de Luiz Claudio Oliveira
Meu cachorro caça sombras
Não a dele, nem a minha
Sombras de bichos voadores.
Feito gato, também caça reflexos
Ponto luminosos que dançam
Pelo chão ou paredes.
Meu cachorro pouco vê os bichos que voam
Mas não perdoa as suas sombras
Projetadas no chão ou paredes
Em provocantes voos rasteiros.
Meu cachorro morde as sombras
Mete focinho, patas e até dentes
Em chão e paredes duras
Tentando pará-las.
Igual a meu cachorro,
Há humanos que ignora
Os que voam acima deles
Em vez de admirar os vôos
Ficam mais ocupados
Em morder sombras rastejantes