7:28Alvaro Dias pode desistir?

Do Goela de Ouro

Alvaro Dias está muito contente com o resultado da maioria das pesquisas que o colocam em primeiro lugar na corrida por uma das duas cadeiras paranaenses no Senado. Mas… há quem acredite que sua longa experiência política o faz pensar também no partido em que entrou, o MDB, e o fato de ele correr o risco de, eleito, ser do time do “eu sozinho” – e isso não interessaria nesta altura do campeonato. Resumo: no Centro Cívico aposta-se firme que, no prazo, ele desiste da disputa, ainda mais porque os principais concorrentes, com máquinas partidárias fortes e dinheiro, vão crescer, aumentando o risco de um novo fracasso ao veterano político.

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7:12A FRASE

Acabou a guerra entre EUA e Irã… mas só até o Trump resolver que não era bem assim e o Netanyahu dar o maior apoio em forma de bombas.

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7:00Dona do próprio nariz. Será?

por Lea Oksenberg, no Vigília Comunica

A entrevista de emprego transcorria num clima de absoluto desapego à realidade. O interviewer, Clovis, vestindo aquele terno justo de quem trabalha em Recursos Humanos, sorria como quem está prestes a vender um lote na Lua para a Luciana.
— Aqui na empresa, nós somos modernos — disse Clovis, com os olhos brilhando. — Não trabalhamos com aquele modelo engessado e arcaico da CLT — falou, com indisfarçável desprezo. — Nós queremos parceiros. Empreendedores! Você será a CEO da sua própria carreira.
O peito de Lulu parecia peito de pomba, inflado de orgulho. De eterna desempregada a CEO em trinta segundos. Que salto magnífico!
— E como funciona essa parceria de giants? — perguntou Luciana a Clovis, já imaginando seu crachá com letras douradas.
— É simples. Você abre uma microempresa, emite uma nota fiscal por mês e pronto. Liberdade total. Sem amarras com o Estado opressor.
— Perfeito. E quais são os horários dessa autonomia corporativa?
O sorriso de Clovis perdeu dois milímetros de largura.
— Bom, o horário é das 9h às 18h, de segunda a sexta. Presencial, claro. Batendo ponto no sistema. Se chegar às 9h15, o desconto é automático.
Lulu piscou duas vezes. Tentou lembrar de alguma regra de empreendedorismo que fizesse sentido ali.
— Mas… se eu sou uma empresa parceira, eu não deveria gerenciar meu próprio tempo?
— Veja bem — Clovis interrompeu, com a paciência pedagógica de quem explica o óbvio para uma criança lenta. — Nós precisamos de união. Se o seu CNPJ não estiver sentado na cadeira dele às 9h, a engrenagem da nossa empresa adoece. Ah, e tem o plantão de fim de semana, tá? Uma vez por mês. Mas veja pelo lado bom: você é seu próprio chefe!
— Entendi. E o vale-transporte para o meu CNPJ vir trabalhar? — perguntou Lulu, meio que já debochando.
Clovis soltou uma risada genuína, quase gostosa.
— Ora, onde já se viu uma empresa pagar o combustível da outra? Você já viu a Petrobras pagar a gasolina da Volkswagen? Não, né? O deslocamento é por sua conta, grande liderança.
Luciana começou a pensar: “Ora, ora… meu CNPJ vai ter que vir de Uber porque o transporte público está caro, e o faturamento dessa minha ‘multinacional de uma mulher só’ mal vai cobrir o pão e o café da manhã”. Essa é a famosa “pejotização tabajara”: você tem todas as obrigações e amarras de um trabalhador CLT, mas com os direitos e garantias de um liquidificador. É o clássico “o patrão quer ter o bicho de estimação, mas não quer pagar a ração”.
— E as férias? — arriscou Lulu, já imaginando a resposta que viria.
— Nós não chamamos de férias. Chamamos de recesso estratégico não remunerado. Você pode tirar 15 dias in janeiro, desde que deixe todas as suas demandas entregues, o e-mail respondido e o celular ligado para emergências. E, claro, nesses 15 dias o faturamento é zero. Afinal, empresa que não funciona, não fatura! É a lei do mercado!
Luciana saiu da entrevista com uma pasta debaixo do braço e uma profunda crise de identidade. Olhou no espelho do elevador e não viu uma trabalhadora; viu uma grande corporação vestindo calça jeans desbotada e sapato com a sola furada.
É fascinante o capitalismo moderno. Conseguiram a proeza de ressuscitar a servidão gourmet. Lulu, indignada, pensou que, no mundo de hoje, ainda há capataz, feudo e jornada exaustiva, mas o chicote agora é digital, a chibata vem por WhatsApp e a culpa de não ter décimo terceiro é exclusivamente do seu “fluxo de caixa”.
Amanhã será o primeiro dia no novo “médio império comercial” de Lulu. Ela vai ter de acordar às 6h para que o CNPJ dela não perca o ônibus. Se ela for demitida — ou melhor, se o seu contrato de prestação de serviços for descontinuado por desalinhamento cultural —, não tem seguro-desemprego, não tem FGTS, não tem aviso prévio.
Mas tudo bem. Pelo menos ela poderá estufar o peito no almoço de domingo e dizer para a mãe que finalmente é uma grande empresária brasileira. Só falta o dinheiro.

