
19:03SPONHOLZ


Do Filósofo do Centro Cínico
Morreu o 007! E agora, quem vai nos salvar dos chineses, russos e americanos?
por Nelson Padrella
Eu me lembro. Estava no cais do porto esperando a chegada dos pracinhas da FEB, junto com meus pais. Lembro com muita clareza o sentimento que se apossou de mim, embora ainda fosse uma criança. Era de respeito por aqueles soldados, a alegria porque a Guerra tinha acabado, uma emoção muito forte. Acho que é a isso que chamam de ufanismo. Não sei.

por Jamur Jr.
‘Jantando com as Estrelas’ era um dos programas da maior audiência na TV pioneira. Uma mesa muito grande para o pequeno espaço de estúdio, no 21º andar do Edifício Tijucas, onde era servido um jantar aos convidados. O apresentador era o ilusionista Kar Maya que percorria todos os lugares da mesa mostrando os entrevistados e anunciando cantores etc. Sofria de uma falta de memória incômoda – e ela que surgia nas horas mais críticas, especialmente durante seu programa. Era comum ouvir Kar Maya anunciando “… e aqui esta o famosos pianista….como é mesmo seu nome?” Certa ocasião o apresentador anunciou a presença de um militar importante que estava sendo focalizado pela câmera. ” Tenho o prazer de anunciar a participação neste programa do major…..” Pronto, problema criado! O militar não era major e sim Brigadeiro e homem destacado entre os militares. Mas o programa foi em frente e o Brigadeiro se comportou com elegância e compreensão.
Da FSP, em reportagem de Juliana Gonçalves
Mudança de sorotipo prevalente, baixo controle pela pandemia e estiagem colaboram para o quadro
Entre 2019 e 2020, o Paraná enfrentou a pior epidemia de dengue da sua história, com 227.724 casos positivos e 177 óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico, porém, já superam os registros anteriores.
O mais recente boletim estadual sobre a situação da dengue aponta 3.803 casos prováveis (somados os confirmados e sob investigação) entre agosto e a segunda quinzena de outubro, contra 3.474 do mesmo período em 2019.
O ano epidemiológico da dengue no estado começa em julho ou agosto, e se encerra 12 meses depois, para que a contagem não comece no verão, pico da doença. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), as piores epidemias foram registradas nos períodos 2019/2020, 2012/2013 e 2015/2016.
O monitoramento em vigor começou em agosto. Nesse intervalo, além dos casos positivos e suspeitos, é maior o número de municípios com notificações e com casos confirmados —277 e 126, respectivamente, contra 234 e 109 no ano anterior.
Além disso, três óbitos por dengue já foram confirmados —não havia nenhum no mesmo período de 2019.
Embora o intervalo de análise seja pequeno, os índices atingidos preocupam o poder público. Para a coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte, são grandes as chances de uma nova epidemia, especialmente devido à alteração do sorotipo do vírus predominante.
Continue lendoDo G1
Sean Connery, ícone do cinema e 1º James Bond, morre aos 90 anos
Segundo a BBC, a informação foi confirmada pela família do ator. Connery atuou em mais de 90 papéis e interpretou o espião em seis filmes da franquia ‘007‘.
O ator Sean Connery morreu aos 90 anos. Segundo a BBC divulgou neste sábado (31), a informação foi confirmada pela família do ator. Ainda de acordo com o site, ele morreu nesta madrugada durante o sono, nas Bahamas.
Com mais de 94 papéis ao longo de mais de 50 anos de carreira, o ator escocês foi o primeiro a interpretar o espião James Bond no cinema e atuou em seis filmes do “007” nas décadas de 1960, 1970 e 1980.
Connery também atuou no drama “Os intocáveis”, de Brian de Palma, pelo qual venceu o Oscar em 1988 na categoria de melhor ator coadjuvante.
O ícone do cinema venceu o Globo de Ouro por três vezes, o Bafta por duas vezes e acumulou mais de 30 prêmios durante a carreira.
O ator nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 1930, e ganhou seu primeiro papel em 1954, no filme “Lilacs in the spring”.
Entre seus personagens de destaque, estão também o protagonista William von Baskerville no longa “O nome da rosa”, de 1986, adaptação da obra de Umberto Eco, e o professor Henry Jones no filme “Indiana Jones e a última cruzada”, de 1989.
O último trabalho de Connery foi a animação “Sir Billi”, lançada em 2012, na qual ele dublou o protagonista.
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Sean Connery conseguiu fazer o seu mito superar o de James Bond
por Inácio Araujo, na FSP
Em 7 de setembro de 1963, quando “O Satânico Dr. No” aportou no Brasil, os rapazes da época não demoraram a notar que sua vida havia mudado —existia um novo modelo a invejar e copiar. Elvis ficara para trás. O novo nome era Bond, James Bond.
Na verdade, Bond, o agente 007 a serviço de Sua Majestade era inimitável. Não lhe bastava ser forte, valente, ágil, bonito, seguríssimo de si. Ainda guiava os carros mais espantosos, tinha a seu dispor os gadgets mais modernos, enfrentava os inimigos mais cruéis sem perder a pose, nem a elegância. Junto com os Beatles e Mary Quant, trazia um sopro de modernidade ao Império Britânico, que àquela altura se desmontava. E 007 tinha nome — Sean Connery, que agora completa 90 anos.

