8:25A pressão e a revoada

Do Goela de Ouro

Há um departamento da campanha de Ratinho Junior que monitora apoio de prefeitos. Pelo andar da carruagem, com o candidato ponteando nas pesquisas, há uma revoada considerada normal do barco de Cida Borghetti para o dele. Mas, como era esperado, foi identificada uma pressão grande do Palácio Iguaçu em cima dos alcaides. A arma são os convênios para obras.

 

7:19Meu lugar na fila

por Demétrio Magnoli

Daqui a três meses, no 13 de dezembro, dia do AI-5, em 1968, e do golpe de Jaruzelski na Polônia, em 1981, completo 60. Dizem, para me animar, que terei descontos em peças e shows, vagas reservadas em estacionamentos e filas prioritárias nos aeroportos, supermercados e bancos.

No caso dos bancos, não vale a pena. As empresas que descobriram uma oportunidade nas bondades distribuídas pelo Estado contratam idosos para realizar operações bancárias, tornando mais demorada a fila preferencial. Quanto ao resto, decidi que passo. As políticas de privilégios envenenam a democracia. Não serei um idoso oficial enquanto conservar capacidades físicas normais.

Com exceção de um, meus amigos idosos converteram-se em idosos oficiais. Uma, que corre maratonas em montanhas, tirou carteira de idosa para estacionar bem pertinho da entrada do shopping. A vantagem pessoal tem imenso poder de sedução, principalmente se parece não causar dano a ninguém. Aparências enganam: a meia-entrada, para ficar num único exemplo, é financiada pela elevação universal dos preços dos ingressos. A sociedade em geral paga o desconto garantido por lei a estudantes e idosos, inclusive os abastados.

Pondé registrou, com razão, que um indivíduo “negro”, presumido descendente de escravos, “assimilará essa consciência histórica da culpa como ganho imediato objetivo: cotas nas universidades ou concursos públicos”. A cota de um implica a negação de vaga a outro, que obteve nota superior e pode até ser mais pobre. Mas não se tem notícia de números significativos de candidatos recusando o direito (ou privilégio?) de inscrição para vagas reservadas a cotistas. A lei vale mais que a ética —se, claro, gera ganhos pessoais palpáveis.

A lei legitima, absolve, aplaca a consciência. Procuradores e juízes, esses anjos vingadores do Brasil que tem raiva, justificam seu auxílio-moradia, uma escandalosa política de transferência regressiva de renda, invocando a legalidade. Luiz Fux sentou-se sobre um processo que questionava o privilégio, agindo como sindicalista. O auxílio-moradia é incomparavelmente pior que a carteira de idoso utilizada por nadadores, surfistas, tenistas, triatletas de 60 anos.

Mas por que se produzem ou se perenizam tantas “leis de meia-entrada”? A resposta encontra-se num calcanhar de Aquiles da democracia representativa: a proteção dos interesses gerais, difusos, paga menos dividendos eleitorais que a promoção de interesses específicos, de grupos.

O nome do jogo é corporativismo. Federações empresariais fazem campanha para candidatos que acenam com tarifas protecionistas ou subsídios do BNDES. Sindicatos de trabalhadores e empresários perfilam ao lado dos políticos que acenam com o retorno da contribuição sindical compulsória. As entidades do funcionalismo público marcham com os oponentes da reforma previdenciária.

As igrejas ajudam a formar as “bancadas de Deus” que asseguram isenções tributárias aos porta-vozes terrenos da palavra divina. As ONGs racialistas evitam lançar a pecha de “racista” sobre os que prometem eternizar as políticas de cotas aprovadas originalmente como medidas temporárias.

O “povo”, no idioma da política corporativa, é uma coleção de grupos de interesse. A nação, deduz-se, é um pacto de armistício entre eles. As versões extremas do corporativismo conduzem a sangrentos conflitos étnicos (Biafra, Ruanda), a ditaduras ordenadoras (Salazar, Vargas) ou, nas democracias, simplesmente ao colapso fiscal (Grécia).

