Do Analista dos Planaltos
As convenções estaduais para eleições dos presidentes do diretórios partidários mexem muito no complexo tabuleiro para a escolha dos candidatos ao governo do estado.
Se confirmada a vitória de Zeca Dirceu no PT estadual contra o combativo oposicionista Arilson Chiorato, e a de Angelo Vanhoni em Curitiba, a tendência é de mais diálogo com Ratinho Júnior durante o mandato, à exemplo do que já ocorre com os ministros de Lula . Pode ser tudo ou menos, mas nunca será nada.
No MDB a tendência é que o deputado federal Sérgio Souza substitua por consenso o parlamentar estadual Anibelli Neto, mais governista e com cargos no governo. Ambos representantes do Agro. Sergio Souza é cria política de Orlando Pessutti e ocupa cargo na mesa diretiva da Câmara dos deputados.
Renato Adur pretende ser indicado a vice-governador pelo MDB e de quem Ratinho escolher para sucedê-lo. A cobiçada vaga de vice também também está no radar da federação União Brasil-PP, que tem um um representante forte, o deputado federal Felipe Francischini (com apoio da família) e o clã de Ricardo Barros .
O grupo ainda tem prefeituras fortes, a vice presidência da Assembleia e uma bancada de deputados expressiva e poderosa como cacife , além de polpudos fundos partidário e eleitoral e muito tempo de televisão.
O problema a resolver é que terão que decidir como preliminar se irão apoiar o filiado senador Sérgio Moro- já em campanha para o governo do Estado e em primeiro lugar nas pesquisas. Ficarão no governo e apoiarão o escolhido de Ratinho Junior, onde possuem dezenas de cargos em comissão, inclusive secretaria de estado? Isso também o mesmo ocorre na prefeitura de Curitiba,
Neste e para prováveis candidaturas majoritárias estão ainda o vice-prefeito Paulo Martins, que assume interinamente a titularidade em Curitiba na próxima semana. O vice de Eduardo Pimentel é próximo de Jair Bolsonaro, um nome que continua muito forte em todo o sul do país onde lidera todas as pesquisas
Alvaro Dias, que comanda o Podemos, ingressou agora de forma discreta nas articulações, mas tem um recall muito forte pelos mandatos exercidos no Senado e no Governo do Estado e as grandes votações recebidas.
Há também o ingresso do ex governador Requião no PDT com o filho Mauricio, que pretende ser o candidato da oposição ao governo. Por enquanto, entretanto, falta a estrutura necessária. Para lembrar, Requião pai fez uma votação pífia para a prefeitura de Curitiba.
O nome Requião aparece bem nas pesquisas, mas ainda confunde o eleitor e os pesquisadores se as intenções são para o veterano pai-ex governador ou o filho e que cargos pretendem disputar.
O principal tema do momento é a dúvida sobre quem o governador Ratinho escolherá como seu candidato. Será amigo Guto Silva para quem confiou a secretaria mais política do estado, ou Darci Piana , o leal Vice-Governador de duas gestões sem atritos nem divergências?
Quem está mais articulado nas bases é o presidente da Assembleia Alexandre Curi que saiu na frente e tem promovido macro reuniões itinerantes com lideranças municipalistas e eleitores nas convenções partidárias.
Há também o ex-prefeito Rafael Greca, secretário estadual que, quando aparece, confirma a intenção, mas ressalva que vai em frente “ se deixarem”. Leia-se caso Ratinho o escolha, nada provável no PSD .
Em resumo, segue o jogo, onde está tudo dominado e sem possibilidade de surpresas.