10:50Lula pode! Lula não pode!

Da coluna de Mônica Bergamo, na FSP

Ideia de negar liminarmente registro de candidatura de Lula perde força no TSE

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve dar a Lula o prazo regulamentar para que ele defenda a própria candidatura presidencial, depois do pedido de registro, no dia 15 de agosto.

A ideia de negar liminarmente o registro começa a ser descartada mesmo por magistrados que chegaram a defendê-la.

Integrantes da corte ouvidos pela coluna afirmaram que o processo pode durar pelo menos 15 dias —ou até mais. “Podem criar todo tipo de incidente. A criatividade dos advogados é infinita”, diz um dos magistrados.

Ainda que dê alguma instabilidade ao início da campanha, a conclusão a que se está chegando é que o processo garantiria que a decisão final —de impedimento da candidatura, como é mais provável— não seja contestada.

O grande debate será o que Lula poderá fazer no período de discussão do registro. Será a primeira vez na história que se definirá como, e se, um candidato a presidente preso participará de atos de campanha até que seu processo chegue ao fim.

10:33Fogo nas saias

Daniel Ortega, o presidente sandinista da Nicarágua que ordenou as forças militares e paramilitares para acabar a tiros com os opositores (matou 360, por enquanto), disse agora que os bispos da Igreja Católica daquele país fazem parte da ação golpista para tirá-lo do poder. Ortega recebe apoio dos petistas brasileiros, mas estes nunca se atreveram a tentar atear fogo nas batinas daqui. Safos, seguem o conselho irônico, mas real, de quem entende de política: nunca brigar com quem usa saia – é derrota na certa.

9:48Chicote incontrolável

Ao saber que Ciro Gomes vai tentar se controlar na campanha à presidência, um estudioso da vida política do cearense disse que o ex-ministro já perdeu as carnes da bunda na primeira tentativa frustrada de chegar ao Palácio do Planalto – e agora não vai poupar os ossos com o chicote da língua.

9:42Anjos também precisam de banheiro

A praça Brigadeiro Eppinghausm que fica entre o Juvevê, Hugol Lange e Cabral, é grande, arborizada e tem vários brinquedos e espaços para a criançada brincar. E eles se divertem mesmo! Todo dia junta ali uma tropa que faz alegria de quem vê e, claro, a felicidade deles mesmos. Mas só até a hora em que, se necessário, precisam ir ao banheiro. Quede o o funcionário para abrir o equipamento – que existe? Nada! Fica lá trancado, como se fosse uma instalação de arte. Será que o prefeito Rafael Greca e os responsáveis acham que estes anjinhos não precisam se aliviar? A pergunta é de um amigo do blog que mandou o recado. Está dado.

8:14Anti-Fruet

Do Goela de Ouro

Na assessoria politica de Rafael Greca existe uma estratégia para minguar os votos em Gustavo Fruet como candidato a deputado federal. Nomes de vários partidos que disputam a Câmara Federal, e que têm base em Curitiba e região, estão sendo chamados para ter apoio – com a condição de atacar as bases do ex-prefeito.

7:41A difícil escolha do vice

Por Ivan Schmidt 

Os pré-candidatos ao governo estadual, precipuamente os três mais citados pela mídia e identificados pela opinião pública, abstraídas as muitas diferenças existentes entre si e outras questiúnculas, se debatem com um ponto comum: nenhum deles teve condições de revelar o nome de quem estará a seu lado na chapa oficial, disputando a vice-governadoria.

Na verdade, o fato aponta para as dificuldades inerentes aos grupos partidários, até aqui verificadas, na formação das alianças em torno desse ou daquele candidato, tendo em vista que o período que antecede as convenções é dedicado a uma interminável charla entre os que têm – ou pensam ter – algo a oferecer, e a outra parte que anseia receber apoio decisivo na figura política finalmente escolhida para a chapa.

Um pormenor obrigatório nessa discussão é, certamente, a escassez de nomes respeitáveis num cenário cada vez mais desprovido de homens e mulheres que honram a carreira política com uma folha de serviços exemplar.

O xadrez que se joga nessas ocasiões, na maioria das vezes sequer cogita o exame do caráter ou da personalidade – além da vida pregressa – dos virtuais companheiros de chapa do candidato majoritário, que não raro mais do que a frustração na contagem dos votos, passam a representar peso insuportável na campanha eleitoral, e se eleitos, no futuro governo.

Pode-se pensar também, e essa é uma hipótese ponderável, que a opção definitiva pelo nome do vice deva ser deixada para o momento último prescrito pela legislação eleitoral, ou seja, a realização das convenções partidárias até os primeiros dias do próximo mês de agosto, tendo em vista a importância que a figura do vice passou a ter de uns tempos para cá.

A lembrança imediata é a de Itamar Franco, o vice de Fernando Collor, que assumiu o posto e teve tino suficiente para realizar um excelente governo, abrindo o caminho para a correção da economia com o Plano Real e a viabilização da candidatura de Fernando Henrique Cardoso à presidência da República.

O mesmo dificilmente poderia ser dito a respeito de Michel Temer, vice de Dilma Rousseff, que recebeu a presidência de mão beijada com o impeachment da titular, para amargar a experiência de ver alguns ex-ministros de sua inteira confiança na cadeia e outros a caminho.

E pior, descer a humilhantes percentuais na avaliação dos cidadãos brasileiros, como nunca houve na história recente do país.

