Do Plural, em reportagem de Bruno Soares
13 dos 15 deputados paranaenses que querem adiar a redução da jornada até 2036 também votaram por restringir prisões de congressistas
O avanço da emenda que pode empurrar para 2036 a redução da jornada semanal de trabalho reúne, no Paraná, praticamente a mesma base parlamentar que apoiou a PEC da Blindagem no Congresso. Dos 15 deputados do estado que assinaram a proposta apresentada por Tião Medeiros, 13 votaram anteriormente por restringir prisões e afastamentos de congressistas.
A emenda patrocinada por Tião Medeiros altera pontos centrais da discussão sobre o fim da escala 6×1 ao manter a possibilidade de jornadas de até 44 horas semanais em atividades consideradas essenciais. O texto também condiciona a redução da carga horária à aprovação futura de lei complementar e estabelece prazo de dez anos para entrada em vigor da mudança.
Na prática, a proposta cria novos obstáculos para implementação imediata da redução da jornada em um momento em que o governo Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negociam um acordo para fixar a carga semanal em 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.
A proposta de Tião Medeiros foi protocolada no momento enda sobre jornada de trabalho, mas votaram contra a PEC da Blindagem.
m que a comissão especial da Câmara discute a versão final do parecer do relator Leo Prates. A expectativa da cúpula da Câmara é votar o texto ainda nas próximas semanas.
A PEC 3/2021 foi aprovada pela Câmara em dois turnos em 2025 e ficou conhecida no debate político como PEC da Blindagem por ampliar barreiras para decisões judiciais contra deputados e senadores. A proposta restringe medidas cautelares contra parlamentares, como prisão e afastamento do mandato.
Entre os deputados do Paraná que aparecem nas duas listas estão Tião Medeiros, Pedro Lupion, Sergio Souza, Luisa Canziani, Felipe Francischini, Padovani, Dilceu Sperafico, Paulo Litro, Beto Richa, Vermelho, Geraldo Mendes, Sargento Fahur e Toninho Wandscheer.
As exceções são Luiz Carlos Hauly e Luiz Nishimori. Os dois assinaram a eme
O lixo de sempre.