por Cláudio Henrique de Castro
Roma guerreava contra a Numância, era o ano de 137 a.C. O cônsul Caio Mancino foi enviado e a sua campanha militar. Foi uma sequência de desastres.
No final, houve a rendição humilhante para Mancino, com um tratado assinado por ele com exigências absurdas para Roma. O Senado recusou o tratado e enviou Mancino nu e amarrado, deixando-o para fora das muralhas da cidade de Numância para que os celtiberos fizessem e que bem entendessem. No entanto, os inimigos o desamarraram e Mancino voltou à Roma.
No retorno ele mandou fazer uma estátua que o retratava nu e acorrentado – e a exibia com orgulho em sua casa, pela suposta vontade de se sacrificar pela república Romana. Mancino nunca mais recebeu o comando de um exército, morreu no esquecimento. Mais tarde, Cipião, encarregou-se de destruir aquela cidade, com sessenta mil soldados treinados e com os brios feridos.
Hoje vemos personagens da RRepública brasileira que se orgulham dos seus malfeitos. São os Mancinos à brasileira, que deveriam ser esquecidos pela história e pela opinião pública. Alguns, aliás tinham queresponder a diversos processos criminais, mas seguem impunes e fagueiros.
Nos EUA há outro exemplo, que é pedir para tarifar produtos da exportação do Brasilpara lá e; solicitar sanções das mais variadas, inclusive com a real ameaça de invasão ao país, cujo alerta recente foi a declaração com a classificação de que facções criminosas têm caráter terrorista.
Mais: pessoas que se orgulham da própria ignorância e cobardia, espalhando pelas redes sociais as opiniões mais disparatadas e sem qualquer fundamento lógico, base fática ou científica.
O leque não para. No Brasil, dono de partido político se utiliza de emendas parlamentares sem ter mandato eletivo.
Outra: o chefe do Império, além de impor tarifaço contra o Brasil, apoia guerra insana contra o Irã e, com as mortes de sempre. criando para o mundo grandes prejuízos por conta da alta do preço do petróleo e da escassez de alimentos como resultado do bloqueio do Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, a Copa do Mundo segue nos EUA, festejada e em evidência. Esquece-se que o país que sedia a principal sede disputa do Futebol incendeia o planeta, promove guerras e medidas antieconômicas globais a todo instante.
É o orgulho da ignorância e da loucura.