
Arquivo mensais:setembro 2022
17:21Bolsonaro retorna ao Paraná
Do enviado especial
Menos de duas semanas depois de ter participado de um comício na Boca Maldita, o presidente Bolsonaro volta ao Paraná nesta sexta-feira (16). Vai primeiro a Prudentópolis manifestar apoio a refugiados ucranianos durante um almoço e depois segue para Londrina, onde fará comício. Uma das dúvidas dos organizadores é se haverá nova restrição a candidatos da coligação subirem ao palanque, a exemplo do que ocorreu em Curitiba, onde até o deputado estadual Homero Marchesi foi vetado.
17:15Renato Freitas e a história esmiuçada
Lembram do ex-vereador Renato Freitas, cassado pela Câmara Municipal? A revista piauí promete contar a verdadeira história do que aconteceu em reportagem de Felipe Annibal. Em destaque informa que ele fez política dentro da igreja e revela que no final deste mês Freitas vai se encontrar com o Papa na Itália. Para quem quiser ler a reportagem, onde até surge uma mágoa do petista com o líder Lula, basta clicar abaixo:
17:09A VIDA COMO ELA É


Em Curitiba – Fotos de Sonia Maschke e Rafael Perich
16:56Paulo Martins chama Moro de usurpador
O deputado federal Paulo Martins, candidato ao Senado com apoio do governador Ratinho Junior e do presidente Jair Bolsonaro, confirmou em mensagem no Instagram que o ex-ministro Sergio Moro, seu adversário, entrou de “bicão” na festa de ontem no restaurante Madalosso. Chamou o concorrente de usurpador por entrar ali para parecer ser apoiado por Ratinho Junior. Continue lendo
14:34Vulgares
A política é a atividade de pessoas vulgares que, quando se dão bem, tornam-se importantes aos olhos de pessoas mais vulgares. (George Jean Nathan)
14:27O vexame de Sergio Moro no templo do frango com polenta
por Rafael Moro Martins, no The Intercept Brasil
Ex-juiz vai a jantar de políticos e vê o governador do Paraná pedir votos ao adversário dele na disputa pelo Senado.
O ex-juiz, ex-ministro e ex-ex-bolsonarista Sergio Moro viu de camarote o governador Carlos Roberto Massa Junior, o Ratinho Junior, pedir votos a um adversário dele na disputa pelo Senado no Paraná, Paulo Eduardo Martins, do Republicanos. A cena constrangedora se deu na noite de segunda-feira, 12, num jantar que reuniu, segundo a campanha de Ratinho Junior, quase 200 dos 399 prefeitos do Paraná num dos mega-restaurantes de frango com polenta de Santa Felicidade, em Curitiba.
O jantar promovido pela campanha de Ratinho tinha entre seus objetivos tentar fazer decolar a campanha de Martins, ferrenho bolsonarista. Segundo as pesquisas já divulgadas, ele aparece num distante terceiro lugar, atrás de Moro e do já senador Alvaro Dias, do Podemos, candidato a mais uma reeleição.
O União Brasil, partido de Moro, faz parte da coligação de seis partidos costurada por Ratinho Junior, do PSD. Assim, o ex-juiz achou uma boa ideia ir ao jantar. Convidado ao palco, ele discursou ao lado de políticos do PP, partido mais implicado na Lava Jato. “Quero destacar que o nosso único adversário nesta eleição é um adversário histórico do Ratinho Junior, é um adversário histórico meu, que é o PT”, confessou o ex-juiz declarado parcial pelo Supremo Tribunal Federal, dando tapinhas no ombro do governador. No vídeo abaixo, pode-se ver que o discurso de Moro não empolgou o público.
O líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros, do PP, estava no evento e desceu do palco quando o microfone foi passado a Moro. Pelo Twitter, ele fez questão de frisar que Ratinho pediu votos a Martins em deferência ao presidente – e incluiu uma foto em que Moro aparece. Martins foi ainda mais duro: chamou o ex-juiz de “usurpador” ao dizer que ele não havia sido convidado ao evento.
Bolsonaro gostaria de ver Martins, atualmente deputado federal, no Senado para tentar levar adiante o impeachment de ministros do Supremo. Moro, por sua vez, vem fazendo afagos a Bolsonaro na tentativa de angariar votos entre eleitores do presidente.
“O União Brasil é o maior partido da coligação do governador. O adversário do Moro nessa eleição é o Alvaro Dias”, me respondeu o marqueteiro de Moro, Marcelo Cattani, ex-secretário do tucano Beto Richa, ex-governador do Paraná. Richa foi preso pela Lava Jato.
14:24PARA NUNCA ESQUECER EYDIE GORMÉ, TRIO LOS PANCHOS, PIEL CANELA, SABOR A MI E GRANADA
14:16Lula livre, mas…
Uma víbora do Centro Cívico leu uma postagem do ex-presidente Lula onde ele se defende das acusações dos adversários. Fala dos 26 processos, que foi absolvido, que é um cidadão livre, etc. (ver abaixo). Mas o curioso notou que em nenhum momento ele fala que é inocente. Hummmmmmmmm. Continue lendo
14:09Milícias e estado
No Rio de Janeiro as milícias cresceram quase 400% nos últimos 16 anos e já dominam 10% do território. O restante é o estado que toma conta. Pensando bem, dá mais ou menos na mesma.
14:02Rebanho
6% dos brasileiros rejeitam tanto Bolsonaro quanto Lula. O restante forma o maior rebanho bovino do planeta.
11:57A VIDA COMO ELA É


