
Arquivo mensais:setembro 2022
10:29Para ajudar a fiscalizar
O Tribunal de Contas do Paraná informa
Cidadãos podem ajudar a definir temas da fiscalização do TCE-PR em 2023
Objetivo de consulta pública via internet, em questionário que pode ser respondido até o dia 23, é selecionar as áreas mais relevantes a serem incluídas no PAF do próximo ano
Quais são as principais áreas da administração pública que deverão ser priorizadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná em seu Plano Anual de Fiscalização (PAF) de 2023? Os cidadãos paranaenses podem contribuir nesta definição de prioridades, respondendo a um questionário pela internet, de forma objetivo e rápida – dura menos de cinco minutos. O prazo para a resposta a essa consulta pública é a próxima sexta-feira (23 de setembro).
Em uma lista com 48 opções, o participante deve assinalar até dez, com base no que considera mais relevante. Há espaço para indicar até três sugestões de temas não contemplados na lista. O questionário inclui, por exemplo, a fiscalização relativa a políticas públicas para combater o aumento da pobreza e da fome, a baixa qualidade da educação, do transporte público e da gestão do lixo urbano. Continue lendo
9:48A ponte
O Gaiato da Boca Maldita telefonou para um parça em Foz do Iguaçu e perguntou como está a segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai. A resposta: “Tá pronta, mas por enquanto leva o nada a lugar nenhum”.
9:46JORNAL DO CÍNICO
Do Filósofo do Centro Cívico
“Como ida de Bolsonaro ao funeral da rainha da Inglaterra e à ONU ajuda na campanha eleitoral”, berra a Gazetona. Os petistas comemoram – porque a vergonha alheia toma conta do Brasil.
8:47PARA NUNCA ESQUECER SIVUCA, SEXTETO BRASSIL E MÃE ÁFRICA
8:38Ex-entusiasta da Lava Jato, José Padilha diz que Moro é um ‘cara burro’
Do UOL
Em participação no UOL Entrevista, o cineasta José Padilha afirmou que, na sua avaliação, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro ”é intelectualmente limitado”, ”um cara burro”. Ele narrou o primeiro e único encontro que diz ter tido com Moro, quando produzia um documentário e se disse impressionado. Ex-entusiasta da Lava Jato, Padilha também criticou o fato de o ex-juiz ter embarcado no governo de Jair Bolsonaro (PL).
“O Moro é um cara burro. Ele não entende o que está acontecendo em volta dele, não tem capacidade de jogo de cintura e faz o que ele fez ali em Curitiba. Ele toca um processo corajoso, mas não tem capacidade nenhuma de avaliar o que está em volta dele. Tanto é assim que ele entrou para o governo do Bolsonaro. Qualquer pessoa com dois neurônios que fez o que ele fez não entraria no governo do Bolsonaro”, disse o diretor de ”Tropa de Elite” e da série “O Mecanismo”, entre outras obras.
O encontro aconteceu em um restaurante em Brasília, quando Moro ainda era ministro da Justiça. Segundo Padilha, a conversa aconteceu porque o ex-ministro ”embargava” qualquer tentativa de conversa entre o cineasta e pessoas da Polícia Federal para a produção de seu documentário.
“Qualquer pessoa que eu tentava falar para o documentário o Moro embargava. Ele não deixava eu falar com as pessoas, ligava para a Polícia Federal e falava ‘você não pode falar com o Padilha’. Ele começou a ficar com medo do documentário que eu estava fazendo”.
