Arquivo mensais:outubro 2020

9:21Vinícius de Moraes rejeita colégio militar

Do blog Boca Santa, de Sid Sauer

A transformação do Vinícius de Moraes em “colégio cívico-militar” foi reprovada pela comunidade escolar. Já no Darci José Costa a mudança teve a maioria dos votos. Nas escolas Unidade Polo e Antonio Teodoro de Oliveira a consulta foi prorrogada até sexta-feira. Ambas não atingiram o quórum mínimo (50% dos alunos mais um).

9:17Nas gavetas

Do correspondente em Brasília

O TCU fará auditoria em órgãos da administração federal para avaliar combate ao assédio sexual. Vai descobrir que são nas gavetas dos servidores que estão os casos mais graves de sacanagem contra o povo brasileiro.

7:45Bolsonaro age contra candidatos do PSL nas eleições municipais

Do Congresso em Foco, em reportagem de Lauriberto Pompeu

disputa interna entre a ala de apoiadores de Jair Bolsonaro e os aliados do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, se reflete nas eleições municipais de 2020. Em capitais como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE), os candidatos do PSL não contam com o apoio da ala bolsonarista do partido e, além disso, sofrem forte oposição de colegas de legenda e do presidente da República.

Um dos principais casos é o da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), que concorre à prefeitura de São Paulo. Ela sofre fortes críticas de deputados do partido ligados ao governo como o terceiro filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP),  Carla Zambelli (PSL-SP) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP).

Em um vídeo da campanha eleitoral, a ex-líder do governo no Congresso comenta sobre o afastamento entre ela e Jair Bolsonaro. A congressista acusa o presidente de proteger amigos e família de investigações que apuram corrupção.

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7:30Tikinha em plenário

Do enviado especial

Ontem a sessão virtual do Pleno do Tribunal de Contas do Paraná teve uma presença diferente. Presidida pelo conselheiro Fábio Camargo,  o encontro on line de todas as semanas contou com a participação da cadela Tikinha, uma gold retriever que não se separa do seu dono, vice-presidente do TC. Durante mais de duas horas ela permaneceu impassível ao lado do conselheiro, que era o único presente ao plenário do Tribunal, recebendo carícias do dono. Mas, não apareceu no vídeo, como vem acontecendo com muitos animais em reuniões virtuais durante a pandemia. Confira:

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7:19Ah, bom!

No meio do “sim, não, talvez, pode ser, é isso mesmo”, a secretaria da Educação informou, segundo a Gazetona, que os alunos do período noturno das escolas que podem se transformar em cívico/militares serão transferidos para estabelecimentos próximos. Ah, bom!

7:16O culpado

De um torcedor atleticano inconformado depois da derrota do time para o Flamengo (1 a 0), ontem à noite, na Baixada: “O Walter perdeu o pênalti porque voltou a comer bolacha recheada”.

6:39JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

Candidatos a vereador compram de empresas de marketing histórias de vida e propostas para legislar. Qual o problema? Antes era a mesma coisa, só que mais difícil de verificar. Agora continua igual, porque o povo quer saber apenas de exercer o direito democrático de apertar os botões.

6:33NELSON PADRELLA

DIÁRIO DA PANDEMIA

(*) Daqui da gávea observo a síndica passar. Talvez seja por causa do meu ângulo de visão, mas me parece que o seio esquerdo é meio tombado para o lado, enquanto o outro encara as pessoas de frente. Nunca tinha reparado. Isso me reporta a uma viagem que fiz à Europa, e a aeromoça tinha um seio impávido que espiava os passageiros de soslaio, enquanto com o outro ela apontava as saídas de emergência no caso de uma emergência. Só que naquela época eu estava sempre ligado, e agora, sei lá por quê, recuperei por um momento um naco da minha juventude.

(*) Que pena que todos os meus filhos já não se encontram em idade escolar. Se não matriculava todos eles, inclusive as meninas, num desses colégios cívicos que abundarão em plagas brasileiras. É disso que o país precisa: de plagas, muitas plagas, todas já devidamente desmatadas onde poderemos criar nossos bois de mamão, de banana e possivelmente nossos bois de goiaba, mas aí aquele menina, vocês sabem de quem estou falando, aquela que engoiabou o Mestre, ia ter chilique, chilique cívico-militar, mas chilique.

