13:04Bolsonaro é líder sem Lula, mas Barbosa vence no 2º turno, diz DataPoder360

por Fernando Rodrigues no site Poder360

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, tem de 20% a 22% e lidera de maneira isolada a pesquisa DataPoder360 de intenção de votos para presidente da República. Em 2º lugar vem Joaquim Barbosa (PSB), que também tem 63 anos, com 13% a 16%.

Nos cenários que testam confrontos de 2º turno, Bolsonaro ganha com folga do pré-candidato do PSDB a presidente, Geraldo Alckmin, 65 anos. O deputado tem 41% contra apenas 18% do tucano.

Já contra Joaquim Barbosa a situação de Bolsonaro piora. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal registra 37% num eventual 2º turno contra 32% do capitão do Exército na reserva.

A pesquisa DataPoder360 foi realizada nos dias 16 a 19 de abril, por meio de ligações telefônicas (para aparelhos celulares e fixos), e teve 2.000 entrevistas em 278 cidades brasileiras. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais. O estudo está registrado no TSE sob o número BR-06596/2018.

DataPoder360 testou 2 cenários para presidente da República. Como os candidatos ainda não estão definidos –o prazo legal vai até 15 de agosto– a Lei Eleitoral permite que se faça qualquer combinação de nomes.

No caso do levantamento que está sendo divulgado neste sábado (21.abr.2018), a opção foi por fazer 1 cenário no qual fossem testados apenas os políticos cuja exposição indicasse taxas acima de 5% e também 1 nome do PT –considerando-se que a tendência é que o Partido dos Trabalhadores possa ter 1 nome próprio em substituição ao de Luiz Inácio Lula da Silva, no momento preso e cumprindo pena de 12 anos e 1 mês em Curitiba (PR).

Esse cenário 1 ficou com 7 nomes e permite ao eleitor refletir sobre os principais concorrentes ao Planalto até este momento.

Os resultados desse cenário, com uma casa depois da vírgula, foram estes: Jair Bolsonaro (22,4%); Joaquim Barbosa (16,3%); Ciro Gomes (8,4%); Marina Silva (8,2%); Fernando Haddad (7,4%); Alvaro Dias (6,3%); Geraldo Alckmin (5,5%); branco ou nulo (17,3%) e não sabe ou não respondeu (8,2%).

Como se observa, o chamado “não voto” está na casa de 25% dos eleitores nesse cenário. O “não voto” é o grupo dos que dizem que votam em branco, nulo e nenhum e os que não sabem ou não respondem.

O que também chama a atenção nesse cenário é o desempenho modesto do tucano Geraldo Alckmin e o percentual do petista Fernando Haddad, de 55 anos.

Os nomes do PT citados para ocupar o lugar de Lula sempre têm, em geral, perto de 1% ou 2% em pesquisas que incluem mais de 10 políticos na lista de candidatos. Nesta simulação, apenas com os mais competitivos na disputa neste momento, já é possível perceber que dificilmente o PT deixará de ter algum peso na corrida pelo Planalto –apesar de seu maior líder estar preso.

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12:56Frouxos de riso

Ao ler a nota abaixo, um sábio do Centro Cívico teve frouxos de riso, como se dizia antigamente. Explicou: “Deu essa quirela para o pai de um candidato e a chave do cofre do governo para a candidata que o sucedeu no governo”.

12:53Prova de amor

Da coluna Radar, na revista Veja

Beto Richa ainda não declarou apoio a nenhum candidato no Paraná. Mas fez um gesto eloquente na direção de um deles. Ao sair do cargo, autorizou 900.000 reais em publicidade para o apresentador Ratinho, pai de Ratinho Jr.

9:22Entre Rita Pavone e Diana Krall

Rita Pavone vem aí. Canta no dia 12 de maio no Teatro Positivo. Amigo do blog, saudosista como só, viu a foto dela na entrevista que deu para a edição impressa da Gazetona. Ficou triste. Acha que ela está mais plastificada do que carteira de identidade. Lembrou que no tempo de “Datemi un Martello” se apaixonou por aquele “espirro de gente” que usava suspensórios – e por isso queria matar Netinho, baterista dos Incríveis, pois a “Mexericos da Candinha” contava que os dois tiveram um tórrido romance. Ele não vai ao show da italiana. Prefere Diana Krall, a jazzista canadense que estará no mesmo palco no dia 26 de abril. Linda, apaixonada pela Bossa Nova, a moça mereceu meia página na mesma edição do jornal da família curitibana, enquanto Rita Pavone escancarou uma inteirinha. Olhando as duas – e ouvindo, o amigo acha que evoluiu na vida.

9:04No modo porta

De Rogério Distéfano, no blog O Insulto Diário

Recorde para ela, alívio para nossa paciência, bálsamo para nossa inteligência.

Gleisi Hoffmann desligou o modo ‘voz’ e opera no modo ‘porta’. Tem três dias que a presidente do PT não regurgita barbaridades.