Eu me perdi
Na selva de pedra
Homem primata
Capitalismo selvagem
Oh, oh, oh
— Homem Primata (Marcelo Fromer, Ciro Pessoa, Nando Reis e Sérgio Britto)

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6:02Gilberto Freyre e o ‘foot-ball mulato’

por Marcus André Melo, na FSP

Para ele, nossos triunfos deviam-se a termos abandonado a restrição a negros que vigia também no Itamaraty. O autor argumenta que o futebol criara as condições para, finalmente, o surgimento de heróis nacionais negros

A Gilberto Freyre são atribuídos alguns mitos populares. Mas a tese de que a superioridade do futebol brasileiro se deve à miscigenação —ou, mais precisamente, ao “mulatismo”— não está entre eles. Provavelmente deveria estar. Em artigo intitulado “Foot-ball mulato”, em sua grafia original, denotando as origens inglesas ainda muito presentes, Freyre escreveu: “Uma das condições dos nossos triunfos este ano me parecia a coragem que afinal tivéramos completa de mandar à Europa um team fortemente afro-brasileiro. Brancos alguns, é certo; mas grande número de pretilhões bem brasileiros e mulatos ainda mais brasileiros”.

O contexto era a Copa do Mundo de 1938, quando o país ficou em terceiro lugar e Leônidas foi eleito o melhor jogador. Era também o início da ditadura do Estado Novo que viria a persegui-lo e a confiscar sua correspondência.

Freyre, que viria a ser consagrado como o pai do mito da democracia racial, faz dura crítica ao racismo do Estado brasileiro: “a escolha de jogadores brasileiros para os encontros internacionais andou por muito tempo obedecendo ao mesmo critério do Barão do Rio Branco quando senhor todo-poderoso do Itamaraty. Nada de pretos nem de mulatos chapados, só brancos ou então mulatos tão claros que parecessem brancos. Ou, quando muito, caboclos, deviam ser enviados ao estrangeiro mulatos do tipo do ilustre Domício da Gama, a quem Eça de Queiroz costumava chamar na intimidade de mulato cor-de-rosa”.

Na senda aberta por Freyre, Mário Filho produziu, quase dez anos depois, uma obra-prima, “O Negro no Futebol Brasileiro” (1947). No prefácio da obra, Freyre acrescenta um argumento novo: o futebol permitiu a sublimação —sim, ele foi pioneiro em mobilizar conceitos freudianos entre nós— de elementos irracionais e primitivos de nossa cultura, domesticando-os. E especula sobre o que teria acontecido com o samba, a capoeiragem e a malandragem. Seu vaticínio quanto ao cangaceirismo é profético, mas em sentido oposto ao que imaginou: “o cangaceirismo teria provavelmente evoluído para um gangsterismo urbano, com São Paulo degradada numa sub-Chicago de Al Capones ítalo-brasileiros”.

Mário Filho descreve a transformação ocorrida. O futebol não alterava a ordem das coisas. Pelo contrário. “Os ídolos do futebol, todos brancos. Quando muito, morenos. Preto só entrava no escrete uma vez na vida e outra na morte. E quando um branco que devia jogar estava fora, doente ou coisa que o valha. Então o preto podia jogar.”

E, mostrando que foi muito mais do que um cronista esportivo, arrematava: “O mulato e o preto eram, assim, aos olhos dos clubes finos, uma espécie de arma proibida. Não um revólver, uma navalha. Se nenhum grande clube puxasse a navalha, os outros podiam continuar lutando de florete”.

