14:45O FLAGRA DE HOJE

Darci Piana, Ronaldo Caiado e Ratinho Junior no almoço de hoje no restaurante Madalosso, em Santa Felicidade. Caiodo ri e Ratinho parece estar pensando “podia ser eu”. Foto assessoria

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14:37E no segundo turno de Lula contra Flávio…

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para oito pontos em simulação de segundo turno e venceria a eleição por 45% a 37%. Brancos, nulos e declarações de que não vão votar somam 14%, e indecisos, 4%.

Fonte: Pesquisa Genial/Quaest com 2.004 entrevistas presenciais domiciliares de 10 a 13 de julho; nível de confiança é de 95%, e a margem de erro, de dois pontos; levantamento registrado no TSE sob o código BR-07181/2026

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12:21Nicho vermelho

por Leandro Mazzini em O Sul

Almir Gnoatto, o Superintendente de Agricultura e Pecuária do Ministério no Paraná, está na mira com essa briga entre PSD e PT na Esplanada. Ele foi nomeado pelo Palácio, apadrinhado por Gleisi Hoffmann e a bancada petista do Estado. Justamente no Estado onde o agro ligado ao centrão do PSD, controlador do ministério, é forte.

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10:56Café com formol

por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica

Militância raiz tem dessas coisas. A gente arruma a mala cheia de cartilhas, panfletos, ideais e disposição, mas nunca sabe exatamente onde vai deitar a cabeça. Como diria o velho cancioneiro das estradas, “caminhando e cantando e seguindo a canção”. Marlene, socióloga e defensora ferrenha da saúde pública, desembarcou naquela cidadezinha do interior do Paraná — daquelas mega pequenas. Sua missão era nobre: dar um curso de formação para a comunidade.
Para quem tem horror a germes e bactérias, passar a noite na casa de terceiros é um gigantesco exercício de desapego. Marlene inspecionava lençóis com os olhos, lavava as mãos até quase gastar a digital e sorria amarelo, tentando focar no bem maior da saúde coletiva.
A acolhida foi impecável. A anfitriã, uma senhora simpaticíssima, acomodou Marlene e os outros companheiros de viagem em sua casa, que ficava no segundo andar de um prédio bem ajeitado no centro. A noite passou sem sobressaltos.
No dia seguinte, o amanhecer trouxe um espetáculo. A mesa do café da manhã parecia saída de uma novela: uma toalha impecavelmente branca, bolo de fubá fumegando, torta super recheada, geleia caseira, café passado na hora, pão sovado… Um banquete de devorar com os olhos. Marlene, esquecendo por um momento suas neuroses com bactérias invisíveis, entregou-se aos prazeres da gula. Estava na segunda fatia de bolo, elogiando a fofura da massa, quando a anfitriã começou a recolher o avental.
Com o sorriso mais doce do mundo e a naturalidade de quem vai apenas fechar a janela porque começou a garoar, a dona da casa soltou a bomba:
— Gente, vocês me desculpem, eu tenho que descer agora… Tem um defunto me esperando lá embaixo que eu preciso maquiar.
O tempo parou. O quitute de fubá, que até um segundo atrás era a oitava maravilha do mundo, transformou-se instantaneamente em uma bola de cimento na boca de Marlene. Os olhares se cruzaram na mesa em um pânico mudo. Continue lendo

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10:44Caiado aqui

Do enviado especial

Ronaldo Caiado (PSD está em Curitiba. O ex-governador de Goiás é pré-candidato a presidente da República. Ele esteve na Fecomércio e, mais tarde, participa do tradicional almoço no Madalosso. Ratinho Jr não apareceu para as fotos, foi representado pelo vice, Darci Piana. Alexandre Curi, pra variar, estava lá, Republicano e ex-PSD que é. Votos é o que lhe interessa para a disputa ao Senado. Alguém lembrou que nada disso seria necessário se o governador do Paraná não tivesse tirado o time de campo no começo da prorrogação – e desistido de ser o candidato do partido do visitante.

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10:35A FRASE

Ratinho Jr ficou 15 dias flanando em férias nos States e agora, quando voltou, resolveu acelerar o processo eleitoral.

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8:32O Atlético Paranaense em vidro e ferro

Da Newesletter Baixada (https://baixada.substack.com/

Nosso fotógrafo preferido, Sérgio Sade, revelou no Carneiro & Mafuz, nosso programa preferido no YouTube, um segredo mal guardado há muitos anos entre poucos atleticanos. Uma relíquia do Estádio Joaquim Américo está exposta, publicamente, na Rua Atílio Bório, no Alto da XV. Mas apenas para observadores mais atentos.

É uma peça clássica que enfeitou nossa casa por décadas. E que, com a demolição da praça esportiva na metade dos anos 90, para a construção da Arena, acabou relegada a algum ferro velho da cidade. De lá, foi reaproveitada, ninguém sabe como, em um imóvel que, curiosamente, é perto de um reduto rubro-negro, o Restaurante Tartaruga.

