11:34Benedito Ruy Barbosa, adeus

Da FSP, por Laura Matos

Morre o autor Benedito Ruy Barbosa, que desvendou o Brasil rural em suas novelas

Escritor moldou a televisão com ‘O Rei do Gado’ e ‘Pantanal’ Ele tinha 95 anos e usou suas vivências nas mais de 20 obras

O autor Benedito Ruy Barbosa morreu nesta terça-feira, aos 95 anos, devido a complicações de insuficiência renal crônica. Ele estava internado no Hospital do Coração, o HCor, em São Paulo. O corpo do dramaturgo será velado nesta terça, entre 15h e 21h, no Funeral Home, centro de São Paulo, com abertura para o público entre 15h e 16h.

A vida de Benedito Ruy Barbosa passou na televisão. Foi exibida em capítulos de “Cabocla”, “Os Imigrantes”, “Paraíso”, “Pantanal”, “Renascer”, “O Rei do Gado”, “Terra Nostra” e de outras das mais de 20 novelas que escreveu inspirado por suas vivências.

Como seus protagonistas, Ruy Barbosa foi um homem do campo, e sua vida, uma saga de lutas e sucessos. Talvez por isso, costumava falar da história de seus personagens com a voz embargada, olhos marejados, muitas vezes sem segurar as lágrimas. Não foram poucas as vezes em que familiares se depararam com ele chorando diante de uma cena que acabara de escrever. Um passional assumido.

O autor nasceu em 17 de abril de 1931 em Gália, no interior paulista, cidade recém-criada à época, com algumas dezenas de ruas e pouco mais de 2.000 habitantes. Mudou-se pequeno com a família para a vizinha Vera Cruz, onde o pai tinha livraria, tipografia e jornal.

Brincava com filhos de imigrantes que trabalhavam na produção de café, muito presente na região. À noite, sob um lampião, inventava histórias para a turma. Em férias no sítio de um tio, aprendeu a tocar berrante, andar a cavalo, tirar leite de vaca e a tocar a boiada. Continue lendo

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11:20A mulher que se lasque!

Por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica

O domingo na casa daquela família de classe média alta tinha tudo para ser perfeito. O almoço, desses que demoram para sair, corria entre conversas e risadas na fartura de sempre. Mas, nos bastidores, a realidade era outra. Desde a madrugada, a mãe cuidava sozinha da bebê. Uma gravidez que não foi planejada nem desejada por nenhum dos dois, mas a mãe entendeu o óbvio: já que a criança veio ao mundo, agora é preciso cuidar, dar amor e assumir o rojão.

O clima azedou de vez na hora da sobremesa. A menina sujou a fralda. A mãe, exausta, segurando a fralda limpa em uma mão e o lenço umedecido na outra, olhou para o marido e pediu para ele trocar a filha, para que ela pudesse pelo menos terminar de comer o seu doce.

A resposta dele veio com um “não” seco, cheio de descaso. Para aquele homem, com suas ideias ultra conservadoras, o pedido parecia um absurdo vindo de outro planeta. Em vez de ajudar, ele ainda tentou empurrar a sujeira para uma tia que estava na mesa. A mãe ficou ali, estática, com a fralda e o lenço na mão, no meio da sala. O almoço congelou. Um silêncio pesado tomou conta de tudo, os talheres pararam e o mal-estar pegou todo mundo. No fim das contas, sobrou para a mãe largar o doce e ir limpar a filha.

É nesse “não” orgulhoso, dito no conforto de uma sala de jantar finíssima, que a gente entende a cabeça de quem quer proibir o aborto no Brasil a qualquer custo — mesmo quando a mulher ou uma menina são vítimas de estupro.

O pensamento é o mesmo: há uma pressa enorme em defender que a criança nasça, mas um desinteresse total pela vida dela depois que ela chega. O homem e a lei batem no peito pra falar de moralidade, mas, no minuto seguinte ao parto, dão as costas e deixam o peso inteiro nos braços da mãe. O homem se acha no direito de escolher se quer participar; a mulher é obrigada a se sacrificar sozinha.

Naquela casa abastada, o dinheiro disfarça a hipocrisia. A menina pode não ter o amor desse pai, mas vai ter tudo do bom e do melhor: escola cara, médico top de linha e conforto para camuflar a falta de afeto. Continue lendo

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10:44Na Fiep, moratória e pressão

Do enviado especial

Os pré-candidatos a Governo do Paraná passaram nesta segunda-feira (6) por uma agenda de apresentações e sabatina no Conselho Setorial da Indústria de Construção da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O encontro serviu para o setor apresentar as demandas reunidas pelas entidades e cerca de 26 mil estabelecimentos.

