10:00Fotógrafos e cozinheiros

Recebemos o seguinte comentário da fotógrafa Lina Faria a respeito da nota sobre a onda dos chefs de cozinha:

O mesmo fenômeno da fotografia. Como não há mais mercado, os antigos passaram a abrir escolas de fotografia que despejam um monte de gente num mercado que não existe mais, praticamente. Pelo glamour, a classe média que já começa com um mega equipamento e cobrando preços banais, cria-se essa industria do hobby fotografico. Muito bom a popularização, tanto da cultura gastronômica, quanto da imagetica. Pena a bagagem cultural dos estabelecidos não sejam mais consideradas.e só os poucos que mantém um emprego público, conseguem manter alguma dignidade. Como não há espaço para todos, quem ama o que faz, trabalha de graça, por uma causa, pela cidade, pelo próprio amor que tem pela cidade e pelo que faz. “selavi”!

14 ideias sobre “Fotógrafos e cozinheiros

  1. Farol

    Entendo perfetamente o que a fotógrafa diz. É triste o artista da imagem tem de abdicar de viver da arte.
    Mas, como ela mesma disse: é a vida. O ritmo do tal progresso faz isso mesmo, sepulta profissões, mas cria outras. Pena de quem é pego no contrapé.

    Mas eu acrescento um componente à essa questão dos fotógrafos profissionais: o preço alto cobrado pelos serviços, mesmo daqueles que não tem curriculo de excelência. Resumindo: todo fotógrafo se acha no direito de cobrar muito bem pelo seu trabalho, às vezes forçando uma situação ao associar-se com escolas e clubes e empresas de eventos.

    O cliente (e eu falo em próprio nome) sente-se coagido, obrigado a pagar um preço exorbitante para ter as lembranças fotográficas.

    Mas, com a evolução dos equipamentos…
    Abraços à fotógrafa, que é artista.

  2. antonio carlos

    E qual é a razão disto? Ela é bem simples, este povo todo não quer enfrentar a realidade. E, como papai, mamãe e vovós só servem mesmo para pagar conta, este povo todo inventa estas bobagens todas. Como meu pai já morreu, minha mãe já sustenta os meus irmãos, e meus avós todos já se foram, só me restou enfrentar a vida. E trabalhar. ACarlos

  3. Marko Kzombra

    Essa gente q nasceu no tempo do daguerreótipo tem dor de cotovelo. Comprou câmera digital agora e vive se batendo ao apertar do botões. Dai vive choramingando que não tem mercado, que o mercado está prostituído e essas ladainhas, de quem já passou e não consegue acompanhar o bonde do Lightroom, CS5, ler histograma, trabalhar com canais, camadas, converter cor CMYK, etc. Tratando-se de fotografia comercial, com bagagem cultural ou sem, com câmera moderna, lentes profissionais – prefiro da série L da Canon, ou não, vai se cobrar pelo que pode fazer e não porque considera arte ou não. Negociação e concorrencia existe desde sempre. faz parte da brincadeira. Se quer fazer arte, vai pro museu

  4. Lineu

    Boa Lina! Ainda bem que as ondas passam…. Já Já essa vai. Aí sobram na praia só aqueles que tem vontade de rocha.

  5. Fabiano Utrabo

    Entendo perfeitamente o desabafo da Lina. Mas a lei da selva é essa e só os melhores se sobressaem e se dão bem. Ou a gente se adapta à nova realidade ou vai viver de migalhas… rsss… Em relação à fotografia, eu me encaixo na categoria “trabalho de graça e por hobby”, tentando mostrar alguma coisa legal para as pessoas…

  6. lina faria

    Kazombra,
    Não sou artista. Sou fotógrafa. Há 33 anos aprendi a revelar e-4 ( sistema de revelação de chromo anterior ao e-6), com o Clicio Barroso, Na MPM em SP, como hoje, generosamente ele mepassa muuuitas dicas de todos esses aplicativos citados acima. Falo de Mercado, não de anacronismo técnico.
    Entendeu ou tem que ser desenhado?

  7. Carlos Meireles

    Francamente..Recomendo q os novos “fotografos” voltem pra xereta, pois assim fica garantido a “reserva de mercado” aos afetados. Eu, entre o geometrico profissional e o passarinho, prefiro registrar o passarinho.

    O planeta é movimentado e eu não acredito que qualquer um q tenha condições de ter um bom equipamento seja motivo de preocupação aos profissionais. Que acordem “aqueles” q acham q dominam a cultura da fotografia, mas q vivem feito mixilhões em seus castelos nas rochas.

    A fotografia popular tem construido pontes, tem ido a lugares e ilustrado que as pessoas derrubam muros e invadem as praias provincianas e no melhor angulo do humor, pois não temem mostrar o olhar de fato, e nem ficam nessa postura elitista que só busca afago.

    Preocupem-se, o planeta é um grão de areia!

  8. Lineu

    Bem no fim todos falaram verdades.
    Só para lembrar, vivemos em um país onde a maioria do equipamento profissional empregado é de origem contrabandeada.
    Mas a culpa disso não é nossa, nem dos novatos e muito menos dos amadores.
    Eu penso que Não tem coisa mais livre na fotografia do que ser fotografo amador. Acho também que não tem problema algum em colocar o preço que desejar no seu trabalho, ainda mais quando a competição para entrar no mercado exige que o diferencial do novato seja o preço.
    Mas também vejo que o desrespeito com o profissional é corrente em redações e muitas editoras, que muitas vezes querem usar o material do profissional sem a devida remuneração ou ofertando valores incoerentes.
    A respeito das novas tecnologias eu vejo que hoje a distancia entre o nível de conhecimento entre o profissional e o amador médio só aumentou, pois temos mais ferramentas para operar e uma linha de produção mais completa.

  9. lina faria

    Resumindo:
    Mesmo os brilhantes olhos como os dos talentozíssimos Nani Góes e Orlando Kissner, têm que ter cargos publicos. Ou não?

    Volto a repetir: nada contra, nem a popularização da fotografia, nem da culinaria.
    Desculpe, Nani, mas acho que meus olhos sõ mesmo ruins e vesgos.

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