ele cumpriu 17 das 26 promessas analisadas (65%). Ficou atrás de Mauro Mendes, do Mato Grosso, com 69,7%. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, realizou 64% do prometido.

Compartilhe

16:14No Telegram, o horror a R$ 20

O deputado estadual Renato Freitas (PT) denunciou em seu endereço no Instagram “um grupo no Telegram que cobra R$ 20 por mês para vender fotos e vídeos de pessoas mortas e torturadas em operações policiais no Paraná”. Em sua fala, repetiu os ataques que faz à política de segurança do governador Ratinho Junior e também ao Coronel Hudson, ex-comandante da PM e atual secretário de Segurança. Para conhecimento, Para quem quiser conferir: https://www.instagram.com/reel/DbGbzbBJiUA/?igsh=ZjNuMXoxNGRpcnQ1

Compartilhe

15:28Comparação

As más companhias não fazem o homem mau. Na verdade as más companhias, e sobretudo as péssimas companhias, fazem a gente parecer muito melhor do que é. (Millôr)

Compartilhe

15:01Vem aí a Semana do Patrimônio Cultural com especialistas do Brasil e do exterior!

Da Comunicação da prefeitura de Curitiba

Arquitetos, restauradores, pesquisadores e interessados em preservação terão cinco dias de atividades na Semana do Patrimônio Cultural de Curitiba 2026, que acontece de 10 a 14 de agosto

Promovido pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC), em parceria com a ARCO.it (Associação de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais), o evento reúne profissionais brasileiros e internacionais em conferências, mesas-redondas, oficinas, visitas técnicas e atividades práticas dedicadas à preservação do patrimônio cultural.

Nesta segunda edição, a programação conta com debates sobre patrimônio material e imaterial, arquitetura, conservação e restauro, memória, identidade, paisagens culturais, patrimônio urbano e saberes tradicionais. “O objetivo é aproximar especialistas e a comunidade interessada para discutir os desafios da preservação e fortalecer a cultura do patrimônio”, destaca o diretor de Patrimônio Cultural da FCC, Marcelo Sutil.

Continue lendo

Compartilhe

14:41A UP vai de Sandro e Alexandre

O lé da conversa misteriosa entre o deputado federal Ricardo Barros (PP) e o governador Ratinho Junior (PSD) deu no cré deste  anúncio divulgado há pouco:

A Federação União Progressista (UP) anuncia nesta quarta-feira (22), às 14h30, na sede estadual do Progressistas, em Curitiba, o apoio às candidaturas de Sandro Alex (PSD) ao Governo do Paraná e de Alexandre Curi (Rep) ao Senado.

Compartilhe

14:31Sabor de chocolate e brinco no porto

Com cara e jeitão de bom amigo, apesar de meu trauma de águas profundas (a começar por um metro de fundura), o Guamá me levou à Ilha do Combu, habitada por pouco mais de 200 famílias ribeirinhas, serpenteada por igarapés, com comes e bebes turísticos às suas margens, além de pequenas igrejas, plantações de cacau e os segredos e a delícia do mato puro.

Na ilha, há uma atração à parte, a fábrica de chocolate da ribeirinha Izete Costa, conhecida por Dona Nena, que patenteou a marca “Filha do Combu” à sua principal iguaria. Ao mostrar o processo artesanal da fábrica, ela conta, de olhos úmidos, da visita ao local do presidente Lula há pouco mais de um ano. Em fotos, lá está ele a mexer o chocolate em caldeiras. A Ilha do Combu mexe com a gente, sei lá os porquês. 

Na volta a Belém, minha tremedeira emergiu. Uma chuva pesada fez o condutor, que já estava deixando o igarapé, retornar o barco e encostar às margens da ilha por uma eternidade para meu gosto. Quando a água dos céus fez de conta que havia sossegado, embicou o barco para a cidade e para meu medo esquecer a beleza que conhecera na ilha, como o gosto do tambaqui que comi. Tremi até aportar, ensopado pela chuva escura, em terra firme da ansiada Belém.

Navegar em outras águas, como, por exemplo, à Ilha de Marajó, com três horas de minha covardia líquida à flor da pele, ficou para outra vez. Contam que há 39 ilhas em Belém. Eu não as contei. Nem mesmo Mosqueiro, famoso balneário grudado na capital paraense, aonde se pode chegar por 70 quilômetros em terra firme, conheci dessa vez.  As urbanidades turísticas e, dizem, as delícias gastronômicas e etílicas da Baia do Guajará além dos contornos do Guamá, as vi apenas de relance.

O Guamá (“rio que chove”, segundo o vocabulário indígena), Acará (“escamoso”) e Moju (“rio das cobras”) e, claro, a baia do Guajará (“antigos povos indígenas da Ilha de Marajó”) engordam todo dia, pois em Belém um verbo é sagrado: chover. Não é necessário previsão meteorológica; chove, sem restar pingo de dúvida. As ruas asfaltadas são, em sua maioria, bem mais altas do que o nível das calçadas e com bordas abauladas para facilitar o escoamento de água. Noé teria um mar veneziano em plena Amazônia para passear com seu navio.