“Eu avisei ao Sergio Moro quando saiu que ele ia entrar no governo Bolsonaro. Arrumei um jeito, através de um amigo meu da Polícia Federal, de mandar uma mensagem para o cara e falar ‘não faça isso’. Primeiro você vai destruir sua reputação, e segundo você vai apoiar um miliciano. Você não é um cara contra a máfia que se espelhou no [Giovanni] Falcone, da Itália? Você vai juntar-se à máfia, porque a milícia é máfia”, disse Padilha sobre um aviso que deu a Sergio Moro, ainda antes de ele se tornar ministro da Justiça. Continue lendo
8:18A VIDA COMO ELA É

Foto de Ralf G. Stade
7:42LEROS
de Carlos Castelo
§ Quando fui compositor do grupo de humor Língua de Trapo, fiz muitas letras em cima de fatos dos anos 1980, no calor do momento. O general X falava uma groselha Y, dali a 48 horas estava a canção em cima do palco do teatro Lira Paulistana. No panorama da nossa estimada MPB, vinha sentindo falta dessa espécie de crônica musical. Pois agora apareceu Chico César para preencher a lacuna. Em sua recentíssimaBolsominions são demônios, o compositor solta o verbo em cima do gado. Tomara que a tendência pegue. A letra segue em referência:
Bolsominions são demônios
Que saíram do inferninho
Direto pro culto para brincar de amigo oculto com satã num condomínio
Bolsominions são vergonhas
Que pastavam distraídas
Whisky modesto, horror a festa
E a risada instruída
A bolsa de valores sem valores
Os corpos malhados sem alma
O sangue de barata e a raiva por toda humanidade que não quer ser salva
§ Não gosto da ideia de monarquia. Sempre me vem à lembrança uma cambada de desocupados, consanguíneos, vivendo com o dinheiro dos impostos. Passei a ver as coisas, depois do passamento de Lilibeth II, de modo diverso. Em especial com meu xará assumindo o Buckingham todo. Explico. Aqui, teoricamente somos uma república. Ótimo, gosto disso. Porém, a fome não cede. Ainda mais com nosso sub-Delfim Netto ditando as regras da economia. Com Carlos III, no entanto, surgiu uma esperança em UK. Com aqueles seus dedões de salsicha frankfurter, o monarca poderá alimentar legiões de britânicos. Basta ficar sentado no trono. Na hora do beija-mão, o cidadão morde o seu pedaço e god save the king. Para gente aprender que nem tudo é ruim sob um reinado. Depende das mãos de quem o rege.
7:34NELSON PADRELLA
– Fui entregar em mãos, eu mesmo, que é pra depois não ficarem falando.
– Você fez isso, meu Sagüi da Cara de Pequi Roído? Fez isso por mim?
– Fui lá no Castelo de Wimingtom, não sei se é assim que se fala. Fui lá apresentar minhas condolências e devolver o coração.
– O qual coração, Balde de Inteligência Rara?
– Pois, Milene, não tínhamos cá um coração sobrando?
(Chamava-a de Milene, muitas vezes, quando os neurônios iam pra passeata e não ficava ninguém tomando conta da casa).
– Você não já o tinha degustado com batatas assadas, assanhado?
– Não me lembro. Talvez. Jamais. Corri pelo castelo, o coração a querer sair-me pela boca, e gritava “Inês! Inês! Inês de Castro!” Depois não me lembro mais nada.
7:28MILLÔR
Já pensaram que país magnífico teríamos se, de repente, por milagre, baixasse no Planalto Central uma epidemia de ridículo?
7:23A VIDA COMO ELA É

Em Curitiba – Foto de Maringas Maciel
7:22Ciro mira 2026; antipetismo teme adesão de pobres a Lula
por Reinaldo Azevedo
Eleitorado de baixa renda poderia garantir novo ciclo longo ao PT
É muito provável que Ciro Gomes (PDT), que se manteve como o terceiro colocado na disputa desde o início da corrida eleitoral, tenha merecido menos atenção de colunistas de qualquer veículo profissional —não trato do espaço noticioso— do que nomes da extinta “terceira via”.
Se indagados sobre os motivos, seus partidários, especialmente os engajados das redes, terão a resposta na ponta da língua: também os analistas, a exemplo de toda a imprensa, seriam reféns da “polarização odienta” e não dispensariam “ao único candidato realmente independente dos banqueiros” a devida importância. Será mesmo assim?
