16:22Assembleia aprova título para Damares

Querem mais? A Assembleia Legislativa aprovou a proposição do deputado Fernando Francischini para conceder o título de Cidadã Benemérita do Paraná à ministra Damares Alves, aquela que viu Jesus na goiabeira. Só seis deputados votaram contra: Arilson, Goura, Luciana, Requião Filho, Professor Lemos e Tadeu Veneri.

16:03É o bicho!

Ao saber que o Ministério Público do Mato Grosso denunciou os chefes do jogo do bicho naquele estado, um venenoso do Centro Cívico suspirou: “Ainda bem que no Paraná não há esse tipo de contravenção”.

15:59Dois jogos

No passado distante, em dia de jogos oficiais da seleção, o Brasil parava. Hoje tem dois: um da feminina, pela Copa do Mundo, e outro da masculina, pela Copa América. E o que acontece? O Brasil boceja.

14:03Na Garibaldi

A ex-governadora Cida Borghetti foi eleita ontem presidente da Sociedade Giuseppe Garibaldi, que reúne italianos e descendentes em Curitiba. É a primeira mulher a ocupar o cargo em 136 anos de história da entidade

13:56Excluído da mesa

Do Facebook do deputado estadual Soldado Fruet

Apenas quatro do grupo de 13 deputados estaduais que reivindicam o reajuste salarial do funcionalismo público paranaense foram chamados pelo governador Ratinho Junior para tratar da questão em uma reunião no Palácio Iguaçu, na manhã desta terça-feira (18). Causou estranheza a ausência do Soldado Fruet (PROS) entre os convidados, já que ele foi o primeiro parlamentar a pedir o descongelamento da data-base e é oriundo das fileiras da Polícia Militar, uma das maiores classes de servidores. Desde 2016, quando o ex-governador Beto Richa suspendeu os reajustes dos funcionários públicos estaduais, a defasagem salarial deles chega a 17%. Várias categorias de servidores já aprovaram greve a partir da próxima terça-feira (25), caso o Governo do Estado não apresente uma proposta concreta. O Soldado Fruet defende que o governador conceda pelo menos a reposição inflacionária dos últimos 12 meses, de 4,94%.

11:57O que importa

O Antagonista

Sergio Moro anuncia sua entrevista no programa do Ratinho.

O que importa, porém, é sua ida ao Senado, nesta quarta-feira, para defender a Lava Jato e o pacote anticrime.

11:55Audiências

No hospício tudo vale. Agora, por exemplo, tem gente se preparando para comparar a audiência da entrevista do ministro Sérgio Moro ao apresentador Ratinho, que vai ao ar hoje à noite no SBT, com o primeiro encontro para interrogatório do então juiz com o ex-presidente Lula da Silva. Isso é política!

11:48Bolsonaro quase maduro

De Rogério Distéfano, no blog O Insulto Diário

DIA 15 PASSADO, no Rio Grande do Sul, Jair Bolsonaro declarou que armaria a população para evitar golpes de Estado. Os ditadores se parecem, tanto na direita quanto na esquerda. Armar a população contra golpes de Estado foi exato o que fizeram Hugo Chávez e Nicolás Maduro, na Venezuela. Quem muito se evita se convive.

Bolsonaro faria como os dois acima: armar só os que o apoiam? E sem qualquer isonomia aos que o rejeitam, armas ainda que de calibre menor. É a guerra civil, o outro lado do golpe. O que o presidente propõe é ilegalidade e loucura suficientes para seu impeachment por sugerir a milícia civil patrocinada pelo Estado.

A medida, irracional, antidemocrática, militarista, repugnante só de pensar, por si só já é golpe de Estado – antecipado e preventivo, patrocinado pelo presidente. Bolsonaro falou na presença de um silente general ministro chefe do GSI, nosso SNI da ditadura. Quem ouve calado e se omite, consente.

 

10:51Moro e Deltan foram além de suas funções

por José Cid Campêlo Filho

O vazamento de conversas via aplicativo entre o ex-juiz e ministro da Segurança Pública Sergio Moro com o Procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, tomou conta do noticiário político. Onde está o erro?

Pois bem, a normalidade é juiz, advogado e promotor falarem somente nos autos. É evidente que às vezes existem casos urgentes que necessitam que o advogado e o promotor/procurador falem diretamente com o juiz, mas somente em casos extremos. Quando o advogado deseja dialogar com o juiz, e assim deve ser também com o promotor/procurador, é marcado dia e hora. Isso é mais do que necessário, visto que se o magistrado atendesse todos os advogados e promotores, não faria outra coisa na vida.