Fotos de Ralf G. Stade e Carlos Castelo
11:40Bandeide neles!
De um indignado amigo do blog:
Bandido na presidência, bandido no ministério, bandido no congresso, bandido na procuradoria, bandido invadindo parque nacional, bandido no sinal fechado, bandido na esquina, bandido na internet, bandido pulando o muro da sua casa. E o STF fazendo marola com o salário das enfermeiras e enfermeiros.
11:38JORNAL DO CÍNICO
Do Filósofo do Centro Cívico
O eleitor paranaense deve estar em dúvida porque está diante de um candidato que se apropriou de uma ponte e de outro que criou um assassino de aluguel que nunca existiu.
11:16PARA NÃO ESQUECER

Foto de Guy Bourdin
11:15Música na praça
Assim veio
Festival Playing For Change Day une música e solidariedade na 10ª edição do evento
Música e solidariedade marcam a 10ª edição do Festival de Música Playing for Change Day, nos dias 24 e 25 de setembro, na praça Afonso Botelho — Praça do Atlético, em Curitiba. O festival é gratuito e oferece programação voltada para toda a família, é pet friendly e traz apresentação de bandas e artistas locais, espaço Kids e feirinha gastronômica nos dois dias do evento.
O Playing for Change Day teve início em 2011 e é um dia de celebração da música, promovendo apresentações artísticas e musicais em praças, parques, bares e escolas em diversos países, com o propósito de mostrar a importância da música como agente transformador da sociedade. O evento tem como finalidade proporcionar que a comunidade tenha acesso a uma variada gama de atrações artísticas e culturais gratuitas, permitindo também que artistas locais e bandas regionais possam divulgar e compartilhar seus trabalhos com o público em geral, desenvolvendo e fomentando a produção cultural local.
O festival, promovido pela Oxigênio Eventos com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, reunirá músicos e bandas locais, com o intuito de arrecadar recursos para a manutenção do Instituto Playing for Change, uma instituição sem fins lucrativos, braço independente da Playing for Change Foundation, organização que conta com 16 programas educacionais e sociais atuando em 11 países ao redor do globo. Também haverá apresentações artísticas, realizadas pelas crianças atendidas pelo Instituto, durante os dois dias de programação. Continue lendo
11:05CIRCULA NA INTERNET
Depressão pós-supermercado, o novo mal do século 21.
10:59É ou não é?
O Gaiato da Boca Maldita não consegue entender porque ninguém perguntou para a Michelle se o Bolsonaro é mesmo imbrochável.
10:33SPONHOLZ

9:38Jean-Luc Godard, adeus
por Inácio Araújo, na FSP
Morre Jean-Luc Godard, o grande mestre da nouvelle vague no cinema, aos 91
Diretor franco-suíço marcou a história do cinema com obras como ‘Acossado’, ‘Uma Mulher É uma Mulher’ e ‘Bando à Parte’
Jean-Luc Godard, o ícone da nouvelle vague, morreu nesta terça-feira. O diretor por trás de uma revolução no cinema veio de uma família rica. Aliás, muito rica. Riquíssima. Família de banqueiros suíços. No entanto, ele procurou se afastar por completo dessa riqueza.
Foi com seu trabalho como operário que financiou seu primeiro curta-metragem. Mais tarde, já morando em Paris, ele roubou do avô um exemplar de um livro autografado por Paul Valéry especialmente para o avô, de quem era muito amigo.
Godard podia ter pedido dinheiro em casa, mas preferiu o furto. Era sua forma de mostrar o desejo de independência.
Quando escreve seu primeiro artigo para a já mundialmente famosa revista Cahiers du Cinéma, há 70 anos, deu ao seu texto o nome de “Defesa e Ilustração da Decupagem Clássica”. Expunha ali as virtudes dos filmes feitos e montados à maneira clássica. Pois, como explicitaria quatro anos mais tarde, a montagem e a direção de um filme são a mesmíssima coisa.
Isso ele fez na revista daquele que foi “o pai espiritual” dos jovens redatores da revista (Godard inclusive) —André Bazin, o criador da teoria realista do cinema moderno, para quem a montagem era não mais do que uma trapaça.
Jean-Luc Godard foi assim desde sempre —iconoclasta. Gostava de pôr tudo em questão, até ele mesmo.
Em 1959, questionaria o cinema inteiro, com “Acossado”, sua retumbante estreia. Tudo era improvisado. Não havia roteiro. Pela manhã, o diretor tomava as notas sobre o que pretendia filmar naquele dia. Encerrava as filmagens quando entendia que a inspiração tinha acabado.
A classe cinematográfica tradicional, tão atacada nos Cahiers pela turma da nouvelle vague, se regozijava com aquele filme que, diziam, seria impossível de montar.
Doce ilusão. Não só “deu montagem”, como a mais moderna do mundo. Aquela em que cada “raccord” (o encontro entre dois planos) parecia desafiar os postulados do “bom cinema” e anunciar o futuro de sua arte.