16:57Richa e Ducci no encontro do PTB

O PTB do Paraná informa:

Richa e Ducci participam de encontro do PTB nesta 2ª
 
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, estará em Curitiba nesta segunda-feira (05) para participar do Encontro Estadual do partido, que será realizado às 9 horas no Restaurante Madalosso (Santa Felicidade). Embora não sejam petebistas, o governador Beto Richa (PSDB) e o prefeito da capital, Luciano Ducci (PSB), foram convidados para o evento, que vai discutir as Eleições 2012. O encontro, denominado “Oportunidades e Perspectivas”, será coordenado pelo presidente estadual, deputado federal Alex Canziani.
Segundo Canziani, deverão participar prefeitos, vereadores, pré-candidatos e lideranças do partido no Estado, entre outros convidados: “Queremos levantar as perspectivas e as expectativas para as eleições, que com certeza será muito disputada no ano que vem. Com certeza será uma das eleições municipais mais difíceis dos últimos tempos”, avalia o deputado.
Até para deixar as lideranças e pré-candidatos mais preparados para a disputa, o PTB vai promover, também durante o encontro, uma instrução geral sobre os aspectos eleitorais e jurídicos que estarão em vigor durante o calendário eleitoral. #

Uma ideia sobre “Richa e Ducci no encontro do PTB

  1. Rogério Piccoli

    Enquanto o governador e o prefeito, numa plena segunda-feira, gazeteiam o trabalho para fazer politicagem, o site da veja.com publica artigo sobre projetos inovadores que visam transformar cidades tradicionais em cidades inteligentes, destacando, como sempre, a participação da genialidade de JAIME LERNER, ex-prefeito que colocou Curitiba como referência mundial e exemplo para a criação de cidades inteligentes do futuro.

    “Inovação – Por dentro do instituto americano que está criando as cidades inteligentes do futuro.”
    De carros públicos a apartamentos mutantes, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts está criando projetos inovadores para transformar cidades tradicionais em cidades inteligentes. O site de VEJA visitou seus laboratórios e mostra as ideias que vão melhorar a vida nos centros urbanos
    Um dos fatos definidores do século XX foi a urbanização. O impacto transformador da aglomeração de pessoas em cidades, nos últimos 100 anos, pode ser comparado à revolução no modo de vida dos seres humanos causada pela invenção da agricultura, 10.000 anos atrás. No século passado, o número de habitantes em cidades cresceu 10 vezes, de 250 milhões pessoas para 2,8 bilhões. Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostrou que, em 2008, pela primeira vez na história, a maior parte da humanidade passou a viver no meio urbano. A mudança deve se aprofundar nos próximos anos. A ONU espera que em 2050 a população mundial alcance nove bilhões de pessoas, das quais seis bilhões estarão nas cidades.

    Tamanha transformação traz desafios igualmente grandiosos: como acomodar bilhões de pessoas em cidades? Arquitetos, urbanistas e engenheiros estão reinventando desde a malha urbana e os sistemas de transporte até o que hoje chamamos de lar. Um dos pilares dessa reinvenção é o uso da nuvem computacional. A computação em nuvem é como se convencionou chamar o armazenamento de dados e aplicativos que podem ser acessados a partir de qualquer lugar ou aparelho com conexão à internet. As implicações são várias. Aparelhos como eletrodomésticos ou automóveis estarão conectados à internet, recebendo e enviando informações em tempo real. São recursos para converter cidades comuns em cidades mais inteligentes, ou smart cities.

    Esses modelos de cidade estão deixando a prancheta dos estudiosos e virando realidade. A reportagem do site de VEJA visitou laboratórios do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), um dos mais importantes centros de pesquisa e inovação do mundo, para descobrir o que os maiores especialistas da área estão desenvolvendo para o futuro das cidades. São soluções voltadas para promover melhorias no trânsito, nas moradias, e na coleta de informações úteis para a tomada de decisões pelas autoridades ou pelos próprios moradores.

    O fim dos congestionamentos — Cidades inteligentes não param. Por essa razão, o planejamento de trânsito é uma das principais preocupações do Media Lab, um dos maiores laboratórios do MIT. Congestionamentos causam prejuízos gigantescos em cidades como São Paulo, que desperdiça bilhões de reais em tempo e produtividade perdidos, além de reduzir a qualidade de vida das pessoas que podem passar mais de 10% de seu dia parados no trânsito. “Um dos nossos objetivos é criar cidades transitáveis”, afirma Kent Larson, diretor do grupo Changing Places, o braço de arquitetura e planejamento do Media Lab.

