16:21Comandante da PM ataca secretário e amplia crise no governo Richa

Da Folha.com, em reportagem de Estelita Hass Carazzai

Passada uma semana após a ação policial que deixou quase 200 feridos durante uma manifestação contra o governo do Paraná, a gestão de Beto Richa (PSDB) enfrenta uma crise aberta no primeiro escalão.

Na manhã desta quarta-feira (6), caiu o secretário da Educação, Fernando Xavier Ferreira, que lidava diretamente com os professores em greve, líderes da manifestação da semana passada.

Horas depois, veio a público uma carta do comandante-geral da PM, coronel Cesar Vinicius Kogut, em que repudia as declarações do secretário de Segurança, Fernando Francischini, a quem é subordinado –e que atribuiu aresponsabilidade pela “terrível” operação à PM. A carta é endossada por outros oficiais da PM do Paraná e foi enviada ao governador na terça-feira (5).

Kogut era dado como nome certo a cair, especialmente após as declarações de Francischini. A cabeça do secretário, no entanto, também é cobrada por manifestantes e parte dos aliados de Richa. O governador ainda não se posicionou a respeito.

“Não se pode admitir que seja atribuída a tão nobre corporação a pecha de irresponsável ou leviana”, escreveu Kogut, na carta, divulgada nesta quarta (6). O coronel disse que Francischini “foi alertado inúmeras vezes” sobre a possibilidade de pessoas se ferirem na ação policial, e atribuiu a ele o comando da operação.

“Todas as ações foram tomadas segundo o plano de operações [...] aprovado pelo escalão superior da Secretaria de Segurança Pública, tendo inclusive o senhor secretário participado de diversas fases do planejamento”, afirmou o coronel.

Até as 15h desta quarta, ainda não havia nenhuma notícia oficial a respeito de trocas no comando da Segurança ou da Polícia Militar. Ainda há especulações sobre a saída de outros membros do secretariado, devido à pressão de aliados e manifestantes, mas o governador ainda não se decidira.

Folha procurou a secretaria de Segurança para que se posicionasse sobre a carta de Kogut, e aguarda resposta.

O coronel está no posto de comandante-geral da PM paranaense há um ano e meio.

HISTÓRICO

A operação policial foi realizada para impedir a invasão da Assembleia Legislativa, onde se votava uma mudança na previdência dos servidores públicos.

Milhares protestavam do lado de fora. Após uma tentativa de furar o bloqueio policial, bombas de gás e balas de borracha foram lançadas contra os manifestantes durante quase duas horas. Cerca de 160 pessoas, a maioria professores, ficaram feridas.

A proposta de mudança na previdência, criticada pelos servidores por diminuir a expectativa de vida do fundo previdenciário, foi aprovada pelos deputados naquela noite, enquanto o confronto acontecia do lado de fora.

Uma ideia sobre “Comandante da PM ataca secretário e amplia crise no governo Richa

  1. toledo

    O Batman tem bem o jeitão de quem corre de medo e caga no dedo. Foi possível comprovar isso , no vídeo do Camburão. Ele estava ao lado da porta do camburão todo formoso e um Professor mais parrudo encarou ele e ele saiu correndo feito uma gazela. Agora ele tira o dele da reta e fica no cargo e a esposa também em cargo comissionado. Me angana que eu gosto Batman, quem não te conhece te compra. Na TV você fala mal da Dilma do Lula. Mas se encarar você pica a mula como fez no dia do camburão. Cagou no dedo depois de correr de medo.

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