de Carlos Castelo
§ A novela político-judicial ganhou novo capítulo com direito a missões diplomáticas ao STF, juízes trocando WhatsApps em horários suspeitos, e a Papuda se tornando uma espécie de Airbnb para ex-presidentes com saudade do sofá de casa.
Michelle apaga mensagens como quem limpa o histórico antes da visita da sogra. Moraes, o ministro do olhar grave e da caneta nervosa, conversa nos bastidores com o Ministro Moraes (sim, ele mesmo, no espelho) e subitamente escala Gilmar, que é como escalar Pelé no segundo tempo da final.
A prisão domiciliar do capitão reformado está muito perto de acontecer, pode apostar. E soa como uma promoção de Black Friday: “Leve um mandado, ganhe uma tornozeleira grátis e uma TV 4K com Netflix liberado”. A Papudinha, por sua vez, respira aliviada: menos trabalho, nada de tumulto, e mais espaço para quem não tem foro privilegiado, nem joias de um sheik árabe tentando entrar no país como se fossem souvenir do Free Shop.
Ironia das ironias: no Brasil, até o cárcere é flexível, e a justiça, elástica como cueca velha. O espetáculo continua. Só falta pipoca. Mas, calma, na prisão domiciliar tem micro-ondas.
Errou feio…não era o HC da domiciliar do assassino a da mariele…ah, mas esse caso, da mariele, já foi para o esquecimento…