7:30Um manual de estilo

O talento de Carlos Roberto Maranhão se revelou na redação de O Estado do Paraná. O que aconteceu depois está mais ou menos descrito na nota abaixo. Para quem conviveu um pouco com o compadre do fotógrafo Sergio Sade, outro mestre do ofício da província, algumas das lições aprendidas na redação ficam para sempre. Maranhão além de ter um dos textos mais incensados do jornalismo brasileiro, por ser simples e ao mesmo tempo criativo, além de ser um gentleman no trato com entrevistados, escreveu o Manual de Estilo da Abril, uma pequena obra que indica um pouco do vasto caminho das pedras, escreveu “Maldição e Glória”, biografia do escritor Marcos Rey, outro mestre no trato com as palavras. As reportagens de Maranhão ganhavam o leitor pelo “abre”, que sempre foi o drama de quem não tinha tanto talento e escrevia os perfis da revista Placar, onde ficou grande parte de sua longa carreira na Editora Abril. Um dia um foca, ou seja, o signatário, lhe perguntou de onde vinha tanta ideia. Ele deu aquele sorrisinho revelador do veneno interno dos verdadeiros curitibanos e sapecou: “Leia Frederick Forsyth”. A melhor lição, contudo, veio no dia em que, em meio ao delírio em que eu vivia aqui na sucursal de Curitiba como correspondente da revista por conta do alcoolismo e que não custou a demissão pelo chefe de reportagem Marcelo Duarte (descoberta de Maranhão através das cartas que enviava à revista como leitor) exatamente porque eu era próximo dele e, quem sabe, atleticano como o diretor da revista, Maranhão me disse: “Quando você começou aqui no estágio, era medíocre. Agora você é um bom repórter. Se esforce mais para justificar isso”. Como todo jornalista do andar de cima, tem muita gente que não gosta muito do estilo de ser dele. Faz parte do ambiente onde a vaidade e competição é um dos componentes do ar que se respira. Ao estagiário aqui fica a lembrança de duas imagens onde o repórter me pegou pela mão e conduziu texto afora. Uma, sobre o Santos, onde, cinematograficamente ele começa descrevendo uma pelada de garotos numa em frente aos armazéns antigos do cais do porto; a outra foi um perfil de Zé Maria, lateral do Corinthians, onde o repórter transfere para o papel parte da letra de uma música de Roberto Carlos que tocava nos alto-falantes do Parque São Jorge quando ali ele chegou para a entrevista ao mesmo tempo que o jogador aparecia para o longo bate papo: “… uma força estranha no ar”.