Para não dizer que não falei de flores, com a célere aproximação do limite imposto pela Justiça Eleitoral e sem maiores feitos de natureza política a demarcar as pré-campanhas a ponto de empolgar os eleitores – nunca se viu um debate tão pobre – os pré-candidatos Ratinho Jr, Osmar Dias e Cida Borghetti vão cozinhando em fogo baixo suas principais propostas e fórmulas para governar.

Como observadores e possíveis beneficiários dessa fase ainda carente de pontos fortes e incisivos, o senador Roberto Requião e o ex-governador Beto Richa, que pretendem confirmar e/ou conquistar uma cadeira no Senado, assim como o senador Álvaro Dias, cuja meta sonhada desde os anos 80 é ser presidente da República, buscam abertamente uma colocação equidistante das pré-campanhas para o governo, ao passo que beliscam aqui e ali os votos de um eleitorado ainda em fase de indefinição. Álvaro, inclusive já deixou claro que não dará apoio exclusivo a nenhum dos postulantes ao governo do Estado, apesar do irmão Osmar disputar pelo PDT.

Requião, ao que parece o mais preocupado com o futuro imediato, quer em troca de apoio a quaisquer dos três pré-candidatos que lideram a corrida, a vaga de vice-governador para o irmão Maurício, a quem não conseguiu emplacar no Tribunal de Contas.

O ex-governador Beto Richa, por sua vez, não titubeia em rodear o alambrado, na feliz definição de Leonel Brizola, mesmo porque os votos necessários para chegar à Câmara Alta são os mesmos que, afinal, serão dados a Ratinho, Osmar ou Cida.

No cenário de uma eleição diferente de todas as anteriores no Paraná, uma figura relevante é a do deputado Ricardo Barros, que a cada passo tira um coelho da cartola operando bem mais como um criador de factótuns.

19:52João Antonio, Cartola e Nelson Cavaquinho

…Vocês peguem, por exemplo, Cartola, é absolutamente inexplicável. Não se explica que um crioulo, lavador de carro, ajudante de pedreiro, semi-analfabeto, como Cartola, tenha tal elegância, tal economia e principalmente sabedoria de vida, é impressionante.

Somente um sofrimento muito forte e ao mesmo tempo uma capacidade de resistência pra não morrer, é que pode produzir uma força dessas. Cartola até bem pouco tempo, era um marginal. Nelson Cavaquinho, um marginal a vida inteira, a vida toda; essa gente nunca teve emprego e nem queria…

Uma vez, o Nelson Cavaquinho, arrumou um emprego num jornal de contínuo, ele foi um dia, depois não foi mais. Aí foram procurar o Nelson, “mas Nelson, você não quer o emprego? Você não vai voltar?” Ele disse: “Olha, é tudo muito bom, doutor, vocês me tratam muito bem, mas tem que ir todo dia lá”.

*Trecho de uma conferência dada pelo escritor João Antonio em julho de 1994 na Unesp (Universidade Estadual Paulista), dois danos antes de morrer.

A transcrição, na íntegra: Continue lendo

18:47A longa jornada ao Leste Europeu

Do jeito que veio

Ike Weber lança quarta expedição de longo prazo

A novidade desta edição é o monitoramento, em tempo real, de todo o percurso 

O jornalista, fotógrafo e viajante, Ike Weber, parte nesta sexta-feira (20/07) para a sua quarta expedição de longo prazo, desta vez para o Leste Europeu. Weber irá percorrer as nações menos turísticas da região, como a Bielorrússia e a Ucrânia, entre outras. Vai seguir trilhas históricas, de períodos marcantes da humanidade, como os do Nazismo e da extinta União Soviética.

As jornadas jornalísticas, culturais e de aventura de Ike Weber são geralmente solitárias, de mochila. Mas, desta vez, a novidade será o acompanhamento, em tempo real, de toda a rota, por meio de um rastreador oferecido por uma empresa curitibana, a Link Monitoramento. Todo o trajeto, velocidade de percurso, itinerário e distância percorrida serão registrados com um chip e poderão ser compartilhados, como mapas, nas mídias sociais.

A Expedição Leste Europeu está prevista para ter três meses de duração e ser um mergulho de profundidade nas tradições, história, arte, peculiaridades, forma de vida, arquitetura, gastronomia e entretenimento de sete países.

De executivo à viajante

Há sete meses, Ike Weber retornou de uma viagem pelo Extremo Oriente, onde visitou inclusive a Coreia do Norte, o país mais fechado do mundo. Ike Weber é jornalista, consultor de comunicação, palestrante, fotógrafo e viajante. Atuou no mercado de trabalho do Paraná, Santa Catarina e de Minas Gerais como repórter editor e executivo, por 30 anos. Entre as diversas funções, foi editor-chefe da TV Globo Minas e diretor de Comunicação da Federação das Indústrias do Paraná, onde liderou equipe de 70 profissionais.

Em 2012, deixou espontaneamente a organização para empreender o seu primeiro projeto de viagens: circular, por um ano, em sistema multimodal de transporte (ônibus, ferry boat, trem, canoa, bicicleta, cavalo, de carona e a pé) do Sul do Peru ao Centro-Norte do Alaska.

A aventura está documentada no livro “De Mochila pelas Américas – Histórias, Reflexões e Experiências”, à venda nas Livrarias Curitiba e Da Vila. Depois disso, passou a empreender com projetos de Comunicação e a atuar com produtos e serviços relacionados às expedições – palestras, exposições fotográficas e livro.