Representantes do Sinduscon e Sicepot falaram sobre investimentos em infraestrutura, programas habitacionais e desburocratização.

Outro destaque da agenda foi a preocupação com moratórias. Representantes das entidades falaram que vão apoiar projetos políticos que não implementem burocracias adicionais em contratações ou revisões nos processos que estão em andamento. O recado de dentro da entidade que indicará o vice de Sérgio Moro (PL) é que a construção civil pode se distanciar do senador, que tem falado em “rever” programas.

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9:24Grupos sociais preparam ato por procuradora que acusa expoentes da velha Lava Jato de ‘perseguição’

Do blog de Fausto Macedo, no Estadão, com Felipe de Paula

Grupos de direitos humanos e entidades sociais estão preparando um ato de apoio à procuradora Margaret Matos de Carvalho, acusada por suposto desvio de R$ 6,2 milhões de um acordo do Banco Itaú com o Ministério Público do Trabalho no Paraná. O manifesto mobiliza ativistas aliados de Margaret, que se considera vítima de perseguição com ‘viés político e ideológico’ de ex-procuradores da extinta Operação Lava Jato.

Em entrevista exclusiva ao Estadão, ela aponta lavajatistas como seus perseguidores porque, segundo alega, aderiu à vigília ‘Lula livre’, quando o então ex-presidente estava preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro – sentenças depois desfeitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Margaret nega ilícitos a ela atribuídos pelo Ministério Público Federal na denúncia que a levou ao banco dos réus do Superior Tribunal de Justiça por crime de peculato. A acusação diz que a procuradora do Trabalho e sua amiga, Rejane Paredes, desviaram quase a totalidade do valor de R$ 7 milhões repassados pelo Banco Itaú à ONG Instituto Lixo e Cidadania (ILIX), sediado em Curitiba.

Margaret afirma que o procurador da República Diogo Castor de Mattos ‘subverte fatos’. “Não sou filiada a nenhum partido e não exerço nenhuma atividade político-partidária.”

Ela pontua que o acordo com o Itaú foi celebrado nos autos de uma ação civil pública, na qual o banco foi condenado a pagar indenização por danos morais coletivos por dumping social (concorrência desleal). O banco não se manifestou à reportagem.

Os valores foram empregados em ações e atividades alinhados com a missão institucional do Ministério Público do Trabalho”, diz a denúncia.

Estadão apurou que representantes de entidades sociais, organizações e instituições que acompanharam as destinações da multa ao banco se indignaram com o teor das acusações à procuradora. Ela afirma que não teve direito a se defender administrativamente e diz ser vítima de ‘uma narrativa semelhante à da Lava Jato’.

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9:21Indecisões

Da coluna de Leandro Mazzini, em O Sul

Depois que o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), viajou para Orlando (EUA), a candidatura de seu indicado virou poeira. Na última pesquisa VOX Brasil, Sandro Alex anotou 5% das intenções. Ratinho Junior retorna na sexta para decidir se entra de cabeça na campanha ou troca o indicado. A mesma pesquisa virou alvo de ação no TRE por uma pergunta que citou o ex-prefeito Rafael Greca como preferido do governador.

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8:16NELSON PADRELLA

CAPÍTALO DOES

A Chegada dos Mamujares

Vais fazer o que hoje, além de não fazer nada?
O garôtolo fazia provocações pra ver se o Ruivo da Silva se mancava.
Mandei uma matilha de mandrís para atacar a Iugoslarva. Preciso me manter hostil.
Isso está me parecendo falta de homem – disse o irrequieto garoto.
Soube que adquiriu alhuns mamujares – disse o infante passando a mào no perú. É que estava-se numa granja onde abundam perus e outras aves nobres, e quando vocè se dá conta já está íntimo.