11 ideias sobre “Um manual de estilo

  1. Raul Urban

    Conheci Carlos Maranhão quando também estive na redação do finado e saudoso O Estado do Paraná – lá na Barão do Rio Branco, 556. Era impressionante como jorravam textos inteligentes vindos das heróicas máquinas de escrever Olivetti Lexikon 80. Maranhão foi um mestre de muitos de nós. Claro, ele não há de se lembrar de mim – isso foi lá nos idos de 1968… mas era ele que liderava o que chamávamos de “igrejinha” – um grupo daredação formado por ele, os já falecidos Mussa José Assis e João éder, Milton Ivan Heller, Céio Heitor Guimarães, Gilberto Ricardo dos Santos e João Dedeus Freitas Neto. Eram todos eles nossos mentores, professores de uma escola de Jornalismo inesuecível. Nós, focas – leia-se Manoel Carlos Karam, Jaques Brand, este que vs escreve e tantos outros -, víamos na forma de eles escreverem nosso futuro profissional. Não nos legaram apenas a forma do escrever, do dizer, do revelar. Legaram-nos mais: ideias, princípios, valores – tudo fruto de o que, entre si, nos poucos vagos momentos de uma redação sempre fervilhante, era servido à mesa pela “igrejinha”. Maranhão era então casado com a Malu, também d´O Estadinho, num tempo em que o time feminino era rtestrito ao máximo: Tedrezinha Cardoso, Vânia Maria Welte, Carmen Cattani (foi na redação que conheceu Cícero Cattani).
    Belo dia, Carlos Maranhão foi embora. Em silêncio, sem grande alarde. Decolou para novas plagas, mas sbíamos que ali aflorava o gigantismo já demonstrado na redação do jornal provinciano do Grupo Paulo Pimentel. O que aconteceu depois, ou seja, toda a trajetória brilhante desse colega no seio da Editora Abril, não precisa ser recontado. É de conhecimento de todos.
    Aliás, recordo que anos depois, já na década de 1980, outro colega que também passou pelo Estadinho e que, qual Cometa Halley, passou pela redação do velho Indústria & Comércio (quando a redação era na travessa Itararé) – Laurentino Gomes. Também se tornou um “Abrileiro”, igualmente dotado de etxtos que deixaram as páginas das revistas em que atuou, e inundaram as páginas da trilogia histórica que merece leitura permanente e integral de quem é curioso pelo cenário nacional – “1808″, “1822″ e, mais recentemente, “1889″.
    Ao Maranhão, após 40 anos de uma trajetória brilhante, mando meu abraço e desejo de sucesso pelos novos caminhos do voo livre. Ao Laurentino, mando a expectativa de novas “descobertas” da História do Brasil se tornarem objeto delicioso de leituras futuras.

  2. Raul Urban

    Ooops, faltou dizer: o tal Manual de Redação preparado pelo Carlos Maranhão, da Editora Abril, honrosamente ocupa um espaço próprio em meio aos livros de meu escritório. Mudou a ortografia, mas não mudaram os valores, os conceitos e os princípios do bem-escrever.

  3. Helio Teixeira

    Beto. Você eu fomos alguns dos herdeiros do C. Maranhão na Abril curitibana.
    Do escritório na esquina das Marechais, onde havia apenas um correspondente
    da Placar e Veja, para se transformar posteriormente na sucursal onde batalhamos
    juntos. Me recordo que ao lado de grandes figuras como L.G. Mazza, Carneiro Neto
    e Jota Pedro, eu trabalhava na sucursal da Folha de Londrina, que, às segundas, editava
    a Folha Esportiva. Eu, recém saído do curso de Jornalismo da Federal, era um tremendo
    bagre,quando recebo a visita num sábado pela manhã do Maranhão e do Sergio Sade.
    Me convidaram para assumir a Placar e Veja, na época com um salário quase dez vezes
    maior. Lá fui eu para a Abril onde fiquei quase 15 anos aqui, Sp e Rio e a chance de, como
    repórter, conhecer e escrever sobre o Brasil.
    Maranhão parecia um cara esnobe, sorvendo seus cachimbos com fumo holandês, bons vinhos
    finas ironias e bom humor num andar empertigado. Quase um Lorde inglês o que combinava com
    sua perspicácia e habilidade de repórter e refinamento no texto. Um mestre.
    Aquele raro sábado ensolarado abriu minha trajetória como jornalista e sobretudo na reportagem. Devo isso ao Maranhão/Sade, este último meu companheiro em tantas matérias, tornou-se editor de fotografia da Veja, em São Paulo, e não há adjetivo para qualificar seu talento na fotografia.
    Talvez nas suas memórias Maranhão conte uma célebre matéria em que ele entrevistou Serafim Meneguel,
    o dono do União Bandeirantes, que costumava assistir jogos do seu time com uim “trêisoitão” na cinta desferindo olhares pouco amistosos ao árbitro. A Placar deu o título da matéria: “Na Bala e na Boleta”.
    Serafim, na verdade, encenava um mito, era um sujeito pacífico.
    Maranhão deve ter saudades dessa época.
    Pelo relato do “Portal dos Jornalistas” ele atuou em todas as posições na Abril, mas ainda bem que continua no jogo.
    abraço.
    Helio Teixeira

