9:22A Lei Seca e os motoristas

Os brasileiros acham que a Lei Seca contribuiu para a diminuição de motoristas que bebem e depois dirigem. A constatação é do levantamento da Paraná Pesquisas. 59,4% acham que diminuiu a frequência dos irresponsáveis; 30% acham que continua a mesma; 5,6% acreditam que aumentou; 4.9% não responderam ou não souberam responder.

Confira: Mídia – Lei Seca_Jul19

9:15Alerta de morador suspende licitação de R$ 7,4 milhões em Santa Helena

O Tribunal de Contas do Paraná informa:

Cidadão aciona Ouvidoria e Santa Helena suspende licitação de R$ 7,84 milhões 

Equipe técnica do TCE-PR considerou inexequível prazo de 24 horas para entrega de materiais para adubação do solo após recebimento de ordem de compra da prefeitura pela vencedora do certame 

Após ser alertada pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) sobre a presença de irregularidade no edital do Pregão Presencial nº 71/2019, a Prefeitura de Santa Helena decidiu suspender o certame. O problema foi constatado após um cidadão acionar a Ouvidoria do órgão de controle diante de possíveis falhas presentes no instrumento convocatório da licitação.

O procedimento tinha como objetivo registrar preços, pelo valor máximo de R$ 7,84 milhões, para futuras aquisições de calcário calcítico e cama de aviário – resíduos da produção de frangos para o abate. A compra desses materiais para a adubação do solo tem o objetivo de atender o programa de incentivo à conservação do solo desse município no Oeste paranaense. Continue lendo

8:35Boca Aberta na bajulação

Ao sintonizar a TV Câmara e ver e ouvir Jair Bolsonaro defendendo a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, um londrinense amigo do blog sentiu vergonha alheia. De papagaio de pirata estava o deputado federal Boca Aberta (PROS) que, assim terminada a fala do presidente, puxou as palmas e abriu a boca para a bajulação explícita: “Muito bem, presidente…” A única coisa boa é que ele não estava trajando a camisa do Londrina Esporte Clube, como faz normalmente. Confira: Continue lendo

8:11Dallagnol pede passagem e hotel para férias da família no Beach Park

por Mônica Bergamo, na FSP

Procurador também cobrou cachê para fazer palestra no Ceará e depois fez propaganda para Sergio Moro aceitar convite parecido

procurador Deltan Dallagnol pediu passagem e hospedagem no parque aquático Beach Park para ele, a mulher e os dois filhos como condição para dar palestra sobre combate à corrupção na Fiec (Federação das Indústrias do Ceará), em julho de 2017. E cobrou cachê.

Ele discutiu o assunto num diálogo com a mulher obtido pelo The Intercept Brasil e analisado pelo site e pela Folha. “Posso pegar [a data de] 20/7 e condicionar ao pagamento de hotel e de passagens pra todos nós”, disse Dallagnol a ela.

Um mês depois, o procurador fez propaganda da Fiec para convencer o então juiz Sergio Moro a aceitar um convite da entidade.

“Eu pedi pra pagarem passagens pra mim e família e estadia no Beach Park. As crianças adoraram”, disse Dallagnol. “Além disso, eles pagaram um valor significativo, perto de uns 30k [R$ 30 mil]. Fica para você avaliar.”

Na conversa com Moro, Dallagnol festejou ainda o fato de não ter sofrido punição de órgãos de fiscalização por dar palestras.

“Não sei se você viu, mas as duas corregedorias —[do] MPF [Ministério Público Federal] e [do] CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público]— arquivaram os questionamentos sobre minhas palestras dizendo que são plenamente regulares”, disse.

8:07Olha o trem!

Do Analista dos Planaltos

O deputado federal Ricardo Barros terá muito a contar da própria experiência no Seminário Internacional de Infraestrutura proposto por ele mesmo para debater a ferrovia Paranaguá-Antofogasta (Chile) em Assunção. Ele e a mulher, Cida Borghetti, estão há quase 20 anos prometendo o Trem Pé Vermelho, que ligaria Londrina a Maringá, reduto eleitoral do casal.
Até hoje o projeto nunca saiu nem do papel, que dirá de uma cidade para a outra.

7:57Sergio Moro pede fé ao público e oferece pau oco

por Bernardo Carvalho

Li estarrecido, quando estava a caminho de Matera, na Itália, há duas semanas, o incrível tuíte de Sergio Moro (“Eu vejo, eu ouço”).

O tom messiânico, sinistro e desavergonhado continua a retumbar na minha cabeça, contra o pano de fundo daquela cidade de grutas, onde Pasolini filmou “O Evangelho Segundo São Mateus” (1964).

Moro e Pasolini representam extremos opostos no vasto espectro do caráter humano.

Numa entrevista a Oswald Stack, em 1968, o cineasta comenta a ambiguidade e a contradição do “Evangelho”: “Eu não queria reconstruir a vida de Cristo como ela de fato foi; queria fazer a história de Cristo, mais 2.000 anos de tradução cristã, porque foram esses 2.000 anos de história cristã que mitificaram essa biografia que em si mesma seria quase insignificante. (…) É um filme violentamente contraditório, desconcertante e ambíguo”.

Moro escreveu seu tuíte em apoio às manifestações que o apoiavam. A frase ecoa um messianismo calculado, ainda mais contraditório e desconcertante na boca de um ex-juiz e ministro da Justiça encurralado pelos fatos. Dá a entender que à Justiça cabe corresponder ao clamor das ruas e apelar para a opinião pública quando questionada.

O ex-juiz nunca hesitou em invocar para si a imagem de justiceiro, mas não lhe passaria pela cabeça contrariar o público em nome da justiça. Ao contrário, conta com as massas para salvar a própria pele. Age como político populista. É aí que está o mais assustador.

