8:52Espelho meu

Do ombudsman

Nem Roberto Requião gostou do próprio desempenho no debate da Band. Postou no twitter: “Cansado não tive excelente desempenho no debate da Band,mas provei que Richa está quebrando o estado”.  Na verdade, a história de que o senador é um grande debatedor é um mito. Ele é demolidor quando está falando sozinho, sem que o adversário tenha chance de defesa. Confrontado, verbal, ou fisicamente, costuma pipocar.

 

8:33O mundo gira…

A maioria dos candidatos, aqui e acolá, falam em sonhos – isso só aumenta o pesadelo do mundo real continua. Outra palavra muito utilizada agora é mudança. Só falta o patrocínio da Lusitana, aquele que roda enquanto o mundo gira.

8:10JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

Diante do ocorrido ontem no embate da Band, a Globo pensa em mudar o cenário do seu programa, o último antes da eleição para o governo do Paraná. Vai colocar os candidatos dentro do octógono, trancá-los e soar o gongo para ver o que dá.

7:27A mão e o jarro

No ano passado o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento informou que em 2012 os corruptos do Brasil desviaram cerca de R$ 200 bilhões. Dois anos antes, segundo reportagem da revista Veja, o roubo foi de R$ 82 bilhões, ou 2,3% do PIB de 2010. Como disse certa vez um frequentador do Centro Cívico, “enfiar a mão no jarro é fácil, ainda mais se ele tem a boca bem larga”.

 

7:16A Mata e o custo

Da Folha.com

Conservar mata atlântica custaria 0,01% do PIB, diz estudo

Quanto custaria se o Brasil pagasse para preservar a mata atlântica?

Aproximadamente US$ 198 milhões (R$ 443,4 milhões) por ano, segundo um trabalho publicado na revista cientifica “Science”.

Isso equivale a menos de 0,01% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, ou cerca de um terço do valor gasto na reforma do Maracanã para a Copa do Mundo (R$ 1,3 bi).

Esse valor seria usado no reflorestamento e no chamado pagamento por serviços florestais –quando proprietários são pagos pela preservação ambiental.

A estratégia de remuneração para manter a floresta de pé tem evitado o desmatamento em várias partes do mundo e em algumas iniciativas localizadas no Brasil. Mas os pesquisadores afirmam que, para fazer a diferença, é preciso uma ação bem mais ampla.

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7:02Abelardo Ninguém lança candidatura no “Caiu na Roda”

A mais recente edição do programa “Caiu na Roda”, de Sandro Rodrigues, apresentou o candidato “Abelardo Ninguém” ao grande público. O signatário teve a honra de ser convidado para participar da conversa ao lado do personagem criado pelo excelente comediante Fabio Silvestre. Um dos temas  do bate papo foi a retirada do ar, a pedido da coligação que apoia a candidatura do senador Roberto Requião, da paródia do jingle da campanha. Ela foi enviada e compartilhada pelo site “Plantão 190″, de João Frigério, que tem 45 mil seguidores.

Para quem quiser conferir: https://www.youtube.com/watch?v=z8mqIi_2cG0

6:33A onda virou marola?

Por Ivan Schmidt 

A flagrante disparidade entre as pesquisas Datafolha e Ibope medindo as intenções de voto nos candidatos ao governo do Paraná, pode ser compreendida a partir da metodologia aplicada pelos citados institutos, que forçosamente tem algumas diferenças entre si. O problema é que a distância entre Beto e Requião – primeiro e segundo colocados na disputa – ficou exageradamente a favor do atual governador na pesquisa Ibope, enquanto no Datafolha fora bem menor.

Insisto na tese de que cada instituto adota metodologia própria, muito embora seja também aceitável supor que para apurar resultado confiável em pesquisa de opinião, qualquer que seja, os métodos usados podem divergir em pormenores, mas jamais a ponto de por em risco a inflexibilidade da ciência estatística. Aí se caracteriza a fraude.

Para descontrair lembro pesquisa feita anos atrás em pequena cidade do interior dos Estados Unidos, na qual se descobriu que 50% dos alfaiates eram portadores de câncer. Só mais tarde é que se soube que na cidade havia apenas dois moradores que se dedicavam a essa profissão e um deles estava doente.