  4. Célio Heitor Guimarães

    E, além de tudo, Maranhão sempre foi cordial e generoso. Quando publicou “Maldição e Glória”, fiz um comentário no velho O Estado do Paraná. Ele, desde a marginal do rio Pinheiros, em São Paulo, teve a gentileza de agradecer-me, acrescentando ter sido a melhor resenha que lera sobre o livro. Gestos como esse engrandecem o ser humano. Eis o texto, intitulado “Repórter, sobretudo”:

    Carlos Maranhão, que se fez jornalista na redação deste O Estado do Paraná e, depois de passar pelas redações de Veja, Placar e Playboy, dirige a Veja São Paulo, produziu um livrinho (no sentido carinhoso do termo) digno de leitura e aplauso: Maldição e Glória – A Vida e o Mundo do Escritor Marcos Rey (Companhia das Letras). A edição é de 2004, mas somente agora tive o prazer de conhecê-la. E bota prazer nisso!
    Muito mais que traçar a trajetória do escritor, novelista, publicitário, roteirista de pornochanchadas e boêmio paulista Marcos Rey, autor de Memórias de um Gigolô e Enterro da Cafetina, o nosso Maranhão revelou-se um biógrafo de mão-cheia. Em pouco mais de 200 páginas, pôs à mostra, com elegância de estilo e precioso conteúdo, um dos mais enigmáticos nomes da literatura nacional, revelando, inclusive, já no capítulo inicial, o mais bem guardado segredo do escritor – a hanseníase que o atingiu na adolescência e o marcaria por toda a vida.
    Maranhão passeia pelos caminhos de Marcos, sobretudo na noite paulistana de meados do século passado, entre boêmios, intelectuais, prostitutas, gigolôs e viciados. E o resultado foi um livro revelador, capaz de “deixar atordoados os leitores em geral, mas particularmente aqueles que tiveram contato com a obra ou a pessoa de Marcos Rey”, como pontua o também escritor Fernando Moraes no prefácio.
    Contudo, o que mais surpreende e entusiasma no trabalho de Carlos Maranhão é o fato explícito de que ele continua, sobretudo, um repórter. A história de Marcos é servida com uma riqueza impressionante de detalhes, calcada em uma pesquisa minuciosa. Mesmo os personagens secundários são focalizados por inteiro, com informações indispensáveis para a melhor compreensão do protagonista e de uma época que lhe serviu de cenário.
    Nisso, Maranhão foi um mestre. O capítulo final é antológico. Ao narrar a trajetória do helicóptero que conduz as cinzas do escritor, sobrevoando locais e personagens de um mundo que não mais existe, Carlos Maranhão comove, enaltece a profissão de jornalista e enche de orgulho todos nós, os seus colegas.
    De igual modo, merece registro os conselhos de Marcos Rey ao irmão Sylvio, ambos já septuagenários, incentivando-o a escrever, e que servem de lição a todos os que pretendem lidar com as palavras:
    • Releia, linha a linha, o que foi escrito. Se possível, em voz alta.
    • Consulte um dicionário para acertar na grafia das palavras. Há palavras que escrevemos errado a vida inteira.
    • Cuidado com a acentuação. No Brasil já houve diversas reformas. A última tornou acentuar muito fácil. Mas é preciso saber as regras.
    • Um erro de crase pode arruinar uma reputação.
    • Pontuar não é sopa: há bons escritores que erram muito. Saiba, porém, que a vírgula não é enfeite e o ponto facilita muito a construção das frases.
    • Escritor experiente não abusa de sinais.
    • Deixe sempre claro quem está falando. Use aí o travessão. Aspas no geral só confundem e poluem a página.
    • Cada ideia numa linha. Não acumule informações numa única.
    • Corte sem dó todas as palavras desnecessárias. As que não tiverem função na frase, varra. São lixo que enfeia a leitura.
    • Leia muitas vezes algumas páginas, contos e crônicas de grandes autores. É o melhor jeito de aprender.
    • Evite a repetição de palavras e, principalmente, dos que, quais, porque, mas, como, tanto, quanto, de, pois, porém, que revelam dificuldade de redação. Mas não basta cortar. É preciso descobrir outras formas de dizer.
    • Nunca repita ideias. Também não precipite desfechos.
    • Cuidado com a adjetivação.
    Carlos Maranhão cumpriu à risca os ensinamentos do mestre.