Um amigo refletiu: “Por que vou escrever sobre Ciro? Não tem chance de ganhar. E, de quebra, os seus partidários começarão a me ofender nas redes caso não gostem de alguma coisa. Já basta ter de escrever sobre Bolsonaro e tomar porrada de seus fanáticos”. É claro que deve haver outras razões, mas a impossibilidade de o analista sair ileso é uma delas.
Ninguém me contou nada de bastidor ou vazou alguma intenção secreta; tampouco tive acesso, como é mesmo o clichê cômico?, a “conversas do círculo íntimo”. Entendo, dada a lógica dos fatos, que Ciro já deu início à corrida eleitoral de 2026. Pergunta óbvia de resposta não menos: quem pretende se colocar como alternativa “progressista” ao PT tende a preferir, nesta eleição, a vitória de Jair Bolsonaro ou de Lula? Eis o segredo mais mal guardado da República. A direita não capturada pelo bolsonarismo faz o mesmo —e errado!— cálculo.
Sigo nesse terreno especulativo, porém firme. Se Bolsonaro vencer e não destroçar o regime democrático, será grande a chance de não concluir o mandato. Mas notem a condição: assim seria no caso de a democracia sobreviver, o que não aconteceria. Lula triunfando, os adversários temem um novo ciclo longo do PT no poder.
E, nesse particular, um dado assustou o antipetismo, mesmo o não bolsonarista, lado para o qual Ciro migrou, mas que jamais estará sob seu comando. E que dado é esse? A adesão da maioria do eleitorado de baixa renda à candidatura de Lula, mesmo entre os beneficiários do Bolsa Família “eleitoralizado”, evidencia que o PT se reconectou com extrema facilidade, mesmo sob vara, à sua antiga base social. O governo da fome de Bolsonaro colaborou para isso.
Ciro passou a denunciar uma suposta relação mutualista entre bolsonarismo e petismo, repetindo o mantra “nem-nem”, mas com muito mais virulência, antes empregado pela dita “terceira via”, e começou a dizer algumas coisas sem sentido sobre as alternativas de que dispõe o eleitor. Segundo ele, uma eventual defesa do voto útil é coisa de “fascistas de esquerda”, como se essa opção, e é muito fácil demonstrá-lo, não pudesse ser até mais política —afeita ao chamado “realismo político”— do que o próprio voto de convicção.
Comecemos a voltar ao ponto de partida. E aqui me reencontro com a militância cirista nas redes, que vai me esfolar como defensor do voto útil. Não sou. Já dei muito voto “inútil” de que me orgulho —em Ulysses Guimarães, em 1989, por exemplo. Voto útil não é categoria de pensamento, mas instrumento contra o mal maior.
Reconheço o “direito”, ou que nome tenha, de o pedetista dar início agora à corrida de 2026. Mas classifico como mentirosa a afirmação do candidato segundo a qual lulismo e bolsonarismo são males opostos e combinados. E olhem que bati muito em Lula quando Ciro era seu ministro. Ignorar o óbvio viés fascistoide de Bolsonaro, que articula o ataque à imprensa e cria o ambiente para assassinatos políticos, corresponde a apostar no quanto pior, melhor. Ademais, o pedetista jamais terá o voto “deles”, mas só será presidente se um dia contar com os votos daqueles a quem perseguem.
Sim, eu sei. Dedos nervosos começarão em seguida a questionar a minha isenção. Estaria entre os que ainda não perceberam que Ciro “é o único que etc…” Numa coisa, esses ciristas (certamente não todos) e bolsonaristas se parecem: é preciso concordar com eles 100%. Meros 10% de divergência já fazem um canalha. Não creio que isso tenha futuro. E, se tivesse, viraria “Mito imbrochável”.
*Publicado na Folha de S.Paulo
7:19A VIDA COMO ELA É

Foto de Roberto José da Silva
7:01Datafolha: Lula tem 45% contra 33% de Bolsonaro no 1º turno, em cenário estável
Da FSP
Petista mantém dianteira, e efeito do 7 de Setembro para presidente foi pontual
A pouco mais de duas semanas do primeiro turno da eleição presidencial de 2022, a disputa segue estável com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sustentando uma vantagem de 12 pontos sobre Jair Bolsonaro (PL).