Às margens do Guamá, na margem direita da Baía de Guajará, a Estação das Docas é uma joia da cidade, meio quilômetro de orla fluvial do antigo porto de Belém, construído em 1909.

O ancoradouro veio sendo revitalizado há uns 30 anos e inaugurado em maio de 2025 para a realização da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas). Virou o xodó, com três enormes barracões portuários onde se come e bebe, se consome em lojas de vários quilates e se passeia, de preferência à noite, quando veste um certo charme. Os três ex-armazéns foram transformados em um multi-espaço, com gastronomia, cultura, moda e eventos (teatro, shows musicais, exposições etc.).

No local, foi instalado o teatro da Caixa Cultural. Nele, assistimos a “As Amazônias”, um show musical audiovisual, juntando vozes femininas e singulares, que reúne três grandes vozes do Norte do Brasil: Aíla e a indígena Djuena Tikuna, que são do Amazonas, e Patrícia Bastos, do Amapá, com a participação não menos empolgante do saxofonista Daniel Serrão. A apresentação une tradição indígena, matizes afro-amazônicas e projeções visuais imersivas muito significativas.

Acontece que meu coração ficou fervendo, diria Caetano. Reafirmo, e assino em cartório, que as Docas ficaram um brinco, não só pelas instalações, mas por seus jardins, parquetes, monumentos, ruas com paralelepípedos e por aí vai.

Nos ex-armazéns, que ainda mantém detalhes dos antigos prédios portuários, há comércio, dezenas de lojas, bares, cafés e restaurantes de olhos gordos não só nos turistas, mas em muitos belenenses que trabalham nos bairros próximos. Me lambuzei de sorvetes feitos com frutas regionais e, detalhe importante, sem açúcar porque minha endiabrada diabetes não permite. 

Sou o menos indicado do mundo para falar sobre gastronomia, gostos e preferências. As filigranas de pratos finos ou cardápios sofisticados não me atraem ou fazem mudar de rota ou rotina. Nos inúmeros restaurantes das Docas, claro, a comida regional brilha nos menus. Comigo, que não sou muito chegado a peixes, o tal do “Filhote”, um bagre de água doce, passou grelhado, aparentemente apetitoso, cheio de fama, mas nadando fora do meu prato.

Devem ter gastado uma grana pesada para a revitalização das Docas. Mas, ficou uma lindeza, com cara e corpo de História e alma modernista. Elas viraram um brinco, com atrações tanto diurnas quanto noturnas, razão para os turistas que vieram para a COP30 babar. E beber. 

 

Compartilhe

12:01Luiz Carlos Barreto, adeus

Do G1

Luiz Carlos Barreto, expoente do cinema brasileiro, morre no Rio aos 98 anos

Barretão foi um dos grandes nomes do Cinema Novo e participou de mais de 100 obras, seja como produtor ou diretor. Assinou os campeões de bilheteria ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’, ‘O Quatrilho’ e ‘O Que É Isso, Companheiro’.

Morreu nesta quarta-feira (22) o cineasta Luiz Carlos Barreto, aos 98 anos, um dos grandes nomes da história do cinema brasileiro. Sua atuação ajudou a mudar a forma como os filmes eram produzidos, financiados e distribuídos no país.

“Barretão” construiu uma trajetória de mais de 60 anos dedicada ao audiovisual. Entre as mais de 100 obras que dirigiu ou produziu estão os campeões de bilheteria “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “O Quatrilho” e “O Que É Isso, Companheiro” .

“O cinema é uma coisa útil, e não uma coisa fútil”, costumava dizer Barretão.

Continue lendo

Compartilhe

10:19JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

Tarifaço é a palavra da moda. Não se fala mais nisso desde quando o maluco do Trump resolveu usar o penico e mijou fora. Aí, além de inventar a guerra e bombardear o Irã, resolveu taxar produtos de vários países, incluindo o Brasil, porque tinha dois Bolsonaros capeteando em seus ouvidos. O povão do patropi nem aí, porque nasceu com um tarifaço entranhado até a morte, que está cara pra dedéu. Mas o tarifaço de agora ganha as manchetes e horas e horas nos telejornais, onde os economistas falam pra ninguém entender, e o calo aperta mesmo nos moradores do andar de cima. Eles chiam bonito, mas logo abrem a cartilha e apontam quem vai sofrer mesmo com aumento dos produtos que o Trump escolheu jogando porrinha com seus assessores de cabelo engomado. Portanto, tudo continua a mesma coisa, ou seja, tarifaço pra quem não tem culpa de nascer por baixo.