  5. Bitte

    Zé: O Urban foi generoso ao lembrar dos “bagres”. Além dele, o Pedro Franco, o Augusto Mafuz, a Sônia Nassar – sob a batuta e o chicote – no sentido figurado, do Amatuzzi, e mais um grupo de fotógrafos de primeira linha. E o Hélio lembrou o “ar britânico” do Maranhão com seu cachimbo. (Naquele tempo, fumar na redação era normal.) Embora muito educado, o Maranhão não dava muita bola para a bagrarada, missão que deixava para o Pietrobelli, que dava uns crencos na gente. Eu era, sem louvor, substrato do pó da m … Mas como sabia fazer títulos, fui encaixado na Nacional, junto com o saudoso Gilbertinho Grassi, e tomava lições homéricas da revisão, principalmente do sr. Lídio – uma figura que faz aumentar a saudade quando se lê os jornais de hoje. Todos!
    Depois que o Maranhão foi embora, só encontrei com ele uma vez, e foi no Rio, num evento, e ele tava dando as cartas na Playboy.
    Foi educado – de novo, como será – com certeza, num futuro encontro. Mas eu tava lá, e faço parte daquele grupo que babava ovo prá turma do degrau de cima.
    Um abraço a todos,
    Bitte

  6. Carlos Maranhão

    Caríssimos e velhos amigos Zé Beto, Raul Urban, Hélio Teixeira, Célio Heitor Guimarães e Bitte,

    Fui avisado pelo meu compadre Sérgio Sade que vocês haviam escrito, no ótimo blog do Zé Beto, alguns comentários que a gente só imagina ler no dia em que estiver em outro mundo (se é que de lá dá para ler). Mas acontece que estou vivo, disposto, com saúde e trabalhando.
    Que bela surpresa! Cada um de vocês, de forma diferente, tocou o meu coração. Não quero ser piegas, mas fiquei sinceramente emocionado com tanto reconhecimento, tanta generosidade, em tão belos textos. Vou mostrar para meus filhos e guardá-los para sempre.
    Em poucas palavras: muito, muito obrigado.

    Um forte e saudoso abraço para todos.

    Maranhão

    Não resisto apenas a fazer um pequeno adendo histórico (foi há tanto tempo…)
    A matéria que o Hélio lembrou, com sua memória de elefante, tinha o título “Na bola ou na
    bala”. Algumas semanas depois, descobriram que alguns jogadores do União Bandeirantes
    se dopavam. Aí fizemos outra reportagem, cujo título – na capa de Placar – saiu assim: “Na bola, na bala ou na bolinha”. Os dois títulos, faça-se justiça, não foram meus, mas do então diretor de redação da revista, o saudoso Jairo Régis, que anos depois seria meu sogro e avô de meus filhos.

  7. Célio Heitor Guimarães

    A melhor notícia do dia! Carlos Maranhão genro de Jairo Regis!!! Que beleza! Não sei por onde anda o velho Jairo, mas tenho saudade dele. Estivemos juntos no falecido “O Dia”, da Praça Carlos Gomes, onde onde eu era menos de um bagrinho e mereci o apoio do Jairo , que nem me conhecia direito, em um entrevero que envolveu até o então governador Moyses Lupion, dono do jornal. Depois fomos companheiros na velha escola da “Última Hora”.

  8. admin Autor do post

    meu caro, o jairo regis partiu para sempre lá de vitória, espírito santo, para onde foi depois de se “aposentar” da abril.

