Arquivo mensais:setembro 2022

9:24JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cívico

No palco do Madalosso, antes das asinhas e da polenta, ninguém sabia identificar direito de quem era a fachada mais política: a do Moro, que estava surfando na maionese, ou a do Paulo Martins, que pretendia pegar a onda do Ratinho Junior.

9:08NELSON PADRELLA

Se não seria viável, pensou a Senhôra, se não seria viável agora que vagou um posto de rainha, se não poderia ela pleitear ser rainha do Brasil.
O marido teve um ataque de imbroxalidade quando soube das intenções da santa. Criou de improviso doze palavrões que contemplam o amor carnal entre seres do baixo clero. Assustados os militares da casa ficaram em posição de sentido, e o general de plantão deu três tiros de canhão.

9:04Linha perdida

700 mil mortes depois, Jair Bolsonaro se diz arrependido da fala sobre não ser “coveiro” na pandemia. Está em campanha pela reeleição e, agora, um século depois, afirma que “perdeu a linha”. Se continuar assim, nos próximos dias vai garantir que é “brochável”, que as mulheres são seres superiores, que condena a tortura, que errou induzir a população a ser armar, que teria o maior orgulho de ter um filho gay e que, se convidarem, vai a um terreiro de umbanda para fazer um descarrego.

6:43Olha o Moro aí, gente!

Do enviado especial

E quem apareceu apareceu “de bicão” no jantar de ontem de Ratinho Júnior com prefeitos no restaurante Madalosso, em Santa Felicidade ? Ele, o ex-ministro Sergio Moro. Ficou atrás no palco. À frente, ao lado do dono da festa, estava o deputado federal Paulo Martins, candidato do governador e do presidente Bolsonaro a senador. Moro também posou ao lado de Kabelo, prefeito de Santa Tereza do Oeste que, na hora do clique, fez o L do Lula com a mão. Expressionante! Continue lendo

6:10Alexandre de Moraes é um ‘ditador’?

por Joel Pinheiro da Fonseca

Supremo tem sido barreira contra avanços do bolsonarismo sobre a ordem democrática

Quando o ministro Alexandre de Moraes determinou a busca e apreensão nas casas de empresários bolsonaristas baseado em bravatas insignificantes numa conversa privada de WhatsApp, foi criticado por diversos comentaristas e veículos, inclusive por mim e pelo editorial da Folha.

Essa crítica foi correta e necessária. Ela facilmente desliza, contudo, para um discurso politizado que vê em Moraes uma perigosa ameaça à democracia, ou até mesmo um “ditador”, e que normalmente vem de apoiadores do governo.

Não é uma acusação feita de boa-fé, haja visto que um ano atrás chamavam de “ditadores” os governadores e prefeitos que tomaram qualquer atitude contra a Covid. Esse discurso convenientemente omite aquilo que motivou as decisões de Moraes, do STF e do TSE: os ataques orquestrados e reiterados à Justiça e à própria democracia.

Roberto Jefferson instruiu seus seguidores a colocar máscaras e pegar em armas para matar policiais. Daniel Silveira incitando a violência física contra ministros do Supremo. Fernando Francischini fez acusações de fraude nas urnas, alimentando uma campanha de desinformação em massa feita com mentiras grosseiras visando a descredibilizar nossas eleições.

Empresários, influenciadores chapa-branca, políticos, funcionários de gabinete e militantes desocupados financiam, produzem, veiculam e divulgam em massa calúnias, ameaças, narrativas e até mentiras com o objetivo de destruir a reputação de pessoas e instituições vistas como obstáculos ao projeto de poder bolsonarista. O resultado previsível disso é a violência, que está se tornando cotidiana.

Não há uma única pessoa que tenha sido presa, indiciada ou mesmo investigada por apenas criticar o STF, como aliás é feito diariamente nas redes, em jornais, TVs e rádios. Mas ameaças não são críticas; calúnias não são críticas; incitação à violência não é crítica. Daniel Silveira, Roberto Jefferson, Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio, Fernando Francischini e outros não são coitadinhos inocentes; são pessoas cuja conduta foi incompatível com uma sociedade democrática e livre.

