por Nilson Monteiro
Um pedaço de nós se foi ontem. E se foi em clima de emoção e de paz, embora estivéssemos em guerra para acreditar que era um sonho, um sonho qualquer e doloroso. E se foi respaldado por poesias lidas pela Izabel (Bel) Verni, pelas sobrinhas dele e por olhos úmidos e embalados por canções como a eterna “Eu sei que vou te amar”…E se foi com aplausos dos parentes e amigos, em momento de carinho e solidariedade. Esse pedaço de nós, talvez o cara de maior amplitude humana e política que conheci, tornou viva a ternura com que se deve tratar as pessoas honestas, sem rótulos de intensidade. Saibam que ficou no ar um cheiro e gosto de Poeira (grupo de movimento estudantil, do qual fizemos parte) algo tão forte e afetuoso quanto um tempo que vivemos logo ali no passado como as dúvidas e propostas que temos aqui e agora. O Marcelo*, esse nosso pedaço que se foi, fará muita falta à Humanidade, com a certeza de que ele não passou por aqui em vão. Marcelo, PRESENTE!
*Marcelo Oikawa
Muito obrigado, Zé Beto. Você tem um coração do tamanho do mundo.
Meu caro Nilson. Ao prestar meus sentimentos pela partida do Marcelo, bem como, recentemente do Tadeu, gostaria de fazer um agradecimento a vocês do grupo Poeira de Londrina, ao qual devemos homenagear e ter eterna gratidão, pois foram fonte de inspiração para outras gerações. Ao assistir a perda de membros das gerações de democratas e liberais, formadas no antigo ensino clássico, durante o período da Constituição de 46, vivencio um sentimento de tristeza. Especialmente por estarmos vivendo nos tempos da colheita, decorrente do seu fim, que nos trouxe A Cultura Inculta, descrita por Allan Bloom em seu livro.
https://www.folhadelondrina.com.br/folha-2/poeira-que-levanta-memorias-1024256.html