6:59TOP TOP 30

A COP 30 nem começou oficialmente e já se transformou numa pororoca de informações, reportagens especiais e o escambau. Ok, tudo bem, para salvar a floresta amazônica vale até passar um pires para conseguir bilhões de dólares dos outros países. Mas (e sempre tem um mas, como escrevia Plinio Marcos), os garimpos clandestinos desapareceram, a derrubada e queimada da floresta para se plantar capim e engordar o gado também? E o tráfego do tráfico de cocaína, ouro e pedras preciosas foi interrompido? A COP chegou ao número redondo dos 30 (se vira ou não nos) e o clima no mundão mais parece o crioulo doido que tomou mais algumas na birosca no Morro do Pendura Saia e ao chegar em casa entrou na casa do vizinho, que também bebeu cachaça com umas gotas de metanol. Ao acordarem, um olhou pro outro e não estranharam a situação, apenas lembraram o refrão da música do Paulinho, o da Viola: “Não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar” – e tudo ficou na mesma, como depois da COP que já ganhou apelido homenageando o saudoso Pasquim: TOP TOP 30.

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