O lulismo radicalizou os traços corporativos da tradição política brasileira. A fragmentação partidária atual é uma moldura perfeita para a manutenção dos privilégios de grupo. No aeroporto, à minha direita, uma dúzia de lépidos idosos oficiais somam-se à fila preferencial. Rumamos a uma tragédia grega, qualquer que seja o eleito?

*Publicado na Folha de S.Paulo

19:11Um amor mais fundo

de Antonio Callado, pela voz do Padre Nando, em Quarup:

Ensinem aos meninos um amor mais fundo e sem pressa. O Brasil faz planos de governo de 5 anos que duram 5 meses e planos de 3 anos que duram 3 dias. Presidentes eleitos por cinco anos possuem a pátria em sete meses, abotoam a braguilha e vão embora. E há presidentes que duram dois dias. [...] Não satisfazem a pátria, não fecundam o país.

18:26Infidelidade

Agora a coligação que apoia a candidatura da governadora Cida Borghetti entrou com ação no TRE pedindo a expulsão de Beto Richa, candidato ao Senado, alegando infidelidade. A justificativa do departamento jurídico são as “conexões diretas do ex-governador com a candidatura de Ratinho Junior (PSD)”.

16:53XP/Ipespe: Bolsonaro 28% e Haddad 16%

Do site Metrópoles

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (21/9) traz novo cenário de intenção de votos para presidente da República. O candidato do PT, Fernando Haddad, subiu seis pontos e foi a 16%, ocupando a segunda colocação. Em primeiro lugar segue Jair Bolsonaro (PSL), que subiu dois pontos e agora soma 28%. Ciro Gomes (PDT) caiu um ponto, de 12% para 11%.

Marina Silva (Rede) manteve a tendência de queda e atingiu 6% ante 8% da consulta anterior. Ela está atrás de Geraldo Alckmin (PSDB), que também caiu, de 9% para 7%. João Amoêdo (Novo) e Alvaro Dias (Podemos) somam 3%, cada. Henrique Meirelles (MDB) tem 2% e Cabo Daciolo (Patriota), 1%. Os outros candidatos não pontuaram.

16:43Campo Largo (PR) terá mais leitos de UTI para atendimento pelo SUS

Da Agência Saúde

Recursos, no total de R$ 6,2 milhões, são destinados a 45 leitos de UTI adulto para o Hospital do Rocio, que atende pacientes de municípios da região metropolitana de Curitiba

O município de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (PR)  passa a contar com o reforço de R$ 6,2 milhões, anual, para a habilitação de 45 leitos de Unidade de Terapia Intensiva UTI,  para atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital do Rocio. A unidade, que é referência em atendimento de gestação de risco, cirurgia cardíaca pediátrica e neurocirurgia, atende pacientes do município e região. A portaria que autoriza o repasse está disponível no Diário Oficial da União (D.O.U).

15:49Os fingidores

De Rogério Distéfano, no blog O Insulto Diário

O melhor argumento para não escolher nenhum dos candidatos a presidente foi apresentado no debate de ontem, sem palavras: eles se ofendem na propaganda e nos debates. Mas antes dos debates são todo sorrisos e abraços. Quem finge desse jeito só pode enganar o povo.

15:31As contas

No Tribunal de Contas tem gente achando que a reprovação das contas do governo Beto Richa referentes ao ano passado será uma ótima oportunidade para melhorar a imagem do órgão. Outros pensam exatamente o contrário. Comparam que isso seria como espancar quem era vizinho e amigo e agora está no chão com mãos e pés atados.

15:19JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cívico

Chegou o som que traduz a situação atual do Brasil. Dennis, Dilsinho, MC Lan e Neblina acabam de lançar a música “Bum Bum Covarde”, que já está sendo chamada de “Quem tem, tem medo”.