Freyre argumenta que o futebol criara as condições para, finalmente, o surgimento de heróis nacionais negros, como o dionisíaco Leônidas. Seu antípoda, Domingos, que jogava sem floreios, era “uma espécie de inglês desgarrado nos trópicos, como Machado de Assis” —mas, ainda assim, “tinha alguma coisa de concentradamente brasileiro”, de “mulatismo”. Freyre escreveu essas linhas em 1947, antes de surgirem Pelé e Garrincha.

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18:11O livro sobre nada

de Manoel de Barros

É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.

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9:27O pai da convocação de Neymar

por Lauro Jardim, em O Globo

Francisco Mendes, filho de Gilmar Mendes e hoje o mandachuva de fato da CBF, revelou a vários interlocutores durante o Gilmarpalooza, sem qualquer cerimônia, quem foi o responsável pela volta de Neymar à Seleção: “Quem convocou o Neymar fui eu”.

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9:18A resposta de Moro sobre os recursos que destinou ao Paraná quando ministro

Sobre a nota “Candidato no Paraná, Moro não colocou o estado entre dez primeiros na liberação de recursos na sua gestão na Justiça”, do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, aqui republicada, o senador Sergio Moro enviou a seguinte mensagem:

A distribuição dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, durante meu período no MJSP, seguiu os critérios objetivos previstos na portaria 631/2019/MJSP, entre eles população, índice de criminalidade, efetivo policial e performance, a fim de tratar todos os estados de maneira objetiva e adequada. De todo modo, durante minha gestão o Paraná, por sua condição geográfica estratégica para a segurança pública, recebeu atenção especial em políticas públicas. Entre elas pelo menos três projetos estratégicos e específicos no Paraná: – criação do Centro Integrado de Operações de Fronteiras – CIOF, o único no país, em Foz do Iguaçu; – investimentos na base Nepon da PF em Guaíra, com integração das forças policiais e o Exército em base fluvial, o que reduziu o tráfico de drogas na região; – o programa Para Frente Brasil, com a presença da Força Nacional de Segurança Pública em São José dos Pinhais para a diminuição do crime em cidades violentas (SJP e outras 5 cidades do país foram escolhidas).

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8:36O triunfo do Império da Quinta Série

por Marcos Barrero

O bravo e eficiente Marrocos não desmoralizou apenas a Seleção de Ancelotti, que agora mastiga chiclete e o primeiro fracasso em Copa. A Globo pulou pra dentro do mesmo pacote. Juntou-se aos seniores do Cappo de Reggiolo e na cobertura do jogo alcançou o auge de uma façanha anunciada. Faz a pior e mais ridícula cobertura de todos os tempos. Ficou uma graça a equipe de bermudinha. O pouca telha Escobar, que julga ter incorporado o espírito de Chico Anysio, dispensa a informação e cospe piadinhas infames. Ricardinho, ex-jogador torce e mente: repete que o mágico italiano tem bons coelhos na cartola e que o time é bom. Mas como assim se quase dez dos “craques” são filhotes derrotados de Tite, quatro anos mais velhos. Se tem Danilo do Fla, Casemiro, Ibanez, Paqueta&Cia jogando. E Neymar, de chefe de torcida, mancando. Certo é que já chegaram tropecando no degrau de entrada.
A Globo é um nada a ver. A tal Thaís, imbuída de uma alegria de instragram, sapateou no gramado como uma Gretchen no palco, pra demonstrar seus “guizos falsos da alegria”. Resta saber se o marido, presidente de escola de samba, deu “nota 10”. Caio Ribeiro pulou e cantou com a torcida como se estivesse na Vai Vai. Disse “o time vai”. Não foi. Os repórteres de “porta de estádio” incomodam o telespectador com um mantra insuportável. Os produtores convocam um grupelho de meia dúzia de torcedores, botam o repórter no meio e seja o que Deus quiser. Sai cada pensata! Pérolas ao vento. Só não pinta uma notícia.
A patuscada global lembra um desses comerciais dos intervalos, repletos de pachecadas e ufanismo de várzea.
É um liberou geral estúpido e anti-jornalístico.Tudo parece, enfim, uma grande farra de fim de ano no colégio. Estamos sob o Império da Quinta Série.
O fiasco, que já é histórico, me obrigou a contrariar os próprios instintos e o bom senso. Fui ver Galvão Bueno vendendo e mastigando batata, torcendo e brigando com o juiz no canal do baú das filhas do extinto SS.

