Houve algumas pessoas especiais que bailaram conosco naqueles dias de festas e alegrias. Eram especiais porque uma estrela sempre brilhava em sua testa quando elas riam ou falavam. Romynne foi uma dessas pessoas. Ela era a própria alegria, e em todas as noites sagradas que inventamos no Marumby, quando muitos de nós bailavam no espaço, sob as estrelas, era seu riso cristalino que nos indicava o caminho da alegria. Vejo aquela criança flutuando no meio da neve, na Bolívia, e sua risada atravessava o temporal porque nela, tudo, tudo era alegria.
*Do livro ‘A Casa Muito Engraçada’