6:47Crise ridícula

por Carlos Heitor Cony

Poucas vezes tivemos crise como a que atravessamos. Não é dramática como a de 1954, que provocou o suicídio de um presidente. Nem sanguinária (até agora), como os golpes de 1964 e 1968. A atual é uma crise que seria apenas ridícula se não trouxesse os males que a nação está sofrendo desde que se inaugurou o governo do PT, em especial, o governo de dona Dilma, que ainda obriga seus auxiliares a chamá-la de “presidenta” e, se conseguiu emagrecer fisicamente, está fazendo o país emagrecer.

Tirante alguns petistas alucinados, que teimam em defendê-la e em defender o seu partido, a nação como um todo está perdendo a dignidade que se exige de um país que pretende ter um papel importante no cenário internacional.

Vemos todos os dias, nas mídias, que o Brasil está caindo cada vez mais no saco de gatos onde os países mirins se ferem uns aos outros e só produzem notas ao pé de página nos livros sobre o nosso tempo.

Tenho a impressão de que o povo, em sua maioria, não despertou para a realidade atual e sobretudo dos dias de amanhã, ou seja 2016. A situação de hoje já está há muito tempo trazendo o desespero para todas as classes, inclusive a classe média que foi promovida ficticiamente pelo governo anterior, também do PT.

O desemprego está começando a lembrar os dias de fome da crise de 1929, nos Estados Unidos. As demissões são feitas às toneladas, e diariamente. A violência, apesar de não ser instalada exclusivamente pelo governo do PT, continua alcançando índices alarmantes. E o problema da saúde, com hospitais desaparelhados, chega ao ponto de ameaçar a Olimpíada, forçando a desistência de grupos internacionais que estão cancelando suas reservas.

E o pior: a crise atual não levará o Brasil para cima, pelo contrário, está levando o país para baixo e para o ridículo.

*Publicado na Folha de S.Paulo

7 ideias sobre “Crise ridícula

  1. antonio

    Diz o Sr. Cony, a quem admiro apenas pela forma como escreve, a facilidade de expor as suas idéias, que “o desespero da classe média, que foi ficticiamente promovida pelo PT”. Significa, em outras palavras, que o PT promoveu parte da classe pobre para a classe média. E porquê que existe a classe pobre? Quem criou a classe pobre? Não foi o PT, pois esta sempre existiu, em razão dos “bons” governos anteriores. Mesmo de forma desastrada o PT melhorou a vida dessas pessoas que agora correm o risco de voltar ao status antigo. Não sou petista, mas também não dá para jogar nele todas as mazelas produzidas pelos governos anteriores.

  2. antonio

    Engana-se. Trabalho e muito na iniciativa privada e não devo nada para ninguém. Mas tenho a minha opinião sobre o que acontece no nosso País. Sou do tempo em que o Delfim Neto falava que primeiro tinha que fazer crescer o bolo para depois dividir entre todos. Só que o bolo cresceu e nunca foi dividido entre todos mas apenas para alguns, razão da miséria e falta de educação que temos hoje. Isso é Brasil. Só se lembra do momento atual e se esquece do passado que gerou o momento atual.

  3. Fausto Thomaz

    Por que todo PTelho tem síndrome de anti realidade? O texto eh perfeito e retrata a realidade que o país vive….o PT cagou e sentou em cima , fato.

  4. TOLEDO

    Para termos um comentário completo, com os curitibocas coxinhas, eleitores do Piá de Prédio, só falta o Leandro que deve estar fora do País e vair voltar e reclamar.
    Caro Antonio, logo voce vai poder fazer um consignado na sua empresa. Com a garantia de parte do seu FGTS, o juro vai ficar mais em conta, e voce troca até de dentadura.
    Com o governo do PT é assim. O Fausto tem consignado e carro que ele comprou com o IPI reduzido.

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