9:34A Máquina de Madeira

Do jeito que veio:

O escritor Miguel Sanches Neto lança no próximo sábado (08) o romance “A máquina de madeira” (Companhia das Letras). O lançamento será na Livraria Arte e Letras, às 17h, na rua Presidente Taunay, 130B. Neste romance histórico, Sanches Neto usa a trajetória do padre Azevedo, precursor da invenção da máquina de escrever e quase desconhecido entre nós, para narrar a formação da identidade de um país. Com humor e um olhar por vezes ferino, mostra um Rio de Janeiro que tenta caminhar do exótico para o moderno, um lugar onde os ventos europeus contracenam com resquícios do Brasil colônia. Veja o que diz Miguel sobre o livro:

“Num escritor em que a experiência vivida é o estopim da ficção, como julgo ser o meu caso, por que escrever um romance tão distante de meu tempo e de meu lugar? Quando comecei a me interessar pelo assunto, aí por volta de 2003, eu me fiz esta pergunta. E a resposta veio rápida: sempre tive uma relação muito intensa com a máquina de escrever. Em uma família de agricultores não ou pouco escolarizados, o diploma de datilografia e depois a posse de uma máquina (uma Olivetti Lettera 35) significaram um grande avanço tecnológico. Mas esta tecnologia logo ficou obsoleta. Então, eu quis fazer um réquiem para a máquina de escrever. E a melhor maneira de fazer isso, em um romance, era dando espessura ficcional ao inventor brasileiro que a tornou possível, embora não tenha ficado para a história. Some-se a isso o fato de padre Azevedo ser órfão, tal como eu. Esta sua dupla orfandade (biológica e histórica) nos uniu.”

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