Do UOL
Em participação no UOL Entrevista, o cineasta José Padilha afirmou que, na sua avaliação, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro ”é intelectualmente limitado”, ”um cara burro”. Ele narrou o primeiro e único encontro que diz ter tido com Moro, quando produzia um documentário e se disse impressionado. Ex-entusiasta da Lava Jato, Padilha também criticou o fato de o ex-juiz ter embarcado no governo de Jair Bolsonaro (PL).
“O Moro é um cara burro. Ele não entende o que está acontecendo em volta dele, não tem capacidade de jogo de cintura e faz o que ele fez ali em Curitiba. Ele toca um processo corajoso, mas não tem capacidade nenhuma de avaliar o que está em volta dele. Tanto é assim que ele entrou para o governo do Bolsonaro. Qualquer pessoa com dois neurônios que fez o que ele fez não entraria no governo do Bolsonaro”, disse o diretor de ”Tropa de Elite” e da série “O Mecanismo”, entre outras obras.
O encontro aconteceu em um restaurante em Brasília, quando Moro ainda era ministro da Justiça. Segundo Padilha, a conversa aconteceu porque o ex-ministro ”embargava” qualquer tentativa de conversa entre o cineasta e pessoas da Polícia Federal para a produção de seu documentário.
“Qualquer pessoa que eu tentava falar para o documentário o Moro embargava. Ele não deixava eu falar com as pessoas, ligava para a Polícia Federal e falava ‘você não pode falar com o Padilha’. Ele começou a ficar com medo do documentário que eu estava fazendo”.
“Eu avisei ao Sergio Moro quando saiu que ele ia entrar no governo Bolsonaro. Arrumei um jeito, através de um amigo meu da Polícia Federal, de mandar uma mensagem para o cara e falar ‘não faça isso’. Primeiro você vai destruir sua reputação, e segundo você vai apoiar um miliciano. Você não é um cara contra a máfia que se espelhou no [Giovanni] Falcone, da Itália? Você vai juntar-se à máfia, porque a milícia é máfia”, disse Padilha sobre um aviso que deu a Sergio Moro, ainda antes de ele se tornar ministro da Justiça.
O cineasta também afirmou que no filme “Tropa de Elite 2” há uma premonição do que realmente aconteceu no Brasil com a eleição de Bolsonaro em 2018.
“No plano final do filme, que é uma aérea, a gente vê um deputado, um chefe de segurança do Estado que se elegeu com o voto da milícia para o Congresso em Brasília. Esse deputado existe e só não vou dizer quem é”, começou. “Tem uma conversa do Nascimento em cima desse plano que é premonitória. Ele está dizendo ‘a milícia vai chegar aqui, a milícia vai chegar aqui’, e com o Bolsonaro, a milícia chegou à presidência de República”.
Padilha disse ainda que entre o Bolsonaro e Lula, ele prefere votar no petista. “Não acho que o Lula seja a solução. A única condição em que voto no Lula é quando ele está concorrendo com o Bolsonaro”.
“O Brasil é um país à deriva, um país que não tem planejamento estratégico de longo prazo”, analisou José Padilha sobre o atual momento do país.
O cineasta também afirmou que o Brasil “entrou em águas conturbadas” com as eleições e criticou a forma com que a política é feita no país, com muitas alianças e concessões em troca de governabilidade.
“O Brasil é uma democracia que é feita por alianças no Congresso em torno de voto versus acesso ao orçamento e posição em estatal. Esse tipo de democracia que não tem um norte ideológico e filosófico não gera um pensamento que vai estruturar o país e preparar o país para o que vai acontecer”.
purro e mal carater.
Ora meu caro cineasta, qual a novidade??? se o Brasil colônia era local para os apenados cumprirem sentença.
O fato é que a lei não alcançam os principais culpados. O que norteia o sistema surgem no processo de indicações políticas: para PGR, suprema corte, desembargadores, tribunais de faz de contas. Políticos na maioria das vezes contaminados pela lama podre da corrupção com esta fatídica atribuição, fatídica para nós pagadores de impostos.
A lava jato teve repercussão positiva, teve o auge, porém, foi vencida pelo poder, pela vaidade interna. Será que foi por acaso que um hacker interceptou conversas? ou, alguém de dentro tinha dupla função ( agia para os dois lados), assim como nos filmes de espionagem.
Escreve-se burro e mau carater….BURRÃO
O Padilha acha que é Deus….sabe tudo…..emite juizo de tudo.,,,, Será que ele acreditou no mocinho Moro????? Quem tinha dois neuronios sabia que a Lava Jato estava fora dos trilhos…. que o processo legal tinha ido para as cucuias…. e o Pre Sal…..era o butim das petroleiras…….. e o Padilha parece um oportunista….