Compartilhe

9:43O mistério do encontro de Ricardo Barros e Ratinho Junior

Ricardo Barros, participou ontem em Brasília, da reunião da Executiva Nacional do Progressistas. Isso é uma coisa. A outra, mais importante para os que acompanham a política paranaense, foi o encontro dele com o governador Ratinho Junior em Curitiba, um mistério até para se saber dia, hora e local do ocorrido. Barros, que dá nó em pingo d’água, tinha mandado recado público antes ao dizer que desde a escolha de Sandro Alex como o homem do governador para a sucessão, o trem não só não andou como a paisagem embaralhou, para alegria de Sergio Moro. Portanto, se ele e Ratinho Jr. chegaram a algum acordo no tal encontro, só resta esperar o que vem por aí.

 

Compartilhe

8:34Cristina e Fernanda

Se Cristina Graelm for confirmada como vice de Sandro Alex (PSD) e Fernanda Richa (PSDB) de algum adversário… a campanha para o governo do Paraná terá, no mínimo, este componente inédito.

Compartilhe

8:29Quem?

Ao saber que o Plano de Governo de Sergio Moro já tem mais de 3 mil sugestões de paranaenses e entidades, o Gaiato da Boca Maldita sapecou: “Quem vai ler tudo isso e o que vem mais?

Compartilhe

7:38A água e o tempo

por Hayton Rocha

Sexta-feira passada, meu velho e querido amigo Biramar me perguntou, com palavras mais elegantes, se não havia uma crônica cochilando dentro daquela fotografia de quase duas décadas atrás que voltou a circular pelas redes sociais.

Na imagem, um jovem Lionel Messi dá banho em Lamine Yamal, então com poucos meses de vida. Não foi coisa de profeta, montagem de computador nem milagre produzido por inteligência artificial. A cena nasceu de uma campanha beneficente realizada pelo Unicef em parceria com o Barcelona. Messi foi sorteado entre os jogadores do clube. Yamal, entre as crianças participantes. O acaso, que escreve melhor do que qualquer um de nós, colocou os dois diante da mesma banheira.

Biramar acreditou que eu pudesse retirar alguma novidade daquela água antiga. Confesso que fiquei tentado. Mas já haviam espremido a fotografia até a última gota. Falaram em bênção, coincidência, destino e passagem de bastão. Só faltou alguém garantir que Messi, enquanto ensaboava o menino, percebera em seu pezinho esquerdo os sinais de um futuro craque.

Resolvi esperar a final da Copa do Mundo. No domingo, os dois estariam em lados opostos: Messi pela Argentina, Yamal pela Espanha. Talvez os deuses do futebol, sempre dispostos a corrigir os cronistas, acrescentassem alguma coisa à história.

Acrescentaram. Ao contrário do esperado, nenhum dos dois fez uma grande partida. Messi viveu sua atuação mais apagada no torneio. Não finalizou no alvo, não deu um passe decisivo a um companheiro e caminhou boa parte do jogo cercado por espanhóis que acompanhavam seus passos como perdigueiros bem treinados. Yamal também esteve abaixo de seus melhores dias. Correu, marcou, tentou, mas encontrou pela frente dois ou três adversários que lhe fecharam portas, janelas e, por precaução, até o basculante.

A Espanha venceu por 1 a 0 na prorrogação. Depois do apito final, enquanto os campeões corriam de um lado para outro, Yamal procurou Messi. Encontrou-o sentado no gramado, derrotado e sozinho naquela solidão que às vezes acontece diante de oitenta mil espectadores. O argentino se levantou e os dois se abraçaram.

Então a antiga imagem reapareceu. Ali estavam novamente o homem e o menino. Só que agora a água escorria dos olhos de Messi. A criança que ele banhara por acaso acabava de ajudá-lo a lavar a alma após uma derrota. O tempo, espécie de fotógrafo sem coração, invertera as posições.

Disseram que era uma passagem de bastão. Pode ser. Mas o futebol não é corrida de revezamento, e gênios como Messi não entregam o bastão a ninguém. Deixam-no caído no gramado, à espera de que algum menino tenha coragem de apanhá-lo.

Aos 39 anos, em sua sexta Copa, Messi talvez chorasse pelo provável adeus à seleção, pela lembrança da final perdida em 2014 no Brasil ou porque certas medalhas de prata pesam mais do que âncoras. Os torcedores o aplaudiram e cantaram seu nome. Algumas despedidas doem ainda mais quando vêm acompanhadas de um amor intenso.

Ou talvez chorasse por se lembrar do próprio começo. Aos dez anos, Messi foi diagnosticado com deficiência do hormônio do crescimento. O tratamento era caro demais para a família e para o Newell’s Old Boys. O Barcelona enxergou no pequeno argentino aquilo que os olhos comuns ainda não conseguiam ver, assumiu as despesas e o levou para a Espanha. Continue lendo

Compartilhe