por Dora Kramer, na FSP
Antes de comemorar, oposição brasileira deveria esperar para ver o que vai dar a intervenção na Venezuela. Governadores erraram no tarifaço e podem ter errado de novo ao não se dobrarem à prudência e à legalidade
Ainda é cedo para saber como as coisas vão se desenrolar na Venezuela, e por isso mesmo é possível afirmar que a direita brasileira se precipitou no entusiasmo pela captura de Nicolás Maduro pelo governo de Donald Trump.
Esse pessoal já havia levado na cabeça ao festejar o tarifaço, mas não aprendeu uma lição básica do episódio: interferências estrangeiras fora da diplomacia, da Justiça e/ou da negociação política são condenáveis e geram consequências imprevisíveis, não raro péssimas para seus autores.
Cenários aparentemente favoráveis a discursos de um grupo ideológico mudam conforme as circunstâncias. Uma delas tem a ver com a ideia de Trump proporcionar à Venezuela uma transição “segura, adequada e sensata”. Já vimos desastres resultantes de intervenções baseadas em alegações semelhantes.
No afã de restaurar relações de interlocução privilegiada com os EUA e se escorar na defesa da democracia, o grupo de governadores-candidatos perdeu a oportunidade de render homenagens à prudência e à legalidade.
Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO), Romeu Zema (MG) e Ratinho Júnior (PR) olharam para a derrubada do ditador e ignoraram as violações do pretendente a imperador. Contrariam, assim, a própria estratégia eleitoral de se mostrarem oposicionistas de direita moderadamente civilizados.
Correm o risco de morder as respectivas línguas se confirmada intenção de tutela norte-americana na Venezuela. Se houver efeitos negativos para o Brasil e a América Latina nos campos social, geopolítico e econômico, vão precisar fazer um recuo tático. Tardio, pois já terão se colocado no lado escuro da força, o que será usado contra eles na campanha.
Excessos de toda sorte, incluindo os retóricos, levaram a turma de Jair Bolsonaro a reiteradas derrotas. Evidência ignorada por todos os que celebram a tese de que os fins justificam os meios, mas especialmente desastrosa, e talvez mortífera, para quem vende moderação no mercado eleitoral.
A ação de Trump tem nada a ver com “direita x esquerda”, tem muito mais a ver com geopolítica que qualquer outra coisa.
Deu um forte recado aos chineses, russos e iranianos antes de mais nada.
E para quem já esqueceu: Hugo “el pollo” Carvajal está lá nos EUA entregando tudo e todos.
O esperneio da “esquerda” tem milhõe$$ de motivos. E agora eles vão tentar apagar o passado, maduro vai ser aquele convidado que ninguém quer por perto. Ou seja, será abandonado à própria sorte pelos queridos “companheiros”.
Apenas o circo de sempre, protestos e discursos para os seguidores da seita e nos bastidores negociar com o xerife.
Trump deve ter embolsado alguns bilhões com a forte alta das ações das petroleiras, não tem nada de geopolítica, dólares, bilhões de dólares na ação. Usou a bandeira americana e a força de estado para reaver o prejuízo causados pela estatização do petróleo no governo Hugo chaves. Este foi condenado a pagar 10bilhoes de dólares e deu calote.
Agora terão de pagar com juros e correção….