19:23Na hora do almoço

Mensagem enviada pelo jornalista Aroldo Murá:

Hoje, domingo, às 14 horas, estava almoçando no Café Milano com um casal amigo e o filhinho deles (ela é juiza de Direito em Curitiba), quando o deputado federal André Zacharow, acompanhando da mulher e de um jovem não identificado, chegou à minha mesa com ofensas. Chamou-me de representante da “imprensa marrom”. Pedia-me satisfações sobre matérias jornalísticas que publiquei. Uma delas – na qual o nome dele jamais apareceu – sobre ação da Polícia Federal , num apartamento, em busca de dólares e documentos de supostas irregularidades em investigação. Claro que reagi. Fui contido. Ele saiu, com o rabo no meio das pernas, sem que eu deixasse de identificá-lo como parlamentar acusado de irregularidades na condução de obras sociais. Tudo em voz alta. Esse incômodo, num dia de descanso, veio por uma só razão: Zacharow considera que fiz campanha contra ele na questão das verbas parlamentares que ele aprovou (emendas) em favor da SEB (Sociedade Evangélica Beneficente), no tempo em que ele dava cartas por lá. Nunca o chamei de criminoso, ladrão ou coisa parecida. Fiz o que o TCU e os bons veículos de divulgação fizeram: mostrei-o como gerador de recursos federais considerados com aplicação suspeita pelo Tribunal de Contas da União. E só, nada mais. O ocorrido é ilustrativo num momento em que estabelecer limites à imprensa é ambição e sonhos dourado de muitos habitantes do mundo político.

5 ideias sobre “Na hora do almoço

  1. Franco

    Que sorte a sua.
    Estou louco para perguntar pessoalmente ao nobre deputado Zacharow o porque de ele ter votado contra a proposta que endurece as penas contra os que usam trabalhadores em condições análogas à de escravo..
    Logo ele, que em época de campanha se diz cristão e representante dos cristãos…

  2. Francisco de Assis

    ZÉ BETO . Avisa ao Aroldo Murá para ele investigar de ” onde “veio o terreno da Igreja Batista no Batel.
    Aí sim o bicho vai pegar. Foi o Azarow quem negociou .

  3. Franco

    ô Francisco Assis: não misture as coisas. Falar do deputado é uma coisa, da instituição da qual ele já foi um líder é outra. Se contenha.

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