de Carlos Castelo
§ É com preocupação que observo a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Não porque elas mereçam qualquer forma de complacência. Ao contrário. São organizações criminosas violentas, responsáveis por incontáveis mortes e pela corrosão de instituições públicas. O problema está em outro lugar: na perigosa pretensão de uma potência estrangeira de redefinir unilateralmente questões de segurança dentro do território brasileiro.
O ponto não é a natureza das facções. É quem decide quais consequências decorrem dessa classificação.
Quando Washington declara que determinado grupo é terrorista, não está apenas emitindo um juízo moral. Está reivindicando para si instrumentos jurídicos, financeiros e políticos que ultrapassam suas fronteiras. A história mostra que a palavra “terrorismo” raramente permanece confinada aos dicionários. Ela costuma viajar acompanhada de sanções, operações extraterritoriais, pressões diplomáticas e, em casos extremos, ações militares.
Nesse ponto, a coisa fica complicada.
Os Estados Unidos possuem uma longa tradição de tratar o planeta como uma espécie de condomínio cuja administração lhes pertence. Em nome do combate ao terrorismo, já congelaram ativos, realizaram operações clandestinas, executaram alvos em países estrangeiros e ignoraram fronteiras quando consideraram seus interesses ameaçados. Nem sempre consultaram governos locais. Ou pediram licença.
A questão, portanto, não é defender criminosos brasileiros. É apoiar o princípio segundo o qual cabe ao Brasil combater seus criminosos.
Uma nação perde parte de sua soberania quando deixa de controlar seu território. Mas também quando aceita que outra potência passe a definir quais ameaças internas justificam medidas excepcionais.
Existe uma diferença entre cooperação e tutela. Cooperação ocorre quando dois países trabalham juntos contra um problema comum. Tutela começa quando um deles assume o direito de decidir sozinho o que é melhor para o outro.
O PCC e o CV representam, sem dúvida, uma ameaça à autoridade do Estado brasileiro. Mas a ideia de que uma potência estrangeira possa ampliar sua esfera de atuação dentro do país em nome do combate a essas facções também deveria preocupar qualquer pessoa que leve a sério a noção de independência.
Estados fortes combatem seus malfeitores. Impérios costumam combater os malfeitores dos outros. É aí que a solução começa a se parecer com o problema.
O Brasil tem de acordar, defender a soberania visto que não somos colônia de ninguém. A forma como os americanos nos enxergam é com menosprezo e desdém.
Jamais devemos nos submeter a chantagens e aos interesses de outros, o Sr
Flávio BOLSONARO deu um tiro contra o Brasil, ao incentivar uma classificação um tanto exagerada. Os problemas estao nas fontes, nas nascentes e fronteiras frouxas, e portas secretas que facilitam o fluxo de armas e narcotráfico.
É um pretexto com finalidade de intervir no território brasileiro, usam de forma astuta, com apoio de traidores que jogam contra o país. Deveria prender por traição, visto que se fosse na Rússia china teriam outro tratamento mais adequado.
Temos de romper laços com aqueles que querem usurpar da nossa soberania, imagine se fosse ao contrário. Votar no Flávio é votar contra o Brasil, é traidor tal qual
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk………. esquerdalha adestrada é piada, de mau gosto. para eles tem que deixar pcc, cv fazer o que bem entender, inclusive ser eleito. como é que que o pcc e cvc elege deputados? oras, eles MANDAM o pessoal da comunidade votar em quem eles escolherem e fim de papo. e ai se o caboclo não se eleger, o pau come. e a petezada acha isso “democracia”, faz o ele
Quando eu digo que os nossos esquerdistas ainda não saíram de década de sessenta…aí surge mais um para falar nesta balela de “soberania” e que na China e Russia seria diferente…
Menas cumpanhero, você está pelo menos cinquenta anos atrasado, a China já levou o que queria daqui, se vc fala em soberania olhe que domina as distribuidoras de energia, que é dona de alguns portos e de mega Empresa de produção de sementes.
O Brasil já foi vendido..
Tem gente que não sabe a distinção entre capitania hereditária, concessão pública e propriedade privada, e fica querendo lacrar em cima de artigo escrito com muita competência por Carlos Castelo, aliás um dos melhores artigos publicados nos últimos dias aqui pelo blog do Zé Beto!
Estudar um pouco pra não passar vergonha faz um bem danado, companheiros jocozinhos! Agora pra má fé, não tem remédio!