Beto foi citado por 43% dos eleitores que responderam ao questionário do Ibope, Requião por 26% e Gleisi Hoffmann por 14%. É de convir que a diferença entre Beto e Requião (17 pontos percentuais) foi desnorteante para o candidato do PMDB, que iniciou a corrida eleitoral com a aura rejuvenescida pelo êxito da manobra de profissional da política que lhe garantiu a candidatura ao governo, quando a cúpula da executiva regional optava pelo apoio à reeleição do governador.

Surpreendente é verificar que não houve nesse curto período nenhuma ação espetaculosa da administração estadual, precedida de anúncio de projeto de impacto evidente sobre a sociedade, que pudesse elevar de modo tão mercurial a preferência pelo seu nome.

A soma do percentual de votos em Requião e Gleisi (40%), caso a eleição fosse hoje, levaria a disputa para o segundo turno, cuja projeção não foi prospectada ou revelada pelo Ibope. Pelo cenário atual que poderá se alterar nas próximas pesquisas é previsível que a luta pela maioria exigirá dos contendores uma competência acima da média. Coisa que até esse momento nenhum dos candidatos foi capaz de exibir.

A exposição acima é factível, tendo em vista a tradição de apoios mútuos entre PMDB e PT. Diante do sofrível desempenho da petista Gleisi Hoffmann, sobre quem tiveram efeito destruidor os estilhaços das sandices cometidas por nomes importantes de seu partido, somente um milagre poderá fazê-la avançar para o segundo lugar e postar-se como alternativa para o embate final. O mais provável é que Requião seja o adversário de Beto na segunda rodada e, nessa condição, venha a ser favorecido pelos votos do eleitor cativo do PT, cujo perfil ideológico está mais afastado das propostas de Beto do que a lua da terra.

Outra constatação obrigatória advinda de análise superficial da idiossincrasia do eleitor paranaense, extremamente conservadora, é que a preferência pela manutenção do atual governador no Palácio Iguaçu decorre também do fato de que o PSDB arvora a bandeira da social-democracia apenas no nome, embora sua prática usual esteja claramente pautada pelo neoliberalismo. O PT, no entanto, por princípio um partido de esquerda, acabou preferindo o abrigo do centrão.

A primeira pesquisa Ibope foi também madrasta para Requião e Gleisi, que tiveram o desprazer de constatar os maiores índices de rejeição, 30% e 20% respectivamente, configurando um quadro surreal de mais rejeição do que votos. Brancos, nulos e indecisos somam 15% dos eleitores, percentual a ser levado seriamente em conta na estratégia de campanha desses candidatos, pois lá na frente ele poderá ser determinante na contagem dos votos. Basta lembrar a vitória de Requião sobre Osmar Dias por escassos 10 mil votos, na conquista do terceiro mandato.

Teria se diluído a alardeada “onda Requião”, detectada por muitos ainda na fase da pré-campanha? A velha flama demonstrada pelo senador desafiado pelas circunstâncias a encarar e derrotar os vendilhões de seu próprio partido, com os quais está às turras até hoje, teria perdido o embalo? Continue lendo

6:18Muita pancada, pouca proposta

Do Band Notícias

Ofensas e falta de proposta marcam debate

Oito candidatos se atacam no debate promovido pela Band no Paraná e chegam a solicitar incríveis 14 pedidos de direitos de respostas

O primeiro debate entre os candidatos ao governo do Paraná, realizado pela Band, foi marcado pelos ataques pessoais entre os candidatos. Foram incríveis 14 direitos de pedidos de respostas por ofensas em quase 2h30 de confronto.
O debate na Band contou com os candidatos: Beto Richa (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT), Roberto Requião (PMDB), Geonisio Marinho (PRTB), Bernardo Piloto (PSOL), Tulio Bandeira (PTC), Rodrigo Tomazini (PSTU) e Ogier Buchi (PRP).

O eleitor do Paraná “sofreu” para poder acompanhar algumas poucas propostas. O debate se transformou em um ringue de boxe. Logo no começo (vídeo abaixo), Requião reclamou do “pouco” tempo para perguntar e não concluiu seu raciocínio. Beto Richa aproveitou para atacar: “Requião quer confundir a opinião pública e falta com a verdade. Requião está de cabelo branco, tem de tomar jeito, tá na hora de falar a verdade”.

