7:06O ANARQUISTA

dilmanarquista

Querem feijão? Peçam pro Temer 

Canja de porco

O Brasil vira, revira, volta ao de sempre, revira novamente. Acontece de tudo neste paralelo do Equador, de operário presidente a impeachment de presidenta, coisas que nunca se esperava acontecer. Bom nos prepararmos, o inesperado nos espreita, aqui cada dia tem sua sacudida.

Inventada pelos escravos e desde eles inalterada, a centenária feijoada virou canja de porco.  Na falta da matéria prima, passa a ser servida com caldo de feijão, os pedaços do porco lá no fundo, sem a sustança tradicional. Culpa não se sabe de quem, da incompetência de Dilma ou do golpe de Temer.

Se a feijoada muda, agora canja de porco, só nos resta esperar pela – impossível, impensável, até o momento evitada – prisão de santo Lula do ABC. Que pode até resvalar, ensaboado e hipócrita, da Lava Jato, mas há de pagar por Dilma, Temer e o efeito maligno da falta do feijão.

Na mosca

Renan Calheiros, presidente do Senado, visitou Dilma semana passada. Sua impressão, passada à imprensa: “a presidente está triste”. Alguém diria “óbvio”. Errado, Dilma é incapaz de tal sentimento. A menos que a perda seja irreparável. Então Renan acertou na mosca.

Fim da picada

O ministro Marco Aurélio, do STF, autorizou a quebra do sigilo bancário de Waldir Maranhão, presidente da câmara dos deputados. Há indícios de fraude pelo deputado em órgãos públicos. Quebra de sigilo de homem público soa estranho ou mesmo sem utilidade.

Homem público deveria ser o primeiro a divulgar sua movimentação financeira. Além disso, só o político que, além de corrupto, for imbecil, movimenta na própria conta recursos sem comprovação de origem. Agora, quebra de sigilo de chefe de poder determinada pelo Judiciário com o chefe de poder no poder é o fim da picada.

El presidente

Há uma semana a presidência rotativa do Mercosul tem novo titular, Nicolás Maduro, pela Venezuela. Transmissão automática, sem protocolo e pompa. Maduro não fará estragos no Mercosul. Está ocupado fazendo estragos na Venezuela.

(ROGÉRIO DISTÉFANO)

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