por Cláudio Henrique de Castro
Como todo partido de extrema direita que se preza, o Chega de Portugal anuncia medidas contra a corrupção, contra os crimes sexuais, contra a marginalidade que assola Portugal e a Europa. Segundo eles causadas pelos imigrantes, dentre outras “criações”.
Estampam as manchetes: “Chega mobiliza deputados para conquistar câmaras com discurso anticorrupção (DN)”.
Também defendem a castração químicas dos pedófilos e abusadores, medida sem cientificidade e sem amparo na Constituição Portuguesa.
Surpresa! Um dos seus deputados, combatentes da moralidade, marcou um encontro sexual com um rapaz de 15 anos, mediante a paga de vinte euros, ou seja, crime de abuso de menor.
Três meses antes discursou na tribuna parlamentar contra abusadores e pedófilos.
Na semana anterior, foi apanhado outro deputado, também do Chega, que furtava malas em aeroportos.
Com uma mala grande ele surrupiava malas menores nas esteiras, ia à casa de banhos, como é conhecido o banheiro em Portugal, e as colocava dentro da mala maior. Saia assobiando do local.
As autoridades conseguiram recuperar mais de vinte malas, depois de medidas de busca e apreensão.
Numa outra ocasião, também recente, outro deputado regional foi pego numa blitz com 2,25 g/l de álcool no sangue, o que configura crime de trânsito.
As piadas que circulam dão conta que se o eleitor não for roubado, poderá ser atropelado por um bêbado ou abusado por outro.
“Chega” de escândalos?
No outro lado do oceano, Trump, o primeiro presidente dos E.U.A. fichado criminalmente, respondeu por 34 acusações e foi condenado em todas, mas foi liberado pois se elegeu. Segundo a justiça americana isso é perfeitamente possível.
O chefe daquele poder executivo ainda responde por três crimes graves, que segundo sua defesa são uma conspiração.