4:43Roberto Dias, adeus

Todas as lágrimas para Roberto Dias, um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro, que morreu ontem em São Paulo. Wilson Baldini Jr, do jornal “O Estado de São Paulo”, lhe prestou a seguinte homenagem:

“Franzino, baixo e com as pernas tortas. Não tinha o biótipo do craque, mas foi um dos maiores marcadores de Pelé. Versátil, jogou em quase todas as posições – menos no gol – nos 14 anos em que vestiu a camisa do São Paulo. Pela seleção brasileira foram apenas 27 partidas. Roberto Dias Branco, ou simplesmente Dias, morreu nesta quarta-feira, aos 64
anos, no Hospital das Clínicas, onde estava internado desde terça por causa de um enfarte. O corpo será velado no salão nobre do Morumbi.
Dias foi o grande nome do São Paulo que ficou sem títulos de 1957 a 1970, quando a prioridade do clube foi a construção do Morumbi. Clássico, sem deixar de ser raçudo, não se limitava à função de um quarto-zagueiro. Distribuía dribles, chapéus e sabia cobrar faltas com precisão e classe. Sua técnica lhe garantiu 123 gols na carreira, marca expressiva para quem jogava lá atrás.

Ao lado de Jurandir formou “A Muralha do Morumbi”. Foi bicampeão paulista em 1970/71, mas não conseguiu ter sucesso na seleção. “Eu devia ser mais exigente, definir uma posição e não aceitar jogar em outro lugar. Mas sabe como a gente é, o técnico vem, fala, e no fim, a gente aceita qualquer coisa”, afirmou em 1967. Com isso, outros jogadores muito menos técnicos e competentes vestiram a camisa verde-amarela e conquistaram até Copa do Mundo.

Recentemente, Pelé, mais uma vez, o elogiou como um dos seus maiores marcadores. “Existia um esquema especial. O meio-de-campo dava o primeiro combate e, quando o Pelé dava o drible, eu já estava em cima para fazer o corte”, relembrou Dias, em 1983.”

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