11:24Cabelos brancos

Texto de JamurJr

 “Ninguém viveu na vida o que eu vivi, ninguém sofreu na vida o que eu sofri. As lágrimas sentidas e o meu sorriso franco refletem hoje em dia em meus cabelos brancos”. Era mais ou menos assim a letra do alegre samba de Marino Pinto e Herivelto Martins que fazia sucesso no rádio dos anos 50. Nesse tempo os idosos de cabelos brancos eram minoria, viviam sem direitos previstos em lei, sem amparo e sem esperança. O Brasil mudou. A população de idosos atualmente já passa de dez por cento. O país pode comemorar esses números e os avanços da medicina que permitiram aumentar a longevidade da população, mas não pode ficar como mero espectador. Falta muito para que o atendimento às necessidades da terceira idade possa ser considerado razoável. Os serviços médico, psicológico e geriátrico nas unidades de saúde pública são precários, quando existentes. Nas localidades onde a prefeitura desenvolve seus programas assistenciais,tendo como alvo o idoso, as coisas funcionam muito melhor. Curitiba, Camboriú, Joinville, Florianópolis, só para citar algumas, estão entre as cidades onde os programas de apoio ao idoso funcionam melhor. Independente da assistência dos poderes públicos, o idoso de hoje sabe que depende muito dele melhorar sua qualidade de vida. Alguns fatores são importantes para viver a terceira idade com melhores condições: manutenção da cabeça funcionando, do corpo em movimento, das relações pessoais com amigos e familiares e bom humor. Um bom exemplo de viver bem na maturidade, mantendo o bom humor e a alegria de viver, é o radialista mais longevo do Brasil, ainda em atividade. Nos seus 80 anos de idade, Souza Miranda continua firme, rijo e com sua poderosa voz. Ele começou a trabalhar em 1947 na rádio Difusora de Paranaguá, sua terra natal. Hoje alegra os ouvintes de uma emissora de Florianópolis. Souza Miranda merece nossas homenagens por tudo o que fez no rádio e pelo ser humano bondoso, amigo, fiel e solidário que sempre foi.

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