21:25O “nota de três” promete tudo!

Michel Temer, o nota de três, prometeu apoiar o fim da reeleição para ter os tucanos no governo que pretende comandar. Imagina-se o que prometeu aos governos petistas para ficar grudado e sugando tudo para o PMDB durante 13 anos, até a hora da punhalada na presidente Dilma, exatamente quando ela ficou naquela situação de manter um pé na cova e outro na casca de banana. Isso é política!

21:19ZÉ DA SILVA

Gritava com o megafone “salvem as baleias!”, mas em casa torturava a mulher porque ela era rechonchuda. Defendia os direitos humanos dos presos, apesar de nunca ter visto uma penitenciária ou delegacia por dentro – e prendia os filhos depois dos cascudos, tabefes, telefones e proibições que incluíam o ato de se alimentar ou ir ao banheiro na hora em que sentiam vontade. Entre os da sua turma reivindicatória, era um militante atuante em defesa dos fracos e oprimidos, mas um canalha sem caráter nenhum dentro de casa. Um dia foi preso porque a mulher tomou coragem e denunciou os anos de agressões. Fizeram passeata na frente da delegacia até com banda, exigindo que ele fosse solto em nome da liberdade de expressão. Um deputado fez discurso, estudantes universitários organizaram fóruns para debater o caso. A pressão aumentou quando uma entidade internacional entrou na briga. Foi solto. Na primeira noite em casa quebrou os dentes da mulher a marteladas. No dia seguinte uma passeata organizada pelos amigos de sempre soltou pombas brancas da paz em sua homenagem.

21:09Impicha tudo!

Dilma Rousseff disse à CNN, rede de tv americana, que o mandato dela pertence aos eleitores. Traduzido para o brasileiro, a afirmação é a de que ela quer ver impichados mais de 54 milhões de representantes da ninguenzada.

18:24O Ministério Público do Paraná e o 29 de abril

Da assessoria de imprensa do Ministério Público do Paraná

Diante dos pedidos de informação encaminhados por vários veículos de imprensa sobre as providências tomadas pelo Ministério Público do Paraná em relação aos fatos ocorridos no dia 29 de abril de 2015, nos arredores da Assembleia Legislativa do Paraná, onde um embate entre policiais militares e manifestantes deixou mais de 200 pessoas feridas, na maioria professores da rede pública estadual, o MP-PR informa que:

- Dois meses após o ocorrido, em 29 de junho, o MP-PR ajuizou ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o governador do Estado, o então Secretário de Segurança Pública e os comandantes militares da operação. Na ação, o Ministério Público sustenta violação a princípios da administração pública, caracterizadores de atos de improbidade administrativa, consoante prevê a Lei 8429/91.

- Com 22 volumes, a ação foi distribuída à 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, sendo que os requeridos já tiveram a oportunidade de defesa prévia. Neste momento, encontra-se em fase de juízo de admissibilidade. O Ministério Publico do Paraná aguarda, portanto, o recebimento da ação pela Justiça Estadual

- A ação é resultado do trabalho minucioso de uma força-tarefa, formada por procuradores e promotores de Justiça, que colheram 581 declarações em Curitiba e em 33 municípios do interior Estado, onde foram tomados depoimentos de vítimas, testemunhas e militares. Além disso, foram analisados 4.114 arquivos com fotos e vídeos relacionados à investigação. Na ação há ainda pelo menos 150 laudos que atestam as lesões corporais sofridas por manifestantes que se submeteram a exame pericial.

- A ação ajuizada pelo MP-PR em junho de 2015 contempla a responsabilização civil dos requeridos. Com relação à responsabilidade criminal, as provas colhidas durante a investigação civil e todos os materiais e elementos obtidos foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República, que é o órgão com atribuição para atuar na esfera criminal nesse tipo de situação, já que tanto o governador como o ex-secretário de Segurança Pública, que reassumiu seu mandato na Câmara Federal, possuem foro privilegiado.

- No âmbito da investigação, foi instaurado também inquérito militar para apurar excessos de policiais militares que participaram da operação. O procedimento, porém, foi arquivado após análise da Promotoria de Justiça da Vara de Auditoria Militar, órgão incumbido de apurar infrações penais, nos estreitos limites da legislação penal militar. O arquivamento de tal inquérito não tem, porém, qualquer impacto sobre a ação civil pública em tramitação, na qual se busca a responsabilização por violações aos princípios da administração pública.