14:50TICIANA VASCONCELOS SILVA

A morte é minha sorte
Venho em busca da vida
Mesmo que tenha perdido a medida
Mesmo com todos os enganos
Em que os insanos buscaram a paz
Sorrio sempre, pois foi-me dito que
A cruz permanece imutável nos sonhos
Soberania, poderes, prazeres, correntes
Tudo o que misteriosamente mente
E aprisiona a matéria que se corrompe
Com desejos matinais
Subi uma montanha
E ao longe vi seres caindo, se unindo
Cuspindo, morrendo
Sem nem mesmo saber de seus ideais
Fugi da luta sem saber que sou mortal
Mas a vida me deu o sinal
Voa, pois os anjos te esperam
E vibram com a sua destreza
Princesa nunca fui
Sou da guerra da luz
Baixei minha espada para quem comigo errou
Mas agora detenho a força e o destemor
O senhor está nas alturas
E a loucura ficou para trás
Sou poeta, concreta e abstrata
E não dou mais nós em gravatas
Desfiz os céus em minhas pinturas
Destruí os signos e suas conjunturas
Vou direto ao ponto: um conto, uma droga que se chama palavra
O dom que me deram eu honro
E se quiser me ouvir, veja um ponto
Infinitesimal, revolucionário, transcendental
Ali eu coloco o final

14:38Álcool é responsável por uma morte a cada 20 no mundo, diz OMS

Da FSP

Consumo de álcool mata mais pessoas do que a Aids, a tuberculose e a violência combinadas

 O álcool mata cerca de 3 milhões de pessoas em todo mundo a cada ano, representando uma em cada 20 mortes, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta sexta-feira (21).

Em um relatório sobre o consumo global de álcool e suas consequências adversas para a saúde, a agência da OMS aponta que o consumo de álcool mata mais pessoas do que a Aids, a tuberculose e a violência combinadas.

Pelo menos 5,3% das mortes em todo mundo são relacionadas ao álcool anualmente, como doenças infecciosas, acidentes de trânsito, homicídios e lesões, segundo a OMS. Para os mais jovens (faixa entre 20 e 29 anos), essa taxa é de 13,5%.

Do total de mortes decorrentes do álcool, três quartos são de homens.

A OMS observa que há “algumas tendências globais positivas” apontando para a redução desde 2010 do consumo episódico e do número de mortes relacionadas ao álcool.

Mas, explicam os especialistas, “o peso global das doenças e danos causados ​​pelo consumo nocivo do álcool é inaceitável, particularmente na Europa e nas Américas”.

Mais de 200 doenças estão ligadas ao consumo de álcool. Dos 3 milhões de mortes atribuíveis ao álcool, 28% estão relacionadas a acidentes de trânsito, violência, suicídios e outros atos violentos; 21%, a distúrbios digestivos e 19%, a doenças cardiovasculares.

As mortes restantes são atribuídas a doenças infecciosas, cânceres, transtornos mentais e outros problemas de saúde.

“Muitas pessoas —suas famílias e suas comunidades — sofrem as consequências do consumo nocivo do álcool, seja pela violência ou por problemas de saúde mental e doenças como câncer e derrame”, adverte o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado em um comunicado.

“É hora de fazer mais para prevenir essa séria ameaça ao desenvolvimento de sociedades saudáveis”, acrescentou.

Cerca de 2,3 bilhões de pessoas no mundo bebem álcool, informa a OMS. O álcool é consumido por mais da metade da população nas Américas, Europa e no Pacífico Ocidental.

A Europa tem o maior consumo per capita do mundo, embora esse consumo tenha diminuído em mais de 10% desde 2010.

A OMS está prevendo um aumento no consumo global de álcool na próxima década, em especial no sudeste da Ásia, no Pacífico Ocidental e nas Américas.

O consumo médio diário de álcool é de 33 gramas de álcool puro, o equivalente a dois copos de vinho (150 ml cada), a uma garrafa de cerveja (750 ml), ou a dois “shots” de destilado (40 ml cada).