12:13Casa cheia

Um torcedor do Paraná, amigo do blog, disse que o seu time deveria entrar em campo hoje para fazer um jogo diante dos professores em greve. “Assim eles sentiriam o gostinho da casa cheia”.

12:11V.D.M

O lado escuro da lua do governo do Estado captou a mensagem e distribuiu o parecer, com foto e tudo mais, numa prova de que a radicalização dos protagonistas dos dois lados da greve dos professores pode acabar numa caca sem tamanho. Confiram:

Faltava só mostrar a cara. Não falta mais. Todo mundo sabia que vários atores estão atuando nos bastidores da greve dos professores. Um deles é Roberto Baggio, conhecido líder do MST e um dos generais do “exército do Stédile”, como o ex-presidente Lula da Silva chama a tropa dos sem terra. Baggio saiu das sombras nesta quarta-feira, 4, para acompanhar a assembleia dos professores que decidiu sobre a manutenção da greve nas escolas estaduais. Portanto, o oficialato já está na rua. Resta saber quando a soldadesca vai atender diretamente as ordens do líder maior.

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11:42JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

Se a greve dos professores continuar por muito tempo, a diretoria do Paraná Clube coloca os salários dos jogadores em dia só com o aluguel do estádio da Vila Capanema para a realização da assembleias da categoria.

11:16A greve continua!

Da Gazeta do Povo

Assembleia de professores decide pela manutenção da greve da categoria

Docentes lotaram o estádio da Vila Capanema, em Curitiba, para analisar as propostas feitas pelo governo estadual. Agora, eles devem fazer uma passeata até o Centro Cívico

Professores de todo o Paraná se reuniram em assembleia nesta quarta-feira (4) e decidiram rejeitar as propostas do governo estadual e manter a greve da categoria, iniciada em 9 de fevereiro. O encontro aconteceu no estádio da Vila Capanema, no bairro Rebouças, que ficou lotado de docentes.

Após o término da assembleia, os grevistas sairão do estádio em passeata até o Centro Cívico. A intenção é acompanhar a votação, na Assembleia Legislativa, do projeto de lei que extingue a Comissão Geral. Apelidada de “tratoraço”, esta medida permite que projetos sejam aprovados .

9:00Projeto libera venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios

Começou a tramitar ontem na Câmara dos Vereadores de Curitiba um projeto de lei para permitir a venda de bebidas alcoólicas dentro nos estádios de futebol. É assinada por nove parlamentares. Segundo o vereador Pier Petruziello (PTB), o Estatuto do Torcedor deixa uma brecha para isso – e ele acha que o poder público tem que diminuir a forma coercitiva e partir para a educativa, de esclarecimento.  “Proibiram a bebida nos estádios e os arruaceiros, que são minoria, ficam bêbados antes das partidas. A maioria, que toma copo de cerveja, paga por isso”, justifica. Os vereadores informam que o projeto é amparado no artigo 30 da Constituição Federal que informa: compete aos municípios legislar sobre assuntos de interesse local. A conferir.

8:08O laboratório e os estilhaços

A inauguração do Laboratório Municipal continua rendendo. Da Secretaria Estadual da Saúde chega a informação de que dívida quem tem mesmo é o município de Curitiba, pois não pagou até agora os R$ 15 milhões que lhes cabe nas obras do Hospital do Trabalhador. Quanto a história dos convites para a inauguração, assessor do secretário Michele Caputo revela que ele só recebeu o seu às 18h da véspera da festa – e isso porque telefonou para o secretário municipal Adriano Massuda para cobrar. 

7:31Na particular

Ao saber do resultado da pesquisa da Gazetona, onde foi revelado que 90% dos paranaenses aprovam a greve dos professores do ensino público estadual, um venenoso da Boca Maldita arregalou os olhos e mandou: “Quanta gente tem filhos em escolas particulares!”

7:24O Tom

de Tom Jobim

- O Brasil não é para principiantes.

- (Quando lhe perguntaram porque sempre voltava ao Brasil, quando poderia viver sossegado nos Estados Unidos):

Volto para me aporrinhar. Para responder a esse tipo de pergunta. Para ser um dos 5% de brasileiros que pagam imposto de renda. Para perder o apetite ou morrer de indigestão. Volto porque nunca saí daqui

7:08Percepção e realidade

por Helio Schwartsman

Que há uma crise forte pela frente é indiscutível, mas qual sua real gravidade? Dá para avaliar objetivamente o que virá?

A resposta, infelizmente, é negativa. Não temos informação suficiente para proceder a essa análise e, mesmo que tivéssemos, a economia é uma ciência precária demais para possibilitar previsões confiáveis. A psicologia, entretanto, oferece ferramentas, não para medir o tamanho da crise, mas para pelo menos tentar corrigir nossas percepções e expectativas em relação ao futuro.

