18:30Mais Português e Matemática no novo currículo do ensino fundamental

Da assessoria de imprensa da Secretaria da Educação:

Educação define nova matriz curricular de referência para o ensino fundamental

Estado optou por fazer alteração simultânea da matriz curricular. Alunos do 6º ao 9º ano passarão a ter 5 aulas semanais de matemática e 5 aulas de língua portuguesa a partir de 2013 nas escolas da rede pública estadual básica de educação. Mudanças no Ensino Médio serão debatidas ao longo do próximo ano.

A Secretaria de Estado da Educação definiu nesta terça-feira (12) o formato da nova matriz curricular de referência para os anos finais do Ensino Fundamental nas escolas da rede estadual de educação básica.

Em reunião com a participação dos 32 Núcleos Regionais da Educação, ficou definido que a nova matriz manterá 25 aulas semanais e passará a ter uma ênfase maior nas disciplinas de matemática e língua portuguesa, que terão 5 aulas semanais cada uma. A medida afeta aproximadamente 800 mil estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental das escolas estaduais.

De acordo com o secretário da Educação e vice-governador, Flávio Arns, o debate sobre a necessidade de alterar a matriz curricular nas escolas estaduais começou em 2011, em vários encontros. A proposta preliminar previa alterar também a matriz curricular do Ensino Médio, com aumento da carga horária semanal em duas aulas, de 25 para 27 aulas. Foi discutida também uma proposta de uma matriz de 30 aulas semanais de 45 minutos, que era a preferida da Secretaria da Educação.

“Decidimos optar por uma alteração gradativa, começando pelo Ensino Fundamental, aumentando a ênfase nas disciplinas de português e matemática e preparando os alunos para o novo Ensino Médio, que está em processo de discussão em todo o país”, afirmou o secretário.

Arns disse que ao decidir pela alteração da matriz curricular no ensino fundamental, o estado ganha tempo para debater o tema com os municípios, que são os responsáveis pelo transporte escolar de 250 mil estudantes das redes estadual e municipal.

“É preciso discutir soluções logísticas para aumentar a carga horária no ensino médio nas escolas, porque além do transporte escolar, é preciso ter um quadro de apoio na escola para atender especialmente as crianças menores”, afirma o secretário. “Em muitos casos, são prefeitos novos que vão assumir o cargo, ou às vezes os contratos do transporte escolar já foram assinados.”

Ainda segundo o secretário, a opção por manter a matriz curricular do Ensino Médio vai permitir que haja tempo no decorrer do ano para discutir o assunto com todas as instituições necessárias.

Junto com a matriz, o debate sobre o ensino médio deverá incluir outras questões importantes, como a intensificação do ensino médio profissionalizante, e a oferta de ensino profissionalizante concomitantemente com o ensino regular, em dois turnos, e as atividades de contraturno e do ensino em tempo integral.

“Vamos aproveitar para estender a abordagem para tratar de outros grandes desafios, que são a evasão escolar, a reprovação, o conteúdo das disciplinas, as novas tecnologias e a metodologia de ensino, que geram impacto no processo pedagógico”, disse o secretário.

Além disso, nesse período o Ministério da Educação poderá se manifestar sobre a proposta elaborada pelos secretários estaduais de educação de todo o país, que se reuniram em Curitiba, em novembro, e fecharam um documento com propostas para o ensino médio.

“O Conselho Nacional de Secretários de Educação está debatendo a questão do Ensino Médio há meses e entregou ao ministro da Educação um conjunto de propostas que contemplam todos os estados e as regiões do país”, afirmou Arns. “Todos querem uma reorientação do ensino médio e a carga horária é um dos pontos a ser levado em consideração.”

O secretário afirma que ao criar uma nova matriz de referência para o ensino fundamental, que atinge a maioria dos estudantes, será possível preparar o aluno de maneira mais consistente para os desafios do Ensino Médio, além de permitir planejar melhor a rede de ensino.

Entre as vantagens de ter uma matriz de referência estão a garantia da oferta do mesmo número de aulas em todas as disciplinas para todos os estudantes, maior facilidade para organizar o trabalho pedagógico, facilidade para a transferência de alunos entre escolas e entre municípios ou estados, e também a maior possibilidade de organização da hora atividade concentrada com os professores de cada disciplina.

5 ideias sobre “Mais Português e Matemática no novo currículo do ensino fundamental

  1. antonio carlos

    Que horror, aula de Matemática e de Português de segunda à sexta-feira, isto vai arrebentar com a cabeça dos nossos estudantes. E, de quebra vai revoltar o Maior e Melhor Secretário de Educação que este Brasil já viu, isto durante a ditadura requiana. Quem é o dito cujo? Já sabem, né, só podia ser o irmão caçula do ditador de então. Foi deste cidadão que partiu a idéia de quase acabar com o ensino destas duas matérias fundamentias para quem quer cursar uma universidade. Acarlos

  2. jeremias

    Medida correta.
    Depois de tantos erros e omissões da Secretaria de Educação, essa medida merece o apoio de todos.

    Quem aprende bem Português e Matemática, é capaz de aprender bem qualquer outra disciplina. Já o inverso…

  3. -Noviski-

    Pois o jeremias está certo. País que quer mesmo crescer precisa sim de incrementos nestas matérias. E mais aulas de Física, Química e Biologia. Vão me dizer que mais capoeira, futebol e artes cênicas nas escolas vão ajudar o Brasil a se desenvolver?

  4. Vinicius de Almeida

    Há um conjunto de disciplinas que deve constituir Ensino e Aprendizado Fundamental dos indivíduos e que,
    portanto, devem fazer parte curricular do Ensino Fundamental. O Ensino Fundamental destina-se às faixas etárias de 6 a 9 anos, nas suas 4 (quatro) primeiras séries (1ª. a 4ª.); de 10 aos 12 anos, nas 3 (três) séries seqüenciais (5ª. a 7ª.); de 13 aos 14 anos, nas 2 (duas) últimas séries (8ª. e 9ª.). Estas disciplinas devem ser ensinadas a todas as faixas etárias que constituem a previsão de duração do Ensino Fundamental, obedecendo, sua didática, ao desenvolvimento psico-motor, corporal, psicológico, mental, da infância, pré-adolescentes e adolescentes. A época da infância é época do início de tudo, onde o aprendizado se faz através de pequenas estórias e áudiovisuais, como primeiro contato com novos aprendizados; a época dos pré-adolescentes é a época de transição entre infância e adolescência, onde o aprendizado se faz através das explanações, dos audiovisuais e da leitura, com enfoque mais profundo do que o dos primeiros contatos; a época da adolescência é a época da afirmação própria e portanto, o aprendizado deve fazer-se com maior aprofundamento do que o anterior e o consentimento dos adolescentes através de grupos formados em classe sustentando teses e defesas destas teses como suas autorias, as quais serão debatidas em classe, com o auxílio de explanações, audiovisuais e leituras.
    Estas disciplinas agrupadas, de conformidade com suas afinidades, são :

    Linguagem Materna

    Aritmética, Matemáticas

    Ciências Naturais
    Biologia, Botânica, Zoologia. Química
    Física, Química, Geologia, Astronomia
    Psicologia, Neurociência, Química
    Matéria, Energia, Movimento

    Ciências Sociais
    Sociologia, Antropologia, Geografia
    História, Direito, Economia
    Mitologias, Religiões, Filosofias
    Técnicas, Tecnologias

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