6:38O orgulho da ignorância

por Cláudio Henrique de Castro

Roma guerreava contra a Numância, era o ano de 137 a.C. O cônsul Caio Mancino foi enviado e a sua campanha milita. Foi uma sequência de desastres.

No final, houve a rendição humilhante para Mancino, com um tratado assinado por ele com exigências absurdas para Roma. O Senado recusou o tratado e enviou Mancino nu e amarrado, deixando-o para fora das muralhas da cidade de Numância para que os celtiberos fizessem o que bem entendessem. No entanto, os inimigos o desamarraram e Mancino voltou à Roma.

No retorno ele mandou fazer uma estátua que o retratava nu e acorrentado – e a exibia com orgulho em sua casa, pela suposta vontade de se sacrificar pela república Romana. Mancino nunca mais recebeu o comando de um exército, morreu no esquecimento. Mais tarde, Cipião, encarregou-se de destruir aquela cidade, com sessenta mil soldados treinados e com os brios feridos.

Hoje vemos personagens da República brasileira que se orgulham dos seus malfeitos. São os Mancinos à brasileira, que deveriam ser esquecidos pela história e pela opinião pública. Alguns, aliás tinham que responder a diversos processos criminais, mas seguem impunes e fagueiros.

Nos EUA há outro exemplo, que é pedir para tarifar produtos da exportação do Brasil para lá solicitar sanções das mais variadas, inclusive com a real ameaça de invasão ao país, cujo alerta  recente foi a declaração com a classificação de que facções criminosas têm caráter terrorista.

Mais: pessoas que se orgulham da própria ignorância e cobardia, espalhando pelas redes sociais as opiniões mais disparatadas e sem qualquer fundamento lógico, base fática ou científica.

O leque não para. No Brasil, dono de partido político se utiliza de emendas parlamentares sem ter mandato eletivo.

Outra: o chefe do Império, além de impor tarifaço contra o Brasil,  apoia guerra insana contra o Irã e, com as mortes de sempre, criando para o mundo grandes prejuízos por conta da alta do preço do petróleo e da escassez de alimentos como resultado do bloqueio no Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, a Copa do Mundo segue nos EUA, festejada e em evidência. Esquece-se que o país que sedia a principal sede  disputa do Futebol incendeia o planeta, promove guerras e medidas antieconômicas globais a todo instante.

É o orgulho da ignorância e da loucura.

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