13:10Polícia Civil do Paraná marca manifestação e sinaliza greve

Da assessoria de imprensa do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol):

Manifesto pressionará governo para adoção de novo Estatuto

Os policiais civis do Paraná vão realizar, no próximo dia 24, no Centro Cívico, em Curitiba, uma manifestação para pressionar o Governo do Paraná a publicar o novo Estatuto da Polícia Civil. Entregue em novembro para analise do governo estadual e encaminhamento à Assembleia Legislativa do Paraná, o documento pretende modernizar a administração do órgão, estabelecer a recomposição salarial, entre outras demandas da categoria.

O protesto será organizado pelo Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná) e pelo Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região), entidades que representam a categoria no Paraná. Segundo explicou o presidente do Sinclapol, André Gutierrez, o ato foi definido pela categoria em assembleias gerais promovidas em conjunto com o Sindipol, em Curitiba, Londrina, Cascavel e Maringá, em dezembro de 2011.
 
A passeata, explicou Gutierrez, ocorrerá em razão da morosidade do Governo na análise e condução do Novo Estatuto da Polícia Civil à Alep, após 77 dias de espera da categoria. “O novo estatuto está pronto há mais de 70 dias e não houve andamento. Não tem como ter o Paraná Seguro se o profissional de segurança não for valorizado”, criticou o dirigente, em referência ao programa lançado pelo governo em agosto do ano passado.
 
Modernização
 
Segundo o presidente do Sinclapol, é fundamental a implantação do novo estatuto da Polícia Civil, que moderniza a instituição. “O atual estatuto é de 1982 e está defasado em relação a Direitos Humanos e Código Penal.”. Além disso, haveria uma recomposição salarial para a categoria. A remuneração básica passaria do equivalente a 4,5 salários mínimos (em torno de R$ 2,8 mil) para cerca de 11 salários mínimos (próximo a R$ 6,8 mil). “O valor que foi posto (no texto) foi estudado junto com a Seap (Secretaria Estadual de Administração e Previdência)”, garante Gutierrez.
 
O presidente do Sindipol, Ademilson A. Batista, compactua o pensamento. Segundo ele, chegou o momento de mobilização da categoria, depois de dois meses e meio de espera, desde a entrega do novo Estatuto ao Governo do Paraná. “Estamos trabalhando em parceria, os dois sindicatos, para articular a classe e os policiais civis, a fim de despertarmos o governo do Estado, sobre a urgência da aprovação do documento, que vai melhorar significativamente as condições de trabalho dos policiais civis no Paraná”, destacou Batista.
 
Indicativo de greve
Caso a manifestação não dê resultados e o governo estadual de não dê sinais se irá publicar o novo estatuto em breve, os sindicatos dizem que votam, na sequência, um indicativo de greve, que poderia resultar na paralisação de cerca de 4 mil policiais em todo o Paraná.

2 ideias sobre “Polícia Civil do Paraná marca manifestação e sinaliza greve

  1. Civilino

    Bom dia a todos, na minha opiniao pelo que temos visto no ambito nacional, os governos só concedem alguma coisa ao funcionalismo, quando há a paralização maciça e pressão muito forte das classes, mesmo assim ainda fica recorrendo ao judiciário para não pagar nada a ninguém, ficam multando os sindicatos e os funcionários em greve, apesar de todos os direitos constitucionais do funcionalismo, abrçs a vcs e boa sorte, fiquem com Deus.

  2. Paulo Roberto - PC colombo-sede

    O policial civil necessita ser melhor remunerado, devemos primeiramente discutir salário, ou seja lutar pela implantação imediata do subsidio para os cerca de 11 salarios minimos.
    Discutir um estatuto com artigos notoriamente inconstitucionais não leva a lugar algum e não melhora a remuneração e a qualidade da policia civil em geral.
    Quer ser policia passe no concurso não queira mudar de cargo com uma canetada, pois é inconstitucional.
    Pois como é sabido o provimento ao cargo publico se dara por concurso, ou seja, operador de comunicação ou operação policial para virar tira, investigador, escrivão ou o tal do “oficial” tem que ser aprovado em concurso público que detalhe tal perfil profissiografico caso contrário permanecem no quadro até extinção do mesmo como é o caso do comissário.

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