Da Alep
O Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou na quinta-feira, 05, ofícios para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e para o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) pedindo explicações sobre a situação das praças de pedágio no Paraná.
O órgão de controle realizou um inspeção in loco, entre 25 e 29 de abril, e encontrou diversos problemas nas estruturas que foram desativadas em novembro, após o fim das antigas concessões. “Esta atitude do TCU reforça a nossa tese de abandono das praças e incrementa a ação judicial que movemos, por meio do Instituto Brasil Transportes (IBT), para que se adotem providências em relação às praças desativadas”, afirma o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD).
O TCU avalia que haverá a necessidade de readequação das edificações pelas futuras concessionárias. “Isso significa mais custos, que certamente vão impactar no preço do pedágio”, aponta Romanelli. “Neste momento, os usuários convivem com o risco de acidentes e de roubos, enquanto muita gente ainda continua acomodada, sem dar uma solução para os problemas”, pontua o deputado.
Nos ofícios, o TCU anexa imagens e informa que durante a inspeção feita no mês passado identificou que praças de pedágio, balanças de pesagem, serviços de atendimento a usuários e outras edificações estão sendo depredadas. O tribunal alerta sobre o “prazo incerto” para a nova licitação e diz que as depredações das estruturas “podem ser agravadas se elas não estiverem sob vigilância”.
O tribunal também questiona a situação da segurança dos usuários das rodovias. “Além do dano patrimonial à União e ao estado do Paraná, há ainda consequências como a possibilidade de ocorrência de acidentes pela falta de iluminação das praças de pedágio (devido ao roubo de materiais elétricos, cabos, transformadores, geradores e disjuntores elétricos)”, informa o TCU.
Obrigações – Os ofícios estabelecem um prazo de 15 dias para retorno das respostas. O TCU também solicita informações sobre quais as obrigações assumidas “na assunção dos ativos que farão parte das concessões da PR Vias” e sobre as medidas tomadas para “resguardar esse patrimônio e para compatibilizar o projeto de concessão aos danos que estão sendo percebidos nesses ativos”.
A ANTT e o DNIT devem esclarecer a situação das seguintes edificações: Centro de Operações da Concessionária – COC, Bases de Serviços Operacionais (BSO), Praças de pedágio, Área de descanso, Postos de Pesagem Fixo, Pesagem Dinâmica – WIM 4, Posto da Polícia Rodoviária Federal.
Quanto custaria manter uma viatura com giroflex ligados com dois soldados em cada praça diuturnamente? Acredito que menos do que vamos ter que pagar por meia hora de pedágio!
Depois que arrombaram os cofres públicos, despejando bilhões de reais nos partidos políticos, as praças de pedagiadas se tornaram secundárias.