Estava se guardando para a data de Tiradentes e da adoração do outro mártir. Nesse dia volta a torturar o bom senso.

8:05A Globo e os escolhidos – para moer e sacramentar

Pode ser tudo, pode ser nada, mas com Lula preso, a Rede Globo apontou as baterias para o tucano Geraldo Alckmin a partir do momento em que ele tirou os pés do governo de São Paulo para iniciar campanha para a presidência. Munição ele mesmo fornece, porque, assim como a maioria dos pré-candidatos a comandar o hospício, tem muito enrosco no currículo paralelo – de caixa 2 em campanha a propina pura e simples que enlameiam os trilhos do metrô paulistano. Juntando lé com cré, o que se vai ver adiante no noticiário da emissora da família Marinho é um limpa área para algum candidato do agrado e que não incomode. Quase todos fazem o beija-mão ali, mas, normalmente, só um é escolhido. Às vezes o trator global falha, como no caso da eleição para governador do Rio de Janeiro, sede do grupo, quando tentaram limar da disputa, de forma abjeta, Leonel Brizola e se atolaram no Caso Proconsult. Recentemente baixaram o fogo, por isso fizeram até aquele patético “mea-culpa” por conta do apoio irrestrito à ditadura militar, mas esqueceram que que boicotaram até onde deu o movimento das “diretas-já” e manipularam o famoso debate entre Lula e Collor, favorecendo o maluco que depois foi impichado pela ganância na roubalheira. Mas… estão aí. Resta saber que é o ungido para azeitar a máquina de moer mentes.

7:27Anistia que se arrasta e custa

Do Goela de Ouro

O ex-governador Roberto Requião (MDB) anistiou durante o seu governo  um bom número funcionários demitidos entre 01/01/1983 até 31/12/1990, em especial um grupo de integrantes do PT. Em um projeto aprovado na época, todos foram recontratados pelo Estado com o enquadramento na carreira e no nível salarial que estavam na época da demissão. Eis que de repente, no apagar das luzes da administração do governo Beto Richa (PSDB), um grupo de parlamentares de sua base, em parceria com deputados do PT e do MDB, aprovou um projeto que determina o reenquadramento dos mesmos no nível salarial de final de carreira. O resultado é que isso pode representar um aumento na folha de pagamento na ordem de R$ 500 mil por mês. Richa deixou o assunto na mesa da atual governadora Cida Borghetti (PP). Um secretário de Estado informou aos defensores da causa que aumento salarial em ano eleitoral, e o fato do governo estar no limite determinado pela lei no que se refere a gastos de pessoal, poderá ser um impeditivo para sancionar o projeto.

6:53As reações à prisão de Lula

por Contardo Caligaris

Houve os que se desesperaram, considerando que Lula é vítima de um complô da classe dominante. Entendo. De qualquer forma, somos sempre todos vítimas de distorções cognitivas induzidas por nossas emoções e crenças. Enxergamos sobretudo o que confirma nossas próprias pré-concessões (é o que os psicólogos chamam de “viés de confirmação”).

Outros se regozijaram como se fosse a melhor terça de Carnaval da vida. Em geral, compensamos nossas frustrações odiando qualquer outro que alcance o que ele queria —é o viés do carniceiro: não somos toureiros e, por isso, assistimos uma corrida de touros na esperança de que o toureiro seja encornado.

Mas, com algumas exceções, pareceu-me que os que festejavam fossem menos numerosos, menos barulhentos e talvez menos felizes do que eles mesmos esperavam ser.

O que me leva ao terceiro grupo. Distantes dos aflitos e dos festeiros, encontrei muitos que (como a maioria) consideraram justificada, se não justa, a prisão, mas não festejaram: ao contrário, eles ficaram profundamente tristes. Eu me sinto próximo desses, porque a notícia da prisão de Lula me deixou triste.

Triste por Lula estar na prisão? Bom, a idade do preso condiz dificilmente com o rigor da prisão; talvez por eu estar envelhecendo, até a prisão de Paulo Maluf, no ano passado, me deu pena.

Mesmo assim, acho que a tristeza não foi por Lula, mas pelo Brasil, que é minha casa. Fiquei triste pelo fracasso que a prisão de Lula representa: fracasso do Brasil, fracasso nosso, de todos e para todos.

Claro, o próprio Lula, nesta altura, diria que o governo dele não foi fracasso algum e que “nunca antes neste país” etc. Tudo bem, talvez nunca antes neste país um presidente tenha sido tão preocupado com a sorte dos mais desfavorecidos. É possível, mas não foi suficiente.

Passei o fim de semana após a prisão revendo os debates e aos jingles de campanha desde 1989: Lula lá, Sem Medo de ser Feliz…

Lembrei-me, detalhadamente, daquele domingo de novembro em que parecia que ele poderia ganhar. Com Marcelo Vinãr, amigo uruguaio que me visitava naqueles dias, percorri Porto Alegre (onde eu morava): as bandeiras, o gesto do polegar e indicador para desenhar um L, as buzinas, os sorrisos nas ruas.

