15:56Uma prisão, uma tatuagem e uma grande dor de cabeça

Na quinta-feira passada o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, prendeu em Londrina o fotógrafo Marcelo ‘Tchello’  Caramori, que trabalhava como assessor especial do governo do Paraná naquela cidade. Ele é acusado de agenciar menores para programas de prostituição e, segundo informa a Gazeta do Povo, de utilizar o mesmo esquema do auditor da Receita Estadual Luís Antônio de Souza, preso recentemente, para contratar as meninas. Caramori foi exonerado do cargo pelo Governo do Paraná  no mesmo dia da prisão. Ganhava pouco mais de R$ 6 mil. Até agora a única explicação que deram para suas atividades profissionais é a de que registrava as idas de Beto Richa ou secretários a Londrina. Hummmmmm. O fato é que ele arrumou mais uma dor de cabeça para o governador, de quem se diz amigo e tem até uma tatuagem no braço onde informa que é 100% Beto Richa (ler texto abaixo). Richa, segundo a Gazeta, negou a insinuação, mas ela está rendendo muita tititi e fofoca nas redes sociais bocas malditas da vida. A conferir.

Da Gazeta do Povo

Na hora da prisão, Tchello mostrou tatuagem com nome do governador

Logo que chegou à sede do Gaeco na quinta-feira (29), após ser detido sem resistir na rua, Marcelo Caramori “se apresentou como assessor do governador Beto Richa em Londrina e mostrou uma tatuagem no braço”, contou uma das promotoras do caso.

No ano passado, Caramori exibiu nas redes sociais, orgulhoso, a tatuagem de um código de barras, como se fosse um produto, no braço direito. Nela, lê-se “100% Beto Richa”. “Não basta vestir a camisa. Tem que ter na pele”, comentou o fotógrafo na imagem exibida publicamente.

Além da tatuagem em homenagem ao governador, de quem se diz amigo – também aparece com ele em fotos –, Caramori sempre andou muito próximo dos círculos das polícias Civil e Militar em Londrina.

Em uma das dezenas de fotografias na internet, traja, até mesmo, um uniforme e um colete à prova de balas da PM, mesmo sem nunca ter sido agente das forças de segurança pública.

Na mesma quinta-feira em que foi preso pelo Gaeco, o Governo do Paraná anunciou a exoneração dele do cargo comissionado de “assessoria da governadoria”, onde ganhavapouco mais de R$ 6 mil mensais há quatro anos. À RPCTV, a assessoria de imprensa garantiu que Caramori cumpria apenas a função de fotógrafo.

Em 2013, a Polícia Civil também prendeu outro assessor político – desta vez, da ex-chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT) – por estupro de vulnerável e envolvimento em sexo com menores.

André Gaieviski, ex-prefeito de Realeza, já foi condenado a 18 anos de prisão e responde a vários processos que podem estender a pena.

No mesmo ano, em Londrina, também foi preso o ex-assessor da Câmara de Vereadores, advogado Marcos Colli, já condenado a quase 300 anos de prisão por envolvimento em vários casos com menores da periferia em Londrina.

2 ideias sobre “Uma prisão, uma tatuagem e uma grande dor de cabeça

  1. Professor Xavier

    Bem feito, mas como diz a minha mãe, mau exemplo arrasta. Se o piá de prédio tivesse aprendido com a princesinha, “pede antes uma capivara do cara antes de pô-lo na folha de pagamento”, hoje não estaria passando por este constrangimento. Isto se o piá de prédio estiver sabendo do “acontecido”.

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