(*) Uma coisa é certa: Quem com porcos se mistura farelo come. Estamos assistindo a um arriar geral de calças, e sempre convém assinalar que quem muito se abaixa farelo come. As coisas realmente importantes estão relegadas ao abstracionismo, enquanto a ganância campeia, e sabemos todos que quem com ferro fere farelo come.

DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO: “Todo mundo de costas, mãos na parede”.

6:17Cru

A notícia abaixo foi divulgada pouco antes das 22h de ontem. O resultado da consulta, que agora se sabe parcial, estava nas redes antes do fim da tarde. A APP-Sindicato divulgou nota do seu departamento jurídico rodando a baiana e informando que iria à justiça, inclusive porque alguns colégios onde houve a consulta têm aulas noturnas, o que fere a própria lei que sacramentou a implantação das escolas cívico/militares. Resumo: todo mundo comeu cru – e o barco segue. A conferir.

6:08Consulta pública sobre colégios cívico-militares é prorrogada até sexta-feira

Da Agência Estadual de Notícias

A Secretaria da Educação e do Esporte do Paraná prorrogou até sexta-feira (30) o prazo de votação na consulta pública que vai decidir sobre a migração de 216 escolas tradicionais para o modelo Cívico-Militar. O novo prazo permite que as escolas atinjam o quórum mínimo – mais da metade da comunidade escolar precisa registrar voto.

Até o início da noite desta quarta-feira (28), 70% do quórum mínimo dos pais, alunos, funcionários e professores somando todas as escolas selecionadas haviam participado (mais de 48 mil pessoas). Das 216 escolas, 52 delas já alcançaram quórum mínimo, com maioria dos votos a favor do novo modelo.

Durante esta quinta e sexta-feira, as escolas continuarão com o processo de consulta pública. A comunidade escolar precisa ir presencialmente às instituições, entre às 08h e 20h. O resultado total da votação será divulgado na sexta-feira (30).

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6:01Sessenta anos de um sonho

Nabibe Chede discursa na inauguração da TV Paranaense – Foto de Synval Stochero

por Célio Heitor Guimarães

Hoje é dia de festa. Se não for, deveria ser. Nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2020, a TV Paranaense, Canal 12, agora denominada RPC, a primeira emissora de televisão do Paraná, está completando 60 anos de vida.

Quem sintoniza hoje a televisora, toda certinha e formosa, líder de audiência, capitã da Rede Paranaense de Comunicação e afiliada da poderosa Rede Globo de Televisão, não imagina a dificuldade que foi colocá-la de pé. Ou, por outra, tornar realidade o sonho de Nagibe Chede.

O dr.Nagibe, como era conhecido, era homem do rádio. Vindo dos Campos Gerais de Palmeira, conduzia em Curitiba a Rádio Emissora Paranaense e a Rádio Curitibana. Era também radioamador. Mas acalentava um sonho: trazer para o Paraná a TV, um invento que reunia som e imagem. Ela fora inaugurada no Brasil por Assis Chateaubriand e dava o que falar em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Brasília. Em viagem aos EUA, conheceu o “bicho” de perto e o entusiasmo aumentou. Havia apenas um problema: não sabia como fazê-lo. Aliás, aqui no Paraná ninguém sabia.

Foi então que o palmeirense Nagibe atirou no escuro e acertou o alvo. Convocou o seu pessoal de rádio, a partir do dedicado e curioso Renato Mazânek, buscou em Juiz de Fora o engenheiro eletrônico Olavo Bastos Freire e pôs a turma para aprender fazendo. Em uma quitinete do último andar do Edifício Tijucas, ainda em construção na Rua Cândido Lopes, no centro da cidade, em meio a um emaranhado de cabos, fios, telas, câmaras e refletores, microfones e mesas de controle, um bando de neófitos dava asas à imaginação. Sem nenhuma escola ou experiência, valia-se apenas do entusiasmo geral e da criatividade de cada um. No local, introduziu-se (como coube só Deus sabe!) três câmeras Dage enormes, cada uma dotada de três lentes; improvisou-se uma central de controle de vídeo (switch), com monitores para as câmeras; construiu-se uma mesa de som; instalou-se uma cabine de locução, dois projetores profissionais Bell-Howell para filmes de 16mm, um projetor de slides de 35mm e um sistema multiplex de espelhos para o acoplamento dos três projetores numa só câmara. Ah, sim, e ainda existia um transmissor de 250 watts. Coisa de louco! Tudo isso é contado, com detalhes, pelo próprio Mazânek no belo livrinho “Ao Vivo e Sem Cores”, editado em 2004.