  9. Raul Urban

    Maranhão, meu alô depois dessas décadas de ausência, mas lembrando os tempos daquela redação impagável da Barão! Pois é, o Bitte resolveu “anexar” a turma que batalhava regida pela batuta do saudoso Albenir Amatuzzi – ah, Soninha e outros tantos. Pois é, esqueci o Gilbertinho Grassi – foi ele que lançou a palavra “chuncho” na redação, numa época em que o significado da dita era, digamos “mais amena” que nos dias atuais, quando “mensalão” é quase um palavrão quanto ao próprio significado….
    Pois é, Hélio: vai tempo em que, belo dia, subi pelo elevador do Edifício Banrisul, e ficamos, noite adentro, tu, Pedro Franco e eu, conversando naquela sala que era o Palácio Abril – Sucursal de Curitiba. Ah, pois é, o Bitte sacou também que éramos os “aprendizes” do Antonio Pietrobelli – que, diga-se, na época fazia dobracinha com o já finado Enock Lima Pereira. Este, por sinal, todas as noites, na redação da Tribuna (dignamente instalada na parte dos fundos da Editora da Barão), provocava o também já ido Benedito Branco, então responsável pelas Triboladas – trabalho, aliás, que dividia, vez o outra, com o gênio debochado (quanto ao humor tribunesco) do Manoel Carlos Karam.
    Voltemos ao Maranhão: pois é, quando fumar era norma\l e chiquérrimo nas redaçoes, o Aramis Millarch, naquela saleta onde estava o telex e o teletipo da UPI, em meio à papelada, defronte à Olivetti, enquanto escrevia seu “Tablóide” diário, perguntava: onde será que o Maranhão conseguiu comprar dessa vez esse fumo fantástico?
    Não lembro ter ouvido uma só resposta, sequer do próprio Maranhão, mas quem aspirava aquele aroma, mesmo não fumante, deliciando-se enquanto procurava palavras para fechar a página policial, era o Volpini. Ah, havia mais um dos nossos, que igualmente admirava o perfil de lorde inglês de Carlos Maranhão, mas que teve seu Karmann Ghia estatelado na BR-116, ao voltar do Santa Mônica Clube de Campo, ao mergulhar, à noitinha, debaixo de um caminhão “navegando” às escuras : Gilberto Mezzomo.
    Caro Maranhão: ao nos responder, como foi feito acima, sugiro juntares nossos escritos, quase que depoimentos únicos, lembrando um pouco de o que foi, para ti, o que podemos chamar de (tua) Temporada Pré-Abril. Porque foi essa temorada que, no correr dos 40 anos, que fez do jornalismo brasileiro um momento de esperança, em termos de qualidade de textos e de informação. Obrigado, Professor Carlos Maranhão, por essas aulas que nós, “bagrinhos”, como disse o Bitte acima, sorvemos e absorvemos.

  10. Célio Heitor Guimarães

    Grato pela (má) notícia, mestre Zé. O Jairo partiu, mas a saudade dele ficou e continua presente.

  11. Sergio Sade

    Queridos amigos Betão, Hélio, Urban,Celio e Bitte.. Para enriquecer o “adendo histórico”, como diz meu compadre Carlos Maranhão, gostaria de lembrar que ao voltarmos à Bandeirantes após a matéria “Os Irmãos Coragem: eles são os donos da cidade, do time e andam armados. Ganham na boia ou na bala”, para cobrir o jogo União x Coritiba, tive que entrar em campo para fazer as fotos do jogo e levar algumas bordoadas dos capangas do furioso Serafim Meneghel , enquanto Maranhão fumava britanicamente seu cachimbo ( fumo holandês Troost, tarja vermelha) discretamente abrigado nas cabines de rádio, longe das vistas dos violentos asseclas dos irmãos Meneghel.
    Só conseguimos sair do estádio muitas horas mais tarde, protegidos pela escuridão da noite.
    Semanas depois, Placar publicou a outra matéria, “Na Bola na Bala e na Bolinha”.
    Felizmente nunca mais precisamos colocar os pés em Bandeirantes.

    publicamos a outra matéria

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