Naquela altura dos acontecimentos era um ator pouco conhecido, e não é de espantar que Ian Fleming tivesse preferido Roger Moore para o papel. Mas Moore estava ocupado e Connery tomou o seu lugar. Fleming teria seu desejo satisfeito “post mortem”, já que após o seu sexto filme da série —“007 – Os Diamantes São Eternos”, de 1971,— o primeiro James Bond se encheu de ser confundido com James Bond e pediu as contas.
Então entrou Roger Moore e 007 nunca mais foi o mesmo. Não que Moore fosse ruim. Só não tinha o carisma de Connery. Depois de Moore outros vieram. Bons atores, em geral. O último deles, Daniel Craig, até ajudou a ressuscitar a série. Mas como Sean Connery não houve outro.
Continue lendoEu mudo no meu canto. (Alberto Centurião)

Da assessoria de imprensa da Itaipu
192 motivos para comemorar: Hospital Ministro Costa Cavalcanti celebra mais uma alta hospitalar da covid-19
O paciente estava internado há mais de 20 dias e deixou o local com muita emoção.
O Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), mantido pela usina de Itaipu, registrou a 192ª alta de um paciente com covid-19 recuperado em Foz do Iguaçu. José Matiuc, de 68 anos, estava internado desde 10 de outubro, ou seja, há mais de 20 dias. Ele deixou a unidade hospitalar nesta sexta-feira, dia 30. Familiares, colaboradores e médicos do HMCC comemoraram a alta. Balões de bem-vindo e muita alegria e emoção marcaram a saída dele do hospital.
Continue lendoDa Agência Estadual de Notícias
A Polícia Civil do Paraná comemora o aniversário de 30 anos do seu grupo de elite, o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre). A unidade é referência no Brasil em atuação antisequestro, operação de alto risco e casos de extorsão. Também é modelo na formação de policiais para operações táticas especiais. O preparo para o cumprimento de missões é a marca do grupo.
Continue lendoDe um amigo do blog:
O vice-presidente contraria Bolsonaro e diz que o governo vai comprar a vacina chinesa. Se continuar assim, logo o Doria convida o Mourão para ser seu vice nas eleições de 2022.
Do Filósofo do Centro Cínico
As escolas cívico/militares conseguiram um feito: colocaram juntos – e em ordem unida, todos os que são contra.
O Brasil não está num beco sem saída, ele é o beco sem saída. (Carlos Castelo)