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8:26Sérgio Reis, por ele mesmo

Do livro “100 anos de criatividade”, de Paulo Vítola, o depoimento do publicitário Sérgio Reis, que morreu ontem em Curitiba aos 87 anos:

Nasci vizinho ao Noel Rosa, na Vila Isabel, Rio de Janeiro, na época capital do Brasil. A propaganda entrou de mansinho em minha vida, mas tudo começou naqueles bons tempos de adolescência, quando escrevia os jornaizinhos de escola. Foi, então, que surgiu o sonho de ser jornalista. Não fiz faculdade. A perda da minha mãe logo cedo me rendeu alguns episódios difíceis na vida. Rodei em colégios internos e dependi da ajuda de muitas e generosas pessoas. Não tinha dinheiro e precisei trabalhar cedo. Vendi livro: enciclopédia Delta-Larousse, dicionário Caldas Aulete (nossa, como sou velho!) e assinatura de revistas. Fui fiscal de hospital. Mas sempre persegui aquela vontade de ser jornalista. Já sabia bater de porta em porta para vender e, assim, acabei vendendo meu currículo para uma empresa de assessoria de imprensa em São Paulo. Anos depois, virei sócio. Atendíamos a Volkswagen, a Sambra, a Wilson, o frigorífico Swift Armor, a Associação da Indústria Automobilística, dentre outros dos maiores anunciantes do Brasil. Nessa época, criamos a ABRAVE – Associação Brasileira de Revendedores de Automóveis, com Francisco Caltabiano. O Paraná começou a entrar no meu mapa nessa época. Ainda que a sociedade não tenha dado certo, ficou a experiência. Percebi, então, que precisava me qualificar para conseguir um emprego melhor. Consegui uma bolsa para fazer um curso na FGV e ADVB/SP. Trabalhava durante o dia e estudava à noite. Assim, tornava-me um profissional de marketing. Nesses cursos, por acaso, tive a sorte de conhecer um curitibano incrível: João Milano. Ele e o empresário Marcos Olsen me trouxeram para trabalhar na Olsen Veículos, na Cidade Sorriso. Já em Curitiba, recebi uma ligação inesperada. Pensei ser um trote e desliguei na hora. Luiz Antonio Vieira tentou mais uma vez e oficializou o convite para começar o departamento de marketing de um banco paranaense. O Bamerindus ainda não era muito conhecido fora o estado. Era o sétimo banco no ranking nacional. Era o início dos anos 70. Comecei, então, a trabalhar com o presidente do banco, Tomás Edison. Continue lendo

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8:19Aumenta a pressão em cima de Filipe Barros

Candidato ao Senado, o deputado federal Filipe Barros (PL) tem sido pressionado desde que Malu Gaspar, do jornal o Globo e da Globonews, revelou que Eduardo Bolsonaro disse, antes de fugir para os Estados Unidos: “Para quem acha que eu não [vou] estar sentado naquela cadeira, eu perdi o poder na CREDN, negativo, tá”? O londrinense foi o indicado pelo filho de Jair Bolsonaro para a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional do Congresso Nacional – e ao apresentar a mesma proposta do senador Ciro Nogueira, que teria sido redigida pelo Banco Master e, se aprovada, aumentaria muito o rombo do banco de Vorcaro no sistema financeiro, ficou com a carga negativa nas costas. Não há nenhum indício que Barros tenha recebido benesses de Vorcaro como Nogueira, mas com os holofotes em cima dele, já foi lembrado que em 2022 pediu intervenção militar no Brasil. Hoje, na FSP, o colunista Celso Rocha de Barros contribuiu  para o cerco ao perguntar o seguinte ao bolsonarista: “Filipe Barros, você protegeu o esquema Master por ordem de Eduardo? Ele disse para todo mundo que continuaria mandando na CREDN por seu intermédio. Mentiu?”

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7:40Evidentemente!

Ao ler a manchete do site da Veja (Empate do Brasil na estreia evidencia preocupação para os próximos jogos), o Gaiato da Boca Maldita desistiu -não da seleção, mas de ler as notícias da Copa.

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