7:56Bordunadas do Mino

Trecho do artigo “Patética mídia Nativa“,do jornalista Mino Carta, publicado em quatro páginas na revista CartaCapital, uma aula para quem quer conhecer um pouco da imprensa brasileira pela pena de quem entende do riscado. De tacape na mão, um dos criadores do Jornal da Tarde, Veja, Quatro Rodas, IstoÉ e Jornal da República, entre outros, ataca coleguinhas e patrões e sentencia: “Jornais e revistas ainda não perceberam que os tempos de golpismo acabaram e acreditam manter a velha influência do Oiapoque ao Chuí”. Confiram:

… Por que os profissionais da mídia nativa aderem tão compacta e fervorosamente ao pensamento dos patrões? Por que lhe tomam as dores como se eles mesmos pertencessem à categoria. Uma premissa. Em termos econômicos, a situação nas redações é semelhante àquela da população brasileira em geral. Os jornalistas graúdos, assinaturas celebradas, ganham mais que os colegas americanos e europeus, e nem se fale dos salários da nossa televisão. Astronômicos, trafegamos entre nababos. Na zona cinzenta flutuam os remediados. À ralé sobra esperança. A maioria dos recém-formados não tem emprego. Este, ninguém que conseguiu quer perder.

   Pode-se concluir que os graúdos curvam-se diante da generosidade patronal enquanto os miúdos em tempos bicudos contentam-se com migalhas? Talvez a explicação valha em relação a muitos graúdos e miúdos. Mas há que se ressaltar, em relação a outros, o ardor com que assumem os interesses do patrão. Estamos diante de uma identificação visceral, a ponto de justificar, no meu ponto de vista, uma investigação profunda a valer as lições de Balzac e de Freud. Ambos ficariam impressionados, creio eu, ao registrar que os profissionais nativos chamam o patrão de colega, e nisso são únicos no mundo. Quem sabe mais ainda Balzac e Freud.

No mais vale acentuar que esta unicidade, esta exclusividade, invade outros terrenos. Um: o nosso sindicato se dispõe de bom grado a oferecer aos empresários da comunicação carteirinha de jornalista. Dois: sem falar da mediocridade dolorosa, nossa mídia é única na sua capacidade de se alinhar de um lado só na hora da eleição, por exemplo. E não somente nesta. Mundo democrático afora vigora o pluralismo que a Folha de São Paulo, com inefável hipocrisia, afirma existir em suas páginas. Nos Estados Unidos,  na França, na Alemanha, só para citar alguns países, tem vez o jornalismo de todas as tendências. Aqui, não, só existe uma, a favor da minoria privilegiada.

Uma ideia sobre “Bordunadas do Mino

  1. ziquizira

    O companheiro Mino, pequeno fscistóide, nunca viveu de migalhas. Muito menos no Jornal da Tarde e na Editora Abril (Veja). Vive de nostalgias, do “revolucionário” da imprensa brasileira e hoje se transformou em porta voz do PT, graças à Petrobrás, Caixa Econômica, Banco do Brasil e quetais.O plurali$smo dele está nos seus editoriais e no puxasaquismo exacerbado de Lula e a companheirada que mergulha (fundo) no erário.

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