por Mario Sergio Conti
Na poesia de Cacaso, as sombras e as sobras de um Brasil sempre presente
Lá pelo fim dos anos 1970, Antonio Carlos de Brito, que passou a usar Cacaso como nome de pena, teve uma iluminação. Disse que os jovens poetas marginais, ou de mimeógrafo, não eram autores individuais. Eles compunham juntos o “poemão” da sua geração, a da ditadura.
Na recém-lançada “Poesia Completa” de Cacaso (ed. Companhia das Letras), Heloísa Buarque de Hollanda diz que a linha estilística que amarraria o tal poemão seria o “registro direto e breve, em tom coloquial”. A ideia merecia ser levada adiante.
Um aluno em busca de tema para o TCC, um aprendiz de poesia ou um crítico literário comporiam um poemaço com os versinhos da turma. Como disse Roman Jakobson, “existe uma caprichosa correlação entre as biografias das gerações e a marcha da história”.
A trajetória dos poetas marginais por certo importa, diz algo da história cultural. Chico Alvim deu alcance épico à sua poesia mínima. Roberto Schwarz dedicou-se mais a ensaios. Geraldo Carneiro virou acadêmico com fardão e tudo. Outros, vai saber onde andam.
Mais que mapear a vida dos autores, porém, o poemão poderia contrapor as sombras e as sobras dos poetas da ditadura à vaga atual de abuso e trevas. A poesia libertária colada ao cotidiano, mas que falava de dentro da história, diz algo do e para o presente?
Afora servir de matéria prima para superpoema, a “Poesia Completa” se presta a outras abordagens. Além de toda a sua poesia publicada, traz versos inéditos e letras das canções que escreveu e foram musicadas por Edu Lobo, Tom Jobim, Francis Hime etc.
Os inéditos, tateantes e descosidos, não estão à altura dos publicados —tanto que Cacaso não se animou a lançá-los. Quanto às canções, sem saber ou se lembrar da sua melodia fica difícil comentá-las.
O maior mérito da publicação de todos os poemas, então, é propiciar a apreciação objetiva da sua poesia, uma crítica que escape ao que Flora Süssekind chamou de hagiografia, o culto biográfico dos santos.
Cacaso morreu aos 43 anos, de infarto. Virou quase um mártir, venerado no altar dos artistas de vida breve. Nele estão santos do cinema (Glauber Rocha, Joaquim Pedro de Andrade), da música popular (Torquato Neto, Cazuza) e da literatura (Ana Cristina Cesar, Paulo Leminski).
A crítica cultural fez com que a biografia dominasse sua obra. “São vidas impregnadas, a posteriori, de intencionalidade, são destinos nos quais se enxerga, nos mínimos detalhes, a marca da excepcionalidade”, disse Süssekind. Com isso, a canonização “se transforma em barreira analítica”.
É possível, ainda, fazer uma coisa menor com os versos: inverter a ideia do poemão geracional e aplainá-lo numa prosinha exclusiva e íntima, numa conversa de tico-tico que diga respeito aos dias que correm. Para efeitos de clareza, ela é dividida em três tópicos.
Lá vai. Tomara que dê certo.
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DIÁRIO DA PANDEMIA
(*) O capitão que se ofura com seu companheiro utiliza agora a arma do silêncio quando se manifesta naquela banheira. Não ouço um pio. Nem mugido. É como se nem estivessem aí. Vai ver, não estão mesmo. Pensei em perguntar pra síndica “e me diga se aqueles moços do bloco ao lado, me diga se ainda estão conosco”. Mas, fiquei na intenção. Sei lá o que ela podia pensar. Vai quê, né?
(*) Sou contra a vacina chinesa e por um motivo muito fácil de ser entendido. Eles utilizam fetos de crianças mortas, que nem os Estados Unidos fizeram com a Pepsi Cola, e agora acho que não fazem mais. Não sei. Eu só ouvi o galo cantar e não sei onde, mas esse é um país onde grassa a liberdade e cada qual pode falar o que quiser. Pronto, falei.
(*) Estou aproveitando esse período de pandemia para ler. Não me interesso, todavia, por material recente. É no passado que estão as glórias. (Inclusive aquela fantástica Glorinha da telefônica, lá da Palmeira, mas disso não quero falar porque ainda me dói). Já li de cabo a rabo o Almanaque Sadol de 1958, e agora estou na metade da bula de um remédio para calo. É por isso que não falo. Calo, ahahah. Estou lendo porque gostei do título da obra, mas não estou entendendo lhufas.
PS: Podem me chamar de iletrado, mas tem certos ditados que não entendo mesmo. O que será que significa “Passarinho que come pera, sabe o cuco? Tem”.
PALAVRAS AO VENTO: “Se eleito, prometo”.