    O grupo quer retomar o mesmo espírito de cidades como Paris. “Ela começou com uma estrutura de vila, que era o centro da cidade, e, à medida que evoluiu, outras vilas foram criadas em volta em uma estrutura de bairros”, explica Larson. Cada vizinhança possui uma prefeitura, parques, shoppings e serviços. “A maioria das pessoas anda e existe um sistema de bicicletas compartilhadas que conecta tudo”, disse. “É uma noção que surgiu antes dos veículos motorizados e precisamos retomá-la para as novas cidades”. As alterações no modo como as vizinhanças se organizam visam a criar pequenos centros urbanos nos quais é possível realizar qualquer tarefa sem a necessidade de utilizar o carro ou o transporte público.

    Larson afirma que as alterações podem ser feitas em ruas de pequeno e médio porte, cada uma com sua função. Em Melbourne, Austrália, por exemplo, as pessoas estão transformando becos, antes inutilizados, em espaços sociais maduros com lojas e passeios. Para as ruas médias, Larson acredita em parques que acompanham as avenidas, como na cidade de Boulder, no estado de Nevada, nos EUA, e em alguns lugares da Coreia do Sul. “É possível fazer a revitalização de uma estrada que foi construída ao longo de um rio e transformar o espaço interno, às margens do leito, para que os pedestres andem por toda a avenida sem interagir com os veículos, que passam por cima”, disse o arquiteto. “Dependendo da rua, você sai do centro da cidade e vai até a periferia sem ter contato com o trânsito”.

    Carro público — Nas cidades inteligentes, os carros deixam de ser um problema e se tornam parte da solução para o trânsito. Uma das maiores apostas do MIT para a próxima geração de transporte pessoal é o CityCar. Trata-se de uma versão hi-tech que lembra o Dock Dock, um pequeno carro elétrico para uma pessoa, invenção do arquiteto brasileiro JAIME LERNER, lançado em 2010. Concebido em 2003 no Media Lab, o CityCar pesa menos de 450 quilos, é elétrico e dobrável: três CityCars têm o comprimento de um carro convencional. Um consórcio espanhol chamado Hiriko vai comercializar frotas do pequeno carro a partir de 2012.

    O objetivo do CityCar não é oferecer mais uma opção de carro popular para o consumidor. A ideia é que as pessoas mudem a visão que têm dos automóveis e eles deixem de ser objetos de desejo e passem a ser encarados como um bem público. “Vamos aproveitar o modelo já existente de compartilhamento de bicicletas em várias cidades do mundo, como Washington e Paris, e aplicar isso aos carros”, diz Larson. “Se as pessoas precisarem se locomover em distâncias maiores do que teriam a pé ou de bicicleta, a solução seria alugar um CityCar, assim como se alugam bicicletas”.

    “É mais barato do que manter um carro convencional e, além disso, com automóveis compartilhados é possível servir cinco vezes a população com apenas um veículo”, afirma Larson. “Os carros passam a maior parte do tempo parados na garagem. Compartilhados, seria possível usá-los até 10 horas por dia, aumentando em cinco vezes sua utilidade”. Segundo os cálculos do especialista, seria preciso apenas um quinto de veículos nas ruas para servir a mesma população. Isso significaria menos engarrafamentos e menos poluição. É como se a frota de veículos de São Paulo fosse substituída pela de Belo Horizonte.

    O modelo do veículo compartilhado já vem sendo experimentado em algumas partes do mundo com carros convencionais. Nos Estados Unidos, Canadá e Europa, a empresa Chrysler possui um sistema de carros elétricos compartilhados chamado Car2Go. Em Paris existe o AutoLib’, uma versão automotiva do sistema de compartilhamento de bicicletas. Com o ZipCar, em Boston, também nos Estados Unidos, o usuário paga uma anuidade de 50 dólares e depois 7,50 para cada hora que utilizar o carro. O CityCar seria um passo adiante, ocupando menos espaço e reduzindo ainda mais o preço para o usuário final.

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