de Mário Montanha Teixeira Filho
Quantas palavras terei escrito no tempo da minha existência? Palavras repetidas,
outras tantas não sabidas, as que restam, as que ficam ou fogem, somem para sempre?
Serão milhares,
serão milhões,
duras, cegas, indecentes, doces, ingênuas, cruéis,
todas tolas,
facas de cortar o peito,
armas de mudar o mundo, serão frente,
serão fundo,
minhas palavras,
as que carregam a vida
e desaparecerão comigo.