10:37Imposto quintuplicado

O imposto sobre herança e doações vai quintuplicar de valor. A decisão foi tomada no dia 20 de agosto pelo CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária, que reúne os secretários estaduais de Fazenda). A proposta, que chega ao Senado nesta semana, é a de elevar a alíquota do ITCMD para até 20%. Se for aprovada, o novo percentual entrará em vigor em 2016. As informações são do Jornal do Comércio do Rio Grande do Sul. 

10:25O Haiti faz mal à saúde

Do analista dos Planaltos

Dois generais brasileiros comandantes da missão de paz no Haiti morreram no cargo. Urano Teixeira da Matta Bacellar se matou em 2006 ; agora foi a vez do general José Luiz Jaborandy Júnior, que morreu de enfarte fulminante quando voava de Porto Príncipe para Manaus.

 

10:21JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

A Universidade Federal do Paraná deveria convocar os pais dos aloprados que invadiram a reitoria fantasiados de rebelados de penitenciária para levá-los para casa. Lá, poderiam aplicar o método da palmada ou cintada na bunda. Depois, banho frio – para baixar o fogo idiotizante.

9:54A rede do padre

Às 10h de hoje o padre Reginaldo Manzotti anuncia em seu programa de rádio, transmitido para 900 emissoras, que entrou oficialmente no ar a “Rede Católica da Igreja”  de televisão. O conteúdo é da “Rede Evangelizar É Preciso”, daqui de Curitiba, e vai entrar telas de tv de 27 cidades do país em canal aberto – sendo 17 delas capitais. A parceria é com a TVCI.

9:05Pés no ar, olhos na terra

por Janio de Freitas

Lula vai voar. De maneira mais terráquea e menos poética, há meses comunica essa decisão de percorrer o país. Mas não decola. Se afinal o fizer, não terá dificuldade em reavivar o entusiasmo de velhos lulistas e de agraciados por melhorias de vida que seu governo proporcionou. Não é imaginável, porém, que obtenha o mesmo resultado na defesa de Dilma e, muito menos, do governo.

A admitir-se que Lula fala com seriedade ao se dizer disposto a “ir para a disputa em 2018, enfrentar a oposição”, como fez na conversa com o uruguaio José Mujica (acentua-se o “u”, não o “i”), o seu propósito bifurca-se. Reativar os ânimos por sua volta não é o mesmo, e em grande medida é até o contrário, que defender o governo Dilma.

O desemprego já ceifa na ordem dos milhões, a remuneração do trabalho diminui, “o consumo das famílias é o pior desde 2001″, as manchetes proclamam a recessão, as greves retornam multiplicadas, o arrocho atinge saúde e educação –é o público de Lula pagando o desajuste neoliberal do governo Dilma. É o público que depositaria em Lula a esperança de reverter a obra do governo Dilma.

Ou uma ou outra: fazer o trabalho preliminar para eventual candidatura ou pregar uma inútil tolerância com o governo. O desastre do governo é desastre do PT, e deste duplo desastre Lula não sai incólume. Criou Dilma, acobertou-a e ao governo, e aceitou, ao menos para todos os efeitos públicos, tanto o que houve no mandato anterior como no atual.

Mas existe uma alternativa para Lula, e não só para ele. Está em uma forte mudança na Fazenda. Não da concepção neoliberal de política, que isso não ocorreria. Mas de atitude. Joaquim Levy não é de fazer as poses de suficiência de Pedro Malan, nem tem a conversa de vendedor de calçada de Antonio Palocci. É tímido, sereno, educado. Fala pouco e baixo: seja lá o que diga, não tem ênfase, nunca. Não demonstra convicção e não convence. Continue lendo

8:58Franklin Martins e a história política do país através da música

Do jeito que veio:

O Auditório França da Rocha promoveu ontem, em Curitiba, uma palestra com o jornalista Franklin Martins. Autor do livro “Quem foi que inventou o Brasil?”, o escritor relata, em três volumes, a história política do país. Franklin aborda o período de 1902 a 2002 e que reúne mais de mil canções contextualizando fatos e personagens, tanto políticos quanto artísticos, numa cronologia histórica.

