15:44Nossos times e os trogloditas descerebrados

Há quanto tempo há nos clássicos deste esporte tão mágico que é futebol nós todos, torcedores, somos derrotados por causa de meia dúzia de descerebrados que confundem paixão com agressão e violência gratuita? A morte do atleticano no domingo, vítima do usa de um carro como arma letal, é apenas o capítulo de um desfecho anunciado há muito, muito tempo. As cores sagradas dos times, carregadas de simbolismo nobre, temperadas por batalhas da mais pura arte dentro de campo e adornadas pelo amor dos verdadeiros torcedores, são manchadas por aqueles que acreditam ser parte de um exército cujo objetivo maior é trucidar o adversário não no grito da paixão, mas no soco, no ataque com bombas, paus, pedras, tiros, atropelamento como o ocorrido. Conta-se vantagem sobre a bestialidade irracional, vai-se a campo não para torcer, mas para se preparar para o confronto sanguinário e destruidor, que não poupa nada, do bem público ao particular, do indefeso que é culpado por vestir uma camisa adversária, aos ônibus que carregam torcedores do outro time. O traço comum nesses atos é a mais pura covardia, pois estes seres que se dizem humanos só agem em bandos, em grupos que se transformam em corajosos por isso mesmo. As torcidas organizadas que deveriam ser exatamente o contrário do que são, dando o exemplo de civilidade, de paixão exacerbada pelo time, pela bola que este joga, são a proteção dos bandidos que estragam tudo. A generalização aqui é propositada, mesmo que o assassino de domingo não pertença a uma dessas facções. Elas são o exemplo, e quem frequenta estádio e conhece integrantes delas sabe que a guerra entre elas é permanente, que existem pessoas “juradas”, que a provocação ignorante é constante. Chamar de animais quem pratica tais atos é uma barbaridade contra os animais que só atacam se forem atacados. Os trogloditas não sabem nem o que é emoção em futebol, pois se soubessem, não precisariam da “carga de adrenalina” da pancadaria, do trucidamento alheio. Talvez fosse o caso de se juntar estes senhores numa enorme arena de vale-tudo, trancá-los e que ficassem ali fazendo o que acham ser o suprasumo de suas capacidades intelectuais. Mas bem longe dos templos dos nossos amados times, que não têm nada a ver com este horror.

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