- Ainda na área criminal, no âmbito da Polícia Civil, registrou-se a instauração (a) dos Termos Circunstanciados de Infração Penal (TCIPs) nº 13247-44.2015.8.16.0182 e nº 13246-59.2015.8.16.0182, para apuração de eventual prática dos crimes de desobediência e resistência e da contravenção de provocação de tumulto, por parte de integrantes das manifestações, e (b) do Inquérito Policial nº 36888/2015, no 1º DP de Curitiba, para eventual identificação dos aventados “black blocs”, ou seja, de pessoas, facções ou grupos assim rotulados, supostamente infiltrados entre os manifestantes, como possíveis autores de crimes comuns durante o incidente. Após encaminhamento aos juízos criminais competentes, todos os autos em referência contaram com promoção de arquivamento pelo Ministério Público, ante a constatação de ausência de indícios de prática de quaisquer crimes em relação aos objetos de apuração.

15:34De graça, até na testa

Tudo bem que todos têm direito ao serviço de saúde público, mas se deparar com o estacionamento de um posto municipal, numa tarde do meio da semana, com fila de carros importados pilotados por madames levando os pais velhinhos para tomar vacina contra gripe, só no Bananão mesmo.

14:59Esquivel e o “golpe”

Da Folha.com

Nobel da Paz fala em “golpe” no plenário do Senado e revolta oposição

O uso do microfone do plenário do Senado pelo argentino Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz de 1980, causou revolta entre senadores da oposição nesta quinta-feira (28).

Esquivel falou em “possível golpe de Estado” sentado em uma cadeira da Mesa Diretora do plenário durante sessão presidida pelo senador petista Paulo Paim (RS). As palavras foram ditas ao lado de Paim e de outros senadores petistas, que cercaram o Nobel da Paz na hora do pronunciamento.

“Venho aqui ao Brasil trazendo a solidariedade e o apoio de muita gente da América Latina e a minha pessoal que se respeite a continuidade da Constituição e do direito do povo a viver em democracia”, afirmou Esquivel. “Creio que neste momento há grande dificuldades (oriundas) de um possível golpe de Estado. E já se utilizou esse mecanismo de funcionamento em outros países do continente, como Honduras e Paraguai”, ressaltou.

Pouco antes, Esquivel havia visitado a presidente Dilma Rousseff para apoiá-la contra o processo de impeachment que ela sofre no Congresso.

O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), reagiu imediatamente e exigiu a retirada da palavra “golpe” dos registros das notas taquigráficas. “Não podemos ser surpreendido com essas montagens, não foi por acaso que esse senhor veio aqui fazer esse pronunciamento. Isso é uma estratégia que esse plenário não admite. Essa situação é inaceitável. Nunca vi, com 22 anos de Congresso Nacional, as autoridades que nos visitam, sem ter o consentimento de todos os líderes, usarem o microfone para fazer pronunciamento”, afirmou Caiado.

Sob pressão, Paim concordou com o pedido para retirar a expressão “golpe”. Continue lendo

13:31NELSON RODRIGUES

Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes “É proibido proibir” e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais.

12:41Causa partidária

O viés partidário que a APP-Sindicato tem dado à questão da Educação atrapalha as conquistas aos professores.  O sindicato está mais a serviço do PT nacional do que dos professores do Paraná. O sindicato despende mais esforço para as causas do partido do que às causas dos professores.

de Valdir Rossoni, secretário Chefe da Casa Civil do Governo do Paraná

12:24Dez ministros do STJ têm parentes que advogam em casos no tribunal

por Frederico Vasconcelos, na Folha de S.Paulo

Dos 33 ministros do Superior Tribunal de Justiça, dez têm filhos ou mulheres advogados que defendem interesses de clientes com processos em tramitação na Corte.

Estão registrados como advogados no STJ parentes de Francisco Falcão (presidente), Laurita Vaz (vice), Felix Fischer (ex-presidente), João Otávio de Noronha, Humberto Martins, Benedito Gonçalves, Paulo de Tarso Sanseverino, Sebastião Reis, Marco Buzzi e Marco Bellizze.