O candidato do PMDB retrucou: “Comparando governo com governo, o governo do Carlos Alberto derrubou 40 mil empregos, a situação é difícil e ele tenta esconder a incapacidade de gestão e a incompetência com a história de que pegou dívida. É ele que demonstrou truculência no início da introdução. Ele brinca com uma pessoa séria”.

Mais ofensas
Na troca de perguntas entre Bandeira e Gleisi, no segundo bloco, mais dois pedidos de respostas foram solicitados apenas neste embate.

Bandeira acusou Gleisi de “governar com o marido e não fazer nada pelo Paraná”. A ex-ministra da Casa Civil se irritou e retrucou. “Você tem 30 inquéritos policiais, foi preso e não tem moral”. O candidato do PTC voltou a atacar. “Imoral é quem é apadrinhada por bandidos, abriga estuprador e os companheiros da Papuda. Eu fui preso e vou provar minha inocência” .

Quem também entrou na onda das críticas foi o candidato do PSOL, ao questionar Gleisi. “Você mente, é triste ver que o PT é representado por alguém que não tem raiz na luta social, que sempre ocupou cargos para destruir os trabalhadores”.

Com tanta troca de acusações, o candidato do PRP, Ogier Buchi, chegou a usar seu tempo para pedir menos “violência”. “O debate passa por ofensas e denigre a imagem do Paraná. Vamos respeitar o telespectador e sugerir ao povo do Paraná melhorias às nossas histórias”.

 (http://www.band.uol.com.br/)

18:52O andar

por Antonio Maria

Aconteceu na Avenida Copacabana, esquina de Santa Clara. Uma jovem senhora chamou o guarda e apontou o homem, encostado a um poste:

— Prenda este homem, que ele está se portando inconvenientemente.

Era um homem magro, pálido, vestido em casimira velhinha. Não tinha cara de gente má. Ao contrário, seus olhos eram doces e mendigos.

O policial segurou o homem pela lapela. O homem não se mexeu. Apenas levantou os olhos e perguntou:

- Por quê?

A senhora estava uma fúria e dizia num fôlego só:

— Há uma hora este cidadão me segue. Começou no lotação. Desceu quando eu desci. Entrei numa loja e ele entrou também. Andei um quarteirão e ele andou também. Entrei no mercadinho e ele entrou também…

— E lhe disse alguma coisa?

— Não. Só olhava.

O guarda soltou a lapela do homem. O homem agradeceu. O guarda dirigiu-se ainda à mulher:

— Mas ele só olhava?

— Sim. Mas olhava de maneira obscena.

O guarda perguntou, então, ao homem:

— Você olhava de maneira obscena?

— Sim. Não sei mentir. Mas qualquer um no meu lugar faria o mesmo. 0 senhor já viu ela andar?

0 guarda viu depois, quando a mulher desistiu da prisão do seu espectador e foi andando. Não se deve explicar muito, mas é preciso que se diga: era uma moça brasileira. Uma moça de formato brasileiro, com movimentos brasileiríssimos. Dessas que deviam ter, como certos automóveis, uma tabuleta às costas, onde se lesse: “Amaciando”.

18:15Os sindicalistas, a CUT e o debate

Logo mais, no restaurante Dom Antonio, Mirian Gonçalves, vice-prefeita de Curitiba e secretária do Trabalho, reúne 700 sindicalistas do Paraná para um jantar onde a estrela da noite será Vagner Freitas de Moraes, presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores. Todos poderão assistir ali ao debate entre os candidatos ao governo. Foram instalados seis telões para tanto. Gleisi Hoffmann, candidato do PT, vai aparecer lá depois do confronto.

17:09Sobre o metrô e Variant

por Yuri Vasconcelos Silva

Erre de Bastos comprou um carro importado. O arquiteto-estrela da cidade trocou seu velho por um cheio de tecnologia, couro e touch screen. Depois de uma semana rodando, com direito ao trânsito da Visconde às dezenove horas, ficou deprimido. Deu-se conta que não consegue usar todos os luxos do carro. Aliás, mal sabe acioná-los. Banco com massageador, aquecimento no volante para as mãos, dezenas de bips e vozes sexies femininas alertando sobre inúmeras condições do carro. Ele pagou mas não vai usar. Apenas mostrar seu status. Ir e vir poderia ser até mesmo com a Variant azul que sonhava quando moleque.