Muito além do entusiasmo partidário dos petistas, havia no ar uma enorme esperança, de um país menos desigual, mais digno, onde todos viveríamos melhor.

É o fim dessa esperança que me entristece com a prisão de Lula —tanto mais por ser um fim envergonhado, de rabo entre as pernas.

A tristeza vem com uma ponta de irritação: o governo que carregava a esperança de tantos, se não de todos, não soube (ou não quis) transformar o molde de nossas eternas repetições –por insuficiência, por incompetência e talvez simplesmente por falta de coragem.

O molde brasileiro é complexo. Uma de suas componentes essenciais é uma “Elite do Atraso” (como lembra Jessé de Souza, Leya), a qual se constituiu numa colonização saqueadora e na invenção de um modo de produção escravocrata.

Como já escrevi anos atrás (“Hello Brasil!”, que atualizei agora, Três Estrelas), essa elite não veio para criar um país e fomentar a existência de seu povo —veio para se enriquecer (e, eventualmente, levar o butim embora).

Outros diriam que o aspecto essencial é a falta de limites entre público e privado. De fato, esse “outro” aspecto é só corolário do anterior: para a elite saqueadora não há bem comum, não há comunidade de destino, não há interesse da nação —não há nação. Para essa elite, o Estado é um dispositivo que ela compra e vende para estender seu poder sobre o povo e as coisas.

Exemplo. Nos anos 1980, conheci um empresário brasileiro preocupado com a importação (do Oriente) de produtos análogos mas muito superiores aos dele. Perguntei se não poderia modernizar, formar melhor sua mão de obra e competir. Ele me disse que seria bem mais em conta distribuir dinheiro a políticos que instaurassem impostos de importação sobre os produtos concorrentes.

Os governos do PT tentaram corrigir a miséria produzida pelas elites saqueadoras; infelizmente, talvez para se manter no poder, eles continuaram usando o Estado como um mercado de interesses privados ou partidários.

E a esperança de um novo Brasil foi para o brejo.

*Publicado na Folha de S.Paulo

19:07Amanhecer em Copacabana

por Antonio Maria

Amanhece, em Copacabana, e estamos todos cansados. Todos, no mesmo banco de praia. Todos , que somos eu, meus olhos, meus braços e minhas pernas, meu pensamento e minha vontade. O coração, se não está vazio, sobra lugar que não acaba mais. Ah, que coisa insuportável, a lucidez das pessoas fatigadas! Mil vezes a obscuridade dos que amam, dos que cegam de ciúmes, dos que sentem falta e saudade. Nós somos um imenso vácuo, que o pensamento ocupa friamente. E, isso, no amanhecer de Copacabana.

As pessoas e as coisas começaram a movimentar-se. A moça feia, com o seu caniche de olhos ternos. O homem de roupão, que desce à praia e faz ginástica sueca. O bêbado, que vem caminhando com um esparadrapo na boca e a lapela suja de sangue. Automóveis, com oficiais do Exército Nacional, a caminho da batalha. Ônibus colegiais e, lá dentro, os nossos filhos, com cara de sono. O banhista gordo, de pernas brancas, vai ao mar cedinho, porque as pessoas da manhã são poucas e enfrentam, sem receios, o seu aspecto. Um automóvel deixou uma mulher à porta do prédio de apartamentos — pelo estado em que se encontra a maquillage, andou fazendo o que não devia. Os ruídos crescem e se misturam. Bondes, lotações, lambretas e, do mar, que se vinha escutando algum rumor, não se tem o que ouvir.

Enerva-me o tom de ironia que não consigo evitar nestas anotações. Em vezes outras, quando aqui estive, no lugar destas censuras, achei sempre que tudo estava lindo e não descobri os receios do homem gordo, que vem à praia de manhã cedinho. E Copacabana é a mesma. Nós é que estamos burríssimos aqui, neste banco de praia. Nós é que estamos velhíssimos, à beira-mar. Nós é que estamos sem ressonância para a beleza e perdemos o poder de descobrir o lado interessante de cada banalidade. Um homem assim não tem direito ao amanhecer de sua cidade. Deve levantar-se do banco de praia e ir-se embora, para não entediar os outros, com a descabida má-vontade dos seus ares.

Rio, 12/09/59

18:20Paga e confere

Como? A governadora Cida Borghetti prometeu fazer todo o esforço possível para conseguir reajustar o salário dos servidores públicos estaduais? Muito bem! Então pode contar que alguma coisa sai da cartola. Depois ela vai conferir o pagamento nas urnas em outubro. É ou não é?

17:25De passeio

O Tribunal de Justiça de Pernambuco comprou 50 veículos esportivos de passeio (SUV) marca Honda HR – VLXMT. Gastou quase R$ 4 milhões para a turma da capa preta de lá. Deve ser para agilizar o andamento dos processos.