16:53Os nobres e a aposentadoria

O procurador de Justiça Lineu Walter Kirschner foi entrevistado pelo Paraná TV 1ª Edição, da RPC. Foi defender o time do Ministério Público na briga com o Governo do Estado sobre as aposentadorias. Se deu mal. Justificou tudo, disse que o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas e a Ordem dos Advogados do Brasil respaldam o fato de os procuradores e promotores poderem contar estágio e tempo de advocacia para a aposentadoria, mesmo sem contribuição. Quando apertado um pouco mais, ao ser perguntado sobre a diferença entre isso e o que passa a ninguenzada, abriu o bico: “Mas esse é um grupo de profissionais que integra a nobre classe dos advogados, que é restrita”, informou. Só faltou falar que, além de tudo, não a nobreza não se mistura e que ele nem sabia porque estava ali dando satisfação ao resto dos simples mortais.

Uma ideia sobre “Os nobres e a aposentadoria

  1. Guilherme Roman

    Mudaram de interlocutor? Depois do Luis Celso de Medeiros levar um pau do Alpendre no debate da Band News agora colocaram o Lineu.. Não tem justificativa alguma pra essa bandalheira

  2. Arrelia

    O que se questiona, é o tempo de inscrição na OAB, ser contado como tempo de serviço, SEM A CERTIDÃO DO INSS referente ao TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO para a previdencia social. Inscrição na OAB e o tempo de contribuição são coisas bem diferentes, que não consigo entender por que estã sendo tão confuso o Ministério Público explicar isso. Normalmente, para um cidadão comum, e mortal, nem sequer teria sido aceito, para fins de aposentadoria uma inscrição em órgão classista, desacompanhada de Certidão do tempo de serviço devidamente recolhido ao INSS. Ou será que aos trinta e cinco anos de inscrição na OAB, simplesmemte o advogado se aposenta sem necessitar ter contribuido o tempo ao INSS. Não consigo entender porque é tão díficil o Ministério Público, vir a público, dizer que tomará providencias judiciais e internas para apurar possível fraude usada e maquiada, para os fins de aposentadoria.

  3. carlos

    E esses caras ainda se consideram “procuradores” de “justiça”. Para quem? que justiça é essa? pessoas como o citado denigrem a imagem do MP do Estado…

  4. João dos Anzóis

    Está briga do Governador com o MP está pra lá de interessante. O triste é que o MP do Paraná vem burlando a Lei nas questões salariais há mais de uma década (E POSA DE HONESTO). Se apropriando do dinheiro do contribuinte (meu dinheiro) de forma ilegal e imoral e o pior é que tanto no governo e legislatura anteriores (entenda-se Jaime Lerner/Assembléia), quanto agora (entenda-se Roberto Requião/Assembléia) todos tinham pleno conhecimento disto. Inclua aí também o Tribunal de Contas. Mas, tem também a responsabilidade dos órgãos de imprensa do nosso Estado que nunca sabem de nada ou por interesses corporativos ou ignorância mesmo. E, nós contribuintes pagamos todo este pessoal: Promotor, Procurador, Governador, Deputado, Conselheiro do Tribunal de Contas, etc. O meu sentimento interno é que eu sou um grande TROUXA. Não desvio dinheiro público (nem sob o manto da “legalidade” aparente), não roubo, não furto, não fraudo e submeto minha família às restrições de uma vida espartana, sem luxo e sem o lazer que eles tanto merecem. É nestas horas, mesmo sendo um adepto da democracia e da não violência, que fico imaginado o prazer que o povo sentiu quando Fidel tomou o poder e envio membros da administração pública e políticos de então ao “paredon”.

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