por José Maria Correia
Viva o amor .
Daqueles que amam.
E hoje comemoram.
E dos que já amaram um dia intensamente.
E os que esperam ainda um amor .
Com esperanças.
De quem já realizou o amor em todos os tempos do verbo amar .
Quem teve gozos, prazer , orgasmos e explosões físicas .
Revolucionárias.
Até a exaustão e
O sal do suor e dos fluidos corporais .
Que tatuam os lençóis.
Que tem os sons de uma cachoeira .
E os batimentos explodindo no peito.
Também de quem recebeu e doou o amor manso , o tranquilo .
Como um lago de espelhos .
Onde amantes se refletem.
Há o amor do sossego e da senectude .
Que se expressa menos nos toques .
E mais no silêncio por olhares ternos e nos pequenos gestos e gentilezas .
O amor recíproco.
Que todos esperamos.
E o original, o maior e o primeiro de todos .
O Materno , que nasce ainda no paraíso do ventre sagrado .
E é eterno.
Infinito.
E o Paternal que se sente na mão segura do pai.
No abraço dos amigos e amigas .
O incendiário do líbido da juventude.
O do Tesão , com a força da manifestação física , como uma correnteza que arrasta as margens por onde passa.
E que se transforma em Paixão que tudo enfrenta .
Como o dos passarinhos e das aves, os sabiás madrugueiros .
Menestréis dos gorgeios da noite e da arte da sedução encantadora.
Sob o palco das estrelas e das constelações.
E depois há o amor que amadurece e continua
O Fratenal.
Como a borboleta que desperta do casulo para seus vôos encantados com suavidade e todas as cores .
Há ainda o amor das fases das inquietações.
Do rompimento e do retorno.
O amor do abandono e da perda da ilusão .
O da desilusão.
Há o transitório.
O aventureiro .
O clandestino.
E o definitivo.
O dos poetas .
Da música .
Das musas e dos sonhos que nos confortam .
O mais doce e terno.
O Amor das memórias e das saudades .
Tudo gira em torno do Amor que nos possui em uma dimensão do invisível.
A maior força da natureza e da Vida .
Todos os dias , horas e momentos são do amor que nos envolve completamente.
Como vida .
Como existência
Aspiração e destino .
E por onde andamos
Nos acompanha o amor .
E nosso desespero é para que não seja perdido como drama , perda ou esquecimento.