12:56Mensagem

por Ticiana Vasconcelos Silva

E esta força que nos conduz e nos destrói se a não deciframos e a destinamos ao mais profundo da alma e da vida? Este mistério que se interpõe entre a calada da noite e o renascer do dia é a mais dolorosa experiência da verdade sobre nós mesmos. Neste momento já não mais sabemos o que é real e o que isso irá desvelar. Se continuaremos na mesma trilha ou se haverá a coragem de parar e contemplar este novo dia. Diferente de todos os que já passaram, em idas e vindas da casa para o trabalho, do trabalho para a casa, da mesa para a cama e do corredor para o quarto. Continuaremos a ver tudo igual, como se nada fizesse sentido ou teremos um pouco de discernimento para nos abrirmos conosco mesmos para vermos o quanto tudo isso realmente não faz sentido? Não é fácil deixar de se enganar todos os dias, não é simples desconstruir cidades e babilônias construídas durante milhares de anos e encarar o deserto de sua destruição. Mas o solo que os sustenta é o mesmo em que se semeiam todas as sementes da vida e da morte. É preciso cavar fundo e encontrar a raiz destas ilusões que nos fazem tanto mal e que são nosso próprio reflexo. Dentro delas está a inocência sempre as nutrindo, lhes dando beleza, energia e força. É o que realmente somos, mas ainda não sabemos, apesar de inconscientemente estarmos sempre em busca dela. De nossa origem.
O fato é que o raiar deste novo dia, totalmente diferente de todos já presenciados é assustador, pois sua imensidão é tão infinita que nada ficará escondido ou deixará de fazer sentido.
A paz de poucos será o pão dos muitos que virão.

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