Desde que os psicólogos Daniel Kahneman e Amos Tversky mostraram nos anos 70 que, na hora de fazer escolhas, o cérebro recorre a truques que nada têm de objetivos, cientistas já identificaram quase 200 vieses cognitivos que afetam significativamente nosso modo de interpretar dados e avaliar situações.

Um dos principais obstáculos ao pensamento claro são nossas preferências políticas. Assim, se você é daqueles que têm restrições ao PT, comece subtraindo alguns pontos da escala de gravidade que atribui à crise. Analogamente, se você é simpático ao governo, pense que as coisas podem estar um pouco piores do que sugerem os comentários de Dilma Rousseff e seus ministros.

Outro ponto a considerar é que lidamos mal com eventos negativos. Nossa tendência natural é supervalorizá-los. Como observou Paul Rozin, basta uma barata para estragar o apelo de uma tigela cheia de deliciosas cerejas. E não há cereja que torne apetitosa uma tigela de baratas.

Acrescente-se a esse viés de negatividade as imperfeições de nossa memória e podemos jurar que a crise presente, pouco importando qual seja a sua gravidade real, é sempre pior do que as passadas.

Não pretendo com essas observações edulcorar as dificuldades econômicas, que são grandes. Meu objetivo aqui é só lembrar que nossa percepção do cenário, seja ela qual for, está muito provavelmente errada.

*Publicado na Folha de S.Paulo

6:51O sinal de alerta e o perigo do incêndio

O resultado da pesquisa publicada hoje no jornal Gazeta do Povo dispara o sinal de alerta para um incêndio que qualquer pessoa de bom senso não quer ver, mesmo porque todos vão se queimar nas labaredas. Também reflete o sentimento que toma conta não só dos paranaenses, mas do país inteiro com a bagunça e o descalabro que se instalaram nesta terra abençoada por Deus e bonita por natureza. Os desmandos, a insensatez e a truculência dos que foram eleitos para trabalhar pelos interesses de quem deu o aval para isso, alimentam não só quem está de saco cheio com tudo isso, mas também os eternos aproveitadores da situação do quanto pior, melhor, sejam eles de que lado for. Aprovar atos de violência como o da invasão da Assembleia Legislativa, mesmo que isso tenha resultado no recuo do governo com a retirada do pacotaço, é jogar gasolina na fogueira. Alguns vão defender o ato, onde a maioria dos protagonistas era composta pelos aloprados de sempre, a serviço de uma “causa” que todos conhecem e é bandeira de sindicalistas alinhados a um lado da moeda. Sim, o resultado foi que o governo ficou nu e marcado, não pela insensatez da maneira como encaminhou as medidas, como fez com o primeiro pacote, o de dezembro, aprovado com o aval da maioria dos deputados, aqueles que sempre ajoelham e rezam a missa encomendada,  mas pela revelação da verdadeira situação econômica do Estado, maquiada com clara intenção de se conquistar a reeleição, como aconteceu. Mas, pergunta-se: não bastaria uma manifestação como a da semana passada, com milhares de insatisfeitos nas ruas da cidade, cercando os palácios, para que os excelentíssimos não começassem a pensar além dos seus umbigos e interesses e sentissem que o buraco era mais embaixo? Se hoje a greve for declarada ilegal pela Justiça, é sensato invadir o prédio do Tribunal de Justiça? Se o governo descontar os dias em que os professores cruzaram os braços, a saída é invadir o Palácio Iguaçu e quebrar tudo? Desde o fim da ditadura militar o Brasil engatinha na democracia e o aprendizado lento é sofrido. Limpar a corja que se aboleta no poder com o espírito de Justo Veríssimo, aquele personagem de Chico Anísio que se elegeu para arrumar, andando para que o povo se explodisse, vai demorar. É preciso ter paciência, cobrar e pressionar. As eleições estão aí para isso, apesar de haver uma política clara de se manter a ninguenzada na ignorância para a manipulação de sempre (olhaí um dos papéis fundamentais dos professores – o da educação pelo conhecimento, para se fortalecer o espírito crítico e do discernimento, não pela babaquice do viés ideológico partidário, aquele da viseira que só enxerga de uma maneira, a da minha turma, mesmo que este faça as mesmas barbaridades, como acontece).

5:59Na pesquisa, a maioria é a favor da greve dos professores

Pesquisa publicada hoje no jornal Gazeta do Povo informa que a greve dos professores tem apoio de 90% dos paranaenses e que a invasão da Assembleia Legislativa é aprovada por 80%. Nesta quarta-feira uma assembleia geral convocada pelo sindicato da categoria vai decidir se encerra ou não a paralisação e aceita as propostas do governo apresentadas na semana passada. Ao mesmo tempo, a Justiça decide se a greve é ou não ilegal. A conferir: Continue lendo