por Mário Montanha Teixeira Filho
Papéis espalhados sobre a mesa,
olhos de saudade a devorar palavras,
milhares, milhões,
imagens quase apagadas,
pensamento que dobra uma esquina
sombria, atravessa a rua
e se acomoda no canto permitido
da memória.
Diga-se o que for,
faça-se a coisa, aquilo
que é fuga, feito frasco de perfume
quebrado, cheio de dor,
odor e sangue.