6:43A Petrobras é de quem, mesmo?

O governo de Jair Bolsonaro pretende vender a Petrobras. A turma que acompanha o Messias com uma bandeira brasileira numa mão e a outra fazendo arminha, está perplexa, afinal, como dizem, “o petróleo é nosso”. Se na esteira das privatizações anunciadas ontem a petrolífera for mesmo passada nos cobres, essa moçada vai fazer o quê? Se bobear, engrossam as fileiras dos que querem “Lula Livre”, com o argumento de que é melhor saquear do que vender.

6:14Cem anos de capa e espada

Zorro 2

Zorro, a centenária criação de Johnston McCulley

por Célio Heitor Guimarães 

Diante da boa repercussão do texto da semana retrasada, vou continuar no tema. É também uma maneira de esquecer um pouco das asneiras cotidianas do capitão-presidente. Além do que, há um justiceiro muito mais autêntico e eficiente (da literatura, do cinema, da TV e dos quadrinhos) completando neste mês de agosto do ano da graça de 2019 cem anos de vida.

Refiro-me ao Zorro. Não àquele que cavalga o belo corcel Silver, usa balas de prata e tem um companheiro chamado Tonto. Este foi indevidamente batizado de Zorro no Brasil, pelo editor Adolfo Aizen, da saudosa Ebal, mas chama-se, na verdade, The Lone Ranger ou Cavaleiro Solitário, embora seja igualmente cultuado pelos leitores de gibis.

O Zorro (em espanhol “raposa”) a que me refiro é aquele criado pelo escritor norte-americano Johnston McCulley e que apareceu pela primeira vez no dia 9 de agosto de 1919, na história “The Curse of Capistrano”, publicada em cinco partes na revista “All-Story Weekly”. Defensor dos pobres e oprimidos, enverga traje todo preto, incluindo capa, chapéu tipo sombreiro cordobés de aba larga e um misto e capuz e máscara que lhe cobre a cabeça e a metade superior do rosto. É um acrobata e especialista em armas de fogo, ainda que prefira manejar a espada, com a qual costuma esculpir um “Z” com três golpes rápidos na testa ou no corpo dos inimigos. Seu cavalo chama-se Tornado, um quarto- de-milha de sete anos e sua vítima favorita é o roliço, glutão e atrapalhado Sargento Garcia (originalmente, Sargento Gonzalez), miliciano da colônia californiana da coroa espanhola.

Zorro é a identidade secreta de Don Diego de la Vega, filho único de Don Alejandro de la Veja, rico estancieiro e proprietário de terras da Califórnia.

Um dos primeiros exemplares de vingador mascarado com dupla identidade, o personagem teria sido inspirado em um mexicano a meio caminho de bandoleiro e patriota, que vivia da Califórnia do século XIX, Joaquín Murieta. Outra inspiração teria sido Pimpinela Escarlate, um justiceiro inglês que teria atuado durante a Revolução Francesa, criado pela escritora Emmuska Orczy, uma britânica de origem húngara.

Ainda que tenha nascido na literatura, a popularidade do vingador mascarado de McCulley começou no cinema, em 1920, na adaptação de “A Marca do Zorro”, estrelado por Douglas Fairbanks. Em 1936, A Republic Pictures lançou “The Bold Caballero”, com Robert Livingston; no ano seguinte, saiu “Zorro Rides Again”, com John Carrol a frente do elenco; em 1939, foi a vez de Reed Hadley; e em 1940, a 20th Century Fox apresentou um remake de “The Mark of Zorro”, protagonizado por Tyrone Power. Mas o herói deslanchou de verdade quando foi assumido pelos estúdios de Walt Disney, a partir de outubro de 1957, com o ator Guy Williams no papel principal. Aí, o herói chegou à TV (foram 78 episódios em preto e branco, sendo colorizado em 1992), aos quadrinhos e outras mídias, conquistando a plateia internacional. Uma curiosidade da época dos estúdios Disney: Guy Williams era obrigado a gravar as cenas de duelos apenas às sextas-feiras, pois, caso o ator se machucasse, teria o final de semana para se recuperar.

Ao longo da carreira do personagem de McCulley, no cinema, usaram a máscara e a espada de Zorro os atores Alain Delon, George Hamilton, Henry Daeeow, Duncan Regehr, Antonio Banderas e Anthony Hopkins, entre outros.

Nos quadrinhos, Zorro foi publicado de forma irregular pela Western Publishing, através do selo Dell Comics de 1949 a 61. Quando passou para os estúdios Disney, as histórias passaram a ser desenhadas por Alex Toth e Warren Tufts, algumas hoje clássicas.

No Brasil, Zorro foi primeiro publicado pela Ebal na revista Edição Maravilhosa, numa adaptação da Dell. Depois, nos idos de 1979, a editora de Adolfo Aizen ofereceu a série Zorro, Capa & Espada, produzida por Franco de Rosa, Arthur Garcia e Sebastião Seabra.

Na Editora Abril, então detentora dos direitos sobre a produção Disney, quando o material original americano escasseou, as histórias de Zorro foram desenhadas por Rodolfo Zalla e Walmir Amaral. Os roteiros eram de Primaggio Mantovi e Ivan Saidenberg.

