Do correspondente em Brasília
Transpira um misto de desconfiança e preocupação entre agentes e delegados na Polícia Federal. Mesmo que considerem Rolando Alexandre um bom quadro, de perfil baixo e boa formação, temem que a disciplina e hierarquia aprendida no seu passado militar – ele foi cadete na AMAM – ainda estejam presentes – e que ele não compreenda a importância de ser chefe da polícia judiciária da União, submetendo-se de forma constrangedora a ordens e caprichos que talvez só possam ser mesmo assoprados em reuniões veladas e não divulgadas, como foi sua posse.
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A posse de Rolando Alexandre ontem só entrou na agenda oficial do Palácio depois de ter sido realizada. Assim aconteceu também com a ida do célebre Major Sebastião Curió, o terror de Serra Pelada, ao gabinete presidencial, onde foi recebido em alto estilo. Só após ter sido descoberto pela imprensa, horas depois, é que o encontro foi confirmado na agenda oficial.