Por isso, em vez de rememorar a fantástica aventura, cabe-me aqui homenagear o grupo de destemidos pioneiros, que tornaram realidade o sonho maluco de Nagibe Chede e cujos nomes deveriam constar de uma placa de bronze instalada no hall de entrada da RPC, antes que se evaporem no tempo. A lista é extensa, mas precisa ficar gravada na memória dos telespectadores para todo o sempre. Além de Renato Mazânek e de Olavo Bastos, Elon Garcia, Tônia Maria, Romualdo Ousaluk, Jamur Júnior, Flávio Menghini, Azor Silva, Meire Nogueira, Alcides Vasconcellos, Silas de Paula, Morais Fernandes, Patrícia Fabiani,  Maurício Fruet, Willy Gonzer, Moacyr Gouveia, Abílio Bastos, Enrico Beraldo, João Schreiben, Eunice Mazola, Rosemari Naumes, Kar-Maia, Miriam Kehr, Arlete Soares, Osires Haddad, Charles Clemente Chen Wu, Mauro de Alencar, Israel Correia, Denísio Belotti, Hélcio José Gonçalves, Fritz Bassfeld, Alceu Nascimento, Manoel Soares, José Carlos Baraúna, Haroldo Lopes, Enéas Faria, Valêncio Xavier, Rafael Iatauro, Antonio Moris Cury, Wilson Brustolim, Aírton Cordeiro, Miguel Kassis, Fernando Cordeiro, Nelson Silva, Ariovaldo Hass, Antonio John, Swami Soeiro, Nelson Santos, Luiz Gastão Schwind, Mauro Nogueira, Zeno José Otto, Nilson Müller, Jean Françoise Dibignes, Martins Rebelato, Edgard Assini, Delmar Mafei, Claiton Foggiatto, Paulo de Avelar, Ivo Ferro, João Carlos Bueno, José Louro. Com o tempo, outros nomes foram chegando, como Archimedes Macedo, Frank de Holanda, Roberto Menghini, Witenberg e Ulderico Amêndola, Mário Bittencourt, Tônio Luna, os irmãos Borges, Átila e Ayrton; Idelson Santos, Dino Almeida, Carlos Marassi, Roberto Bostelmann, Osni Bermudes, J.J. de Arruda Neto, Filomena Gebran, Ângela Vasconcellos, Danuzia e Acidália Cintra, Regina Kolbert e o pessoal da primeira novela da televisão paranaense: Sinval Martins, Maria Aparecida, Lala Schneider, Rubens Rollo, Cordeiro Júnior e Cícero Gomes.

Gente da melhor qualidade, a maioria hoje em atividade no plano celestial, mas que deixou aqui os seus nomes esculpidos na história da arte, da cultura e da comunicação paranaenses. E a quem Curitiba, o Paraná e o Brasil devem reverenciar sempre, com gratidão e saudade.

19:45Dez mandamentos

Raymond Chandler e os dez mandamentos para escrever um romance policial:

1 – A narrativa deve ser motivada com verossimilhança, tanto quanto à situação original como o seu desfecho;
2 – Ela deve ser tecnicamente notada como método de assassinato e de detecção do crime;
3 – Deve ser realista em temperamento, cenário e atmosfera. Deve falar sobre pessoas reais no mundo real;
4 – Deve ter uma história que tenha valor para além do mistério: ou seja, a investigação por si mesma deve ser uma aventura atraente de se ler;
5 – Deve ser essencialmente simples para se explicar com facilidade quando for o momento adequado;6 – Deve ser capaz de confundir o leitor mais esperto;
7 – A solução deve parecer inevitável quando for revelada;
8 – Não se deve tentar fazer tudo ao mesmo tempo. Se é uma história quebra-cabeça, operada em um ambiente razoavelmente bom, não pode ser também uma aventura violenta ou um romance apaixonado;
9 – A história deve punir o criminoso de um jeito ou de outro, não necessariamente por força da lei. Se o detetive falha em resolver as consequências do crime, a história é um acorde sem solução, o que deixa irritação por trás dele;
10 – Você deve ser honesto com o leitor.