Imaginem como estaria o país se o “basta” de Alexandre de Moraes não tivesse sido dado. Entraríamos na eleição com todo mundo podendo mentir à vontade, instilando ódio pelas urnas eletrônicas, incitando a revolta popular contra as eleições caso seu candidato perdesse. Uma multidão sendo alimentada com fake news e fanatizada para odiar e atacar pessoas, instituições e até as urnas eletrônicas. Cada ação que passa impune estimula outras mais ousadas. Não falta quem queira ir armado à seção eleitoral.

Críticas são sempre válidas: o Supremo agiu corretamente ao abrir inquérito de ofício por ataques que não ocorreram em suas dependências físicas? Cabe considerar um vídeo publicado online como uma espécie de “flagrante perpétuo”? A mesma pessoa pode ser vítima e juiz? Tudo isso gera precedentes. Essa capacidade de criticar o que o próprio lado faz é o que distingue os reais defensores da democracia e da liberdade de seus inimigos. Desde que nunca esqueçam do que estão defendendo. É possível criticar os aliados pelo bombardeio de Dresden sem perder de vista quem é que estava do lado certo.

Tudo tem limite. Situações novas –como o poder inédito que a comunicação em rede colocou nas mãos de cada um de nós– trazem riscos novos que precisarão de respostas também novas. No momento, a única barreira eficaz contra os avanços constantes do bolsonarismo sobre a ordem democrática tem sido o Supremo. Podemos questionar o como, mas supor que nosso Direito tem de ficar de mãos atadas e deixar que os ataques corram soltos é um garantismo suicida.

*Publicado na Folha de S.Paulo

5:52Ipec: Lula tem 46% contra 31% de Bolsonaro no 1º turno

Da FSP

No segundo turno, o petista aparece com 53% das intenções de voto, contra 36% do presidente

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% das intenções de voto na corrida eleitoral contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 31%, segundo pesquisa Ipec divulgada nesta segunda (12).

No levantamento anterior, realizado há uma semana, o petista tinha 44% (ou seja, oscilou dois pontos para cima, dentro da margem de erro) e o atual mandatário, os mesmos 31%. A diferença entre eles passou de 13 para 15 pontos percentuais.

Em seguida, aparece o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que oscilou de 8% para 7% em relação à pesquisa anterior, feita nos dias 2 a 4 de setembro. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) se manteve com 4%.

Ipec ouviu 2.512 brasileiros de 9 a 11 de setembro, em 158 municípios do país, com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A sondagem foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-01390/2022.

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17:08Minoria

O Gaiato da Boca Maldita pensou um décimo de segundo e chegou à conclusão que, se 80% dos jornalistas são de esquerda, na Gazetona a minoria de alguma forma ganha as discussões e publica sempre o que agrada a livre expressão da direita.  

16:44Sensacionalista

Jair Bolsonaro fez o decente e decretou luto de três dias pela morte da Rainha Elizabeth II, mas uma nota enviada ao novo Rei da Inglaterra chocou diplomatas: “Tudo well que you também tem uma princess, but você é unbroxable?”

Bolsonaro também escreveu: “Camilla vai will be rainha consorte? Ela é rainha com azar de have casado com you! Hahaha”. Uma curiosidade: como começou a trabalhar agora, se fosse brasileiro Rei Charles III só poderia se aposentar aos 108 anos de idade.

16:29A marca no boné

Não demorou nada. Em Londrina já acharam uma foto de Henrique Souza, chefe da torcida orginizada Falange Azul, que se envolveu no tumulto e agressões a correligionários do deputado federal bolsonarista Filipe Barros, com um bonè do Lula. Pode ser tudo. Pode ser nada. Isso é política! Isso sé campanha!