Curitiba comprou um metrô. Tecnologia subterrânea de transporte em massa. Vagões bonitos fabricados por empresas internacionais. Símbolo de uma cidade moderna. Mesmo que seja num esquema simples, cavar e colocar uma tampa, fazer buraco é sempre muito caro. Como Erre de Bastos, vamos perceber em pouco tempo o desperdício de recursos em uma solução tão vistosa mas limitada quanto este metrô.

Na década de 1970, Curitiba precisava implantar avenidas com 60 metros de largura para vias arteriais que dessem conta do fluxo de veículos na crucial hora de entrada e saída das pessoas em seus trabalhos e escolas. O plano diretor original pretendia rasgar bairros, desapropriando imóveis ao longo do trajeto, apagando parte da história em cada edifício demolido. Como a cidade não tinha dinheiro, engenheiros e arquitetos se debruçaram sobre o problema e, em algum momento perdido na história, talvez em uma noite fria enquanto tomava sopa russa, alguém teve a visão de dividir a largura de 60 metros em três partes separadas por quadras. De um lado, aproveita-se a rua já existente e a transforma em uma avenida que vem. No outro lado, a que volta. No meio, uma canaleta com mão dupla somente para ônibus rápidos e, acompanhando esta canaleta, vias lentas para os carros. Assim surgiram as estruturais, não tão caras mas eficientes, ligando os pontos cardeais de Curitiba, estas vias de escoamento não só permitem o trânsito crítico da cidade, mas também conduzem o crescimento ordenado, já que o zoneamento ao longo das estruturais permitem maior adensamento residencial. Prédios mais altos abrigam mais pessoas, que estão a alguns passos do transporte coletivo expresso e, desta forma, poderiam abrir mão do carro. Nota-se uma visão global neste esquema, onde associam-se o transporte de massa ao adensamento direcionado e à expansão da cidade. Esta era a versão “Variant azul” para a mobilidade na década de 1970. Depois disso, ninguém mais teve uma boa idéia sobre o assunto. Parece que faltou sopa Borsch nos últimos 40 anos. Em 2014, com todas as vias trancadas de carros, com ônibus lentos no lugar de expressos, não nos sobrou outra opção a não ser comprar soluções prontas, caras e incompletas

Metrô precisa ter capilaridade, deve chegar em todas as áreas adensadas, em especial a região metropolitana. Deve ter um alto nível de conectividade, interligando-se à todas as outras necessárias linhas de metrô, aos terminais, aeroporto e rodoviária. O que temos é o projeto de uma solitária linha que muito pouco vai aliviar o sistema. Não é uma linha, é um fiapo.

Entre modernizar nossa “Variant” ou gastar muito mais num importadão, Curitiba escolheu o status.

17:03TC confirma suspensão da licitação do metrô

O Tribunal de Contas do Paraná informa:

TCE confirma suspensão da licitação do metrô em Curitiba

Com valor estimado superior a R$ 18,2 bilhões, o empreendimento havia sido objeto de suspensão cautelar, determinada pela Corte no último dia 22

Reunidos em sessão plenária nesta quinta-feira (28), os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) confirmaram a suspensão da licitação do metrô em Curitiba. Com valor de R$ 18,2 bilhões, o empreendimento havia sido objeto de suspensão cautelar, determinada pela Corte no último dia 22. A abertura das propostas estava programada para a última segunda-feira (25).

O autor da liminar, agora confirmada pelo Pleno do TCE, é o conselheiro Ivan Bonilha. Relator do processo, ele acatou parecer técnico da Diretoria de Fiscalização de Obras Públicas (Difop) do TCE, que apontou irregularidades no edital de licitação, como detalhamento insuficiente do objetivo da Parceria Público Privada (PPP); expedição das diretrizes para o licenciamento ambiental do empreendimento por órgão sem competência legal; e ausência de pesquisa de origem-destino. Continue lendo

17:00Faça a mágica!

História curitibana. Ontem teve encontro pró-Beto no Madalosso. Dez da noite e a bóia não tinha saído. Um mágico apresentava um número. Nas mesas todos torciam pra ele fazer aparecer um frango.