O personagem ficou sem ser publicado nos Estados Unidos por décadas, até que em 1990, a Marvel Comics lançou uma série de 12 edições, baseada na série de TV, estrelada por Duncan Regehr.

Mais recentemente, a editora americana Dynamite Entertainment voltou a publicar histórias do herói.

21:37Comissão de Ética aceita denuncia contra Boca Aberta por quebra de decoro

Do blog de José Pedriali

A Comissão de Ética da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade relatório a abertura de processo disciplinar contra Emerson Petriv, o Boca Aberta (PROS), por quebra de decoro.

O relatório de Alexandre Leite (DEM) foi contundente, acusando-o de agredir com palavrões e expor o constrangimento nas redes sociais o médico abordado durante a madrugada num hospital da região de Londrina. O médico dormia durante o plantão – o que é permitido – e não havia nenhum paciente à sua espera.

O fato aconteceu em março. A denúncia ao Conselho de Ética foi feita pelo PP. Continue lendo

17:00Ele quis comer cru

De Rogério Distéfano, no blog O Insulto Diário

O INTERCEPT BRASIL aos poucos transforma – se já não chegou lá – o procurador Deltan Dallagnol na besta negra da Lava Jato. Toda semana tem uma nova conversa do procurador com colegas ou com o então juiz Sergio Moro a sugerir excesso nas atribuições funcionais. Bate-se na medusa Dallagnol, esquecidas as serpentes da cabeleira.

HOJE SABEMOS de sua proposta de fazer o monumento à Lava Jato, qualquer coisa como o Arco de Trajano, erigido em Roma para exaltar as vitórias de um dos Césares. Dallagnol arvorou-se em imperador romando e delineou forma e simbologia do monumento: três colunas jônicas, duas no chão, uma ereta.

DELTAN DALLAGNOL tem esse lado messiânico, perigoso, que ele tempera no fundamentalismo evangélico. Mas o lado perigoso até agora não tirou pedaço de ninguém. Perdão, tirou pedaços de corruptos e provocou pequenas lesões na lei. Quem mais o critica são os santarrões da magistratura que fazem o mesmo a todo tempo.

O EPISÓDIO do monumento morreu na casca, abatido pelo juiz Sergio Moro, que o achou apressado e viciado pela soberba – essa gente da Lava Jato tem o toque religioso dos pecados, agora um dos capitais. Sem monumento feito, o Intercept Brasil trabalha na fofoca, a mesma fofoca sobre a firma Dallagnol, Pozzobom e senhoras.

REPROVAR O PROCURADOR? Por dois motivos, nada mais. O primeiro, o mau-gosto de monumento com colunas derrubadas, resgate cafona das invasões bárbaras destruindo a cultura romana (Roma construiu-se com o que saqueou da Grécia). Quer copiar mau-gosto, copiasse os arcos, obeliscos e fontes de Rafael Greca em Curitiba. Piores não há.

O OUTRO MOTIVO para reprovar Dallagnol é a pressa no extravasar a megalomania. A pressa, só a pressa, que a megalomania é doença auto-imune de juízes, procuradores e advogados. Ela é contraída no curso de direito e apostilada ao diploma: a maioria, só os normais, acham-se gênios, vitoriosos, poderosos, a cavaleiro da carne seca.

O MENINO é megalomaníaco – problema grave para quem está na mira do megalomaníaco. O parceiro Sergio Moro não é; podia ser, mas é homem objetivo, mais para a causa que para o efeito. Apressado, Dallagnol quis comer cru. Devia esconder a megalomania até chegar a desembargador ou ministro do STF.

16:15A lista das 17 empresas que serão privatizadas

O Antagonista

O governo vai anunciar hoje a lista de 17 empresas estatais que serão privatizadas, incluindo Correios, Telebras, Empresa Brasil de Comunicação e Eletrobras.

Veja quais são as empresas:

1- Correios

2- Eletrobras

3 – Telebras

4 – Casa da Moeda

5 – Empresa Brasil de Comunicação (EBC)

6- Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex)

7- Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp)

8- Empresa Gestora de Ativos (Emgea)

9- Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF)

10- Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)

11- Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev)

12- Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU)

13- Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb)

14- Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerias de São Paulo (Geagesp)

15- Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasaminas)

16- Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa)

17- Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec)

16:02Dia do Pobre

Em Maringá o vereado Alex Chaves (PHS) apresentou projeto para instituir o “Dia do Pobre”. Ele disse que estão interpretando de uma forma diversa da sua intenção, que é baseada na proposta do Papa Francisco que criou o “Dia Mundial do Pobre”. Pode ser, mas que tem gente dizendo que não precisa ter dia de pobre, ah, isso tem – porque todo dia é dia.

 

15:15São eles!

Jair Bolsonaro disse que Ongs podem ser as responsáveis pelos inúmeros incêndios nas florestas. Alertou que não estava afirmando, mas que a ação dos ongueiros é criminosa e pode estar sendo feita para chamara a atenção contra ele e seu governo. É mais ou menos como um brasileiro mostrar o extrato com a conta no vermelho e dizer que é uma ação do banco que quer demonstrar que o correntista é pobre e está com a corda no pescoço.