Há juízes que designam um dia de semana somente para atender advogados. Outros, porém, se recusam a ter contato com advogado, ainda que a lei determine o atendimento aos profissionais do Direito. Por tudo isso, se os fatos e conversas noticiadas são mesmo verdadeiras (não houve negativa das partes), tanto o agora ex-juiz quanto o procurador extrapolaram suas funções.

Um Juiz não pode orientar procurador e advogado. Cada um tem seu papel. Ao orientar um deles, estará dando uma enorme vantagem para um dos lados. Por isso, na minha opinião, se vislumbra sim anormalidade. Nos meus 40 anos de profissão nunca mantive diálogo com nenhum magistrado pelo telefone. Somente pelos autos ou pessoalmente quando necessário, acompanhado do requisito da urgência.

As conversas demonstram sim um desequilíbrio na balança da Justiça. De qualquer forma, entendo que o procurador, com base nos diálogos, estava querendo ganhar as causas, o que é normal. Porém, tudo tem de ser feito dentro da ética, que me parece ter sido deixada de lado em alguns momentos. Do mesmo modo entendo que o juiz deve, quando necessário, e ainda porque é da lei, ouvir o profissional do Direito, mas não somente de forma amistosa ou colaborativa.

A conversa entre Moro e Deltan revela um juiz desequilibrando a balança, negligenciado algo muito importante para o exercício da função: acusação e defesa obrigatoriamente têm de estar no mesmo patamar. Acredito, na verdade tenho quase certeza, que o ex-juiz não tenha mantido semelhantes diálogos em aplicativos de conversa com nenhum advogado defensor de acusados nos processos em que atuava. Pois bem, nesse caso, Moro e Deltan foram além de suas funções.

*Publicado no site Plural

9:51Mais uma prova

Do Analista dos Planaltos

A nota emitida pelos procuradores da Lava Jato, em resposta às acusações do advogado Rodrigo Tacla Duran, de que teria sido extorquido em US$ 5 milhões para não ser preso, contém um trecho curioso: “Rodrigo Tacla Duran tenta desesperadamente atacar aqueles que o investigam, processam e julgam…”

Agora a pergunta: desde quando os procuradores têm procuração do ex-juiz Sérgio Moro para emitir nota defendendo os que “julgam”? A abrangência da nota é notável, como diria o Conselheiro Acácio…

9:49O voto

O voto não tem cor, nem cheiro. E é secreto: ninguém conhece o de ninguém. Seu voto vale tanto quanto o meu. E vice-versa. Ah, quando todos souberem disso aqui – vamos acabar caindo numa democracia!  (Carlito Maia)

9:36“Paguei para não ser preso”

Do UOL, em reportagem de Jamil Chade*

Citado por Intercept, Tacla Duran diz ter sido alvo de extorsão de advogado que cobrou US$ 5 mi na Lava Jato

“Não é muito tempo sem operação?”, perguntou o então juiz Sergio Moro ao procurador Deltan Dallagnol em 31 de agosto de 2016, segundo o site The Intercept. “É sim. O problema é que as operações estão com as mesmas pessoas que estão com a denúncia do Lula. Decidimos postergar tudo até sair essa denúncia, menos a op do taccla [Tacla Durán] pelo risco de evasão, mas ela depende de articulação com os americanos (Que está sendo feita)”, responde o procurador da Lava Jato.

No dia seguinte à divulgação do diálogo, o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran recebeu o UOL no lobby de um hotel de Madri, onde vive desde que deixou o Brasil em decorrência da Operação Lava Jato. “Paguei para não ser preso”, diz ele à reportagem, apontando uma suposta extorsão no valor de US$ 5 milhões feita quando seu nome veio à tona na investigação.

Investigado pela Lava Jato, Tacla Duran diz ter pago uma primeira parcela de US$ 612 mil ao advogado Marlus Arns, mas afirma que se recusou a pagar o restante. Ele foi preso em novembro de 2016, ao chegar a Madri, e ficou detido por 70 dias. Consultado pela reportagem, Arns não comentou as acusações.

A força-tarefa da Lava Jato insiste que o brasileiro é um “fugitivo”, mas a Interpol retirou qualquer alerta contra Tacla Duran. Na Espanha, ele vive em liberdade.
As declarações dadas ao UOL também constam de um documento enviado ao Ministério Público da Suíça pelos advogados de Tacla Duran. Na carta, a defesa relata que seu cliente foi vítima de extorsão para que não fosse detido ou envolvido em delações premiadas de outros suspeitos da Operação Lava Jato. No Brasil, os procuradores da força tarefa rejeitam a versão, e apontam que Tacla é acusado de mais de cem delitos. Continue lendo