A obra reconta por meio de músicas dos mais variados estilos, transformações significativas, ao longo dos anos, nos gêneros musicais que falam de política no Brasil. Do rock ao Rap, do funk ao samba e ao reggae, o jornalista revela como alguns gêneros musicais passam a fazer parte da expressão cotidiana política no Brasil. O título do livro, Quem foi que inventou o Brasil?, faz referência a uma marchinha de Lamartine Babo. “A música brasileira faz a crônica da vida política nacional. Não há fato relevante que não tenha sido objeto de uma ou mais músicas compostas no calor dos acontecimentos”, disse Franklin durante o programa Espaço Público, da TV Brasil, no início do mês de julho. “Eu não tinha ideia da intensidade do preconceito, da bronca social existente na sociedade contra a injustiça, a opressão, a falta de oportunidade, o racismo, a opressão policial dirigida contra o preto, o pobre e a prostituta”, afirmou. Continue lendo

8:24FHC aprimora

Fernando Henrique Cardoso, o líder máximo dos tucanos, disse ontem que o que escreveu há duas semanas, quando a afirmou que a renúncia de Dilma Rousseff seria um gesto de grandeza, foi mal interpretado. Hummmmmmmmmmm. A frase deveria ser lida assim: “Ou renuncia ou governa”. Hummmmmmmmmmm. Aos 84 anos, o ex-presidente aprimorou o “esqueçam o que escrevi”.

8:15Coritiba tenta desativar bombas

O relatório da comissão do Coritiba que investiga o suposto pagamento de R$ 100 mil ao Maringá para que mudasse o voto na eleição para a presidência da Federação Paranaense de Futebol será entregue da quinta-feira (03) ao presidente do Conselho Deliberativo. A direção do Coxa sabe houve vazamento de informações de dentro do clube. Talvez haja como no caso do escândalo do WatsApp, quando costurou o pedido de afastamento dos dois vices-presidentes envolvidos antes da reunião de ontem à noite, o que tirou o potencial da bomba a explodir. Os dois provavelmente perderão os cargos, mas isso vai demorar um tempo até que tudo seja investigado. Isso também é política!

7:54Quantos?

História curitibana. No final do almoço de confraternização da turma de Comunicação que se formou há décadas na universidade, alguém olha o punhado de gente e pergunta quantas pessoas havia ali. Um diz que o Datafolha cravaria em dois; ao lado, outro emenda de primeira afirmando que a Polícia Militar divulgaria como sendo cinco os participantes; para arrematar o dono da casa informa que os organizadores cravariam em 300 pessoas.

7:26JORNAL DO CÍNICO

Do Filósofo do Centro Cínico

Estão reclamando do que, cambada? Temos que ajudar o governo da dona Dilma a tirar o Brasil do atoleiro. Precisamos apoiar o PMDB, o maior partido do país, a aprovar no Congresso mais impostos para fechar o rombo nas contas e o país se tornar definitivamente o líder inconteste em carga tributária neste mundão. Portanto, parem de ler e remem, reme e, remem – e não chiem, pois o que está em jogo é o sistema democrático.

7:17Irregularidade eleitoral? Faz parte do circo

O TSE informou que o senador Aécio Neves teve um balaio de irregularidades em sua campanha à presidência. Que beleza! Mas ele ganhasse a disputa para a presidência ia para o trono, pois não? No Bananão funciona mais ou menos assim, ou seja, não funciona. O candidato pinta e borda, mente, se abastece de dinheiro de origem não esclarecida, presta contas, recebe o carimbo da legalidade eleitoral, assume o governo ou cargo do Legislativo e, lá na frente, quase no fim do mandato, vem à tona o cheiro do coisa. Não se duvida que a maioria ri da pantomina. No Paraná um dos casos mais escabrosos foi o do Ferreirinha, o matador de aluguel que trabalhava para a família de um dos postulantes ao governo do Estado, lembram-se? O candidato foi eleito vencendo o segundo turno na eleição em 1990. Um dos criadores da farsa eleitoral confessou que, de fato, aquilo foi um crime, depois o eleito voltou ao poder para exercer o terceiro mandato – e, o mais incrível, continua a bater no peito como o maior arauto da moralidade da província, com aplausos dos abduzidos. Agora é senador e tudo ficou por isso mesmo. Precisa dizer o nome dele? Ok, só as iniciais: Roberto Requião.