Do analista dos planaltos
O governo precisa olhar com mais atenção para a ABIN. Os arapongas – bem ao seu estilo, na surdina – já manifestam claro desconforto com a posse-exoneração-retorno do delegado Alexandre Ramagem por lá. Acham que a agência está sendo desnecessariamente exposta na mídia e que algum analista da Agência mereceria agora a chance de dirigir o órgão. Nomear, tirar e retornar com o delegado Ramagem é visto como uma desconsideração ao quadro de servidores que, registre-se, por justiça, é muito qualificado.
Para quem teve um delegado de polícia civil paulista como Diretor no governo Lula, falar de qualificação é duro.
E ainda falar de Abin que o mesmo delegado indicou como símbolo um Carcará.
Somos ingênuos diante dos fatos, o governo instrumentaliza órgãos para vigiar seus fantasmas.
Ascensão e destaque de colaboradores é motivo para substituir. Predomina o EU SOU, EU MANDO, EU POSSO TUDO.
Vivemos um pesadelo diário, e daí, temos de assumir que foi um erro, e daí, que custará caro por várias gerações. E daí.
Mais em conta para todos e menos letal seria um acordo para destituir, reparar este trágico cenário. A estratégia de produzir conflitos, conturbar o ambiente de governabilidade, evidencia total despreparo para reger o posto de maior importância.
Hoje recebeu o coronel Curió, em seu gabinete.
E daí.