O petista tem os mesmos 45% das intenções de voto marcados há uma semana, e o atual presidente oscilou negativamente de 34% para 33%. Em terceiro lugar, empatados tecnicamente, vêm Ciro Gomes (PDT), com 8%, e Simone Tebet (MDB), com 5%. Foi o que aferiu a nova pesquisa do Datafolha, realizada de terça (13) a quinta-feira (15). Continue lendo
18:02JAMIL SNEGE
Na minha infância, havia
um jogo que consistia
em se colocar um porquinho-da-índia
no interior de um círculo
formado por
casinholas numeradas.
Vencia aquele cuja
aposta correspondesse ao
número do esconderijo
escolhido pelo animalzinho.
Nunca mais vi esse jogo,
Senhor, mas eu sei que
alguns religiosos continuam
a praticá-lo contigo.
Cercam-te com suas
igrejas almiscaradas –
e correm a vendar apostas
aos seus fiéis.
18:01Federer
O tenista Roger Federer anunciou a despedida das quadras. Gênios do esporte como ele não se aposentam. Continuam encantando na nossa memória.
17:46Nova estratégia
O Gaiato da Boca Maldita viu e leu sobre a nova confusão de integrantes do MBL no Paraná e, como está nos nervos por causa do frio e da chuva, atacou: “Essa deve ser uma nova estratégia de marketing para ganhar votos: apanhando!”
17:35JORNAL DO CÍNICO
Do Filósofo do Centro Cívico
A Justiça Eleitoral de São Paulo confirmou a candidatura à Câmara dos Deputados de Rosângela Moro. A Sergio Moro, marido dela, não – e ele foi mandado de volta ao Paraná, onde vai concorrer ao Senado. Se os dois forem eleitos, passarão três dias da semana juntos, em Brasília. Depois, cada um vai para seu domicílio eleitoral – o que pode ser um reforço na união matrimonial.
17:23SOLDA (Alceu Dispor)

17:22Jair muda sobrenome para Bolsonare
por Renato Terra
Presidente toma medidas drásticas para subir nas pesquisas, assume gênero neutre e declara ser feministo
Totalmente desesperado por votos, o presidente anunciou medidas drásticas para repaginar sua imagem. “Eu mesmo me fraudei quando disse aquelas barbaridades na pandemia, quando destratei várias mulheres, quando falei aquelas coisas da Amazônia e quando ameacei a democracia. Hoje sou um novo ser humano humanizado, solidário, não binário. Como demonstração de que estou atualizado, vou adotar um gênero neutre para meu nome. Podem me chamar de Bolsonare”, discursou.
Em seguida, anunciou que dará um curso sobre decolonialismo na Fefeleche. “Me aprofundei em literatura haitiana e comecei a refletir sobre os malefícios do neoliberalismo depois de uma aula de Jones Manoel. Precisamos resistir e desconstruir essa ideia eurocêntrica de que o colonialismo foi benéfico, especialmente se levarmos em conta toda a complexidade dos povos originários”, afirmou Bolsonare.
Se o antigo Bolsonaro já vinha aumentando o auxílio emergencial e discursando sobre a importância dos programas de distribuição de renda, o novo Bolsonare deu um passo adiante: “Companheiros e companheiras, a partir de agora vou deixar minha barba crescer. Se isso não me fizer subir nas pesquisas, eu começo a falar com a voz rouca”.
Depois de comer uma placenta, Bolsonare se declarou o ser de luz mais feministo do Brasil. “Gaia acima de tudo. Tupã acima de todos”, gritou, a plenos pulmões, num sarau de poesia afrofuturista.
Vestido com uma bata branca costurada com fécula de mandioca, Bolsonare afirmou que vai se recolher em posição de lótus caso perca as eleições. “Vou pro Nepal ou pra Araruama num remake de ‘Comer, Rezar e Amar’.” Em seguida, flutuou.