Nós, da Newsletter Baixada, já nos dispusemos a investigar como aconteceu tudo isso. Mas desistimos da missão arqueológica após infrutíferas e cansativas tentativas de localizar o proprietário do imóvel, que está alugado para uma casa de massas. Prepare-se, a descoberta é emocionante, mas a imagem é fortíssima e provoca perturbações:

Como se vê, há uma chance robusta de o landlord ter feito uma gracinha ao posicionar nosso escudo de ponta cabeça em uma composição de cores desfavorável. Nós já pensamos em recuperar a peça com britadeiras numa missão furtiva de reparação histórica, como se fôssemos egípcios resgatando uma múmia do British Museum.

E se não conseguimos reconstituir o trajeto do vitral, da Baixada para um ferro velho, e do depósito de sucata para o Alto da XV, nos ocupamos em compará-lo com várias fotos do recurso arquitetônico instalado. É interessante notar que a arrumação das listras do emblema não se encaixa com nenhum dos outros painéis ornamentais envidraçados. O que não quer dizer muita coisa.

Também percebemos que há tipos diferentes do mesmo mosaico de ferro e vidro atleticano. Pode ter sido uma instalação feita em outros tempos, colocada em um ambiente que não ficava exposto ao público. De certo é que não há nenhuma outra hipótese razoável que não aponte para a peça como espólio do Joaquim Américo.

E aí, quem vai resolver esse mistério? Continue lendo

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7:56Toda gula será perdoada

por Hayton Rocha

Descobri outro dia que os sete pecados capitais não nasceram da implicância de um único sujeito mal-humorado. A lista foi sendo cozinhada em fogo baixo ao longo dos séculos. Um monge acrescentou ingredientes, um papa acertou o tempero e Tomás de Aquino decorou a travessa antes de servi-la ao mundo.

Respeito os três. Mas, se me concedessem um único voto naquele conclave dos pecadores, eu excluiria a gula da relação. E desconfio de que boa parte dos meus amigos faria exatamente o mesmo.

Tenho minhas razões.

Entre todas as crônicas de Rubem Braga, continuo achando “Buchada de Carneiro” insuperável. O pobre animal viaja balindo para o sacrifício, os adultos evitam assistir à cena e certa culpa paira sobre todos. Até que, no dia seguinte, a buchada chega à mesa. Num instante evaporam-se a compaixão e os escrúpulos. Sobram sarapatel, pirão, cachaça e uma reverência que os homens costumam reservar apenas às coisas verdadeiramente sagradas. No fim, Braga conclui, entre divertido e constrangido, que, naquele caso específico, o crime compensara.

É fato que, embora fosse o papa dos cronistas brasileiros, jamais foi canonizado. Talvez por isso entendesse tão bem as fraquezas humanas.

Não culpo minha mãe por ter me transformado em um pecador incorrigível. Ela fez o que julgava certo. Depois que meus irmãos mais novos nasceram exigindo dedicação exclusiva, terceirizou para as mamadeiras de mingau de amido os serviços antes prestados pelas tetas maternas. Mais tarde vieram bolos, pudins, tapiocas, doces de toda espécie. Sem perceber, ela apostava em mim a continuação de si mesma, usando a linguagem que dominava melhor.

Foi ela quem confiscou incontáveis horas da minha infância para mexer panelas de canjica (curau) e doce de leite. Havia remuneração, é verdade, sob a forma de raspas de tacho. Mas o contrato previa punições severas caso a massa grudasse no fundo da panela. Permanecer meia hora de castigo, respirando aquele perfume indecente sem direito à recompensa, equivalia a uma tortura concebida por confeiteiros medievais.

Toda manhã, chovesse ou fizesse sol, me mandava à padaria. Tinha suas manhas. Fingia não ouvir quando eu explicava que um ou outro pão havia caído do pacote e que, apenas para não dar gosto ao cão, eu me sacrificara consumindo-o ainda quente. Sem manteiga, inclusive. Heroísmo que jamais recebeu qualquer reconhecimento oficial.

Também guardava no forno o meu almoço enquanto eu chegava da escola ou do trabalho. Bastava reencontrar a carne-de-sol com arroz de leite, o bife à marinheiro com purê de batatas ou qualquer sobra preparada por suas mãos para que a tarde desacelerasse. E, se por acaso aparecesse uma banana frita coberta por canela e queijo derretido, cada coisa voltava ao seu devido lugar, da garganta para baixo. Continue lendo

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7:40Na trilha de Joyce

Quem ouviu o governador Ratinho Junior dizer, no almoço do PSD na segunda-feira passada, que logo vai definir se Cristina Graeml será candidata ao Senado ou vice na chapa de Sandro Alex, acha que ele preparou mais uma supresa como fez ao anunciar a desistência da corrida para a presidência da República e o nome do candidato à sua sucessão. Ainda há a possibilidade de ela tentar a Câmara dos Deputados ou, com menos probabilidade, a Assembleia Legislativa. Pela briga feia que há entre os fortes candidatos ao Senado, o mais provável é a jornalista receber o aval para tentar ser deputada federal, seguindo a trilha aberta por Joyce Hasselmann.

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7:26Depois da Copa

Daqui a dois jogos da Copa, quando o mundo conhecerá o novo campeão mundial de futebol, começam pra valer as campanha para as eleições no Bananão. Pelo que se viu até agora, antes mesmo de os candidatos ainda não serem os oficiais, conforme determina a lei, não vão faltar caneladas, joelhadas, chutes nas medalhinha, cusparadas, cotoveladas, etc. Ninguém será expulso, porque os advogados estão a postos. Isso é política

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