Do Filósofo do Centro Cínico
Então fica assim: depois que o Ratinho Junior desistiu de ser presidente da República por ser prensado numa reunião da família na sala de casa, ele resolveu agir para que o seu grupo não perca o comando do Paraná para o Sergio Moro, o ex-juiz, ex-dono da Lava Jato, ex-ministro do Bolsonaro, ex-pré-candidato à presidência e senador eleito pelo Estado, mesmo porque não conseguiu se candidatar por São Paulo, cuja divisa fica perto de Maringá, onde nasceu. Pois o Ratinho Junior teve a ideia de tentar colocar o atual prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, nessa fogueira. O rapaz tem um ano de mandato e a disputa foi a primeira eleição dele, comm DNA político (Paulo Pimentel, o avô, foi governador). Em tempo de I.A., aceita-se tudo, até injeção na testa, desde que a campanha publicitária convença. Certo? Depende. No caso em tela, como dizem, Pimentel teria de renunciar ao mandato e, ulalá!, assumiria o vice Paulo Martins, jornalista cria do atual governador e, até semana passada, filiado ao PL, para onde foi Moro, que está convencido pelas pesquisas que vai passar por cima de tudo na eleição de outubro. Martins agora é do Novo, que rompeu com o PSD de Ratinho Junior para entrar de cabeça na campanha do Moro sob a liderança de Deltan Dallagnol, ex-procurador federal que fez dupla com o então juiz federal no estrago da Lava Jato, a que pavimentou o caminho político dos dois (a cassação do mandato foi apenas um detalhe). Se juntar todos os retalhos para uma colcha, dá que Ratinho parece determinado a entregar a prefeitura da capital ao grupo de quem tem mais chances de levar o queijo inteiro, ou melhor, o Paraná inteiro. Isso não é nuvem, é tempestade.
Quem é o leso que pensou em lançar Eduardo Pimentel?
Deve ser o irmão Daniel Pimentel Slaviero que vendeu o Bosque da Copel?
Deve ter comido cogumelo no Bosque.
Ou seria o Eduardo Sciarra?
Quanta asneira a gente tem que ouvir. Eduardo Pimentel acabou de se eleger, só é conhecido (por enquanto) na capital, tem popularidade em alta aqui, vai se reeleger facilmente. Aí, depois disso, ainda com menos de 50 anos, certamente será forte candidato ao governo do estado. O governador Ratinho, do alto da sua popularidade, mas desesperado por ter falhado na articulação política, precisa agora ter prudência…
Eles não se preocupam com o que o cidadão vai pensar das idas e vindas de ” toda a classe politica sem ressalva deste ou daquele partido ou integrante”, até porque eles sabem que a ninguenzada está preocupada em colocar arroz e feijão no prato.
E convenhamos, eles não precisam se preocupar com isto (colocar arroz e feijão no prato).
Olha, a mente humana é capaz de pensar o impensável. Cogitar o cara que, por muito pouco, quase perdeu uma eleição ganha para uma neófita da política – a vovó Donalda, achando que teria alguma chance e jogando seu futuro no ralo, é de uma arrogância e uma tolice típica dos estupidos!!!