Assim veio:
Muita gente não sabe, mas as mulheres tiveram um papel decisivo na discussão e estabelecimento de direitos sociais básicos na Assembleia Nacional Constituinte – que entre 1987 e 1988 -, reescreveu a nova lei máxima do Brasil após mais de duas décadas de ditadura militar.
Essa história é apresentada no documentário “Elas escreveram o futuro: mulheres e a Constituinte”, realizado pelo Instituto Defesa da Classe Trabalhadora (iDeclatra) em parceria com o Museu da Democracia, com o apoio do Ministério das Mulheres – @mmulheres.
A obra audiovisual, dirigida por Daniel Billio, responsável por trabalhos como “Tragédia em Santa Maria” (2013) e a série “3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central” (2013), resgata a atuação das mulheres na redemocratização do país, passando por episódios fundamentais como a formação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), o “lobby do batom” e a campanha “Mulher na Constituinte”. O lançamento acontece no próximo hoje (02) em Curitiba*.
✨ “Palavra de mulher”Em 1986, dos 559 congressistas eleitos para a Constituinte, apenas 26 eram mulheres, ou menos de 5% do total. Diante da inferioridade numérica, elas se articularam em conjunto e sob o slogan “Constituinte pra valer tem que ter palavra de mulher”, capitaneado pelo CNDM, entregaram em março de 1987, a “Carta da Mulher Brasileira aos Constituintes” ao presidente da Assembleia, deputado Ulysses Guimarães (PMDB-SP).O documento reunia reivindicações colhidas em movimentos de base de todo o país, divididas em temas como saúde, trabalho, família e violência. Graças à pressão do bloco, cerca de 80% de todas as propostas da Carta foram aprovadas e integradas ao texto constitucional definitivo.
ANOTE
02 de julho
18h30
R. Visconde do Rio Branco, nº 1.488 – 4º andar – Curitiba (PR)