de Carlos Castelo
§ Acordei sabendo que o mundo estava errado quando li que Isis Valverde tinha sido indicada ao Framboesa de Ouro. Não errada ela, errado o mundo. Porque há uma diferença essencial entre “pior atriz coadjuvante” e “minha atriz favorita fazendo qualquer coisa, até lendo bula de remédio”. No meu critério, isso não é prêmio ruim: é reconhecimento alternativo.
Enquanto analistas discutem Código Alarum com sobrancelhas arqueadas, eu assisto como uma torcida organizada.
Ninguém diz, mas todos percebem: Isis sempre ocupa a tela com presença, ritmo, e uma beleza que desorganiza argumentos. A câmera gosta dela. Meus olhos idem.
O Oscar que me perdoe, mas Isis Valverde é fundamental.