7:56Tem novidade nos quadrinhos!

Benício e uma de suas perigosas mulheres

por Célio Heitor Guimarães

A semana traz três ótimas notícias para os fãs de gibis: a editora Opera Graphica, que fora uma das últimas lançadoras de quadrinhos de boa qualidade no mercado brasileiro e que encerrara suas atividades em 2008, está voltando ao trabalho. E o editor Franco de Rosa anuncia para o ano de 2013 o lançamento de cerca de uma dezena de títulos, além de alguns clássicos. Esta é a primeira novidade. A segunda é a reedição – reescrita e ampliada –, já feita pela Opera, de “E Benício Criou a Mulher…” (416 páginas, 80 em cores, R$ 79,90), do jornalista Gonçalo Júnior.

O gaúcho José Luiz Benício da Fonseca foi um dos maiores ilustradores do Brasil, famoso pelos cartazes de cinema, capas de livros e revistas, ilustrações de “pin-ups” e peças publicitárias. Nasceu em Rio Pardo, RS, teve uma infância difícil em Porto Alegre, mas acabou conquistando o Brasil com a sua arte e o seu talento. Com 16 anos já estava no Rio de Janeiro, contratado pela Rio- Grafica e Editora, como auxiliar de desenhista. Depois, ingressou na McCann Erickon Publicidade. Hoje, aos 76 anos, continua firme, mas reduziu muito a sua atividade. Deixou gravada, porém, a sua marca como artista gráfico: poucos foram capazes de retratar com tamanha exatidão a beleza feminina. Em 60 anos de carreira, Benicio criou cerca de 3 mil capas para livros de bolso e ilustrou mais de 300 cartazes para filmes brasileiros.

Gonçalo Júnior, por sua vez, é jornalista, pesquisador e escritor. Baiano de nascimento, vive hoje em São Paulo e já ofereceu aos fãs dos quadrinhos trabalhos de elevado nível, como “A Guerra dos Gibis”, “Biblioteca dos Quadrinhos”, “Tentação à Italiana”, “O Homem-Abril” e “O Mocinho do Brasil”.

Ah, sim, tem ainda a terceira novidade: a coleção “Tex Edição em Cores” – publicação original da italiana Bonelli Editore, que fora suspensa pela nacional Mythos Editora em outubro de 2011, no nº 12, pelo alto custo de produção e pouca resposta do mercado – deverá ser retomada a partir de março próximo. É possível que sofra alguma mudança, especialmente no papel utilizado para a impressão.

Para quem não sabe (duvida-se que haja alguém), Tex Willer é o mais longevo dos mocinhos do velho oeste americano, criado em 1948 por Gianluigi Bonelli (autor) e Aurelio Galleppini (desenhos). No Brasil, foi lançado em janeiro de 1951 e se mantém ativo até hoje como um dos heróis mais queridos do público leitor. Passou por quatro diferentes editoras (RGE, Vecchi, Globo e Mythos), sem que fosse interrompida a numeração das edições. A mensal está no nº

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