Votar em processos de interesse dos filhos e cônjuges é expressamente vedado pelo Código de Processo Civil.

A lei não se aplica à decisão judicial que envolva advogado parente de outro ministro da Corte, mas abre espaço para troca de favores e tráfico de influência.

“Tudo o que a sociedade reclama é que a condição de parente de julgador não implique privilégio de tratamento no tribunal em relação a outros advogados”, diz o ministro Og Fernandes. Atual corregedor da Justiça Federal, ele não tem parentes advogando no STJ.

Três ex-corregedores cometeram essa irregularidade: Falcão, Noronha e Martins. Eles alegam falhas no sistema programado para alertá-los de que estavam impedidos de votar nos processos em que parentes atuam.

Em março, a Folha revelou a existência de quatro decisões de Falcão, todas favoráveis à parte representada por seu filho, o advogado Djaci Alves Falcão Neto.

Djaci e a irmã, Luciana Tavares Falcão, aparecem em 105 processos no STJ. Continue lendo

10:55Os professores e o ensino público no Paraná

Do jornal Tribuna de Cianorte

Educação só melhora com mais participação dos professores 

Na próxima sexta-feira (29) não haverá aulas na rede estadual de ensino. Um milhão de alunos ficarão em casa, assim como boa parte dos 95 mil professores em todo o Paraná. Em Curitiba, sob orientação do sindicato da categoria, uma pequena parte deles fará uma manifestação que terminará na Praça Nossa Senhora de Salete, na frente do Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. O motivo é o aniversário do que ali ocorreu há um ano, quando, na tentativa de se evitar uma votação na Assembleia Legislativa sobre mudanças no sistema de seguridade dos funcionários públicos, que acabou ocorrendo, houve um confronto entre quem queria invadir a sede do Legislativo e a Polícia Militar, que utilizou bombas e balas de borracha para impedir a invasão. Houve feridos. Para o Ministério Público, que recebeu denúncia a respeito da ação policial, não houve culpados no incidente.

A avaliação dos alunos que frequentam as 2.500 escolas públicas do Estado é uma das piores do País. No ano passado, numa escala de zero a dez, os alunos do ensino médio receberam nota 3,8 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007 pelo Ministério da Educação para avaliar a qualidade do ensino através do desempenho dos estudantes através de testes de conhecimento. Num estado que detém a quarta posição em desenvolvimento no Brasil, é um paradoxo saber que, num setor fundamental como este, não haverá variação positiva quando forem revelados os novos índices neste ano, segundo informa a própria Secretaria da Educação, baseada nas avaliações que faz periodicamente.

Entre as reivindicações dos professores, que têm grande poder de mobilização e fazem isso quase sempre por motivação financeira e com um verniz político, e a constatação da indigência das notas de desempenho do aprendizado, o aluno fica perdido e seus pais sem saber o que fazer, até por falta de informação e poder de avaliação crítica sobre o que de fato acontece. O futuro das crianças, portanto, corre risco.

“Os professores têm um papel fundamental na vida dos alunos, não apenas com o ensinamento e aprendizado do conhecimento científico acumulado ao longo da história, mas também com atitudes e comportamentos que todos levarão para a sua trajetória pessoal e profissional”, ensina a professora Ana Seres Trento Comin, secretária da Educação do Paraná.

Ela assumiu o posto logo depois os tristes acontecimentos de 29 de abril e, sempre que pode, repete a expressão “o chão da escola” para reforçar o que aprendeu em quase quarenta anos da profissão escolhida depois de abandonar o caminho que ia trilhar na matemática.

Este “chão” está a anos-luz do slogan que o sindicato dos professores, que estão sob a responsabilidade da entidade, escolheu para ratificar neste ano o que pensa: “Escola, território de luta e resistência”.

Quem acompanha há muito tempo o que vem acontecendo com o ensino público do Paraná retrata de forma paradoxal a triste realidade: o aprendizado do aluno ficou num terceiro plano nas prioridades de quem tem a maior responsabilidade disso – o professor.