Ao ironizar no Congresso que Sérgio Cabral, Eduardo Cunha e Renato Duque também precisam de defensores, Moro se entrega por meio do sofisma. Revela que afinal sabe muito bem a diferença entre esses e Lula (se não soubesse, não precisaria recorrer à comparação). Abusa da nossa honestidade intelectual. Ameaça-nos com o risco do fim da Lava Jato para desviar a atenção dos próprios abusos.

No extremo oposto, Pasolini era guiado por uma independência radical de pensamento, capaz de fazê-lo voltar-se não só contra o público mas contra si mesmo, em nome da verdade, da justiça, do combate aos consensos e às ideias confortáveis, mas enganadoras. A última coisa que levava em conta era zelar pela própria imagem.

Chame-se a isso de coragem, desprendimento ou suicídio, essa costuma ser uma qualidade comum aos loucos, mas também aos grandes artistas e aos homens dignos da categoria de heróis.

Horas antes de ser assassinado, em novembro de 1975, Pasolini concedeu uma entrevista publicada no jornal La Stampa e reeditada em livro com o título “Estamos todos em perigo”. Referia-se ao hedonismo consumista que nos leva a desejar as mesmas coisas.

Contra a normatização, Pasolini defendia as singularidades, uma relação mais sensual e vital com a natureza e com o mundo. Para ele, não havia nada mais fácil e traiçoeiro do que exaltar o bem e execrar o mal quando isso apenas reverbera o que todo mundo pensa ou acredita pensar, na inércia de uma manipulação, histeria ou alucinação coletiva.

Sobre a ambiguidade do autodenominado “homem de bem”, incapaz de reconhecer contradição em si mesmo, Pasolini usa a metáfora admonitória da água que mata a sede mas também afoga. Será mesmo tão difícil entender que muitas vezes defendemos o que nos põe em perigo?

A esta altura deve estar difícil até para os mais crentes defender que Moro seja quem ele diz que é, em contradição com seus atos. Ainda que, frio e calculista, guardasse na manga uma cartada estratégica (só se voltar contra o capitão ao qual vem atendendo servilmente, na reta final, quando pudesse enfim sair da sombra abjeta para se impor como alternativa ao horror), o ex-juiz contaria com um inimigo fatal em si mesmo. Ninguém se associa ao horror impunemente. Em sintonia com o chefe, lida muito mal com a contradição e o dissenso.

Até aqui, Moro tem se escorado na ressonância do público que ele diz ver e ouvir, mas ao qual embaça e abafa o acesso à verdade. Incapaz de se defender, delega ao público o veredicto crédulo e devoto sobre seu destino. Pede fé e em troca oferece o pau oco.

Matera comemora em 2 de julho a sagração da Madonna della Bruna. Um desfile toma as ruas da cidade sob os aplausos do público. No final, a mesma turba que aplaudia avança sobre o carro principal, de papel machê, e o destrói num ato de aparente vandalismo.

Não há contradição. A destruição tem menos a ver com linchamento do que com confraternização cívica. Faz parte da festa, de uma relação republicana com os santos, que parece ter mais a nos dizer do que talvez estejamos prontos para ver e ouvir.

*Romancista, autor de “Nove Noites” e “Simpatia pelo Demônio”.

*Publicado na Folha de S.Paulo

18:20Franquia do “Russo”

Do enviado especial

Começa a surgir em algumas cidades do Interior do Paraná uma franquia de roupas e confecções de origem desconhecida mas com um nome sugestivo: Loja do Russo (ver foto abaixo). Como se sabe, o apelido do ex-juiz Sérgio Moro entre seus colegas de Lava Jato, com quem mantinha conversas permanentes, era “Russo”. Pode ser tudo, pode ser nada.

lojadorusso

 

Loja do Russo no interior do Paraná – Foto Chic

18:15Para que fique registrado

de Nelson Padrella

Não importa se eu não gostar da literatura de Dalton Trevisan. Quem estará errado, eu ou o mundo? Dalton é o mais curitibano de todos os nossos escritores e é o mais universal dos nossos escritores. De todos os tempos. Da mesma forma que Rogério Dias é o artista plástico mais curitibano de todos os tempos. Só está faltando o passarinheiro ficar universal. Que são seus pássaros se não nós mesmos aprisionados na gaiola de suas telas?

18:13Itaipu na ONU

Da assessoria de imprensa da Itaipu

Itaipu leva soluções integradas em energia, água e mudanças de clima em fórum internacional

O Fórum Político de Alto Nível é a plataforma central das Nações Unidas para dar seguimento à Agenda 2030. O evento abrange mais de 130 reuniões paralelas, 36 exposições e oito atividades especiais.

A usina de Itaipu participa de uma agenda de três dias durante o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). O diretor-geral brasileiro da empresa, general Joaquim Silva e Luna, e o diretor-geral paraguaio, José Alberto Alderete, levaram para o evento, nesta segunda-feira (15), propostas de soluções sustentáveis em água e energia que atuem de forma positiva sobre as mudanças climáticas.

Os dois diretores, acompanhados da diretora financeira paraguaia, Monica Perez, apresentaram aos parceiros informações de como a Itaipu vem atuando em prol do desenvolvimento sustentável da região. O superintendente de gestão ambiental, Ariel Scheffer da Silva, participa como painelista técnico de um dos eventos paralelos. A agenda em Nova York inclui ainda uma reunião, nesta terça-feira (16), entre os diretores-gerais e o Subsecretário-Geral das Nações Unidas para o Desenvolvimento Econômico, Liu Zhenmin. Continue lendo