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7:45Paraná Pesquisas: Moro lidera, seguido por Requião Filho, Rafael Greca e Sandro Alex

Da RIC, por Rafaela Moron

Uma nova sondagem do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta terça-feira (07), testou cenários da disputa ao Governo do Paraná e avaliou a rejeição aos pré-candidatos. Aparecem na pesquisa: o advogado Luiz França (Missão), o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB), o deputado estadual, Requião Filho (PDT), o deputado federal, Sandro Alex (PSD), o senador Sergio Moro (PL) e o empresário Tony Garcia (DC). Confira o desempenho abaixo:

No primeiro cenário testado, Sergio Moro aparece com 39,9% da preferência, Requião Filho 21,1% e Rafael Greca fica com 14,5%. Logo após, Sandro Alex tem 10,4% da preferência, Luiz França 1,7% % e Tony Garcia 1,5%. Por outro lado, não sabe ou não opinou representam 4,7% e nenhum,branco ou nulo 6,1%.

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Confira o resultado:

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7:30E para o Senado…

Da RIC

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta terça-feira (07), testou quatro cenários de disputa ao Senado e avaliou a rejeição aos pré-candidatos. Este ano, os paranaenses vão escolher dois senadores. Foram testados: o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (Republicanos), o ex-senador Alvaro Dias (MDB), o coronel Hudson Teixeira e a jornalista Cristina Graeml (ambos do PSD), o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (NOVO), Dr. Rosinha e a deputada federal, Gleisi Hoffmann (ambos do PT), o deputado federal Filipe Barros (PL) e o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos). Confira os resultados:

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6:56Por que ainda não acredito na terceira via

por Joel Pinheiro da Fonseca, na FSP

Renan Santos e Caiado até agora não romperam a barreira dos 3%. Há o precedente de Ciro Gomes em 2018, que trombou no muro do petismo

Renan Santos e Ronaldo Caiado, embora tenham escolhido vices de seus próprios partidos, representam estratégias de campanha opostas. Caiado e Kassab apostam na política institucional. São, afinal, dois nomes consumados do jogo político tradicional. O PSD tem mais de mil prefeituras, palanques espalhados pelo país que servirão para ecoar a candidatura de Caiado. Suas falas têm poupado Flávio. Quando e se ele derreter, a escolha mais segura estará dada.

Já Renan e seu vice Aroldo Medina são a aposta antissistema. Ecoando Bukele e Milei, com campanha inteiramente focada nas redes sociais e uma militância altamente engajada, quer fazer barulho para ser ouvido. Não poupa ninguém, inclusive Flávio, e acredita que a postura agressiva nos debates pode lhe alçar para além das redes.

Qual dos dois irá decolar? Se eu tivesse que escolher apenas uma das estratégias, ficaria com a de Renan. Mas a verdade é que, até agora, nenhum deles rompeu sequer a barreira dos 3%. Se ao menos um candidato passar a barreira dos dois dígitos, dadas as reiteradas fragilidades que vêm se revelando de Flávio, haverá uma ponta de esperança na renovação da direita nacional. Os prognósticos, no entanto, não empolgam. Mesmo fazendo tudo certo, nada garante o sucesso.

Há um precedente: Ciro Gomes em 2018. Lula estava preso e inelegível, e por isso ungiu Haddad, que não tinha os mesmos dotes retóricos de Lula nem era conhecido por todo o Brasil. Havia, em tese, espaço para que um candidato de esquerda furasse o domínio lulista. Eis que Ciro Gomes se apresentou.

A campanha de Ciro em 2018 foi bem-feita. Tinha mensagem clara —perdão das dívidas da população—, era muito hábil na comunicação e no uso das redes. Engajou muita gente. Seu desempenho foi surpreendente —12,5%—, muito à frente de outros candidatos menores (Alckmin, Amoêdo, Marina, etc.); mas muito atrás de Haddad, que teve 30% dos votos. Mesmo fazendo tudo certo, Ciro trombou no muro do petismo.

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6:30LEROS

de Carlos Castelo

§ Trump foi pedir ao Infantino a anulação do cartão vermelho do artilheiro da seleção estadunidense. A FIFA abriu as pernas. Agora, os EUA tomaram de 4X1 da Bélgica. É a tal coisa: pode-se pressionar cartolas e transformar tudo em conspiração. O placar, porém, continua sendo algo que se recusa a mentir para agradar aos poderosos. Aprendeu, Topetão, que, no futebol, autoritarismo não ganha no tapetão?

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6:29A goleada e Trump

A Bélgica eliminou os Estados Unidos da Copa do Mundo com um goleada de 4 a 1. O presidente Donald Trump disse que não é bem assim – e pode tomar providências.

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