Recentemente, em artigo publicado na revista Veja, dois entraves que ilustram de forma clara o que contribui para esta barreira incompreensível foram mostrados: os professores do ensino público no Brasil são intocáveis, ao contrário até do presidente da República, e, por conta disso, não são feitas avaliações sobre o desempenho deles. No mesmo texto uma informação simples: no setor privado, onde se aperfeiçoa isso de forma científica, invariavelmente o conceito que recebem é o mesmo dado pelos alunos.

Na América Latina, o único país onde os professores públicos são avaliados é em Cuba. Não por acaso ali se constata o melhor ensino de toda a região. No Paraná, o arcabouço da doutrina educacional pregada pelo sindicato da categoria e que foi implantado nos governos de Roberto Requião, foi criado na Universidade Federal, onde se priorizou a valorização do professor, que não deixa de ser justa, mas fez quase desaparecer o “chão da escola”.

Segundo a teoria acadêmica, abraçada com fervor pelo sindicato e seguida pelos professores, com as exceções de sempre, a péssima qualidade do ensino é causada pelo governo, por problemas sociais das famílias dos alunos, as instalações da escola, a qualidade da merenda, etc. A responsabilidade básica dos que ensinam não foi arranhada. Na comparação, é mais ou menos o que acontece a um doente com depressão, que culpa todos os fatores externos para justificar seu estado. Se vai ao terapeuta, recusa olhar para si e a tomar os remédios que poderiam ajudar. Assim, continua doente, como se fosse masoquista.

A diferença para a escola pública é que são os alunos os que ficam “enfermos” – e não por falta de receitas (ver o quadro). Algumas delas, que balizam a pedagogia de quem tem formação humanista, são do mestre Rubem Alves:

- Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais…

- Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.

- Suspeito que nossas escolas ensinem com muita precisão a ciência de comprar as passagens e arrumar as malas. Mas tenho sérias dúvidas de que elas ensinem os alunos a arte de ver enquanto viajam.

É dele também a frase que deveria ser escrita em cartaz e colado na parede da sala dos professores em todas as escolas do Paraná: “Se não gosta de gente, não vá ser professor”. Continue lendo

10:31QUANTO PIOR, PIOR

por Rogério Distéfano

O MTST, movimento dos trabalhadores sem teto, bloqueou ontem, com queima de pneus, oito pontos de rodovias e ruas de São Paulo, para protestar contra o “golpe em curso”, o impeachment de Dilma. Lula já ameaçou convocar o “exército do Stédile” e o PT promete bagunçar o país com os movimentos sociais no governo Temer. É a tática do “quanto pior, melhor”, com o objetivo de levar ao caos e à derrubada do governo, uma das técnicas de golpe de Estado. No Brasil a democracia só é boa quando convém a quem está no poder.

PARECE jogo combinado com Jair Bolsonaro, o deputado que defende o regime dos militares. É exato isso que ele espera e aspira. Na dúvida confira-se: nosso capitão Nascimento, comandante dos bofes, critica Dilma e PT o tempo todo, mas ainda não elogiou Michel Temer. As esquerdas, no geral, não têm percepção histórica, e por isso apostam na desagregação e no caos, o caldo de cultura no qual frutificam. Assim foi antes de um dos golpes de Getúlio Vargas e assim fizeram no golpe de 1964.

ALÉM DO autoritarismo e da inadequação à democracia, a presente resistência de PT tem o ranço emocional da revolta e da rejeição, até do ciúme. Revolta contra os parceiros a quem levaram ao poder e aos quais permitiram o saque do Tesouro, ou a ele se aliaram. Revolta contra cúmplices que o descartam no momento em que a ladroagem fica exposta e agora estão em abrigo temporário até o próximo butim. Não existe honra entre ladrões, a lição que o PT devia aprender. Se chegar a tanto, porque o partido outorgou-se a exclusividade das boas intenções.

A AGITAÇÃO contra bens públicos, a instalação de clima de apreensão no povo que transita e trabalha, a paralisação de atividades privadas e serviços públicos, o ataque a instituições como o Legislativo, onde se pratica o jogo político que por treze anos agradou ao PT, é tudo que as vivandeiras amantes de ditaduras de direita esperam neste momento. Como disse nosso primeiro ditador, o general Castello Branco, nessas horas de agitação as vivandeiras, vendedoras de comida, cercam os bivaques, os quartéis, para bulir com os soldados.